A estreia de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e os próximos passos do Universo Marvel


A aventura divide opiniões mas vai indo muito bem nas bilheterias.

Isabelle Carvalho

O novo filme da Marvel mal estreou e já arrecadou cerca de 185 milhões de dólares e isso só nos cinemas norte-americanos. No Brasil, não poderia ser diferente. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura levou os fãs ao desespero na expectativa sobre a produção, ainda mais sobre os rumos da fase 4 da Marvel nos cinemas.

Até agora já foram lançados Viúva Negra, Os Eternos, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Homem-Aranha: Longe de Casa e, na última semana, a sequência de Doutor Estranho. Além dos filmes, também foram promovidas algumas séries: Wandavision, Falcão e o Soldado Invernal, Loki, What it…?, Gavião Arqueiro e Cavaleiro da Lua. Todos esses títulos estão disponíveis na plataforma de streaming Disney Plus

Para compreender o contexto do segundo filme do Doutor Estranho, não é totalmente imprescindível ter visto outras obras, mas torna a experiência mais interessante. Assistir o primeiro Doutor Estranho, Homem-Aranha 3, Wandavision, Loki e What if…? possibilita um maior entendimento sobre o filme, mas ler um resumo também te ajudará a entender melhor esse multiverso da loucura. 

Até agora o filme em questão dividiu opiniões entre os espectadores. Há tanto críticas quanto elogios à trama. Pode-se dizer até que faltou história, no sentido de que o multiverso da loucura teve pouco de loucura e pouco de multiverso. O conceito foi pouco explorado, no entanto, é fato que o longa abre caminhos para os próximos projetos da Marvel. 

É interessante o desenrolar da trajetória de Wanda como Feiticeira Escarlate e é, de longe, a personagem mais bem desenvolvida na obra. Suas motivações fazem sentido e, mais do que isso, são passíveis de identificação por parte de quem assiste. Conseguimos entender de onde vem sua dor (principalmente quem viu Wandavision).

Já a introdução de América Chavez, que será a heroína Miss America, foi um tanto superficial. Apesar do seu potencial, a personagem torna-se quase uma figurante. Esperamos que seu perfil seja mais desenvolvido nas próximas histórias. 

O futuro do MCU

E quais são os caminhos que virão em 2022  dentro do Universo Marvel? Os próximos títulos a serem lançados incluem Mrs. Marvel, Thor: Amor e Trovão, Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, She-Hulk e um Especial de Natal dos Guardiões da Galáxia. Mas para além de 2022, a Marvel tem muitos planos pela frente. The Marvels (2023),  Os Guardiões da Galáxia – Vol. 3  2023), Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023), X-Men ’97 – Série Animada (2023), Eu Sou o Groot, Marvel Zombies, Homem-Aranha: Freshman Year , Agatha: House of Harkness, Armor Wars, Echo, Ironheart, Secret Invasion, Loki: Segunda Temporada, What If…?: Segunda Temporada, Blade, O Quarteto Fantástico , Sequência de Capitão América, Deadpool 3 e uma Série sobre Wakanda.  

São muitas as expectativas para as próximas fases do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). A grande novidade tem sido o formato das séries, que têm atraído uma boa quantidade de espectadores e fãs. Wandavision (primeira série lançada) foi um sucesso estrondoso que combinou estilos e fez referências a clássicos sitcoms, como A Feiticeira, Modern Family e The Office. Podemos aguardar grandes projetos para o futuro. Além disso, temos uma infinidade de universos de possibilidades com a introdução do multiverso (muito desenvolvido em Loki) e sua apresentação “oficial” em Doutor Estranho 2. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Veja quais foram os atores que quase apareceram em Matrix


História poderia ter ganhado outro rumo se outros atores assumissem os papéis

Thais Paim

A trilogia Matrix já se consagrou como um grande clássico do cinema e rende debates sobre os segredos por trás da sua trama até hoje. Mas você já pensou como seria se outros atores tivessem interpretado os papéis? 

Seus três filmes foram lançados entre os anos de 1999 e 2003 e se tornaram grandes responsáveis pelo impulsionamento da carreira de Keanu Reeves, que interpretou o protagonista Neo. Mas, apesar do sucesso na sua atuação, por pouco, Will Smith quase deu vida ao herói. 

