Cinco séries de terror para quem ama o gênero


Isabelle Carvalho

Existe uma quantidade enorme de produções de terror nos variados catálogos das plataformas de streaming. Difícil é encontrar um título que realmente seja bom dentre os tantos presentes.

O gênero tem seus fãs, já os filmes e séries que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos… Nem tanto assim. É quase raro achar uma obra interessante e que aborde o horror de forma inteligente e que, de fato, assuste. Por isso, separamos algumas indicações de produções para você que é um amante do terror. Vamos a elas:

Antologias A Maldição da Residência Hill, A Maldição da Mansão Bly e Missa da Meia Noite

As três temporadas, criadas pelo diretor Mike Flanagan, são originais Netflix e o terror funciona como seus planos de fundo. Com roteiro e técnicas impecáveis, as antologias – sem ligações umas com as outras, exceto por alguns atores que aparecem em mais de uma temporada – utilizam o horror como meio para tratar de assuntos bem humanos.

Como vem sendo bastante feito ultimamente por nomes como Ari Aster, Robert Eggers e Jordan Peele, o sobrenatural funciona quase como uma metáfora para retratar temas angustiantes aqui mesmo no mundo terreno. Há fantasmas, monstros e sustos, assim como cenas bem aterrorizantes, mas o que assusta mesmo é a percepção da finitude da vida, a angústia do passar do tempo, a incapacidade de se afastar de um vício, a vida interrompida, a fé cega ou a falta completa dela. Tais assuntos permeiam de maneira belíssima essas três produções. São personagens assombrados por fantasmas que, na maioria das vezes, são memórias.

 

Padre Paul encontra o vampiro. Foto: divulgação

O Exorcista

Uma releitura do clássico filme O Exorcista, a série – original do Prime Video –  não é tão assustadora quanto o filme e talvez seja até um pouco superficial quando comparada com seu referencial. No entanto, ela não deixa de assustar.

O padre Tomás Ortega (Alfonso Herrera) e o padre Marcus Keane (Ben Daniels) encontram-se para lidar com um caso de possessão demoníaca que aflige uma família da comunidade local. Apesar de serem bem diferentes, inclusive nas opiniões, os dois unem forças para enfrentarem essa força sobrenatural. A série é bem feita e conta com cenas bem tenebrosas. 

Marianne

A série francesa tem apenas uma temporada, conta com oito episódios, e foi cancelada pela Netflix após sua exibição. Apesar disso, a produção vale muito a pena, pois é uma das mais assustadoras da atualidade. A obra conta a história de Emma, uma escritora de sucesso que escreve livros de terror.

Suas narrativas, no entanto, foram inspiradas em sua cidade natal, para onde ela retorna e precisa lidar com imagens assustadoras que começam a se revelar memórias. Com personagens interessantes, incluindo a bruxa Marianne, a série é muito bem sucedida em criar uma atmosfera de crescente tensão em um cenário gélido e sombrio. Também conta com cenas bem aterrorizantes e fortes. 

Servant

A série, original da plataforma Apple TV+, não é um terror explícito, está mais para um thriller bastante sombrio e incômodo. Todos os seus aspectos técnicos e de narrativa convergem para criar um perfeito terror psicológico que vai mexer com a sua cabeça.

A produção acompanha o casal Dorothy e Sean Turner que contrata Leanne para ser babá de seu filho. No entanto, o bebê na verdade é um boneco, utilizado para que os dois conseguissem superar um trauma do passado. Com a chegada da babá, acontecimentos estranhos passam a acontecer, criando um mistério que com certeza irá te viciar. 

The Outsider

Quando falamos de terror, é claro que não poderia faltar ele, o mestre do horror: Stephen King. The Outsider – original da HBO – tem apenas uma temporada e foi cancelada.

Apesar disso, seus dez episódios são ótimos e conseguem finalizar o arco da história perfeitamente. Baseada em uma obra de King, a série une o suspense de um crime ao sobrenatural. Ela se passa em uma cidade dos Estados Unidos onde um garoto de onze anos é assassinado. Diante de tantas evidências, o detetive Ralph Anderson prende o treinador de beisebol.

