Caso Klara Castanho: vale tudo por um furo de reportagem?


Klara Castanho sofre com o trauma de ser estuprada e também pelo ataque de jornalistas querendo furos e influenciadores que buscam curtidas.

Marcelo Carvalho

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Já repararam como o Brasil, nos últimos anos, tem se tornado um verdadeiro caldeirão lotado de injustiças, de escândalos e outras barbaridades. São tantas ocorrências estranhas sobre os mais diversos temas, que se eu fosse listar aqui, esse artigo seria imenso e talvez você não teria paciência para ler.

Entretanto, há um caso que tem mobilizado as redes sociais, emissoras de rádio e televisão e também jornais. Sim, me refiro ao estupro, gravidez secreta e doação do bebe para adoção da atriz da Rede Globo, Klara Castanho.

A atriz Klara Castanho, intimidade exposta e julgada. Foto: divulgação.

Essa história envolvendo essa jovem é tão dura, cruel, bizarra, que por si só já deveria chocar a todos. Entretanto, o mais triste é se dar conta que isso acontece diariamente com outras mulheres pelo mundo e nem nos damos conta.

Porém, nada não é tão ruim que não possa piorar. E Léo Dias, Antônia Fontenelle, Matheus Baldi e Danillo Gentille provaram que isso é verdade.

Léo, no Programa do Danillo Gentille, informou por alto sobre o fato sem citar o nome de Klara e que a mesma havia sido vítima de um estupro. Dias depois, Matheus Baldi deu a notícia em primeira mão citando o nome de Klara, sem mencionar a violência que a atriz sofrerá. Depois retirou a postagem com a informação, mas já era tarde pois a notícia já havia caído na boca do povo, que já criticava a atriz.

Antônia Fontenelle e Léo Dias, envolvidos em outra polêmica. Foto: divulgação

A participação de Antônia Fontenelle talvez tenha sido a mais tóxica nesse processo lamentável. A atriz, empresária e influencer atacou Klara, sem citar seu nome, acusando-a de ter abandonado o filho pelo fato deste ser negro e pela mesma desejar encobrir um erro. Fontenelle chegou a ameaçar expor a atriz. Simplesmente sinistro e desnecessário.

Mas, pensando bem… Lady Fontenelle geralmente age assim mesmo. Não é à toa que volta e meia responde a processos. Sendo, inclusive, condenada a 1 ano de prisão por associar os irmãos Felipe e Lucas Neto a pedofilia. A pena foi convertida em serviços comunitários. Além disso, ela teve de pagar multa de R$ 8 mil.

Analisando a situação

Matheus Baldi foi o primeiro a divulgar a notícia sobre Klara. Foto: divulgação

Matheus Baldi afirma que desejava apenas conseguir um furo, quando divulgou a notícia de que Klara Castanho havia dado à luz secretamente e entregaria o bebe a adoção. “Após ser procurado pela assessoria da atriz e soube da história completa removi a notícia”, justifica.

Léo Dias também veio a público pedir desculpas, reconhecendo que errou ao também publicar a notícia.

Já Antônia Fontenelle manteve sua postura e mesmo tomando conhecimento da violência sexual que Klara sofrera, ainda a acusou de abandono de incapaz. O que não era verdade pois a atriz havia entregue seu bebe para adoção seguindo os transmites legais.

Falta empatia

Me pergunto, o que leva essas pessoas a agirem de forma tão pouco empáticas com os outros? E, não é o meu lugar de fala, mas por que mulheres vítimas de estupro são quase sempre “responsabilizadas” pelo ocorrido. Inclusive por outras mulheres como a Antônia por exemplo.

Léo quando teve seu problema com drogas foi “protegido” pela maioria de seus colegas. Que não ficaram expondo ocorrido. Entretanto, o jornalista costuma não pensar duas vezes antes de jogar os segredos do povo no fogo. Anitta que o diga.

Algumas perguntas não querem calar. Até que ponto é liberdade de expressão expor fatos misteriosos alheios? Vale tudo para conseguir um furo de reportagem? Léo e Matheus são jornalistas. Por que então não checaram as fontes, incluindo a própria família da atriz?

Tudo bem, eles pediram desculpas, mas isso não ajuda muito, não é? Klara teve sua intimidade exposta. Foi julgada e condenada por muitos que não sabiam do que realmente havia ocorrido. Sem falar, que teve que reviver todo o horror que havia sofrido.

E não podemos esquecer da tal enfermeira do Hospital e Maternidade Brasil e do seu marido que tentaram vender as informações dobre o nascimento da criança para a Rede Record, que não aceitou. Esperamos que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) apure o caso e puna os envolvidos.

