Educação e Mudança é o tema da pré-jornada jornada pedagógica em Ilhéus para a educação 2021


Julia Vitoria

Nesta semana, a Secretaria de Educação, Esportes e Lazer de Ilhéus realizou no Teatro Municipal da cidade. A pré-jornada pedagógica deste ano tem como tema Educação e Mudanças: ressignificar saberes, fortalecer novas práticas. 

Diretores pedagógicos e vice- supervisores participaram do evento. A jornada pedagógica acontecerá de 1 a 5 de fevereiro e terá registros administrativos nos diários e diretrizes curriculares referenciais de Ilhéus, planejamento escolar e sobre o planejamento coletivo em rede, cerca de cem representantes das escolas aprenderam na pré jornada de 2021.

O prefeito Mário Alexandre disse que a pré-jornada é uma introdução para os  diretores e vice-gestores que representam a escola Municipal.  O prefeito está cada vez mais focado na qualidade de ensino, ele fala que cada vez mais está conectado com as mudanças na educação, compartilhando conhecimento com o  corpo docente para educar cada vez mais os alunos. 

Crise no ensino infantil de Ilhéus


Julia Vitoria

Por conta da pandemia do novo coronavírus as escolas particulares de médio e pequeno porte estão com risco de fechar devido às poucas matrículas que estão tendo, em comparação ao ano passado as matrículas estão quase em zero, em reunião na Câmara Municipal os dirigentes responsáveis por 30 instituições particulares no município  fala que quase 70% dessas escolas podem fechar, mas relatam também que se manterão firmes. Os dirigentes relatam que não é só um prejuízo financeiro mas que os alunos de 0 a 5 anos estão em casa sem aulas e o ensino remoto que outras instituições adotaram não é recomendado para essa faixa etária nem pelo Conselho Municipal de Educação. Os dirigentes afirmam que estão preparados para receber os alunos de forma híbrida neste primeiro semestre. 

A Orientadora Educacional, Jamile Barreto, fala que eles querem ser ouvidos, Ela relata também que colocam as duas possibilidades de retorno nas mãos das autoridades. Em condições normais as salas de aulas tem 15 a alunos, a primeira proposta seria receber somente 7 alunos por sala e a outra propostas é ter grupos fixos em casa com aulas remotas para quem quiser e quem preferir  ir presencialmente ela ainda fala que Câmara de Vereadores de Ilhéus foi a primeira instituição a aceitar o debate e o presidente Jerbson Moraes a ouvir o grupo.  

Para o presidente Jerbson Moraes a educação infantil precisa ser tratada de forma diferente pois tem grande importância na formação da criança ele apoia a flexibilização mas fala que precisa ter segurança, pois corre o risco de ter prejuízos pela falta de contato que a escola pode proporcionar. Ele também falou que a Câmara vai providenciar este diálogo com as demais autoridades do município.

A advogada Janine Ramos e mas de aluno de uma das escolas falou que ela não tem como trabalhar se não puder deixar o filho na escola, mas também destacou que não se sente preparada para a formação pedagógica para  ensiná-los a domicílio. A advogada fala que não existe opção de formação que não é como quando se fecha alguns cursos mais avançados que você tem uma forma de seguir a rotina. 

É previsto que as faculdades terão ensino híbrido este ano


Julia Vitoria

Para aqueles que têm o sonho de terminar a faculdade 2020 nunca será esquecido, os estudantes e professores tiveram que se adaptar rapidamente a situação que se alastrou pelo mundo, essa adaptação foi importante para que o ano letivo terminasse sem nenhum prejuízo para os alunos e professores. Nas  faculdades particulares o ensino híbrido já é um pouco comum, eles misturam o ensino presencial com o online para a experiência dos alunos, e na pandemia isso foi crucial para continuarem as aulas. Com a chegada da vacina contra a covid a expectativa da volta às aulas é grande.

Para Sandra Raimundo,  especialista em educação, o principal objetivo do ensino híbrido é a autonomia do protagonismo dos alunos e vai ser essencial para a retomada deste processo de volta às aulas presenciais. 

