Posse de Biden é hoje e medidas importantes já foram anunciadas


EUA volta a OMS, reata  o acordo da França e paralisa a construção do muro

André Lucas

Hoje, dia 20 de janeiro, marca a posse do presidente dos Estados Unidos, sobre ameaças de invasão e vandalismo. O evento aconteceu no Capitólio em Washington. Com a segurança muito reforçada e a proibição dos desfiles por conta da pandemia. A cerimônia de posse será bem diferente daquelas comuns em outros tempos. A cerimônia será às 14:00 ( horário de Brasília).

Os assessores do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciaram hoje  de manhã, que o presidente vai assinar mais de 10 decretos para mudar a política internacional elaborada pelo antecessor Donald Trump. 

 As principais medidas via decreto são relacionadas diretamente à questão ideológica do último presidente, Biden vai interromper a construção do muro com o México na fronteira, vai anular a saída do país da  OMS(organização Mundial dos Médicos), e reatar o acordo de Paris sobre o clima. 

A saída da OMS

 Em maio de 2020, Trump entrava em atrito com a OMS, ele não estava satisfeito com a postura do órgão internacional em relação ao combate a covid 19, e também não gostava da forma como a China era tratada. Trump queria que a China fosse considerada culpada e punida pelo vírus, algo que a OMS nunca faria e por isso ele anunciou a saída dos EUA da organização. 

O acordo de Paris

Em novembro do ano passado, Donald Trump anunciou a saída do país do Tratado Internacional de Controle do Clima. O antigo governo falava sobre a saída a mais de 3 anos, porém só durante as eleições do ano passado que a saída oficial foi anunciada. Biden dizia que, caso tivesse vitória nas urnas, colocaria o país de volta no acordo.  

O muro com o México

Todos que acompanharam as eleições de 2016, e a trajetória de Trump até a derrota em 2020, já ouviram falar sobre o desejo de construir um muro na fronteira do país com a américa latina para impedir a entrada dos imigrantes no país. Uma dos principais motivos que sustentam o rótulo de xenófobo de Donald Trump, é a construção desse muro e os discursos de ódio contra imigrantes. Falando em imigrantes, Biden acabará com o veto migratório aplicado por Trump, que afeta cidadãos de 11 países com populações muçulmanas significativas (Eritreia, Irã, Quirguistão, Líbia, Mianmar, Nigéria, Somália, Sudão, Síria, Tanzânia e Iêmen) e inclui restrições aos de Venezuela e Coreia do Norte.

Combate a pandemia

Biden em suas primeiras  medidas de seu governo para lidar com a pandemia do novo coronavírus, entre elas tornar obrigatório o uso de máscara em propriedade federal e instalar um coordenador de resposta à covid-19 para supervisionar os esforços da Casa Branca para distribuir vacinas e suprimentos médicos. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença com mais de milhões de casos registrados e 401.77 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.  

O que muda na relação com o Brasil

Na prática o que sustentava a relação entre EUA e Brasil era a relação de “amizade” entre Bolsonaro e Trump, que tinham suas linhas ideológicas bem alinhadas. Com a derrota de Trump nas últimas eleições e a chegada de Biden que é bem contrário a esses pensamentos, o esperado é um afastamento dos dois países, e uma queda na intensidade das atividades econômicas entre os dois países.

Saída da Ford do país


Especialistas discutem se a saída está relacionada ao ambiente econômico brasileiro ou a estratégia da própria montadora

André Lucas

A tanto tempo no Brasil, a Ford impressionou a todos ao anunciar a saída do Brasil. O fechamento das três fábricas da montadora pegou o mercado financeiro de surpresa, que não esperava uma decisão tão repentina. 

Apesar da queda das vendas  e consequentemente a queda dos empregos, que  são elementos de efeito direto da pandemia do corona vírus, especialistas apontam um começo de uma desindustrialização. 

O presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, explicou que mesmo após reduzir todos os custos possíveis para equilibrar a balança, até mesmo parar de fabricar os caminhões tão tradicionais da marca, mesmo assim as condições econômicas não favorecem a atividade industrial. Segundo ele, seria necessário reduzir “muito mais” para transformar a operação sustentável e rentável. 

