Eles dão o melhor de si para arrancar seu aplauso na avenida


Os passistas são uma atração a mais nos desfiles da escolas de samba

Marcelo Carvalho

À primeira vista, eles são sinônimo de alegria, dedicação e muito samba no pé. Eles são os passistas! Um grupo para lá de motivado, que faz a diferença na avenida. Afinal, eles influenciam diretamente no desempenho da escola nos quesitos Harmonia e Evolução.

Além disso, de acordo com o compositor e presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá, Mato Grosso do Sul, Victor Raphael de Almeida, em um desfile de escolas de samba, a ala dos passistas fica posicionada estrategicamente antes ou depois da bateria. Além de ouvir melhor o ritmo para facilitar a dança, esta ala, especificamente, não possuía obrigatoriedade de abrir os espaços com o mesmo rigor que as demais alas do desfile. Isso porque o samba exige um espaço maior para sua desenvoltura.

Vestindo a camisa do samba

Fábio Silva é passista da Escola Unidos da Alvorada, há três anos. Ele também é o atual Rei Momo da Escola. “Como Rei Momo não represento apenas a escola de samba, mas sim todos os pavilhões do Carnaval de Manaus.  Sou o rei do carnaval”. Resume ele orgulhoso.

Rei Momo, Fábio Silva, durante o desfile da Escola Unidos da Alvorada. Foto: arquivo pessoal

Silva garante que não há sensação melhor que se presentar para o público durante o carnaval. “O passista veste a camisa do samba para transmitir amor e alegria para o público que o assiste”, explica.

O passista ressalta que os sambistas representam a cultura de um povo. “O carnaval não é brincadeira, como muitos acham. Ele gera empregos, movimenta a economia e estimula o turismo. Muita gente tira o seu sustento do carnaval”, ressalta.

O necessário para ser um passista

Acima de tudo, o passista usa de gestos para compor a sua apresentação de forma elegante e eficiente. Além do tão falado samba no pé, é necessário ter graça e sexualidade. Se você deseja se tornar um passista também precisa ter mais de 18 anos.