No entanto, ele surpreende-se ao descobrir que o suspeito estava a mais de cem quilômetros de distância de onde o crime teria acontecido. Há um mistério intrigante enaltecido pelos ótimos aspectos técnicos da produção, além de atuações excelentes. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Consulta pública sobre diagnóstico do câncer de pele é aberta pelo Ministério da Saúde a população em geral


Os interessados devem apresentar seus relatos de acordo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo do Ministério da Saúde.

William Gama

O Ministério da Saúde abre hoje, (20) através da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), consulta pública para quem deseja contribuir com informações sobre o Melanoma Cutâneo, um dos tipos de câncer de pele mais agressivos e comuns no Brasil.

As pesquisas e experiências dos interessados devem estarem relacionadas diretamente sobre as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo do Ministério da Saúde. Todos os relatos que forem enviados serão analisados pela Secretaria-Executiva da pasta.

O câncer de pele atinge mais de 30% dos casos de tumores malignos diagnosticados no país. Sendo considerado grave, pois sua probabilidade de se espalhar para as demais partes do corpo é de aproximadamente 4%.

Mais casos surgem

Segundo os dados do Instituo Nacional de Câncer (INCA) em 2022, o Brasil deve registrar 185,6 mil novos casos de câncer de pele entre a população nas regiões brasileiras. Esses fatores se devem as altas temperaturas registradas nos últimos anos.  O Instituto estima que aproximadamente 2.000 pessoas percam a vida por este tipo de câncer no território nacional. 

Os fatores de risco de obter a doença aumentam com o avanço da idade, a partir dos 40 anos. Outras estão relacionadas as características físicas, como a tonalidade da pele de pessoas claras, cabelos loiros ou ruivos, presença de sardas, dificuldade de bronzeamento da pele, exposição excessiva ao sol, queimaduras solares, histórico de câncer de pele na família. Pessoas com estes biotipos estão mais vulneráveis a doença.

Os sintomas de Melanoma Cutâneo no corpo são apresentados através de pintas ou manchas com bordas irregulares, que descamam e causam coceiras no local. Esses sintomas podem aparecer entre manchas já existentes ou que vierem a surgir com a manifestação da doença. 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através de um dermatoscópio, onde serão analisadas as manchas e pintas que apresentam alterações ou que estejam coçando. Identificadas, serão removidas através de cirurgias para serem submetidas em biopsias e encaminhadas a um especialista para análises.

Confirmando o Melanoma Cutâneo, o paciente se submeterá ao tratamento cirúrgico, radioterapias e quimioterapias. Caso o câncer já tenha se espalhado para outros órgãos, o Melanoma tornasse incurável, existindo apenas o tratamento paliativo da doença.

Neste caso, assim que surja algo inalterado no corpo, a orientação é procurar o especialista o quanto antes, pois o tratamento realizado no início, aumentam as chances de cura.  

Por este motivo, o Ministério da Saúde realiza consultas públicas para que as pessoas possam contribuírem contando as suas experiências e pesquisas baseadas nas Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Melanoma Cutâneo. A consulta pública é um mecanismo que permite a Administração Pública adquirir informações, opiniões e críticas da sociedade civil, a respeito de temas proporcionados pela pasta da Saúde. Este tem o objetivo de fomentar e ampliar a discussão sobre o tema proposto e assim fundamentar e tomar decisões e definir políticas públicas sobre o assunto abordado. 

Para quem deseja participar da consulta pública, vai precisar entrar no site da Conitec http://conitec.gov.br/, e realizar o preenchimento do formulário disponível para esta consulta. O período será de hoje (20) até o dia 8 de junho.

A Conitec disponibiliza um período de 20 dias e orienta a todos a observarem as recomendações disponibilizadas na página da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema único de Saúde (CONITEC).

O que faz a mídia dar tanta atenção à Guerra Rússia x Ucrânia e muito pouco as demais?


Isabelle Carvalho

A guerra entre Rússia e Ucrânia já perdura por quase três meses e as tensões parecem longe de se encerrar. Vladimir Putin alegou que a invasão busca “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. No entanto, outros motivos podem ter induzido na decisão, como a possibilidade de adesão da Ucrânia à aliança militar da OTAN e o desejo de restabelecer a zona de influência da antiga União Soviética. 

