Ilhéus: Seduc segue programação de aulas não presenciais


Marcelo Carvalho

A secretaria municipal de Educação, Esporte e Lazer da Prefeitura de Ilhéus (Seduc) continua com a programação não presencial nas 54 unidades escolares para a prestação educacional aos mais de 22 mil alunos matriculados, conforme a primeira etapa da proposta pedagógica. O planejamento atende a educação infantil, o ensino fundamental, a educação de jovens e adultos (EJA) e a educação especial. 

De acordo com o corpo técnico da pasta, essa primeira etapa acontece de forma não presencial com roteiros de aprendizagens, livros didáticos, atividade permanente de leitura, livros de literatura infanto juvenil e atividades impressas como materiais de apoio aos estudos.

“Nesta semana, os pais se dirigem às unidades escolares apenas para devolver as atividades de todas as disciplinas que os alunos responderam e que foram passadas na última quinzena, quando atividades impressas ou no livro foram entregues. No momento da devolução dessas atividades respondidas, um novo roteiro de aprendizagem é entregue com novas tarefas para os alunos. As escolas repassam o cronograma para os pais pelas redes sociais da escola e via grupos de Whats App, para não aglomerar”, explicou a chefe de Divisão Pedagógica, Cristiane Venturin. 

As atividades estão sendo entregues nas escolas a cada 15 dias. Para facilitar o processo nas escolas do campo, a Seduc disponibiliza o Caminho da Escola, um ônibus escolar para o deslocamento do professor para a zona rural. 

Crianças terão que ser alfabetizadas mais cedo


A versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino infantil e fundamental, apresentada nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC), determina pelo menos sete mudanças importantes em relação aos textos anteriores. Uma delas é que toda criança deve estar plenamente alfabetizada até o fim do segundo ano — na versão anterior da Base, o prazo era até o terceiro ano. O ensino religioso também foi excluído do texto, e o conceito de gênero não é trabalhado nesta nova versão. A língua inglesa passa a ser o idioma estrangeiro obrigatório das escolas — antes, cada colégio poderia optar pela língua que achasse melhor. Além disso, o conteúdo de história passa a ser organizado segundo a cronologia dos fatos.

Sobre a exclusão de ensino religioso, o MEC alegou respeitar a lei que determina que assuntos relacionados a religião sejam optativos e que é competência dos sistemas de ensino estadual e municipal definir essa regulamentação. Quanto ao conteúdo de gênero, o ministério defende “respeito à pluralidade”, mas diz que evitará entrar em detalhes.

Outra mudança de destaque é que o texto aponta dez competências que os alunos devem desenvolver ao longo desta fase da educação (veja lista abaixo). Uma delas é “utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética”.

— As competências do século XXI dizem respeito à formação de cidadãos mais críticos — disse a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. — São competências que se contrapõem ao ensino erudito do passado, baseado na decoreba.

De acordo com a nova versão da BNCC, a educação infantil ganha parâmetros de quais são os “direitos de aprendizagem e desenvolvimento” para bebês e crianças com menos de 6 anos de idade.

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Esta é a terceira e última versão do documento e segue, agora, para apreciação do Conselho Nacional de Educação (CNE), que deve realizar cinco audiências públicas ainda este ano.

A previsão do MEC é que a nova Base, que definirá cerca de 60% do conteúdo a ser ensinado na educação infantil e no ensino fundamental, chegue aos livros didáticos e às salas de aula de escolas públicas e particulares em 2019. Os outros 40% do conteúdo ficam a cargo das redes municipal e estadual e das escolas, individualmente.

— A base será obrigatória após sua homologação — disse Maria Helena. — Para isso, nós precisamos estabelecer um diálogo intenso com professores, escolas e sociedade, para que o processo seguinte, de adaptação dos currículos, seja realizado com cuidado e cautela. Na educação tudo é de médio e longo prazo.

 Fonte: Jornal Extra