Itabuna: reordenamento do comércio informal de Itabuna está na pauta


Marcelo Carvalho

Com o objetivo de discutir a necessidade de reorganizar  o comércio informal no centro da cidade e a busca por alternativas que atendam ao comércio como um todo, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACI), Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista (Sindicom) e Associação dos Vendedores Ambulantes (AVAI) se reuniram com o secretário de Indústria, Comércio, Emprego e Renda, Ricardo Xavier.

Segundo Xavier, a proposta do prefeito Augusto Castro é criar um Plano de Ação que possa reorganizar o comércio, em especial com a realocação dos vendedores ambulantes que vendem produtos ao longo da Avenida do Cinquentenário e transversais. Ele disse estar satisfeito com os avanços das discussões não apenas pela participação, mas, pelas sugestões apontadas pelos representantes do comércio.

Um novo encontro do grupo já está agendado, para a próxima quinta-feira, dia 22. Para o secretário municipal de Indústria e Comércio, o diálogo tem sido importante desde o início, porque tanto o poder público quanto o comércio de forma geral buscam a mesma coisa: o reordenamento do setor informal e a liberação de calçadas, passeios e das vias públicas para os transeuntes.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Carlos Leahy, disse que está a favor do comércio informal, desde que ocorra a fiscalização e ordenamento que todos buscam. O presidente da Associação dos Ambulantes de Itabuna, Márcio Higino, também se mostrou favorável à proposta da Administração pública em reordenar o comércio informal e se disponibilizou a colaborar. “Com a regulamentação e o reordenamento todos nós seremos beneficiados”, disse. De acordo com ele, atualmente existem 95 vendedores ambulantes trabalhando na área central da cidade, enquanto outros 35 atuam no Shopping Popular, um imóvel locado com acessos pelas avenidas Inácio Tosta Filho e Amélia Amado, no centro.

Geração de emprego em fevereiro tem o melhor resultado em quatro anos


O Brasil criou 61.188 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (23/03) pelo Ministério do Trabalho. O número é bem superior em relação aos mais de 35 mil empregos gerados em fevereiro do ano passado e corresponde ao melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas no mesmo período. No total, foram registradas 1.274.965 admissões e 1.213.777 demissões.

O mês de fevereiro também seguiu a tendência positiva de janeiro, quando foram abertos 77,8 mil novos postos de trabalho no país. “Esses resultados confirmam a recuperação econômica e a retomada dos empregos. As medidas adotadas pelo governo foram acertadas e estamos otimistas que esses números se repetirão ao longo do ano”, avaliou o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura, em nota enviada à imprensa.

No saldo consolidado de 2017, o Brasil havia tido um resultado negativo, com o fechamento de 20,8 mil postos de trabalho.

Indústria e comércio

Os dados do Caged também revelam que cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho, crescimento de 0,39% sobre o mês anterior.

A indústria de transformação foi o segundo setor com melhores resultados, abrindo 17.363 postos de trabalho, um acréscimo de 0,24% em relação a janeiro. O terceiro melhor resultado ficou com a administração pública, que gerou 9.553 empregos, seguido de serviços industriais de utilidade pública, 629 postos, e extrativa mineral, 315 postos.

Já o setor de comércio foi o que mais fechou postos, com saldo negativo 25.247 postos de trabalho a menos. A agropecuária e a construção civil também tiveram baixas, com o fechamento de 3.738 e 3.607 postos de trabalho, respectivamente.