Mas as curiosidades não param por aí. O mesmo vale para os demais personagens da trilogia: Carrie Anne-Moss, Laurence Fishburne e Hugo Weaving não foram as primeiras escolhas para interpretarem Trinity, Morpheus e o Agente Smith, respectivamente.

Confira abaixo quais atores quase apareceram na trilogia Matrix: 

Neo

Will Smith chegou a receber o convite para interpretar Neo em Matrix, mas recusou o papel. Ele viu sua carreira como ator decolar no final dos anos 1990, mesmo época em que o primeiro filme entrou em produção.

Trinity

Carrie Anne-Moss foi a escolhida para interpretar Trinity, o interesse amoroso de Neo da trilogia. Apesar de ser relativamente desconhecida, pois a maior parte de seus trabalhos anteriores foram na televisão, as irmãs Wachowski decidiram fazer o convite, mas a atriz acabou recusando por estar em uma turnê, já que ela também é cantora.

Morpheus

Um dos líderes da resistência humana em Matrix era Morpheus. Laurence Fishburne foi quem deu vida a ele e disse que não achou o roteiro confuso, mas admitiu que considerou ser uma aposta arriscada a realização do filme.

Russel Crowe foi a primeira escolha para o papel, mas abriu mão dele por que já estava bem atarefado (entre 1999 e 2001, estrelou três filmes que renderam indicações ao Oscar). Don Davis, compositor de Matrix, revelou que Samuel L. Jackson e Gary Oldman também foram cogitados.

Alguns rumores afirmam que o veterano Sean Connery recebeu o convite. No entanto, o ator já disse que lhe ofereceram, na realidade, o papel do Arquiteto, que apareceu nas duas sequências do original.

Agente Smith

O Agente Smith se tornou um dos vilões mais conhecidos dos cinemas e deu bastante trabalho para Neo, Trinity e Morpheus na trilogia. Hugo Weaving o interpretou com maestria – e infelizmente, não estará em Matrix 4. Mas ele também faz parte do grupo que não foi a primeira opção dos diretores. 

O francês Jean Reno, famoso por aparecer em diversos filmes da ação, foi o nome inicialmente escolhido para viver o Agente Smith. No entanto, assim como Nicolas Cage, recusou a proposta após descobrir que o primeiro filme seria gravado longe de casa. 

Seraph

Por fim, também vale mencionar a situação do personagem Seraph, que era um guarda-costas do Oráculo. O motivo é que dois nomes importantes foram cogitados antes da escolha do ator Collin Chou.

A malaia Michelle Yeoh (que apareceu em um filme do James Bond e em O Tigre e o Dragão) foi a primeira escolha, mas rejeitou a oferta por estar com a agenda cheia. Depois, a produção procurou Jet Li, que também recusou o papel e recentemente citou suas razões: ele não queria que seus movimentos de kung fu fossem preservados digitalmente.

Com setor em crise, Alagoas é o único estado do Nordeste que mantém cinemas fechados


Atividades estão paralisadas desde março do ano passado

Thais Paim

Tendo se destacado no início da pandemia pelas medidas adotadas para prevenção do novo coronavírus, agora Alagoas segue uma marcha lenta para a retomada e é o único estado do Nordeste que ainda não reabriu as salas de cinema. 

Alguns setores da economia ainda não retornaram às atividades, desde a suspensão em março de 2020, provocada pela pandemia da Covid-19.  Por essa razão, representantes do ramo se reuniram com a coordenação geral do Gabinete Integrado de Prevenção à Covid-19, da Prefeitura de Maceió, para cobrar medidas da gestão. 

De acordo com eles, as dificuldades financeiras os obrigam a demitir funcionários. Além disso, a crise fez com que custos com aluguel, energia, taxas e folha salarial ficassem ainda mais pesados. 

Negociações 

Durante reunião nesta terça-feira (5), foram discutidos os protocolos de segurança para o retorno dos cinemas na capital. Mesmo não possuindo uma data precisa para a reabertura, o processo corre em celeridade. 