Depois de muitos combates, bombardeios e mortes, o conflito entre os dois países permanece. Esta semana as preocupações mundiais pareceram aumentar. Suécia e Finlândia, ambos vizinhos da Rússia, pedem a adesão à OTAN. Não poderia existir pior momento para tal.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é um organismo que tem como objetivo principal garantir a segurança de seus países membros. Então, se um país membro for atacado, todos os outros integrantes fornecem auxílio. 

Um Guerra nada Fria

A OTAN foi criada no contexto da Guerra Fria, em que Estados Unidos e União Soviética entraram em conflitos ideológicos e políticos, com um dos objetivos iniciais sendo conter a expansão do socialismo. O pedido da Suécia e Finlândia só agravaria as tensões já acirradas. A Turquia, um dos países membros, barrou o pedido para acelerar o processo de adesão. 

A guerra entre Ucrânia e Rússia é bastante grave, à medida que envolve países do mundo inteiro. E começa a se instaurar o medo de uma Terceira Guerra Mundial. O que, na verdade, é muito improvável.

Incontáveis mortes e a destruição de cidades inteiras fazem voltar todas as atenções para estas hostilidades. Contudo, é relevante se questionar por que este embate em específico tem acumulado tanta dedicação, principalmente da mídia. A oposição Rússia X Ucrânia vem ocupando as principais notícias desde seu início.

Muitas guerras espalhadas pelo mundo

No entanto, outros 28 países apresentam conflitos ativos. Há a tensão entre israelenses e palestinos, a Guerra do Afeganistão, que completou 20 anos em 2021, com o Talibã recuperando o controle do país. Sem falar no confronto no Iêmen, que já matou mais de 230 mil pessoas. Já na Síria, já são onze anos de guerra e cerca de 90% da população está na pobreza. 

Com tantas tragédias ao redor do mundo, por que a mídia, em sua maioria, concentra seus esforços em apenas uma? Talvez seja pelo fato destas outras guerras já permanecerem há muito tempo, o que acaba normalizando a situação. As atualizações midiáticas acontecem quando há alguma novidade, mas informações constantes talvez não tragam audiência suficiente. 

Além disso, a Guerra entre Rússia e Ucrânia traz personagens quase intrigantes que mexem com o imaginário social. Até hoje, são inúmeros os conteúdos de literatura, arte e audiovisual – cinema e séries – que retratam os a bipolaridade mundial na época da Guerra Fria. É um tema até um pouco romantizado na construção imagética da sociedade. Tudo isso pode influenciar as pessoas a se interessarem mais por esta guerra do que por outras e isso acarreta uma reação da mídia. Mídia e espectadores alimentam-se mutuamente.

 

Esquecida pela grande mídia, conflito no Iêmen já dura oito anos. Foto: divulgação

Desviando a atenção dos próprios problemas

Uma questão mais pertinente ainda é: Por que a guerra entre Rússia e Ucrânia ganha mais atenção e solidariedade do que as tragédias ocorridas em nosso próprio país? São muitos os conflitos, não necessariamente guerras, acontecendo todos os dias, mas talvez nós olhemos com mais angústia para algo acontecendo do outro lado do mundo do que aqui. Talvez seja mais fácil se preocupar com um conflito ocorrendo a quilômetros de distância, porque não podemos fazer muito pelas pessoas envolvidas. Difícil seria incomodar-se com os nossos próprios dramas, porque estes sim talvez pudéssemos ajudar. 

Não é de hoje que se fala muito nos motivos que temos para assistir a tragédias nos jornais televisivos ou ler sobre na internet. A causa primeira é para nos informar. Mas também, observar outras realidades perigosas e violentas do sofá seguro da nossa casa traz um alento, um conforto e um alívio porque não estamos naquela situação. Enquanto olhamos de fora da nossa vida comum, através de uma tela, para essas tragédias, é complicado adotar uma postura ativa diante de desastres. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Ilhéus: Sesau realiza visitas técnicas e garante requalificação de mais três unidades de saúde em Ilhéus


Marcelo Carvalho

Com o objetivo de avaliar as principais demandas das equipes e anunciar melhorias na estrutura física de unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) e Unidade Básica de Saúde (UBS), a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), realizou na última segunda-feira (16) visita técnica às unidades de saúde localizadas na Barra e no Iguape.