A nós resta tentar aprender com toda essa situação. É importante ter um pouco de empatia e também não comprar de cara certas versões que este ou aquele influencer nos apresenta. Afinal toda história tem dois lados.

Luciano precisa da sua ajuda


Desemprego, doenças físicas, emocionais e até espirituais. Tantos são os problemas e desafios que enfrentamos diariamente, que, confesso, às vezes, nos sentimos obrigados a “blindar” nossos corações. Triste, não é? Mas esse tipo de atitude deve ser tomada com cautela, pois não dá para fechar os olhos e não ter empatia com a dor do próximo.

Recentemente, recebemos a carta de Mariluce Brito, moradora da cidade de Itapé, Sul da Bahia. Ela conta a história do irmão, Luciano Brito, paciente renal crônico, que sofre com problemas nos rins desde os 26 anos. Atualmente, ele tem 39 anos.

“Meu irmão é casado e, atualmente, reside na cidade de São Paulo, mas é natural de Itapé. Ele sente muita falta dos familiares que ainda moram aqui. Tem 13 anos que ele mora lá e tem muita saudade e desejo de vir visitar a gente aqui e até passar um período. Porém o médico desaconselha uma viagem de ônibus de lá para cá, por ser muito longa e o meu irmão precisar dialisar de dois em dois dias. Ele tem medo de terminar os dias dele em um hospital, sem poder voltar a ver sua família, sua cidade natal e seus amigos que ficaram aqui, pois já teve dois rins rejeitados em transplantes anteriores aos quais foi submetido”, conta Mariluce.

Luciano, sua mulher Tienne e toda sua família garantem que mantém a fé em Deus e a esperança de conseguirem realizar esse sonho. Será que você amigo leitor ou leitora do Carvalho News pode ajudar essa família a tornar o sonho do  Luciano realidade? Ele precisa de passagens aéreas da cidade de São Paulo (SP) para Ilhéus (BA). “As diálises ele pode fazer aqui em Itabuna (cidade vizinha) sem problemas, temos como conseguir”, garante Mariluce.  O povo brasileiro é conhecido internacionalmente por sua alegria, fé e solidariedade. Vamos ajudar essa família? Se você puder auxiliar de alguma forma, pode entrar em contato com Mariluce através do (73)98859-7330 (telefone e WhatsApp), pelos contatos do Carvalho News. Caso queira fazer uma doação é só realizar qualquer depósito na conta poupança  da irmã do Luciano, que é: Banco do Brasil – Agência 2166-0 conta poupança 28342-8 (Mariluce Carlos Brito). Desde já, o nosso sincero, muito obrigado!

Instituto Quilombola Ilha lança campanha da casa própria


São 12 anos de fundação. E de pra cá o Instituto Quilombo Ilha já colaborou, de forma direta, com a inserção de mais de 800 jovens nas Universidades – muitos dos quais já ingressaram no mercado de trabalho, outros estão formando, além de alguns já estarem no mestrado – e mais de 5 mil pessoas de forma indireta.

Através do projeto esses jovens vibraram o sonho de ter o nível superior e recuperaram a coragem e a esperança na vida.

Oferecer um espaço para futuros estudantes é o objetivo do Instituto.  E para isso diversas ações estão sendo realizadas. Entre elas o lançamento de uma campanha online de arrecadação de fundos.

Esse sonho de ter uma sede própria ajudará ainda mais os alunos dos municípios de Vera Cruz, Itaparica e Região. Esta é a pauta principal do Instituto, pois sem o espaço a dificuldade de manter o projeto é ainda maior.

Como funciona a campanha?

Para ajudar a construir a Sede Própria do Instituto Quilombo Ilha, qualquer pessoa ou entidade pode contribuir. Basta fazer sua doação de forma voluntária na conta jurídica, AG: 3785, Operação: 003, Conta Jurídica: 624-8, Caixa Econômica Federal, Instituto Quilombo Ilha.

É possível contribuir também por meio de arrecadação online, para isso acesse: www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-sede-propria o valor da doação pode ser R$ 25, R$ 50, R$ 60, R$ 70, R$ 100, R$ 500, R$ 2 mil… Nessa plataforma online você também pode acompanhar o andamento da campanha e pelo site do Instituto ficará sabendo de todas as etapas do que será feito com o dinheiro arrecadado. Para esse sonho se tornar realidade é preciso a contribuição de todos. Colabore com essa causa e compartilhe essa iniciativa!