AGU entrega exames de Bolsonaro para Lewandowski


Na calada da noite, do dia 12, mais especificamente por volta das 22h,  a AGU (Advocacia-Geral da União) entregou ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o resultado dos exames de Covid-19 realizados pelo presidente Jair Bolsonaro para detectar o novo coronavírus.

Em nota, a AGU informou que “os laudos confirmam que o presidente testou negativo para a doença”. Já o gabinete de Lewandowski afirmou que o documento foi lacrado e que será encaminhado na manhã de hoje, 13, para o ministro, que decidirá sobre a sua divulgação.

A polêmica em torno dos exames realizados por Bolsonaro começou logo após ele voltar de uma viagem aos Estados Unidos, durante a qual mais de 20 integrantes da sua equipe foram diagnosticados com a Covid-19. Entre os infectados estavam o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o secretário especial de Comunicação, Fábio Wajngarten. Segundo a Presidência, Bolsonaro foi submetido a dois exames, ambos em março e com resultado negativo. Apesar das cobranças, ele se recusa a mostrar os resultados publicamente.

O presidente chegou a dizer que se sentiria violentado se fosse obrigado a apresentar o resultado, mas disse que cumpriria uma decisão judicial.

Itapé: Secretaria de Saúde confirma primeiro caso de Covid-19 no município


Na manhã desta segunda-feira, 13 de abril, a Diretorias Regionais de Saúde (Dires), entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Itapé e confirmou o primeiro caso de Coronavírus no município.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a vítima foi uma idosa de 62 anos que deu entrada no hospital regional no dia 03 de abril, com problemas crônicos. Na última sexta-feira (10), a idosa não resistiu e foi a óbito. Oficialmente, o município foi notificado na manhã de hoje, após os exames darem positivo para COVID-19.

A Secretaria de saúde informa que já iniciou o rastreamento de familiares e pessoas, que tiveram contato com a idosa e participaram do velório, para serem submetidas ao isolamento social.

Já são 6.836 casos confirmados de coronavírus no Brasil e 241 mortes


A informação é do Ministério da Saúde. O total de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu para 6.836 e o total de mortes chega a 241. No último balanço do governo, na última terça-feira, o número de infectados chegava a 5,717 e 201 mortes confirmadas.

Em relação a ontem, houve uma queda no número de casos diagnosticados, passando de 1.138 por dia para 1.119. O crescimento na quantidade de mortes pela doença também foi menor. Enquanto na terça foram 42 óbitos, hoje são 40. A taxa de letalidade, comparação entre o número de casos diagnosticados em relação às mortes, permanece a mesma: 3,5%.

A redução da velocidade no aumento do número de casos foi sentida em São Paulo, estado que concentra a maior quantidade de pessoas infectados pela Covid-19: 2.981. Ontem o crescimento no índice foi de 61%, enquanto hoje foi de 27%. A evolução no número de mortes, no entanto, manteve a velocidade do dia anterior: 20% ao dia. O estado tem agora 164 óbitos registrados, em decorrência da infecção.

O Rio de Janeiro vem em seguida, com 832 casos e 28 mortes. Na terceira posição em relação ao número de casos está o Ceará, com 444 doentes confirmados e 8 mortes. Depois vem o Distrito Federal com 355 casos e três mortes.

Quando levada em conta as regiões, o Sudeste permanece na frente no número de casos, com 4.223, equivalente a 62% do total. Em seguida vem o Nordeste, puxado pelo Ceará, com 1.007 infectados. Depois vem o Sul (765) e o Centro-Oeste (504). Já a região Norte é a com menos casos da doença até o momento: 337.

Confira o número de casos por região:

Nordeste

Alagoas – 18

Bahia – 246

Ceará – 444

Maranhão – 54

Paraíba – 20

Pernambuco – 95

Piauí – 18

Rio Grande do Norte- 92

Norte

Acre – 43

Amapá – 11

Amazonas – 200

Pará – 40

Rondônia – 9

Roraima – 22

Tocantins – 12

Centro-Oeste

Distrito Federal – 355

Goiás – 71

Mato Grosso – 27

Mato Grosso do Sul – 51

Sudeste

Espírito Santo – 96

Minas Gerais – 314

Rio de Janeiro – 832

São Paulo – 2.981

Sul

Paraná – 224

Rio Grande do Sul – 306

Santa Catarina – 235

Sexo sem proteção esta ainda mais perigoso


Uma “superbactéria” batizada de Mycoplasma genitalium (MG) é a ameaça da vez para os adeptos as relações sexuais sem o uso de preservativo. Segundo informações da Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês), esse mal pode atingi pessoas do mundo inteiro.

Por ser uma doença ainda pouco conhecida, nem sempre há testes para diagnóstico preciso e também medicamentos específicos. As informações sobre a superbactéria estão sendo reunidas e analisadas.

Um estudo divulgado pela BASHH alerta que, se medidas urgentes não forem tomadas, a MG pode se tornar uma “superbactéria” em dez anos. Atualmente, uma em cada 100 pessoas infectadas pode não responder ao tratamento.

Segundo a análise, os dados preocupam porque a não reação ao tratamento pode levar até 3 mil mulheres por ano a terem doença inflamatória pélvica (DIP) causada por MG e com risco de infertilidade.

Características

A “superbactéria” provoca sintomas semelhantes aos da clamídia – doença sexualmente transmissível também por bactéria que provoca dores, inflamação pélvica e corrimento -, mas é mais resistente ao tratamento e, se não tratada, pode levar à infecção da órgãos reprodutivos e causar infertilidade.

Há, ainda, mais semelhanças entre a contaminação por Mycoplasma genitalium (MG) e outras doenças sexualmente transmissíveis. No caso do homem, provoca ardência ao urinar e secreção, além de inflamação dos órgãos internos.

Nas mulheres, a superbactéria provoca dor ao urinar, inflamação de órgãos internos, secreção e infertilidade, em situações mais graves.

De acordo com especialistas, homens e mulheres correm risco de serem contaminados pela MG quando fazem sexo desprotegido, no caso, sem o uso de preservativo. A contaminação pode ocorrer por via oral, vaginal e anal.

Prevenção e Tratamento

O estudo informa que 72% dos especialistas em saúde sexual disseram que é preciso mudar as práticas sexuais para se tornem mais seguras. No caso, recomendam um alerta das autoridades públicas sobre as ameaças do avanço da superbactéria.

O porta-voz da BASHH, Paddy Horner, afirmou que a MG é tratada com antibióticos, mas até recentemente não havia testes disponíveis para diagnosticar a doença. Segundo ele, houve situações de diagnóstico e tratamento equivocados.

Para elaboração do estudo, foram ouvidos 169 especialistas em saúde sexual que atuam no Reino Unido. Entre as recomendações apresentadas estão o melhor controle da resistência aos antibióticos, a busca pelo diagnóstico mais preciso, a redução de custos do tratamento e o acompanhamento.

Doença misteriosa que causa urina preta já possui 22 casos em Salvador


A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) informou que já foram notificados, até a segunda-feira (19), 22 casos da doença ainda não identificada, que provoca dor muscular intensa e urina preta. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo órgão, que acompanha os casos.

O último boletim da secretaria, na segunda-feira, informou 19 casos notificados da doença. Ainda não há informações de outras cidades da Bahia onde existam registros de casos. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) também se posicionou sobre o caso e divulgou um alerta epidemiológico para que os profissionais de saúde fiquem atentos e notifiquem os casos da doença. Conforme a Sesab, todos os pacientes notificados residem na capital baiana, sendo que 14 relataram o consumo de peixe, enquanto oito não se recordam ou não consumiram peixe.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Estado informou que está em curso um processo de investigação que reúne profissionais da vigilância epidemiológica, vigilância sanitária e ambiental, assim como os técnicos do Laboratório Central do Estado (Lacen).

A Sesab alerta que a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde caso apresente os sintomas como dor muscular intensa, de início súbito, acometendo, principalmente, a região cervical (pescoço), ombros, costas, coxas ou panturrilhas. Todas as unidades de urgência e emergência estão orientadas a notificar imediatamente os casos suspeitos de mialgia aguda, o que possibilita acelerar o processo de investigação.

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Pesquisa
O laboratório de virologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), coordenado pelo professor Gúbio Soares, já analisou amostras de urina, fezes e sangue de quatro pacientes que apresentaram os sintomas, como fortes dores que começam no pescoço e nas costas, e que em 24 horas se espalham para braços e pernas.

A suspeita levantada pelas pesquisas é que a doença seja causada elo enterovirus tipo “b” ou pelo parechovirus humano. Os dois provocam mialgia, que são as dores musculares. De acordo com o pesquisador, a suspeita maior é que parechovirus seja o responsável pelo surto, já que as dores provocadas por ele são mais fortes. Nos últimos 10 anos, na França e no Japão, foram registradas contaminações de pelo menos 60 pessoas que sentiram dores provocadas pelo parechovirus.

A forma de transmissão pode ser pelo ar ou pelas fezes de pessoas contaminadas, que são espalhadas no mar. Alguns dos pacientes estiveram em Guarajuba, no Litoral Norte da Bahia, antes de apresentarem os sintomas. A contaminação pela ingestão de peixes não foi descartada. Guarajuba os esgotos estão sendo jogados no mar, esse mar provavelmente vai estar contaminado. Tudo isso abre um leque de investigação e uma oportunidade de se estudar”, explicou.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que apesar de serem responsáveis pela avaliação da qualidade da água no Litoral Norte, o assunto está a cargo da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), que disse que o caso está sendo investigado. Já a Embasa disse que o esgoto da região é devidamente tratado e destinado ao Rio Pojuca, que desemboca no mar, entre as praias de Guarajuba e Praia do Forte.

O infectologista Antônio Bandeira já havia apontado que a enfermidade pode ser causada por um vírus ou por uma toxina presente em peixes de água salgada, por conta de relatos de pacientes que apresentaram sintomas. Em um dos casos mais graves na Bahia, a doença chegou a causar insuficiência renal.

 

Itabuna: laudo atesta qualidade duvidosa da água de poços


O Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de fiscalização para evitar a proliferação de doenças causadas pelo consumo de água contaminada, oriunda de fontes duvidosas, principalmente de poços artesianos e cacimbas que não tenham sido fiscalizados pelo órgão da Prefeitura de Itabuna. Para proteger o itabunense foram adotadas medidas como a coleta diária de amostras de água que são enviadas para análises no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Salvador.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Antônio Carlos Carvalho, afirma que é importante a contribuição de quem adquire água diretamente dos proprietários de poços artesianos e posteriormente repassa para a população. O coordenador explica que essas pessoas devem exigir cópia do laudo do Lacen que ateste a qualidade da água fornecida. “Qualquer pessoa que adquire água de terceiros também deve ter acesso ao documento”, reforça.

De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária desde fevereiro já foram analisadas no município amostras de água de 130 poços artesianos, sendo que 80% tiveram a qualidade aprovada através de exames do Lacen. Os poços reprovados foram interditados pelo órgão municipal e seus proprietários receberam prazo para fazer a limpeza e tratamento com cloro para tornar potável a água destinada ao consumidor. Feito esse procedimento, a água é submetida a uma nova análise e, se aprovada, é liberada para o consumo humano.

Coordenador da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde Antonio Carlos Carvalho - Foto Gabriel de Oliveira
Coordenador da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde Antonio Carlos Carvalho – Foto Gabriel de Oliveira

RECOMENDAÇÕES

Antônio Carlos Carvalho explica que o ideal é que poços sejam perfurados a uma distância de pelo menos 15 metros de áreas contaminadas. “Para evitar a contaminação da água. Além disso, as fontes devem ser instaladas longe de lixões, fossas sanitárias, canais de macrodrenagem, valas e rede de esgoto. É importante que os proprietários façam estudo criterioso, antes da abertura de poços e cacimbas para evitar futuras complicações de saúde para quem vier a consumir essa água”, orienta.

O coordenador do Departamento de Vigilância Sanitária destaca ainda que é importante que o dono do poço ou cacimba contrate um técnico responsável para atestar, incialmente, a qualidade da água. Mas faz um alerta: os únicos laudos que servem para comprovar se água tem qualidade satisfatória ou não para o consumo humano são elaborados após análises de amostras pelo Lacen. “A nossa preocupação é evitar uma epidemia de doenças nesse período em que aumentou muito a quantidade de poços abertos por causa de uma das maiores crises hídricas dos últimos 50 anos no sul da Bahia”, observa.

Antônio Carvalho afirma ainda que, para abertura de poços artesianos em profundidade superior a 15 metros, o proprietário deve pedir autorização e outorga do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) como exigido pela legislação. Quem não cumprir o que as determinações da legislação ambiental, poderá ser punido, inclusive com abertura de processo judicial. Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas através do telefone (73) 3214-8313.