A expectativa é de que as medidas discutidas sejam apresentadas aos órgãos sanitários, e as empresas vão precisar que se adequar às exigências estabelecidas pela prefeitura.

O coordenador geral do Gabinete Integrado de Prevenção à Covid-19, Claydson Moura, falou sobre o encontro e garantiu que a gestão municipal vai fiscalizar e adotar as medidas necessárias para garantir o cumprimento das normas. 

“O prefeito quer que a gente encontre um caminho seguro, mas a tônica dele é tudo para já”, afirmou o coordenador. Moura também destacou que o novo decreto vai ser construído de forma integrada, em consonância com outras secretarias.

A presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Mirian Monte, também participou da reunião e destacou a necessidade de ampliar os cuidados visando à saúde mental da população. 

“O cinema representa um cuidado com a alma, não podemos deixar a população maceioense desamparada nesse sentido, mas claro, vamos tomar todos os cuidados necessários para impedir o curso de contaminação do vírus”, afirmou ela. 

Itabuna: salas de cinema já estão em funcionamento


A espera chegou ao fim! As instalações do Cinemark, no Shopping Jequitibá, já estão em funcionamento! A expectativa pela

Cinemark Itabuna Foto: Sandro Lyra
Cinemark Itabuna Foto: Sandro Lyra

inauguração do cinema em Itabuna era muito grande, pois há muitos anos a cidade não oferece esse tipo de entretenimento. Inicialmente, estão em cartaz os filmes Malévola 2 (Dona do Mal) e Star Wars – A Ascensão de Skywalker. Este último também pode ser assistido em versão 3D. O valor da entrada é de R$24,00 e meia entrada por R$12,00.

 

Filme “Cura gay” não estreará nos cinemas brasileiros


O drama Boy Erased: Uma Verdade Anulada tinha estreia anunciada no Brasil para o dia 31 de janeiro pela Universal Pictures. A empresa, porém, cancelou o lançamento e deve divulgar o filme no País apenas para home vídeo. A decisão pegou mal e o próprio Garrard Conley, ativista cujo livro inspirou o filme, falou em “censura”. A empresa alega que a decisão foi tomada “única e exclusivamente por uma questão comercial baseada no custo de campanha de lançamento versus estimativa de bilheteria”.

Baseado no livro de memórias do ativista americano e dirigido por Joel Edgerton, o longa foi indicado para o Globo de Ouro nas categorias melhor ator de drama, pela atuação de Lucas Hedges, e melhor música para filmes (e acabou não levando nenhum dos dois, e também não levou nenhuma das esperadas indicações ao Oscar). Russel Crowe e Nicole Kidman completam o elenco.

A trama conta a história do jovem gay Jared Eamons (Hedges), filho de Marshall Eamons (Crowe), pastor de uma cidade conservadora do Arkansas, e da religiosa Nancy Eamons (Kidman). Segundo sinopse divulgada pela própria Universal, em dezembro de 2018, “quando confrontado pela família sobre sua sexualidade, (o personagem) se vê pressionado a escolher entre perder seus familiares e amigos ou se submeter a um programa de terapia que busca a ‘cura’ da homossexualidade”.

CCBB possui ótimas atrações


Você já conhece o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)? Os CCBBs são espaços culturais geridos e mantidos pelo Banco do Brasil cujo objetivo é disseminar a cultura pela população. Eles estão presentes nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. No CCBB você encontra teatro, cinema, artes visuais, musica e muito mais. Vale a pena uma visita.

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Escolha o mais próximo:

Belo Horizonte – Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – CEP: 30140-010 | Belo Horizonte – MG(31) 3431-9400 – [email protected]. Funcionamento: de quarta a segunda das 9h às 21 horas Brasília – SCES, Trecho 02, lote 22CEP: 70200-002 | Brasília (DF)(61) 3108-7600 – [email protected] – Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h.

Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – CentroCEP: 20010-000 / Rio de Janeiro (RJ)(21) 3808-2020 – [email protected] – Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h. São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – CEP: 01012-000 | São Paulo (SP)(11) 3113-3651- [email protected] – Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.   Mais informações: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/  Fotos: CCBB São Paulo, Belo Horizonte e Brasília respectivamente.

