Posse de Biden é hoje e medidas importantes já foram anunciadas


EUA volta a OMS, reata  o acordo da França e paralisa a construção do muro

André Lucas

Hoje, dia 20 de janeiro, marca a posse do presidente dos Estados Unidos, sobre ameaças de invasão e vandalismo. O evento aconteceu no Capitólio em Washington. Com a segurança muito reforçada e a proibição dos desfiles por conta da pandemia. A cerimônia de posse será bem diferente daquelas comuns em outros tempos. A cerimônia será às 14:00 ( horário de Brasília).

Os assessores do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciaram hoje  de manhã, que o presidente vai assinar mais de 10 decretos para mudar a política internacional elaborada pelo antecessor Donald Trump. 

 As principais medidas via decreto são relacionadas diretamente à questão ideológica do último presidente, Biden vai interromper a construção do muro com o México na fronteira, vai anular a saída do país da  OMS(organização Mundial dos Médicos), e reatar o acordo de Paris sobre o clima. 

A saída da OMS

 Em maio de 2020, Trump entrava em atrito com a OMS, ele não estava satisfeito com a postura do órgão internacional em relação ao combate a covid 19, e também não gostava da forma como a China era tratada. Trump queria que a China fosse considerada culpada e punida pelo vírus, algo que a OMS nunca faria e por isso ele anunciou a saída dos EUA da organização. 

O acordo de Paris

Em novembro do ano passado, Donald Trump anunciou a saída do país do Tratado Internacional de Controle do Clima. O antigo governo falava sobre a saída a mais de 3 anos, porém só durante as eleições do ano passado que a saída oficial foi anunciada. Biden dizia que, caso tivesse vitória nas urnas, colocaria o país de volta no acordo.  

O muro com o México

Todos que acompanharam as eleições de 2016, e a trajetória de Trump até a derrota em 2020, já ouviram falar sobre o desejo de construir um muro na fronteira do país com a américa latina para impedir a entrada dos imigrantes no país. Uma dos principais motivos que sustentam o rótulo de xenófobo de Donald Trump, é a construção desse muro e os discursos de ódio contra imigrantes. Falando em imigrantes, Biden acabará com o veto migratório aplicado por Trump, que afeta cidadãos de 11 países com populações muçulmanas significativas (Eritreia, Irã, Quirguistão, Líbia, Mianmar, Nigéria, Somália, Sudão, Síria, Tanzânia e Iêmen) e inclui restrições aos de Venezuela e Coreia do Norte.

Combate a pandemia

Biden em suas primeiras  medidas de seu governo para lidar com a pandemia do novo coronavírus, entre elas tornar obrigatório o uso de máscara em propriedade federal e instalar um coordenador de resposta à covid-19 para supervisionar os esforços da Casa Branca para distribuir vacinas e suprimentos médicos. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença com mais de milhões de casos registrados e 401.77 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.  

O que muda na relação com o Brasil

Na prática o que sustentava a relação entre EUA e Brasil era a relação de “amizade” entre Bolsonaro e Trump, que tinham suas linhas ideológicas bem alinhadas. Com a derrota de Trump nas últimas eleições e a chegada de Biden que é bem contrário a esses pensamentos, o esperado é um afastamento dos dois países, e uma queda na intensidade das atividades econômicas entre os dois países.