Golpe que oferece crédito no WhatsApp cresce 198% em dois anos


É bom tomar muito cuidado. A tecnologia oferece muitas vantagens, mas por meio dela também têm surgido novos tipos de golpes, que se aproveitam da praticidade do ambiente virtual para fazer vítimas. É o caso do falso empréstimo por WhatsApp, em que os criminosos se passam por uma fintech que oferece crédito pré-aprovado, e em seguida exigem que a vítima faça um depósito antecipado para ter direito ao valor.

Um levantamento realizado pelo Reclame Aqui, a pedido da Fintech Noverde, mostrou que o número de reclamações de pessoas que caíram nesse golpe aumentou 198% em dois anos. Em 2017, foram 350 reclamações no site. Em 2018, o número subiu para 692. E de janeiro a setembro de 2019 já foram feitos 683 registros do golpe no Reclame Aqui. A expectativa é que esse número aumente até o fim do ano.

Além da falsa oferta de crédito pelo WhatsApp, o consumidor também deve estar atento a sites que simulam instituições financeiras para atrair pessoas interessadas em contratar empréstimos. Emilio Simoni, diretor de segurança da PSafe, afirma que apenas em setembro a empresa de aplicativos de segurança identificou cerca de 30 sites desse tipo na rede.

— Quando a pessoa faz a busca por um empréstimo na internet, essas páginas aparecem, imitando financeiras. Os criminosos inclusive usam nomes parecidos com os de empresas do mercado. Eles pedem para a pessoa fazer um cadastro e, em seguida, enviam uma mensagem informando que o crédito foi aprovado, mas que existe uma pendência financeiram que a pessoa precisa pagar para liberar o empréstimo — explica Simoni.

Da mesma forma que o golpe do WhatsApp, quando a vítima faz o pagamento, o empréstimo não é liberado. Nesse caso, segundo o diretor de segurança da PSafe, o ideal é fazer um boletim de ocorrência e denunciar os sites criminosos.

FGTS como garantia no consignado


O depois, o governo tirou do papel a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia de empréstimo consignado, aquele com desconto na folha de pagamento. Nesta terça-feira, 4, a Caixa publicou as regras de funcionamento da linha de empréstimos, o que permite que outros bancos possam firmar convênios com as empresas para que seus trabalhadores tenham acesso ao financiamento.

O conselho curador do FGTS já tinha decidido, em dezembro do ano passado, que a taxa máxima de juros cobrada pelos bancos nesta linha será de 3,5% ao mês e o prazo máximo para o pagamento do empréstimo será de 48 meses. Os juros ficaram maiores do que os cobrados nas operações para os aposentados do INSS, que caíram na semana passada de 2,34% para 2,14%.

A nova linha, com condições mais favoráveis aos trabalhadores, tendo em vista que a garantia diminui o risco de os bancos tomarem calote, deveria estar em vigor desde 30 de março do ano passado, quando o governo da ex-presidente afastada Dilma Rousseff mandou a Medida Provisória (MP) ao Congresso.

O trabalhador vai poder usar 10% do saldo do FGTS e a totalidade da multa rescisória (de 40% sobre o total depositado pelo empregador) como garantia para um empréstimo consignado.

“É uma alternativa de financiamento mais viável, porque os juros são menores. Isso significa crédito mais barato para os trabalhadores”, afirmou, em nota, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Os bancos cobram juros menores – em comparação com outras linhas – nos empréstimos consignados porque os descontos são feitos diretamente na folha de pagamento. No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, porém, havia resistência por parte das instituições financeiras por conta do risco de os empregados serem demitidos.

Saiu-o-calendário-de-pagamentos-do-abono-salarial

As instituições financeiras eram mais restritivas aos trabalhadores da iniciativa privada por conta desse risco. A maior parte do consignado é destinada a funcionários públicos e aposentados e pensionistas do INSS, que respondem por mais de 90% do que foi desembolsado.

Mesmo sendo usados como “caução” nos empréstimos consignados, os recursos do FGTS não ficarão bloqueados na conta do trabalhador. Ele poderá usar, por exemplo, para moradia ou doença e quando ele for demitido, seguindo as regras do fundo. Os 10% do total mais a multa só serão destinados ao pagamento do consignado caso haja necessidade desse montante para quitar o resto do empréstimo no momento da demissão.

O secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Tarrago, explica que os valores emprestados pelos bancos dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perde o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Atualmente, trabalhadores da iniciativa privada respondem por R$ 18,4 bilhões contratados em consignados. Por mês, são emprestados entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões nesse tipo de operação. Entre os servidores públicos, o volume contratado chega a R$ 167 bilhões – são quase R$ 6 bilhões por mês. A expectativa é de que a possibilidade de uso do FGTS faça crescer o número de operações entre os empregados privados.

Ao propor a medida, o governo Dilma estimou que se apenas 10% do total do FGTS mais as multas por demissão sem justa causa fossem usados, seriam injetados R$ 17 bilhões na economia.

Idoso receberá 20 mil de indenização


Dois bancos foram condenados a pagar uma indenização de R$ 20 mil a um aposentado. As instituições financeiras descontavam mensalmente parcelas de empréstimos consignados que não tinham sido autorizados pelo idoso. No total, as fraudes bancárias causaram um prejuízo de R$ 5.600 ao cliente.cifrao

Segundo o processo, havia falhas nos dois contratos dos empréstimos. Um deles não possui assinatura do aposentado e apresenta um endereço que não é verdadeiro. O outro possui rubrica diferente da procuração firmada e número de identidade de outra pessoa.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, houve má administração do serviço por parte dos bancos, que não tomaram as providências necessárias para evitar tais episódios. Por isso, ficou estabelecida a indenização por dano moral de R$ 20 mil.