Congresso estadunidense é invadido por manifestantes PróTrump


Foram registradas quatro mortes no confronto com a polícia

André Lucas

Ontem nos Estados Unidos, manifestantes Pró Trump invadiram o Capitólio,  que é o nome do prédio do congresso estadunidense. Momentos de tensão e desespero tomou conta da Câmara dos  Representantes, que é equivalente à Câmara dos Deputados aqui no Brasil. Os policiais que tentavam proteger o prédio e os políticos, tiveram que sacar suas armas e apontar para os manifestantes. 

No Capitólio, que também abriga o Senado do país, estava acontecendo uma sessão de certificação da vitória do novo presidente, Joe Biden. A sessão foi encerrada quando manifestantes invadiram o prédio, isso pouco tempo depois de que Donald Trump, que estava em um comício, perto da Casa Branca, convocou protestos contra a certificação de Vitória do Biden. 

Centenas de pessoas se reuniram na frente do prédio, e muitas delas conseguiram invadir, dentro do prédio a situação ficou mais tensa, os policiais pegaram armas de fogo para conter os manifestantes.  

Durante a tentativa de conter e expulsar os manifestantes, gás lacrimogêneo foi disparado centenas de vezes em direção aos protestantes, com isso os agentes orientaram os representantes, que estavam escondidos entre as cadeiras da Câmara, a usar máscaras. Os deputados com máscaras e escondidos entre as cadeiras, viralizou na internet, fotos e vídeos são curtidas e compartilhadas o tempo todo.  

Falando em votos e vídeos que viralizou, outra coisa que foi muito compartilhada nas redes sociais em relação a invasão ao Capitólio,  foram os registros de manifestantes sentando nas cadeiras dos representantes e agindo como se fossem Deputados. 

No fim uma notícia triste foi confirmada. 4 pessoas  morreram  durante o protesto, na luta com a polícia para tentar invadir o prédio. O chefe de departamento da polícia informou que foram 2 mulheres e dois homens, 3 mortes não têm identidades confirmadas, apenas uma mulher foi identificada. 

Ashli Babbitt, 35, era uma veterana da Força Aérea e morava em San Diego, na Califórnia. A identidade foi confirmada pelo marido dela, Aaron, à KUSI-TV, uma emissora local. Segundo ele, a esposa era uma forte defensora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

A sogra de Ashli, Robin Babbitt,  se manifestou e disse ao jornal The New York Post, “Estou estarrecida. Estou devastada. Ninguém de DC (Washington) notificou meu filho e descobrimos na TV”. 

O jornal (The Nem York Post) mostrou em reportagem que no dia anterior ao de sua morte, Babbitt escreveu em sua conta no Twitter: “Nada vai nos parar?. eles podem tentar e tentar e tentar, mas a tempestade está aqui e está caindo sobre DC em menos de 24 horas.” 

A sessão de certificação da Vitória de Joe Biden, voltou às 20hs no horário local, o que corresponde às 22h no horário de Brasília, a sessão recomeçou com o vice de Donald Trump, Mike Pence, se pronunciando.  

“Aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje, vocês não venceram. A violência nunca vence. A liberdade vence. Esta ainda é a casa do povo. Ao nos reunirmos nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia.”  

Donald Trump demorou mas se posicionou, ele afirmou que no dia 20 haverá uma “transição ordenada”. 

“Embora eu discorde totalmente do resultado da eleição e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse o presidente em um comunicado postado no Twitter. 

Conversa gravada registra tentativa de Trump para alterar resultado eleitoral


Informação foi revelada por jornal americano

Thais Paim

O ano de 2021 mal começou e as polêmicas já estão ganhando força. A mais recente e de grande proporção foi a divulgação de um áudio que revela o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo flagrado ao tentar pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a “encontrar” votos suficientes a seu favor. 

De acordo com as informações, o pedido teria acontecido 20 dias antes de ter que deixar a Casa Branca. Trump, que foi derrotado nas urnas por Joe Biden, durante o pleito realizado no ano passado, se recusa a reconhecer a vitória do adversário. 

Analistas jurídicos avaliaram que os apelos do líder republicano beiram a ilegalidade e a imoralidade. O caso veio à tona a partir de uma reportagem publicada pelo Washington Post, neste domingo (03). 

A conversa se refere à gravação de um telefonema entre Trump e Raffensperger, ocorrido no sábado (2). De acordo com o material obtido, durante uma hora de conversa, o presidente repreendeu o secretário, depois tentou bajulá-lo, implorou por ajuda e até o ameaçou com consequências criminais vagas.

“Veja, tudo o que quero fazer é isso: só quero encontrar 11.780 votos, um a mais do que nós temos [de diferença]. Porque nós ganhamos o estado [da Geórgia]”, afirmou o líder durante a ligação, contrariando os números oficiais da eleição. Biden derrotou Trump na Geórgia ao receber 2.473.633 votos, equivalentes a 49,5% do total.

O republicano ficou com 2.461.854 (49,3%), marcando uma diferença de exatos 11.779 votos, diferença que Trump buscar encontrar na recontagem de votos. Raffensperger, por outro, durante diversos momentos da ligação defende a legitimidade da eleição em seu estado, mas ouviu do presidente que o pleito “nem chegou perto” de ser justo e preciso.

Trump repetiu várias vezes que ganhou a votação na Geórgia com vantagem de centenas de milhares de votos. “Bem, sr. presidente, o desafio que o senhor tem é que os dados que o senhor tem estão errados”, disse o secretário. O que comprova a ideia de que a insistência do líder pela vitória e erros na contagem se baseiam em teorias conspiratórias e desinformação

Link para ouvir o diálogo: https://youtu.be/o3hrN0cP58Y

Ameaça de impeachment volta a pairar sobre Donald Trump


A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, anunciou na tarde desta segunda-feira que a Casa votará ainda nesta semana uma resolução para formalizar os próximos passos do inquérito de impeachment contra o presidente americano, Donald Trump.

Em uma carta a parlamentares do Partido Democrata, Pelosi afirmou que a votação permitirá audiências abertas, autorizará a divulgação de transcrições de depoimentos e estabelecerá direitos do devido processo legal para Trump e seus advogados.

“Nós estamos dando este passo para eliminar qualquer dúvida sobre se o governo Trump pode ou não reter documentos, evitar depoimentos de testemunhas, desconsiderar intimações autorizadas ou continuar obstruindo a Câmara dos Representantes”, escreveu Pelosi.

A democrata justificou a decisão afirmando que o presidente Donald Trump e a Casa Branca têm dito que o inquérito “carece da necessária autorização para um procedimento válido de impeachment” pelo fato de que a Câmara do Representantes não fez uma votação e que, com isso, “eles simplesmente fingem que o inquérito de impeachment não existe”.

O inquérito de impeachment foi aberto na Câmara dos Representantes pela própria Nancy Pelosi, devido a suspeitas de que Trump tenha pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, a investigar o filho de Joe Biden, ex-vice-presidente e pré-candidato democrata às eleições presidenciais de 2020.

Construção do muro na fronteira com o México terá início


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Donald Trump

De uma coisa ninguém pode acusar o presidente dos Estados Unidos Donald Trump: de não cumprir as polêmicas promessas de campanha. A mais recente idiossincrasia do “dono do mundo” foi a assinatura da ordem executiva para dar início à construção de um muro ao longo da fronteira com o México. E não parou por ai não. Mr. Trump congelou recursos públicos para as cidades que se negam a deportar imigrantes em situação irregular.