Prefeitos de Ilhéus e Itabuna se reúnem para discutir estratégias e ações de governo


Marcelo Carvalho

Na última segunda-feira (11), o prefeito Mário Alexandre e o vice Bebeto Galvão receberam a visita do prefeito Augusto Castro, eleito em Itabuna. Na ocasião, os gestores discutiram ações em prol dos municípios e estratégias voltadas para o crescimento da região Sul da Bahia, que possui as duas cidades como principais vetores de desenvolvimento econômico e social.

“Buscaremos parcerias jamais vistas em vários governos que passaram”, frisou Mário Alexandre. Augusto Castro, por sua vez, destacou a importância dos investimentos angariados para Ilhéus nos últimos quatro anos, que de acordo com ele demonstram a capacidade político-administrativa do chefe do Poder Executivo local.

“Estamos tratando desse alinhamento, porque Mário tem realizado muito pela educação, ação social e saúde, principalmente nesse momento de pandemia”.

O gestor ilheense acrescentou que o trabalho articulado entre os municípios vai atrair um pacote expressivo de recursos do ponto de vista econômico, comercial e industrial. “Que Deus nos dê muita sabedoria e saúde para que possamos estar unidos e trazer grandes investimentos com o governador Rui Costa, um grande parceiro da nossa região, os senadores Otto Alencar e Ângelo Coronel, os nossos deputados e todos que estejam dispostos a ajudar”.

Geração de emprego em fevereiro tem o melhor resultado em quatro anos


O Brasil criou 61.188 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (23/03) pelo Ministério do Trabalho. O número é bem superior em relação aos mais de 35 mil empregos gerados em fevereiro do ano passado e corresponde ao melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas no mesmo período. No total, foram registradas 1.274.965 admissões e 1.213.777 demissões.

O mês de fevereiro também seguiu a tendência positiva de janeiro, quando foram abertos 77,8 mil novos postos de trabalho no país. “Esses resultados confirmam a recuperação econômica e a retomada dos empregos. As medidas adotadas pelo governo foram acertadas e estamos otimistas que esses números se repetirão ao longo do ano”, avaliou o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura, em nota enviada à imprensa.

No saldo consolidado de 2017, o Brasil havia tido um resultado negativo, com o fechamento de 20,8 mil postos de trabalho.

Indústria e comércio

Os dados do Caged também revelam que cinco dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de serviços, com a criação de 65.920 novos postos de trabalho, crescimento de 0,39% sobre o mês anterior.

A indústria de transformação foi o segundo setor com melhores resultados, abrindo 17.363 postos de trabalho, um acréscimo de 0,24% em relação a janeiro. O terceiro melhor resultado ficou com a administração pública, que gerou 9.553 empregos, seguido de serviços industriais de utilidade pública, 629 postos, e extrativa mineral, 315 postos.

Já o setor de comércio foi o que mais fechou postos, com saldo negativo 25.247 postos de trabalho a menos. A agropecuária e a construção civil também tiveram baixas, com o fechamento de 3.738 e 3.607 postos de trabalho, respectivamente.

Em dois anos, o uso da energia solar cresceu 70%


A geração de energia solar está experimentando um boom, como ocorreu anos atrás com a energia eólica, tendo crescido mais de 70% a capacidade de geração nos últimos dois anos. Cerca de 90% das unidades existentes foram instaladas neste período, segundo dados da SER Energia, empresa do setor. Apesar da perspectiva de forte crescimento, o governo federal cancelou o leilão de energia renovável, que seria realizado em 19 de dezembro e que incluía projetos de energia solar.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, disse que o setor, que se preparava para participar do leilão, foi surpreendido com a suspensão. Para o executivo, foi um sinal ruim aos investidores. O executivo calculou que poderiam ter sido contratados pelo menos 1.500 megawatts (MW) em projetos de energia solar, que representariam investimentos de R$ 9 bilhões até 2019:

— Foi um golpe duro para o setor no momento em que está em fase de desenvolvimento. É um sinal muito ruim para atrair novos investimentos, seja na ampliação da geração ou na fabricação de equipamentos. A energia solar está se tornando fonte complementar de geração à energia hidrelétrica, que é limpa e renovável.

Apesar da suspensão do leilão de energias renováveis, empresários e especialistas acreditam que a energia solar vai continuar crescendo a taxas elevadas no país nos próximos anos. Segundo a Absolar, com base nas projeções feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos de energia solar podem chegar a 25 gigawatts (GW) em potência instalada até 2030. Eles poderão representar investimentos de R$ 125 bilhões.

Com essa expansão, se estima que a participação da energia solar na matriz energética vai passar do 0,02% em 2015 para mais de 10% em 2030.

A expectativa é que dos 25 GW de energia solar previstos para serem instalados até 2030, 17 GW sejam de geração centralizada (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída (em casas, edifícios comerciais e públicos, condomínios e na área rural, como em fazendas). A expectativa de o país atingir 25 GW de energia solar em 2030 integra um dos cenários construídos pela EPE, que serviu de base para o compromisso do Brasil na definição das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.

placasdeenergia
Projetos de energia solar são a solução inteligente para problemas de abastecimento Foto: divulgação

Há 111 projetos em andamento

Ao todo, existem 111 projetos em andamento, dos quais 12 em construção, com um total de 346 mil quilowatts (KW), e outros 99 empreendimentos que ainda não foram iniciados, de 2.634.397 KW. Com esses projetos, a Absolar estima que, já em 2018, a participação da energia solar na matriz energética ficará entre 2% e 3%.