 

 

O dublador Márcio Dondi


A voz dele é conhecida por muitos de vocês que apreciam os documentários dos canais Discovery, Nat Geo, Fox Life e TV Escola. Há também que o reconheça pelas dublagem dos personagens “Ultron, em Os Vingadores – A Era de Ultron”; Teobaldo da Novela do SBT “Coração Indomável”; O imperador  Zarkon em “Voltron – O Defensor do Universo”, “Contratempo em Ben 10”, entre outros. Márcio é graduado em Publicidade e Propaganda e apaixonado pelo que faz. “A dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”, declara. Márcio recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre a dublagem e também sua carreira. Boa leitura!

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Márcio Dondi Fotos: divulgação

 
Blog Carvalho News – Por que decidiu se tornar um dublador?
Márcio Dondi – Sempre tive um registro de voz grave, por isso ouvi durante todo início de minha vida, de pessoas de meu círculo de amigos e família, que devia tentar trabalhar com a voz e então minha fascinação pela dublagem veio crescendo e aos 24 anos dei início a minha carreira.
CN – Como foi o início de sua carreira?
 Márcio Dondi – Comecei estudando locução em 1994 e como sempre tive facilidade pra leitura (estudava quando criança, lendo de frente para o espelho como se estivesse de frente para uma platéia), comecei como locutor publicitário em RD/TV.
Em 1999 estudei dublagem pela primeira vez com o ator e dublador já falecido Hamilton Ricardo, depois disso meu amor pela profissão só cresceu, eu ainda não era ator mas fiquei encantado com aquele trabalho, e percebi que era exatamente aquilo que queria de meu futuro, de minha vida, daí não parei mais, tudo que fiz foi direcionado a minha carreira e felizmente tive um bom retorno.
CN – Chegou a fazer algum curso de aprimoramento ou especialização ligado a área de dublagem?
Márcio Dondi – Sim. Não poderia ser diferente.Em primeiro lugar cursei artes cênicas, a dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”.Minha profissão de locutor me ajudou muito no teatro, é claro, além de participar também como auxiliar de produção, aprendiz para ser mais claro, também fiz gravações de áudio para várias produções, e só conclui o teatro em 2005.A partir daí comecei  efetivamente meu caminho na dublagem, quando conheci um dos Papas da comunicação, o locutor, narrador e dublador Marcio Seixas.Com Marcio passei dois anos me especializando não só em dublagem, mas também em locução.Marcio Seixas foi o diferencial em minha vida profissional, grande parte do pouco que sei, aprendi com esse sujeito e tenho uma gratidão de vida eterna com ele. Depois disso, já atuando, estudei mais um ano de dublagem com outra doce e competente amiga, a atriz e dubladora Fernanda Crispim, uma das vozes mais doces e gostosas de se ouvir, com quem também aprendi mais um pouquinho e tenho também outra dívida de gratidão.
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CN – Para quais personagens já emprestou sua voz?
Márcio Dondi – Tenho um carinho especial por todos os meus personagens, sempre me dedico a dar o meu melhor para cada um deles, seja no cinema ou na TV, em longas, séries ou novelas, mas alguns sempre marcam mais e ficam na lembrança como por exemplo o vilão ULTRON em “VINGADORES – A ERA DE ULTRON” onde dublei James Spader. O divertido JULIUS na série da FOX “SURVIVOR’S REMORSE” onde dublei o hilário Mike Epps.O correto DEPUTADO AGUSTIM MORALES em “A DITADURA PERFEITA”, um longa da Netflix onde dublei Joaquim Cosío e o sensível TEOBALDO na novela do SBT  “CORAÇÃO INDOMÁVEL” onde dublei Manuel Landeta.
CN – A dublagem brasileira é mesmo uma das melhores do mundo?
Márcio Dondi -Difícil afirmar isso, acho até que seria deselegante com colegas de outros países, e a verdade é que ultimamente temos sido surpreendidos com alguns trabalhos fora do eixo Rio/São Paulo que tem deixado muito a desejar.
CN – Em relação à remuneração: qual é o salário de um dublador iniciante?
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Márcio Dondi – Isso varia de profissional para profissional, dependendo da qualidade do trabalho.
CN – Como você avalia o mercado de dublagem brasileiro, nos dias atuais?
Márcio Dondi – Acho que o otimismo faz parte de minha vida, acredito sempre que estamos e estaremos bem, mas alguns colegas estão muito desapontados com esses “trabalhos” sem qualidade vindos de praças sem nenhum histórico de dublagens, inclusive de fora do país também como Buenos Aires e Miami, o que tem contribuído para algumas críticas bem negativas.
Precisamos que o público se manifeste mais, que reclame, que deixe de assistir a determinada emissora que não se preocupa com a qualidade do serviço oferecido (vendido) aos telespectadores. O manifesto e a opinião pública são fundamentais!