Já para o estudante  Thiago Dornelas, que tem 22 anos, as aulas remotas devem continuar, pois os estudantes já estão familiarizados com este processo e as funções do online.  Ele conta também que a ainda está receoso por conta da pandemia, e que preferia que o ensino continuasse remoto, devido a situação que o país se encontra, Thiago fala que no início da pandemia ficou com medo de ter que paralisar os estudos, contudo veio o ensino remoto e para ele foi melhor que do esperava. 

A adaptação de Thiago foi graças a preocupação que a instituição teve em entender as dificuldades dos alunos com a migração do presencial para o online, assim buscaram soluções para os problemas que foram surgindo no meio do caminho e dando a oportunidade de os alunos avaliarem o que apresentavam. No decorrer das aulas eles tiveram experiência de fazer de outras formas de realizar atividades que antes eram feitas presencialmente, com exemplo dos trabalhos em grupos palestras entre outros. Um dos pontos fortes detectado pelo estudante Thiago Dornelas é que a faculdade em que ele estuda entrou em contato com os estudantes para saber como estava sendo as aulas.

A faculdade Estácio de Sá irá retomar as aulas dia 22 de janeiro. A instituição tem instituições em todo o país e o diretor da faculdade no Espírito Santo Anderson Paulo da Cruz fala que o período da pandemia teve seu lado positivo, pois a instituição investiu  na infraestrutura para um retorno melhor para os estudantes, reformas nos laboratórios de anatomia, Núcleo de Práticas Jurídicas, Agência Experimental de Publicidade e Propaganda também a biblioteca foi reformada. E algumas implementações foram feitas, o diretor falou também que todos os protocolos de segurança estão sendo seguidos para os alunos retornarem à faculdade.

Os alunos vivenciaram uma nova realidade, principalmente os calouros que iniciaram a faculdade ano passado já tiveram que enfrentar um tremendo desafio, e os veteranos que iriam concluir a faculdade tiveram que terminar o tão sonhado curso remotamente. O estudante de Economia Enzo Dummer irá terminar seus estudos assim ele fala que programou seus último período de estudos para ser remoto, e que nunca imaginou que acabaria por terminar  a faculdade de forma online mas que ficou satisfeito com o ensino. Ele fala também que muita gente irá para o presencial novamente, mas que ele conseguiu se adaptar nem ao remoto e acredita que não há prejuízo nenhum. Para Enzo o ensino remoto atende muito bem.

As aulas presenciais foram suspensas pelo governo do estado em março do ano passado e faculdade fucape conseguiu agir de forma rápida para mover o ensino essencial para o online o que garantiu que os alunos não ficassem prejudicados  com a repentina mudança, as aulas na instituição começam ainda esse mês no dia 25 e o ensino híbrido irá continuar segundo o diretor-presidente da Fucape e doutor em Controladoria e Contabilidade, Valcemiro Nossa, as aulas em estilo híbrido irão continuar pelo menos neste primeiro semestre, eles estão com a ideia de voltar o presencial o mais rápido possível contudo deixarão as salas de aulas híbridas para aqueles que não se sentirem seguros.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), volta com suas atividades remotas o dia 1 de fevereiro, nesta data se inicia o sempre 2020/2 modelo Ensino-Aprendizagem Remoto Temporário e Emergencial (Earte)  esse modelo também se aplica em atividades administrativas exceto aquelas que são previstas  lei.

A Ufes informou que poderão ser realizadas atividades em modelo híbrido ou presencial somente em atividades teórico-práticas e práticas também estágios obrigatórios  curriculares do curso de medicina como fala a Portaria nº 1.030 do Ministério da Educação. Os outros cursos na área da saúde devem continuar com o ensino remoto, mas caso não haja adaptação das disciplinas práticas terão que requerer da concedente a assinatura de termo de observação dos protocolos de biossegurança da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

Vitória: município abre mais de 3 mil novas vagas para o Ensino Fundamental


Marcelo Carvalho

Uma ótima notícia para a educação! A Secretaria Municipal de Educação (Seme) vai abrir, no período de 11 a 27 de janeiro, 3.040 novas vagas para o Ensino Fundamental e 1.722 vagas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ano letivo de 2021. Além disso, serão ofertadas 174 vagas para a EJA de Nível Fundamental integrada à Educação Profissional.

