Itabuna: empresas de ônibus suspendem contrato de rodoviários após isolamento social


As empresas de ônibus de Itabuna emitiram, na última segunda-feira (30), um ofício com a suspensão temporária de contrato dos trabalhadores. De acordo com a assessoria da Associação das Empresas de Transportes Urbanos (Aetu),  como os ônibus estão sem rodar desde o dia 20 de março, devido ao isolamento social por causa do coronavírus, as empresas não têm como arcar com os custos.

O afastamento social é apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pesquisadores e especialistas, como fator importante para que não haja proliferação do Covid-19. Até o último boletim divulgado no domingo (29), pela Sesab, o número de pessoas infectadas pelo Covid-19 passava de 150, com uma morte. Dois casos foram registrados em Itabuna.

Segundo a Aetu, a suspensão dos contratos dos funcionários de empresas de ônibus que circulam por Itabuna deve seguir enquanto os veículos continuarem parados. O sindicato dos rodoviários informou que quase 650 trabalhadores, entre motoristas, cobradores, manutenção, administrativo, estão com contratos suspensos. Informou ainda que o jurídico que representa a categoria já está preparando uma ação para que eles possam acionar a Justiça.

Em Salvador, alguns rodoviários vivem situação semelhante. A suspensão do contrato foi de aposentados que seguiam em atividades e funcionários recém-contratados. A suspensão deve durar quatro meses.

Itapetinga deve demitir até 300 contratados


O período de demissões de contratados tão comum nos finais de ano já teve início. Em Itapetinga, por exemplo, aproximadamente 300 pessoas perderão seus empregos. Há informações, de que a prefeitura teria recebido uma citação para que pague à receita federal, o valor correspondente a R$ 3 milhões, até o último dia de outubro.

O valor seria decorrente do não recolhimento das contribuições da gestão do ex-prefeito José Carlos Moura(PT), comprometendo assim a receita do município. Já a oposição alega que um dos motivos da crise e das demissões foi a festa de São João realizada pela prefeitura, que foi muito cara, atrapalhando o planejamento financeiro da gestão.