Segundo informações da Sesau, a visita atende a determinação do prefeito Mário Alexandre, que promove uma série de requalificações para prestar atendimento de qualidade ao cidadão ilheense.

“Aproveitamos para traçar novas estratégias, com vistas à prestação de um serviço cada vez eficiente para a nossa população. Ouvir, entender e atender as demandas das comunidades é o principal objetivo do prefeito Mário Alexandre. A Saúde avança de uma forma jamais vista”, frisou André Cezário, titular da Sesau.

A visita foi realizada com a presença dos vereadores Kaique Souza, Éder Júnior, Paulo Carqueija e Ivo Evangelista. De acordo com a secretaria, as unidades possuem atendimento médico regular, o que amplia o acesso dos usuários aos serviços de saúde nesses locais.

Saiba das novidades do mercado nacional dos quadrinhos


Isabelle Carvalho

Muito se fala sobre quadrinhos internacionais, principalmente com o sucesso estrondoso do Universo Cinematográfico da Marvel (seus filmes e séries são baseados nos quadrinhos da Marvel Comics). Para quem é fã do gênero, vale se aventurar também pelos quadrinhos nacionais.

Você pode até não se dar conta, porém a produção brasileira é bastante rica e variada, tendo muitos livros explorando temas referentes a nossa cultura e história. 

A origem dos quadrinhos no Brasil data de 150 anos atrás. Todo mundo conhece as Aventuras da Turma da Mônica, é possível que os personagens criados por Mauricio de Sousa tenham feito parte da infância de muitos brasileiros. Suas narrativas fazem parte da memória social e, até hoje, as tramas de Cebolinha, Mônica, Cascão e Magali são sucesso entre crianças. 

Muitas opções interessantes

Além dos clássicos, existem milhares de títulos que podem render boas leituras. “O Rancho do Corvo Dourado”, por exemplo, é uma coletânea baseada na obra de Monteiro Lobato, Sítio do Picapau Amarelo. O diferencial é que o conteúdo adota um cenário pós-apocalíptico, em que o mundo foi quase destruído por bombas atômicas e os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial. 

Criado por Monteiro Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo encanta gerações.

“Ser artista mulher é…” aborda situações machistas e preconceituosas que artistas mulheres passam mesmo nos dias atuais. Tudo isso de uma maneira bastante humorada e, assim, propagar a grande diferença de tratamento entre homens e mulheres no mercado artístico no Brasil. 

“O último assalto” conta a história de Kevin, que é morador de uma periferia de São Paulo e seu sonho é ser lutador de boxe. Tentando deixar no passado um crime que cometeu, começa a lutar em uma academia. A partir disso, vários acontecimentos o fazem entender que seu maior desafio não será no ringue. 

Trash e terror

“VHS” é uma coleção de histórias em quadrinhos trash e de terror. A proposta é homenagear e referenciar clássicos do terror dos anos 80 e 90. As imagens são em preto e branco e estão no formato de uma fita VHS. 

O Rancho do Corvo Dourado: uma versão pós-apocalíptica steampunk do Sítio do Picapau Amarelo.

Em “10 dias perdidos”, relembra-se o ano de 1582 quando na mudança do calendário Juliano para o Gregoriano, dez dias foram pulados. Os quadrinhos contam o que sucedeu nesse tempo perdido na História. O conteúdo mistura magia e ciência, humanos e deidades e seus personagens terão apenas 240 horas para salvar a humanidade. 

Por um lado, o mercado de quadrinhos nacional é positivo pois cada vez mais surgem histórias autorais. No entanto, os leitores diminuem com o passar do tempo. Além disso, o meio digital causou grande impacto na produção desses livros, principalmente na forma com que esses conteúdos são divulgados e consumidos. É muito importante a conquista de seu público e a valorização do próprio trabalho para que quadrinistas alcancem uma boa repercussão de suas obras.

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e