De acordo com dados da Absolar, o segmento de microgeração solar cresceu 320% em 2015, com mais de seis mil sistemas em todo o país, com 42 MW em potência instalada, representando investimentos de R$ 375 milhões.

Na geração centralizada, a gigante italiana de energia Enel (controladora das distribuidoras de energia Ampla, que atua em 66 municípios Estado do Rio, a Coelce, no Ceará, e recentemente a Celg, que serve ao estado de Goiás) tem fortes inve’stido em energia solar no país. Por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil, a empresa está desembolsando cerca de US$ 980 milhões em quatro plantas solares (Nova Olinda, no Piauí, Ituverava, Horizonte e Lapa, na Bahia) que somam 807 megawatts (MW). A usina de Nova Olinda é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, com uma capacidade de 292 MW.

Uma vez concluídas, as quatro usinas serão capazes de gerar mais de 1,7 Terawatt/hora (TWh) por ano, o suficiente para atender a mais de 845 mil lares brasileiros por 12 meses.

Adley Piovessan, diretor executivo da SER Energia, do grupo SER-Tel, que executa projetos de energia solar e comercializa energia, disse que o crescimento das fontes renováveis na China e na Alemanha vem reduzindo drasticamente os custos dos equipamentos:

— Essa redução de preços fez o prazo de retorno do investimento em um projeto de geração solar cair de 25 anos para cerca de oito anos. O crescimento da geração de energia solar tem sido exponencial, e o potencial de expansão é absurdo. Estão vindo investimentos de fora do Brasil, além dos que estão sendo feitos por concessionárias no país.

Piovessan diz que o governo tem que aumentar linhas de crédito para compra de equipamentos no exterior e reduzir impostos. Cyro Boccuzzi, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), diz que há avanços na regulação sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), permitindo a chamada geração remota por microempreendedores:

— Agora podem se formar condomínios de consumidores que implementem um projeto em qualquer outra parte da região atendida pela mesma concessionária. Antes só era possível gerar energia no seu próprio local de consumo.

O especialista estima que, por R$ 20 mil, é possível instalar uma unidade para gerar 2 KW, o suficiente para suprir mais de 90% do consumo de uma família de quatro pessoas:

— Em alguns anos, o consumidor tem o retorno do investimento e passará a gerar sua própria energia limpa, a um baixo custo de manutenção dos equipamentos e se livrando das elevadas tarifas de energia, que subiram mais de 50% em 2015. Acredito que o país poderá ter mil MW instalados de energia solar em oito a dez anos.

Mais financiamento do BNDES

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, afirma que já vêm sendo adotados vários tipos de estímulos para o desenvolvimento da energia solar no país. Ele cita o convênio com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem de ICMS a energia que é liberada para a rede devido ao insumo obtido com a minigeração distribuída.

A redução de mais de 70% no preço da energia solar nos últimos dez anos e o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica em 2015 impulsionaram a geração solar no Brasil, de acordo com a Absolar. Segundo dados da Aneel, são 5.525 sistemas de micro e minigeração, dos quais 5.437 (98,4%) são de fonte solar, sendo 78% de uso residencial, 15% comercial e o restante, implementado nas indústrias, em edifícios públicos e em propriedades rurais, entre outros.

A Aneel projeta que a minigeração crescu cerca de 800% em 2016. O BNDES também ampliou sua fatia de financiamento em projetos solares de 70% para 80%.

 

Fonte: Ramona Ordonez

Abertura de empresas cresce 3,5% nos primeiros cinco meses do ano


Entre janeiro e maio de 2016 foram criadas 851.083 novas empresas, 3,5% a mais do que o registrado nos primeiros cinco meses de 2015, quando o indicador apurou 822.519 nascimentos. Em maio de 2016, foram criadas 176.108 novas empresas, aumento de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento de novas empresas nos primeiros cinco meses do ano foi puxado exclusivamente pelo surgimento de novos microempreendedores individuais (MEIs).

Segundo eles, esse movimento tem sido determinado principalmente pelo aumento do desemprego no país por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda.

crescimento-grafico-azul

Serviços

Conforme os dados, nos primeiros cinco meses de 2016 o número de microempreendedores individuais totalizou 683.779, 9,9% a mais do que no mesmo período de 2015, quando 622.397 novos MEIs surgiram. Em maio de 2016, o número de MEIs alcançou 143.007, alta de 7,8% sobre maio de 2015, quando 132.661 novos MEIs surgiram.

A pesquisa revelou que o número de nascimentos em empresas individuais caiu 29,3% de janeiro a maio, com 53.096 companhias nascidas, contra 75.119 no mesmo período do ano anterior. As sociedades limitadas também caíram de 82.665 para 69.862 (-15,5%). O nascimento de empresas de outras naturezas registrou crescimento de 4,7%, totalizando 44.345 novas companhias.

O setor de serviços foi o mais procurado pelos empreendedores nos primeiros cinco meses de 2016, com abertura de 585.829 novas empresas no segmento, equivalente a 63,0% do total de nascimentos. Em seguida aparecem as empresas comerciais (242.413 nascimentos, 28,5% do total) e o setor industrial (70.661 empresas abertas, 8,3% do total).