A portaria Seme nº 039/2020, que regulamenta o processo de matrículas novas na rede municipal de ensino, foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (29). O documento também traz o quatro de vagas por unidade de ensino.

Também serão ofertadas 174 vagas para a EJA de Nível Fundamental integrada à Educação Profissional. Foto: Leonardo Silveira

A formalização das matrículas nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), para crianças a partir de 6 anos, e na EJA, com idade mínima de 15 anos e sem conclusão do Ensino Fundamental, seguirá cadastro de solicitação de vaga no Sistema de Gestão Escolar.

Documentos

Para a efetivação, será necessária a apresentação dos seguintes documentos:

I- Documentos de identificação:
a) Documento de identificação do estudante;
b) CPF do estudante, caso possua;
c) Comprovante de escolaridade, através de histórico escolar ou de declaração escolar, a partir do 2º ano do Ensino Fundamental;
d) Declaração de Situação Vacinal Atualizada;
e) Laudo médico para os/as estudantes com Deficiência(s) e/ou Transtornos Globais do Desenvolvimento;
f) Documento de identificação com foto e CPF do pai e/ou da mãe ou do responsável legal.

II – Documentos para fins de comprovação de residência em Vitória, original e atual, em nome do pai ou da mãe ou do responsável legal:
a) IPTU ou contrato de locação emitido por imobiliária, ou recibo de compra e venda de imóvel, registrado em cartório;
b) Conta de água;
c) Conta de energia elétrica;
d) Conta de telefone fixo ou móvel pós-pago;
e) Comprovante de TV a cabo;
f) Boleto de condomínio.

Cadastro

As famílias que não tiverem cadastro na rede municipal de ensino de Vitória deverão realizá-lo por meio do cadastramento eletrônico, que é o registro do interesse de matrícula no Sistema de Gestão Escolar (SGE), a ser efetivado presencialmente em uma unidade de ensino, por parte do pai, mãe ou responsável legal do estudante.

Cabe à direção da Emef e ao responsável na respectiva secretaria escolar realizar o cadastramento eletrônico unificado no SGE, como indicativo de demanda por matrículas novas, sendo exigidos os seguintes documentos:

I – Comprovante de residência de Vitória, original e atual, em nome do pai ou da mãe, ou do responsável legal;
II – Certidão de nascimento da criança;
III – CPF da criança, caso possua;
IV – CPF do pai e/ou da mãe ou do responsável legal.

Fonte: Matheus Thebaldi

Vitória: unidades escolares ganham reformas e ampliações


Estudantes terão mais conforto e qualidade no retorno das aulas presenciais

Marcelo Carvalho

Com o objetivo oferecer o máximo de conforto e segurança para os alunos, quando estes puderem retornar às aulas presenciais, a Secretaria Municipal de Educação de Vitória (ES), (Seme), vem dando continuidade às entregas de diversos serviços de melhorias e reformas estruturais nas unidades de ensino.

Um ótimo exemplo é a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Otacílio Lomba, em Maruípe, que ganhou reforma completa no telhado, além de recuperação nas salas que foram afetadas por infiltrações. O investimento foi de R$ 700 mil.

Qualidade do ensino

“Essas reformas eram um sonho para todos nós da comunidade escolar e são fundamentais para que possamos manter a qualidade do ensino na unidade para nossos estudantes”, destacou a diretora da Emef, Cassia Guidoni.

Ampliações

Na Emef Maria José Costa Moraes, no bairro São José, foi realizada a ampliação do espaço escolar, que agora passa a contar com novos ambientes e salas de aula modulados e climatizados, oferecendo muito mais conforto e segurança para estudantes e profissionais. O investimento na ação foi de R$408 mil.