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Imperador Zarkon – Voltron: O Defensor do Universo

CN – Quais os aspectos positivos de atuar como dublador?
Márcio Dondi -Sou suspeito para responder essa questão, porque sou um apaixonado pela minha profissão e estou sempre pronto a dar minha colaboração para condições melhores.
CN – Existe algum aspecto negativo?
Márcio Dondi -Sim. Justamente essa concorrência desleal que mencionei nas respostas anteriores, de trabalhos vindo de praças que não valorizam a qualidade do trabalho artístico, pensam somente na questão financeira e não se preocupam em se gabaritar para oferecer um trabalho digno, que respeite o telespectador. Por tudo isso, pesquisas e entrevistas como a sua, são fundamentais para que o grande público entenda um pouquinho mais de nossa arte, de nossa grande paixão! Muito obrigado a todos, fiquem bem e na paz!

Veja as estreias cinematográficas da semana


14 produções cinematográficas entraram em cartaz essa semana:

A Bela e a Fera

Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana. Assistir ao trailer.
 Bela
Tinha que ser ele?

Ned (Bryan Cranston) leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) durante o feriado do Natal, mas ao encontrá-la entra em conflito com o namorado dela (James Franco), um rapaz excêntrico que ficou rico por causa da internet. Assistir ao trailer.

