Uma parceria entre a Secretaria do Trabalho e o IFPE disponibiliza mais de mil vagas para novos cursos


As inscrições para os cursos lançados pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, em parceria com a Secretaria de Turismo estadual e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), uma instituição centenária e ao mesmo tempo moderna, estão quase encerrando. O último dia para se inscrever é 25 de junho, com aulas de ensino a distância bem atualizadas e construídas para atender a demandas exigidas pelo mercado de trabalho. Os cursos beneficiam quem quer trabalhar no ramo do turismo, na oferta de serviços ou em empresas. São 1.080 vagas para Assistente Administrativo (240 vagas); Agente de Informações Turísticas (60 vagas); Assistente Financeiro (240 vagas); Assistente de Recursos Humanos (240 vagas); Cuidador de Idoso (100 vagas) e Balconista de Farmácia (200 vagas).
O Secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, comentou que a qualificação muda a vida das pessoas e relembra que começou a se qualificar cedo para que pudesse puder gerir melhor o seu próprio negócio.  “Nesse período de pandemia do Covid-19, é de extrema importância se qualificar para o mercado de trabalho. Então, as pessoas que se qualificam têm mais chances no mercado de trabalho. Algumas conseguem até abrir seu próprio negócio, isso muda a vida das pessoas, faz com que elas aumentem a autoestima, melhore os relacionamentos, melhore a renda e também avance nos sonhos. A qualificação é transformadora,  por isso, é importante que se busque um curso que você sabe que vai aproveitar bem”, ressaltou Alberes.
As inscrições seguem até as 12h do dia 25 e podem ser feitas através do site http://selecoes.dead.ifpe.edu.br. As vagas serão realizadas por sorteio, às 17h do dia 25, num link que será divulgado no site selecoes.dead.ifpe.edu.br. O resultado será divulgado no dia 26 de junho no site do IFPE.
As exigências para se inscrever no curso da SETEQ em parceria com o IFPE são: o candidato precisa ter Ensino Fundamental completo e idade mínima de 18 anos. No entanto, para a qualificação de  Balconista de Farmácia, é exigida a idade mínima de 16 anos.

Unifesp oferece cursos de pós-graduação na modalidade EAD


A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), está com inscrições abertas para seleção de alunos para os cursos de Especialização – modalidade a distância – em As Áfricas e suas Diásporas; Bullying, Violência, Preconceito e Discriminação na Escola; Educação em Direitos Humanos; Ensino de Filosofia no Ensino Médio; Informática em Saúde; Literaturas de Língua Portuguesa. Identidades, Territórios e Deslocamentos e em Saúde Indígena.

O período de inscrição acontece até as 23h59 do dia 14/4 de 2019 (horário de Brasília). O candidato, que deve possuir formação de nível superior, em nível de graduação, em curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), deverá preencher completamente o formulário de inscrição somente via on-line, pelo endereço.

Os resultados do processo seletivo e convocações para matrícula serão divulgados no endereço http://www.uab.unifesp.br, de acordo com o cronograma abaixo:

ChamadasUAB 2019

O aluno que cumprir satisfatoriamente todas as exigências do curso receberá certificado de pós-graduação lato sensu, em nível de Especialização, expedido pela Unifesp e credenciado pelo MEC.

Mais informações podem ser consultadas no edital.

Graduação a distância ganham mais força


Cursos de graduação presenciais poderão ofertar até 40% das aulas a distância. O limite anterior era de 20%. Publicada pelo Ministério da Educação, no último dia 31, a portaria estabelece que os estudantes devem ser informados pelas instituições de ensino superior que parte do curso presencial será ministrada a distância. As instituições devem detalhar, de maneira objetiva, as disciplinas, conteúdos, metodologias e formas de avaliação dessas aulas. Além disso, mesmo que sejam ministradas em formato de educação a distância (EaD), as avaliações e as atividades práticas exigidas devem ser realizadas presencialmente na sede ou em algum dos campus da instituição de ensino. A medida não vale para cursos da área da saúde e de engenharia.

De acordo com a portaria, para ofertar até 40% da carga horária do curso a distância, a instituição de ensino superior deve cumprir alguns requisitos como estar credenciada junto ao MEC nas modalidades presencial e a distância e ter um conceito institucional (CI) igual ou superior a 4. O curso que terá parte das aulas a distância deve ter Conceito de Curso (CC) igual ou superior a 4. Ambos conceitos são calculados a partir de avaliações do MEC e seguem uma escala que vai de 1 a 5.

A instituição deve ainda ter um curso de graduação na modalidade a distância, com CC igual ou superior a 4. Esse curso deve ser equivalente, ou seja, ter a mesma denominação e grau, a um dos cursos presenciais ofertados pela instituição. Para as instituições que não cumprem esses requisitos, o limite da oferta de EaD em cursos presenciais segue sendo de até 20% da carga horária total do curso.

Educação a distância cresce mais que presencial


Uma pesquisa divulgada, recentemente, pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – que representa grande parte do ensino superior particular do país – mostra que 44% dos entrevistados optariam por essa modalidade, enquanto 56% dizem que preferem o ensino presencial. Nesse ritmo de crescimento, o Brasil terá mais alunos estudando a distância que nas salas de aula tradicionais, em 2023. A educação a distância cresce em ritmo mais acelerado que o ensino presencial e já é opção para quase metade das pessoas que buscam uma graduação.

O estudo mostra ainda que, se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos estudantes pesquisados. Para os 7% restantes, ainda há um desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet. Outro ponto destacado por esses alunos que não optariam pela EaD é a percepção de que o mercado de trabalho ainda não valoriza adequadamente a qualidade desses cursos.

A pesquisa inédita Um ano do Decreto EAD – O impacto da educação a distância foi feita pela ABMES em conjunto com a empresa de pesquisas educacionais Educa Insights. Ao todo, foram entrevistados 1.012 homens e mulheres de 18 a 50 anos, sendo 256 alunos e 756 potenciais candidatos a educação superior em março deste ano.

MEC estabelece novas normas para EAD


O Ministério da Educação (MEC) deverá divulgar nesta semana uma portaria que vai regulamentar a abertura de polos de educação superior a distância no país. A portaria deverá definir quantos polos por ano cada instituição de ensino credenciada junto à pasta poderá abrir.

O processo também ficou mais simples e instituições de maior qualidade terão o direito a criar mais polos. As informações foram antecipadas pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori.

Os polos de EaD são locais para atender aos estudantes de cursos a distância. Eles devem ter uma estrutura mínima com biblioteca, computadores, laboratórios e serem espaços onde esses alunos possam fazer, por exemplo, as provas presenciais.

O MEC vai definir o quantitativo de acordo com os conceitos institucionais, calculado com base na avaliação local feita pelo MEC, que analisa, além da estrutura da instituição, o Plano de Desenvolvimento Institucional, a gestão, políticas de pessoal, políticas para a o ensino de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão. O número de avaliação vai até 5, sendo 3 o conceito mínimo exigido para que a instituição funcione. “Vamos focar nos resultados. Quem tem mais qualidade, vai poder ter mais no sistema”.

A portaria vai regulamentar trecho do decreto publicado na sexta-feira (26), que trata da oferta de EaD. Antes, para funcionar a distância, a instituição tinha que oferecer também curso presencial e ter todos os polos visitados pelo MEC. Isso demora em média dois anos. Somente após esse processo podia começar a oferecer o curso EaD.

Agora o processo ficou mais flexível. As visitas obrigatórias serão feitas apenas na sede da instituição, que não precisará mais ofertar nenhum curso presencial. Com as novas regras, a expectativa é que o processo de abertura demore até seis meses.

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Os critérios e o rigor da avaliação institucional também devem mudar, segundo Sartori. O Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deverá publicar também nos próximos dias, um novo marco regulatório. A avaliação será “mais forte” na sede para que se possa garantir uma expansão de qualidade, segundo explica o secretário.

A abertura de polos não deverá ter regras de expansão por região, mas o MEC acredita que ocorrerá a interiorização da EaD. “As pequenas e médias instituições vão poder entrar em um sistema em que antes demorariam para encontrar um ideal de competição”. Atualmente, a EaD está concentrada em São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Educação a distancia

A educação a distância cresce em ritmo mais acelerado que presencial. Os dados do último Censo da Educação Superior, de 2015, mostram que enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância teve expansão de 3,9%. Com isso, a EaD atinge a participação de 17,4% do total de matrículas da educação superior.

A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade, 1.265.359, o representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Apesar do aumento do número de concluintes, que aumentou em 23,1%, índice maior que nos presenciais, que foi de 9,4%, muitos estudantes ainda deixam o curso sem concluí-lo. Nas instituições privadas, a taxa de evasão nos cursos a distância é 35,2%, taxa superior a evasão nos cursos presenciais, que é 27,9%.

Fonte: Agência Brasil