No bairro Grande Vitória, a Emef Maria Stella de Novaes foi reformada e ampliada e também passa a contar com ambientes modulados e climatizados, que proporcionarão mais conforto para os alunos e professores da unidade de ensino. O investimento foi de R$122 mil.

A equipe da Seme também visitou a Emef Alberto de Almeida para acompanhar os trabalhos de reforma, substituição total do telhado e adequação dos espaços escolares, que seguem a todo vapor. A previsão de investimento para os trabalhos é de R$ 426 mil.

Informações e fotos: Seme

Escolas do ES usam de criatividade para superar obstáculos impostos pela pandemia


As escolas de educação infantil foram as que mais sentiram durante a quarentena, mas com boas estratégias estão conseguindo superar as dificuldades

Júlia Vitória

Com o início da pandemia, diversos setores foram impactados, sendo necessário o isolamento social, medidas de higiene. Um novo normal se iniciou com alguns desafios para o governo. Todos os segmentos como, por exemplo, igrejas e empresas tiveram que se adaptar. As instituições de ensino também precisaram buscar uma nova forma de funcionar junto com alunos e funcionários. 

No estado, desde o último dia 17 de março, as aulas estão suspensas, ou tendo atendimentos online, só voltando a funcionar em outubro, sete meses depois do início da pandemia. A Secretaria de Educação do Estado (Sedu), distribuiu um “Guia da Família”, com informações sobre os retornos dos alunos as escolas, protocolo de higiene, funções dos funcionários sobre a volta híbrida das aulas. 

Foi elaborado um plano de estratégico para a retomada das aulas, pelo sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo, o Sinepe-ES, contudo mesmo com todas as medidas de segurança, muitos ainda têm medo de voltar às atividade presencialmente, a insegurança é maior ainda na educação infantil os pais ainda não estão completamente seguros de que podem mandar os filhos de volta para a escola. 

Para o presidente do Sinepe-Es Moacir Lellis, para alguns pais a educação infantil é somente para as crianças brincarem e que elas não entendem essa fase na vida escolar, ele fala que tiveram problemas no período de pandemia, pois os pais acham que estão levando as crianças para brincar, mas esta fase é importante para os pequenos, pois é o período que estão sendo alfabetizados e criando laços se desenvolvendo. 

A falta de entendimento da importância da vida escolar nesta idade, fez com que muitos pais retirassem os filhos da escola, segundo Lellis, no início da pandemia a evasão escolar cresceu muitos, cerca de setenta por cento, mas que com a retomada das aulas presenciais esse os pais voltaram a levar os filhos aumentando a frequência a educação infantil. 

A professora e doutora em educação, Cleonara Maria Schwartz, relata que as brincadeiras têm um fundamento pedagógico. A educação infantil é o primeiro passo para a educação básica através dela que começa a integrar a educação básica com o objetivo de ressaltar a importância para o resto da formação humana daquela criança e do desenvolvimento pessoal, social e emocional.. Segundo a especialista, novas alternativas devem ser criadas para que as crianças não fiquem sem estudar na pandemia. 

Algumas escolas se adaptaram rápido a nova forma de dar aulas, esse foi o caso da escola Americana de Vitória, onde estuda o Theo de dois anos e a Mariana de quatro anos, a mãe deles a servidora pública Júnia de Rezende Lima Perenzi fala que a escola em pouco tempo fez as adaptações necessárias e começou com as aulas online, dando todo o suporte para as famílias. Para as aulas online a mãe sempre buscava algo novo para os filhos e os professores também ficavam a disposição, para auxiliar nas atividades. 

A Escola Americana de Vitória adotou um sistema híbrido deixado os pais decidirem se levavam os filhos ou não, também foi realizado um projeto de ensino individualizado para as crianças menores. 

Em todos os momentos tinha uma psicóloga, pedagoga e os professores par ajudar os pais e os alunos, mas atividades online. Isso ajudou no desenvolvimento das crianças. 