 Tinha
La Vingança
Dois amigos caem na estrada com destino a Buenos Aires, a bordo de um Opala laranja 72, com uma missão: conseguir ficar com o maior número de mulheres possível. Isso tudo é um plano para lavar a honra de Caco, um homem de trinta e poucos anos que pegou sua namorada na cama com um argentino. Assistir ao trailer.
La
Jonas e o Circo Sem Lona
Aos 13 anos de idade, Jonas é filho e neto de artistas de circo. O garoto tem seu próprio circo improvisado, frequentado pelos moradores do pobre bairro onde vive, na Bahia. É ele quem coordena os números, prepara os figurinos, a música e controla os ingressos. Jonas pretende abandonar a escola para se juntar ao tio e viver num circo itinerante, mas a mãe prefere que ele permaneça na escola. No meio desta briga, ele descobre as dificuldades da vida adulta. Assistir ao trailer.
Jonas
 Era o Hotel Cambridge
Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas.Assistir ao trailer.
 Era
Pedro Osmar – Prá Liberdade Que Se Conquista
Pedro Osmar é um grande artista paraibano, apesar de pouco conhecido pelo Brasil. Além de suas músicas ja terem sido gravadas por nomes como Elba Ramalho, Lenine, Zé Ramalho e Zeca Baleiro, esse nordestino talentoso já escreveu muitos textos que foram montados para o teatro. O músico, poeta e artista plástico iniciou sua carreira em 1970, nos festivais de MPB de João Pessoa, e, desde então, segue encantando muitas pessoas. Assistir ao trailer.
Osmar
O Filho de Joseph
Vincent (Victor Ezenfis) é um jovem que vive com a sua mãe. Sem nunca ter conhecido seu pai, ele sai em busca de sua identidade. As investigações o levam a um cínico e maquiavélico publisher em Paris, que o fará tomar decisões drásticas. Assistir ao trailer.
Filho
 Os Cowboys
Alain (François Damiens) é um dos pilares da comunidade, junto com a esposa e o casal de filhos. Mas quando sua filha Kelly, de apenas 16 anos, desaparece com o namorado muçulmano ele vai atrás da menina e não desiste de procurá-la. Sua vida normal fica para trás e ele leva consigo o filho Kid (Maxim Driesen), que sacrifica sua juventude pela empreitada. Assistir ao trailer.
Cowboys
Fátima
Fátima cria sozinha as duas filhas: Souad, de 15 anos, adolescente rebelde; e Nesrine, de 18 anos, começando os estudos de medicina. Ela não fala bem francês, o que frustra sua comunicação com as filhas, mas ainda assim ambas são a razão para que ela siga em frente. Um dia, em seu emprego como empregada doméstica, ela cai de uma escada. Convalescendo, escreve em árabe tudo o que nunca conseguiu dizer às filhas em francês. Assistir ao trailer.
Fatima
Eles Só Usam Black Tie
Um ano após o sombrio suicídio de uma menina misteriosamente transmitido ao vivo na internet, um grupo de jovens ricos vive, em Joanesburgo, em busca de respostas, drogas, distração e salvação. A tragédia os obriga a reavaliar suas próprias vidas e debater assuntos como raça, política e sexualidade. Assistir ao trailer.
Tie
 Por um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados
Cerca de 200 milhões de imigrantes saem de seus países anualmente, enviando para suas casas cerca de US$ 400 bilhões. Três famílias representam esta estatística: José Luis Vásquez, que largou tudo no México para ganhar a vida nos Estados Unidos; Seidi e Leonardo Takano, irmãos brasileiros que foram para o Japão em busca de dinheiro para saldar uma dívida do pai; e Ibrahim Suware, que deixou Gâmbia, foi para a Alemanha e agora se divide entre a família alemã e a africana. Assistir ao trailer.
Emigrados
Estopô Balaio
O trabalho do coletivo Estopô Balaio, grupo teatral que há cinco anos desenvolve um processo artístico a partir das experiências dos moradores do Jardim Romano, bairro localizado na periferia de São Paulo, com as águas das enchentes que assolaram suas vidas durante dez anos. Assistir ao trailer.
Balaio
 História Antes de Uma História
Dr. K é um velho senhor que gosta de caminhar bastante, sempre curioso e em busca de novos conhecimentos. À certa altura do caminho, estranhos e misteriosos objetos começam a aparecer em sua estrada. Aos poucos, Dr. K percebe que os objetos na verdade vão ajudá-lo a desvendar um mistério muito maior: as técnicas corretas para criar uma animação.Assistir ao trailer.
História
Com os Punhos Cerrados
Eugenio, Joaquim e João são três jovens que, através de uma rádio clandestina, lutam pela liberdade e planejam a revolução, invadindo as transmissões das rádios de Fortaleza e atacando a base constitutiva da sociedade burguesa e capitalista. Quando começam a incomodar os poderosos, suas vidas passam a correr risco, ao mesmo tempo em que surge uma bela e misteriosa ouvinte que deseja se unir a eles e pode transformar os seus destinos. Assistir ao trailer.
 

 

Cineasta Marcelo Paes de Carvalho


Com muitos projetos e planos de morar no continente europeu, o cineasta carioca Marcelo Paes de Carvalho faz um balanço do atual cenário cultural brasileiro. Conheça um melhor esse empreendedor, bem como seus posicionamentos nesta rica entrevista.

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Blog Carvalho News – Fale-nos do seu longa documentário “Incêndio no Circo – Das Trevas à Luz”.

Marcelo Paes de Carvalho – O filme, um longa documentário, conta a tragédia que ocorreu em 1951, com o incêndio do Gran Circus Norte Americano, em Niterói, onde morreram 317 pessoas e mais de 500 feridos. Mas o filme fala não só sobre a tragédia em si, mas sobre como várias pessoas se destacaram no processo de recuperação daqueles enfermos, como a população se engajou, etc.

CN – Como funciona o seu processo para escolha de elenco?

Marcelo – Meu processo, na maioria das vezes, tem várias etapas, primeiro buscando conhecer os trabalhos anteriores daquele ator/atriz. Se eu acho legal, chamo para um teste, para ver se o personagem encaixa com aquele artista, pois muitas vezes temos atores/atrizes muito bons mas que não encaixam no personagem, e isso é o mais importante, precisa passar verdade, precisa de identificação, precisa de sangue no olho. Outras vezes, embora raramente, um personagem já é escrito pensando um determinado ator ou atriz, nesse caso, o processo é basicamente um convite.

