O desempenho das vacinas no Brasil


Esta marcado para hoje, ás 14:00 h, uma comissão especial para avaliar a Pfizer e o potencial de compra, outras vacinas estão na lista do governo com possibilidades de aquisição

André Lucas

O pedido de uso emergencial será aplicado apenas as vacinas dentro de requisitos mínimos definidos para garantir segurança, eficácia e qualidade. A Anvisa fará uma análise individual de cada vacina, durante o período de pesquisa, e o relatório se modificará com o tempo. A decisão de conceder ou não o uso emergencial é exclusivo da Anvisa, a alta diretoria da agência vai tomar a decisão. A licitação especial é temporária e pode mudar a qualquer momento. Dês da publicação do guia para conseguir o uso emergencial, diversas empresas e institutos estão pedindo o uso emergencial, veja o desempenho das principais.

Coronavac. 

Vacina desenvolvida pela empresa Sinovac em parceria com o Instituto Butatan é o governo de São Paulo, a Coronavac em sua pesquisa fez um teste com 700 pessoas voluntários na fase 1 e fase 2, e comprovou 97% de eficácia. Essa vacina tem em seu composto o próprio vírus inativo, e ela funciona forçando o corpo humano a produzir anticorpos contra o covid 19.  A Anvisa afirma que ainda não recebeu dados da fase 3 da vacina, e por tanto a Coronavac estar fora dos requisitos.

“Esse dado é essencial para a avaliação tanto de pedidos autorização de uso emergencial quanto pedidos de registro” diz a agência em nota publicada. Apesar da pressão do governo de São Paulo, o governo federal afirmou que a vacina só será legalizada com a liberação da agência.

Pfizer. 

A empresa Pfizer Inc que fabrica uma vacina em parceria com a BioNTech SE (empresa alemã),  informou  no mês passado que sua vacina estar na fase de estágio avançado, e demonstra eficácia de 95% contra o Covid 19. A farmacêutica afirma ter os dados de segurança exigidos pelo governo americano e que vai pedir uso emergencial da vacina nos EUA. Estar marcado para hoje, dia 8 de dezembro, uma comissão externa da Câmara dos deputados federais para avaliar a possibilidade de ação da Pfizer no Brasil.

AstraZeneca

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Oxford tem eficiência de 90% segundo a divulgação do teste no Brasil e no Reino Unido com 3. 000 pessoas. Um porém importante de ressaltar é que um dos testes feitos com duas doses no intervalo de um mês teve eficácia de 62% , uma queda significativa para o seguimento dos testes.

“Acreditamos que ao dar uma primeira dose menor, nós estamos preparando o sistema imunológico de maneira diferente, ou estamos preparando melhor para a resposta”, explicou o professor da universidade de Oxford, Andrew Pollard. A vacina estar no quadro de avaliações da comissão externa de hoje no congresso.

 Johnson & Johnson

A vacina produzida pela empresa Johnson e Johnson, estar prevista pra terminar os testes em voluntários em janeiro de 2021. A vacina estar sendo testada nos Estados Unidos, é uma das 3 principais do país, se mostra promissora, mas ainda não tem dados divulgados. A empresa já recrutou mais de 28 mil pessoas para serem voluntários, os testes começaram em setembro e o prazo janeiro do ano que vem. Uma das principais na votação de hoje no congresso, a vacina Janssen do grupo JeJ, já estar em negociação com o governo Brasileiro, os representantes dos interesses da empresa já se reuniram com o ministério da saúde.

A comissão especial designada para avaliar as vacinas e as possibilidades de compra no Brasil, é hoje às 14:00 no plenário 3, o evento será por vídeo conferência. Foram convidados para a avaliação técnica:

– o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros;
– a diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Camile Giaretta Sachetti;
– o presidente da Pfizer Brasil, Carlos Murillo; e
– a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcineia.

Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Voluntário de testes da Coronavac morreu de suicídio


A morte do voluntário na fase 3 dos testes da vacina produzida pela chinesa Sinovac foi decorrente de suicídio, apontou um laudo médico emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) e obtido pela TV Cultura no início da tarde desta terça-feira.
O óbito causou a interrupção dos testes nesta segunda-feira pela Anvisa – que, antes de avisar ao próprio governo de São Paulo, informou à imprensa de que os testes estavam suspensos em decorrência de “eventos adversos graves”, mas sem especificar o que havia ocorrido.