Após ver que as atividades online com muitos alunos não dava certo, a instituição adotou o sistema de ensino individual, para ter uma integração maior entre o aluno e o professor. A diretora enfatiza que neste momento a escola é muito importante e segura para os alunos, sendo que é essencial as crianças começarem a estudar cedo para ter um desenvolvimento mais abrangente. 

A relação de família e escola é bastante importante neste período, a instituição Centro Educacional Vicente Pelicioni (CEVIP) teve uma aproximação fundamental nesse novo normal. A interação entre os pais e funcionários foi o diferencial para que os pais não tirassem seus filhos da escola, a instituição também se adaptou rápido ao novo normal e isso foi essencial para todos. 

A relação escola e família dura mais de 24 horas, e a escola está adotando um protocolo rígido para receber os alunos em segurança. Desde a primeira semana, diante da atual situação mundial a escola elaborou roteiros que são enviados para os alunos. e se o aluno não participar das atividades a equipe pedagógica entra em contato sempre se preocupando com o bem estar dos pais e alunos da instituição.

Itabuna: escolas tiveram que se adequar aos recursos online


Marcelo Carvalho

O uso da tecnologia para aproximar professores, estudantes e familiares (pais e responsáveis) da Rede Municipal de Ensino, vem sendo estimulado nos últimos meses pela Secretaria Municipal da Educação (SME). Desde o início da pandemia causada do COVID-19, as escolas tiveram de se adequar aos recursos online.

“No caso de Itabuna, o grande desafio era justamente promover uma maior interação entre todos os sujeitos dos espaços escolares e driblar as dificuldades dos profissionais causadas pelo distanciamento das salas de aula. Nesse sentido, muitas ações vêm sendo desenvolvidas pela SME, através do Departamento de Pesquisas, Planejamento e Informações Gerenciais (DPPIG) e seus setores: Setor de Manutenção de Informática (SMI) e o Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM)”, declara  a secretária da Educação, professora Nilmecy Gonçalves.

Secretária da Educação de Itabuna (BA), Nilmecy Gonçalves. Foto: divulgação.

O Departamento de Pesquisas, Planejamento e Informações Gerenciais (DPPIG) foi crucial para trabalhar as informações da Rede Municipal de Ensino que precisou remanejar todo o seu atendimento para o sistema online, por conta da pandemia.

O departamento é responsável pelo sistema de gestão, o E-polis, no qual todas as informações relativas à SME e às unidades escolares estão interligadas. “O E-polis, que já roda desde 2014 na rede, passou por algumas atualizações e possui muitas funcionalidades que possibilitam ao departamento fornecer dados em tempo real, facilitando assim, o dia a dia no setor”, comenta a diretora do DPPIG, professora Ritta Conrado.

Por se tratar de uma tecnologia em tempo real, ela explica que o software permite acompanhar todo o trabalho desenvolvido pelo professor em sala de aula, a realidade das escolas, o número de alunos matriculados, as estatísticas e o andamento de todas as unidades da Rede Municipal de Ensino.

Outro destaque é que, com o sistema, os pais conseguem acompanhar toda a vida escolar dos filhos: acesso ao histórico, à frequência, às notas, atividades e provas, apenas com o código do aluno, via computador ou celular, de forma 100% online. “Isso ajudou a evitar o contato físico e a aglomeração durante a pandemia nas escolas”, destacou Gonçalves. “Antes, as matrículas eram realizadas de modo presencial nos postos disponibilizados pela SME. Agora, tudo é pela internet”, ratificou.

O site para acessar as informações está disponível no endereço www.itabuna-educa.ids.inf.br/aluno/#/inicio. Quaisquer dúvidas sobre como acompanhar a vida escolar dos estudantes na internet, a SME sugere que os pais busquem as informações completas nas secretarias das escolas.

Igrejas e instituições religiosas de olho no Fundeb


Instituições religiosas, comunitárias e filantrópicas sem fins lucrativos se uniram para pressionar o Congresso a fixar um percentual de recursos do Fundeb (Fundo da Educação Básica) para custear vagas de alunos nos ensinos fundamental e médio em escolas ligadas a essas entidades.