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Marcelo com o cacique Pataxó em Porto Seguro (BA)           Foto: arquivo pessoal

CN – O que provocou a estagnação do cinema nacional?

Marcelo – Eu acho que a estagnação já passou. Com a retomada, muita coisa legal vem acontecendo, e o cinema brasileiro vive uma efervescência criativa. Nosso problema é outro, gravíssimo: A falta de público interessado em assistir o filme brasileiro que não seja a comédia, os filmes que já tem bilheteria certa. E mais importante do que discutir problema, é debater solução, que nesse caso, passa pela formação de plateia, desde crianças, a formação na área audiovisual, para que mais pessoas produzam, etc.

CN – Como você avalia o atual momento do cinema em nosso país?

Marcelo – Eu acho o cinema brasileiro lindo. Mas para isso, para constatar minha afirmação, é preciso sair do óbvio, é ir atrás de títulos diferenciados, é buscar o cinema que está sendo feito e não está sendo assistido, é buscar os novos nomes, os curta-metragistas, a galera que está respirando audiovisual por amor à causa. Para essas pessoas é que precisamos de mais políticas públicas, e não para o cinema comercial que já inclusive, poderia sobreviver sem as leis de incentivo.

CN – O Brasil vive um período complicado tanto na economia, quanto na política. Como tudo isso vem afetando suas produções?

Marcelo – Nós somos afetados pelo mundo que nos cerca o tempo todo, então vemos com olhos bastante atentos o que está acontecendo no país, na política, nos bastidores, essa crise de representação e até mesmo de identidade pela qual estamos passando, é olhar um congresso e não se reconhecer ali, embora reconheça ali também uma parcela da sociedade, e isso tudo é muito inquietante, e acaba influenciando até mesmo na nossa criatividade. E antes que me esqueça #FORATEMER.

CN – Voce é o presidente do Instituto Incartaz de Cultura, Educação e Inclusão Social. Qual a proposta dessa entidade?

Marcelo – O Instituto InCartaz surgiu em 2008 para dar vazão as nossas propostas e projetos de capacitação, principalmente em audiovisual. São projetos sociais, cursos, workshops, etc., tudo buscando uma maior inclusão social e a capacitação profissional nas artes.

CN – Quais seus projetos a médio prazo?

Marcelo – Estou indo morar na Europa, olhar o Brasil um pouco de fora, então à partir de 2017, passarei sempre 6 meses lá, 6 aqui, já que não consigo imaginar viver sem minhas andanças por esse país que tanto amo. E a meta é, além de finalizar os projetos em andamento (filmes, séries, etc) é fortalecer cada vez mais o projeto FILMINBRASIL, que capacita pessoas para trabalhar na área audiovisual em todo o país, com vários parceiros, em vários estados.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os leitores do blog?

Marcelo – O que eu quero para os leitores é que olhem a arte como algo não só belo, mas necessário. Nesse momento estranho que estamos vivendo, onde chegamos a ver pessoas afirmando que os artistas eram apenas vagabundos (sendo que eu trabalho em média 18h por dia), precisamos incentivar a produção cultural brasileira mais do que nunca. A arte é sempre algo visto como secundário, quando não é. A arte realmente salva vidas. Esqueça os livros, a teoria, o pensamento, achando que isso é algo apenas subjetivo, pois não é. Uso sempre um exemplo que vivi para isso: Um dia, eu estava entrevistando pessoas, usuários de um hospital psiquiátrico, e elas tinham através de um projeto lindo da ECOAR – Educando com Arte (outra entidade da qual faço parte da diretoria), acesso a oficinas de dança. Uma senhorazinha, quando entrevistada, me deu o seguinte depoimento: “Sabe, meu filho… Ontem à noite, eu estava pensando em me suicidar… Mas aí, lembrei que hoje tinha aula de dança… Então, deixei para amanhã.” Pensem nisso, com carinho.