O economista Mauro Rochlin em entrevista ao jornal UOL explicou que é muito difícil saber ao certo o que motivou a decisão da empresa,  mas ele acredita ter muito mais relação com a estratégia global da multinacional, do que com o cenário atual brasileiro. 

“Causa estranheza, porque o Brasil ainda é um mercado consumidor muito importante. A perspectiva para 2021 é de venda de cerca de 2,5 milhões de veículos. Não é pouco. Não consigo enxergar, em termos macroeconômicos, o que poderia levar a empresa a se decidir pela saída.” 

O professor de economia, Emerson Marçal, da FGV explicou que não vê a saída da fábrica como um sinal da desindustrialização do país, apesar de perceber uma desconfiança do mercado internacional em relação ao mercado brasileiro. 

“É difícil falar em desindustrialização por causa da decisão de uma empresa, por mais importante que ela seja. Mas é uma decisão simbólica, importante. É uma empresa que está aqui há muito tempo”. Se realmente, e deve ser o caso, eles estão fechando porque essas fábricas [da Ford] não são as mais competitivas, as [montadoras] que ficaram aqui devem ter unidades mais competitivas, então elas vão ocupar esse espaço. O mercado não deixou de existir”, afirmou o professor. 

Emerson Marçal diz que o livre mercado pode ser um problema para a montadora, que perdeu a força de competitividade. Desde a criação do Mercosul a indústria automotiva ficou de fora das regras de livre comércio do bloco econômico. Porém, a partir de 2029 o Brasil e Argentina começaram a comercializar livremente peças e automóveis,  por causa do acordo feito em 2019 entre os dois países sul americanos. 

O professor de economia acredita que isso pode ser o motivo para a empresa fechar suas fábricas no Brasil e manter outras no Uruguai e na Argentina. 

Já Antônio Corrêa de Lacerda, diretor da FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais) da PUC-SP e presidente do Conselho Federal de Economia, A saída da empresa estar ligada diretamente ao ambiente frágil e quebrado da economia brasileira.  

“O Brasil vive há anos um processo agudo de desindustrialização, desnacionalização de empresas e desmobilização de cadeias industriais. Estamos “reprimarizando” nossa economia, cada vez mais dependente de commodities” 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, aproveitou para criticar o governo de Jair Bolsonaro, em relação às pautas econômicas e soluções frustradas para combater a crise no país.  Ainda falou sobre a decisão de juntar pastas para a formação do ministério da economia. 

“Houve perda de interlocução com o setor privado e desempoeiramento de temas de extrema relevância, como política industrial, por exemplo”.

Em momento de Pandemia e fim de auxílio, taxação sobre grandes riquezas entra em debate no congresso


Paulo Guedes e a Receita Federal são contra o posicionamento

André Lucas

Propostas para criar um imposto sobre grande fortuna ganha espaço no congresso. A Receita Federal apresentou críticas sobre a ideia, o novo imposto é defendido por parlamentares, porém sofre rejeição do Ministro da economia, Paulo Guedes. 

 Em documento apresentado a Receita Federal não descarta a possibilidade de debater o. O assunto no futuro, mas leva em consideração que existem medidas mais eficaz como por exemplo,  acabar com os programas de refis( parcelamentos com juros muito baixos), taxar a redistribuição de lucros e dividendos e mudar a tributação de capitais. 

O governo diz que a dificuldades de estabelecer critérios para fortunas, como mensurar as riquezas, o património de cada um. Como por exemplo obras de arte e direitos autorais. 

Para a receita o sistema pode ser burlado facilmente, transferido parte do património para fora do país, ou dividindo o património com outras pessoas, uma pessoa pode fugir facilmente da taxação. 

O fisco ainda afirma que a taxação já foi decretada em outros países, e depois foi abandonado. 

Guedes tem o mesmo posicionamento em relação ao debate. 

“ esse tributo poderia gerar fuga de investidores. Isso formaria o capital a ir para países onde não tem taxação, reduzindo as oportunidades de negócios e empregos. 

No ano passado a Argentina aprovou um dispositivo de taxação de grande riquezas que ficou conhecido como impostos sobre grandes riquezas. O dispositivo recolhe tributos de 12 mil pessoas, que tem um renda acima de o equivalente a 12 milhões de reais. 

Visto como uma potencial fonte de arrecadação para o país, o imposto sobre grandes fortunas (IGF) é tema de quatro projetos em tramitação no Senado. Dois deles foram apresentados após o início da pandemia do novo coronavírus — e citam essa calamidade sanitária como motivo de suas medidas. 

Segundo a constituição, o imposto desse tipo, só passa a valer um ano depois de ser posto em prática, o que faz com que mesmo se o dispositivo fosse aprovado durante a pandemia , não teria como recolher recursos imediatos para o combate a covid 19 através desse imposto. Parlamentares defendem que mesmo assim os recursos recolhidos seriam usado para reduzir os impactos sociais pós pandemia. 

O imposto sobre grandes fortunas está previsto na Constituição Federal desde sua promulgação, mas necessita de uma lei que o implemente, algo que nunca foi feito.

Argumentos contra e a favor. 

 O principal ponto contra o IGF trata-se da fuga de capitais. A fuga de capital ocorre quando as pessoas residentes de um país levam seu capital para outro país, ou seja, levam suas fábricas ou aplicam seu dinheiro no exterior. Um dos motivos pelos quais pode ocorrer essa fuga é por conta do pagamento de impostos, pois os proprietários de ativos buscam minimizar os pagamentos para o governo. Além dessa razão, a fuga de capital também pode ser ocasionada por cenários de instabilidade política e desvalorização cambial. Outra crítica ao imposto sobre grandes fortunas é o fato de ser uma medida intervencionista, ou seja, uma interferência governamental na economia do país. 

O economista Pedro Humberto refuta o argumento de fuga do capital e explica os benefícios que o imposto pode trazer a sociedade. “O imposto sobre grandes fortunas como instrumento de redução das desigualdades sociais e regionais, o IGF é um instrumento indispensável e capaz de realizar justiça tributária e social no Brasil, além de ser um imposto que a arrecadação poderia ser aplicada em saúde, educação, infraestrutura básica, programas de incentivo ao emprego e políticas de combate à pobreza, garantindo direitos fundamentais de sobrevivência aos brasileiros.” 

Salvador está entre as dez maiores economias do Brasil, mas perde liderança no Nordeste


Capital baiana é ultrapassada por Fortaleza

Dados divulgados pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Salvador está entre as dez economias mais importantes do país. Atualmente, a capital baiana ocupa a 9ª posição entre as capitais com o maior Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 63,5 bilhões, mas acabou perdendo o posto para a capital do Ceará.

Os dados usados para o levantamento são referentes ao ano de 2018 e foram divulgados nesta quarta-feira (16). Mesmo não tendo mais o maior PIB do Nordeste, a capital ainda concentra boa parte de toda a riqueza produzida na Bahia, com 22,19%, seguida por Camaçari (8,32%) e Feira de Santana (5,13%). 

Segundo o titular da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Sedur), Sérgio Guanabara, os dados não retratam os investimentos estruturantes realizados pela Prefeitura no âmbito do programa Salvador 360 e que foram imprescindíveis para a transformação da cidade. 

“A Prefeitura criou o maior e mais robusto plano macroeconômico desenvolvido em nossa capital, voltado para a ativação da economia e geração de emprego. Os reflexos desse programa serão revelados mais à frente, no PIB de 2019/2020. Novos vetores de desenvolvimento foram criados em nossa cidade, a exemplo do HUB Salvador, Centro de Convenções e do inovador Polo de Economia Criativa”, afirma Guanabara. 

O motivo para a perda da posição se explica por causa da retração da indústria em Salvador, com a queda de participação do setor de serviços soteropolitanos na Bahia, no Nordeste e no país, segundo o IBGE. 

Outros dados apontados pelo IBGE e que exibem um bom desempenho são: 

Os maiores valores do setor agropecuário em 2018, com destaques para o algodão e a soja, foram registrados nas cidades de São Desidério (R$ 2,5 bilhões) e Formosa do Rio Preto (R$ 1,8 bilhão). 

Quase três em cada 10 cidades baianas tiveram a administração pública representando mais da metade do produto interno bruto: 109 cidades das 417, ou 26,1% do total.

Pix começa a funcionar de forma experimental


A partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

Registros

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

Instantaneidade

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos


Muitas categorias estão sendo seriamente afetadas em virtude da Pandemia do Covid-19. As medidas adotadas para conter a disseminação da doença, como o distanciamento social e as restrições para o funcionamento de comércio e serviços, afetaram sobretudo trabalhadores do setor de serviços.

De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os trabalhadores domésticos e ligados à prestação de serviços às famílias, ainda são os que mais sofrem com a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Mesmo com a ligeira recuperação em outras áreas, principalmente aquelas com trabalhos que exigem maior qualificação, que se adaptaram ao home office, esses segmentos seguem sem conseguir criar novas vagas.

Segundo dados da Pnad Covid, pesquisa criada pelo IBGE para mensurar os efeitos da pandemia no país, desde maio foram cerca de 500 mil postos de trabalho perdidos nos serviços domésticos. Em um ano, o setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos, de acordo com a pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) contínua referente a julho. Por utilizarem metodologias distintas, as duas pesquisas não são comparáveis, mas apontam o cenário dramático do trabalho doméstico.

A presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo, Janaina Mariano de Souza afirma que o setor está em queda livre: a cada 10 atendimentos feitos pela entidade, 8 são de domésticas desempregadas no período. “Para nossa categoria, a pandemia ainda está fazendo estrago, o número de doméstica desempregadas está crescendo.”

Além das demissões, contratos estão sendo suspensos. A estimativa é que para cada 100 novos papéis que chegam ao sindicato, 98 são para suspensão do serviço, com base na medida provisória instaurada pelo governo. A preocupação é que esses empregos sejam encerrados após o fim da iniciativa.

Rodolpho Tobler, da Fundação Getulio Vargas, aponta que dois fatores estão prejudicando os serviços domésticos a voltar a criar vagas. O primeiro é a cautela em relação à renda, o segundo o medo de contágio da Covid-19.

Ele avalia que, pelo fato de os empregados domésticos utilizarem transporte público para trabalhar, acabam causando temor nos patrões de se contaminarem e levarem a doença para seus lares.

“E tem a questão da renda, ninguém tem certeza de que o salário vai continuar estável, as pessoas estão postergando esse consumo e aproveitam para não ter gastos”.”

Além do trabalho doméstico, outros serviços com características semelhantes, como baixos salários e alta informalidade, também foram duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Pnad Covid, desde maio foram perdidos 350 mil vagas em alojamento e alimentação (como hotéis e restaurantes) e 300 mil em outros serviços. O segmento de outras atividades, que agrega serviços menores que não se encaixam em nenhum dos outros pesquisados, registrou perda de 2,9 milhões.

Somados, esses serviços concentram 4 milhões de postos de trabalho perdidos durante a pandemia e ainda não mostraram reação, apesar do afrouxamento da quarentena nas últimas semanas.

Auxílio Emergencial injetou em agosto cerca de 242 milhões na economia de Itabuna


De acordo com dados do Ministério da Cidadania, somente no mês de agosto foi injetado R$ 242,7 milhões na economia do município. Um recurso que tem ajudado muitas famílias que ficaram sem renda nos últimos meses, assim como o município, que ganha um fôlego em sua economia que tanto foi abalado tendo o comércio fechado por mais de 100 dias.

Agora, com a Medida Provisória 1000, de 02 de Setembro de 2020, o Governo Federal implementa mudanças para o recebimento do Auxílio Emergencial Residual. Além da redução no valor, que passa de R$ 600,00 para R$ 300,00, existem alguns requisitos que definirão se as pessoas que até então vinham recebendo, se permanecerão sendo beneficiadas com o Auxílio Emergencial Residual.

Entre as condições para continuar recebendo, não ter vínculo de emprego formal ativo após o recebimento do auxílio emergencial; não receber benefício previdenciário ou assistencial ou benefício de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal após o recebimento do auxílio emergencial, com ressalva para os benefícios do Programa Bolsa Família; e não ter renda familiar mensal per capita acima de meio salário mínimo e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos.

Vale ressaltar que terá seu auxílio cancelado quem tenha sido incluído, no ano de 2019, como dependente de declarante do Imposto de Renda da Pessoa Física, na condição de cônjuge, companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de cinco anos/ companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou enteado com menos de 24 anos e que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio. Também terá o benefício cancelado quem esteja preso em regime fechado, ou tenha menos de 18 anos, com exceção para o caso de mães. Mais informações pelo 98118-5848/ 99964-0667/ 98841-1871.

Ilhéus: “município economizará R$19 milhoes por ano”


Entre os 268 servidores afastados pela Prefeitura de Ilhéus, no último dia 07, por força de sentença judicial proferida pelo juiz Alex Venicius, da 1ª Vara da Fazenda Pública, estão os detentores dos mais altos salários da folha de pagamento do município. Com o cumprimento da decisão judicial, a administração municipal economizará R$ 1.590.155,88 mensais, totalizando R$ 19 milhões por ano.

As disparidades entre funções e salários são evidentes na lista incluída no decreto de cumprimento da decisão judicial publicado no Diário Oficial do Município no último dia 7. Assistentes administrativos com salários entre R$7 e R$10 mil, guardas municipais recebendo de R$8 a R$10 mil, técnicos administrativos com remuneração de até R$13 mil, professores com salários acima de R$10 mil, odontólogo recebendo R$ 20 mil, entre outras distinções.

Concursados

A mesma sentença, no entanto, também obrigou o Município a nomear os candidatos aprovados no concurso público realizado em 2016. Com a convocação, serão preenchidas 196 novas vagas em níveis médio e superior, para trabalhar nas secretarias municipais de Administração, Educação, Desenvolvimento Social, Saúde, Agricultura e Pesca, Fazenda, Infraestrutura, Transporte e Trânsito, Turismo, Cultura, Planejamento e Desenvolvimento Sustentável.

Cartões de crédito e crediário são os que mais provocam inadimplência


Os principais responsáveis pela inadimplência no país são o crediário (65%) e o cartão de crédito (63%), segundo estudo divulgado hoje (3) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Outros tipos de dívidas que levaram ao registro do nome em entidades de proteção ao crédito são empréstimo pessoal em bancos ou financeiras (61%), crédito consignado (60%), cheque especial (57%), financiamento de automóvel (45%), mensalidades escolares (26%), conta de telefone (20%), boletos de TV por assinatura e internet (18%), conta de água e luz (11%), aluguel (10%) e condomínio (8%).

As contas em atraso que não levam à negativação, segundo o levantamento, são empréstimos com parentes e amigos (38%), parcelas do cartão de crédito (20%), crediário (20%) e cheque especial (20%).

Quando falta dinheiro para honrar todos os compromissos, o brasileiro prioriza o plano de saúde (89%), o boleto do condomínio (86%), o aluguel (82%), as contas de água e luz (79%), a televisão por assinatura e internet (75%), a conta de telefone fixo e celular (65%) e a mensalidade escolar (58%).

Número de fraudes em cartão de crédito cresce no país


É bom ficar bem atento! Entre janeiro e agosto deste ano, já foram detectados mais de 6,7 milhões de golpes envolvendo bancos ou cartão de crédito no ambiente mobile. Ao todo, são 3,6 fraudes por minuto. Este levantamento foi realizado pelo laboratório de cibersegurança da Psafe,

Ao todo, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito neste ano. Os meses de junho e julho tiveram os maiores registros, com 343,5 mil e 388 mil respectivamente. Os menores índices foram registrados em março (10 mil ataques) e abril (6,5 mil ataques). Neste ano, já foram identificadas 5,8 milhões tentativas de golpes a bancos.

O levantamento foi baseado na coleta de dados de detecções e bloqueios de ciberataques aos aparelhos dos mais de 20 milhões de usuários com o aplicativo de segurança dfndr, nos referidos períodos.

Fique atento

Para evitar fraudes, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sugere que o usuário pesquise as opiniões dos clientes do estabelecimento antes de realizar transações em plataformas de venda on-line.

Além disso, o órgão aconselha os compradores a buscarem empresas que forneçam o endereço físico no site, CNPJ, e um telefone de atendimento ao consumidor; orienta ainda a desconfiar de ofertas muito generosas e a comparar produtos similares em outros fornecedores.

A Senacon oferece ainda a plataforma Consumidor.gov.br, que reúne reclamações e avaliações dos clientes. O sistema permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. Segundo o ministério, 80% das reclamações registradas no sistema são solucionadas pelas empresas, que respondem às demandas dos consumidores em um prazo médio de sete dias.