No projeto de lei que regulamenta o novo Fundeb, o fundo foi promulgado em agosto, há a previsão de que essas instituições possam receber recursos para matrículas na educação infantil, educação do campo (rural), pré-escola e educação especial.

Com as receitas duramente afetadas pelo aumento da inadimplência decorrente da pandemia do novo coronavírus, as entidades redobraram os esforços para tentar incluir os ensinos fundamental e médio na regulamentação.

O tema esteve nas discussões da PEC, proposta de emenda à Constituição, que tornou o fundo permanente.

Professores negros são raros nas escolas particulares de São Paulo


Um levantamento realizado pela Folha de São Paulo, tendo como base o senso escolar de 2019, constatou que uma em cada dez escolas privadas da capital paulistana (10% do total) informou ao Ministério da Educação não contar com um único professor negro.
A média de docentes negros nesses colégios é de 20%. A estimativa da prefeitura aponta que 37% dos moradores da cidade tenham essa cor da pele.

O estudo do veículo foi motivado pelo movimento crescente de empresas brasileiras que buscam aumentar a contratação de negros. Tal iniciativa também tem sido vista nas instituições particulares de ensino do país, mas tendo os próprios pais como principais incentivadores, pois os mesmos afirmam notar pouca diversidade racial em um dos principais ambientes onde seus filhos circulam.

A demanda por estatísticas da raça de alunos e professores é uma das pautas que as famílias têm apresentado às direções de alguns dos colégios mais caros do país.

A tendência ganhou força na esteira dos protestos que varreram o mundo após o assassinato do negro George Floyd, por um policial branco nos EUA, e culminou na criação do coletivo “Escolas Atirracistas” no Brasil em julho passado.

O grupo começou com 10 participantes e tem agora 250. Ele se comunica principalmente pelo WhatsApp.
Em escolas como Gracinha, Mobile, Bandeirantes e Carlitos também surgiram coletivos específicos de pais desses colégios. Outras que já tinham movimentos organizados a favor de maior diversidade, como Equipe e Vera Cruz, se juntaram ao novo coletivo geral que, hoje, reúne famílias de mais de 60 escolas.

O movimento busca debater com os colégios medidas para o aumento da inclusão de negros — grupo que engloba pretos e pardos — entre alunos e professores, campanhas para a formação de pais e funcionários sobre racismo estrutural e mudanças curriculares.
Os representantes do grupo relatam que as escolas têm sido receptivas, mas surgem barreiras, como a alegação de que não possuem dados compilados referentes à cor da pele de alunos e professores ou a promessa de ações sem a participação ativa dos pais interessados.

Entre os 61 colégios privados paulistanos com pais participantes no coletivo para os quais há dados no Censo Escolar, a parcela de negros entre os professores cuja raça é declarada era, em média, 8% em 2019. Esse percentual oscila de 0 no Colégio Santa Cruz a 50% no Colégio Itatiaia, unidade Moema (nesta unidade, há apenas oito docentes no censo).

Na rede pública de ensino, 30% dos professores têm essa cor da pele, segundo o levantamento da Folha a partir de dados do Censo Escolar.

Entre os universitários formandos em pedagogia e em licenciatura em matemática, ao menos 40% são negros, segundo dados do Enade (exame de conclusão de curso).

 

Prouni oferece 90 mil bolsas remanescentes


Uma boa notícia para quem tem planos de cursar uma universidade. A partir de hoje, estão abertas as inscrições para as vagas remanescentes do Prouni. São 90 mil bolsas não preenchidas no processo seletivo regular para o 2º semestre de 2020. O prazo de inscrição vai até 30 de setembro pela página do Prouni (prouniportal.mec.gov.br).

Nesta edição, o prazo de inscrição será único, tanto para candidatos não matriculados na instituição de ensino superior para a qual desejam se inscrever para disputar uma bolsa remanescente, como para candidatos já matriculados na mesma instituição para a qual querem fazer a inscrição.

Para concorrer às bolsas integrais (100%), o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa.