Itabuna: projeto permite formação de professores em estatística


Um projeto pioneiro em Itabuna, articulado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e realizado em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SME), apresenta possibilidades de melhoria nas práticas de ensino relacionadas ao conhecimento matemático para alunos do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental. A proposta do Grupo de Pesquisa em Educação Matemática, Estatísticas e em Ciências (GPEMEC) da UESC é coordenada pela professora Eurivalda Ribeiro de Santana, professora do Departamento de Ciências Exatas (UESC), e envolve ainda outras instituições de ensino superior do Brasil e em Portugal. Em Itabuna, o projeto alcança profissionais das escolas Margarida Pereira, Eduardo Fonseca e CAIC Jorge Amado.

Os dois últimos encontros formativos aconteceram na Escola Margarida Pereira, no dia 2 de agosto e, mais recentemente, no CAIC Jorge Amado nesta quinta-feira (23). As atividades serão continuadas até o encerramento do ano letivo de 2018. Ao final, serão apresentados os resultados finais.

A Escola Margarida Pereira está envolvendo os alunos numa pesquisa de dados estatísticos sobre o Rio Cachoeira; e as escolas CAIC Jorge Amado e Eduardo Fonseca demonstrarão dados sobre campanhas de vacinação. Informações completas sobre o projeto e sua aplicabilidade podem ser obtidas com a professora Eurivalda Santana, através do e-mail [email protected].

Norma que definiu a idade mínima para criança ser matriculada nas escolas públicas e particulares é mantida pelo STF


A matrícula no primeiro ano do ensino fundamental só pode feita se a criança tiver completado 6 anos de idade até o dia 31 de março do ano da matrícula.  Essa foi a decisão desta quarta-feira (1º), na qual o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu  manter a validade da norma que definiu a idade mínima em que crianças podem ser matriculadas nas escolas públicas e particulares.

A questão foi julgada a partir de questionamentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do estado do Mato Grosso do Sul. Por maioria de votos, a Corte julgou constitucionais as resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em 2010. Dessa forma, se ainda tiver 5 anos, a criança deve continuar na educação infantil até completar o critério para o ensino fundamental .

O julgamento começou em maio, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio, quando tinha sido registrado placar a favor das resoluções. Na sessão desta quarta-feira, os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente do STF , Cármen Lúcia, últimos a votar, também se manifestaram favoravelmente ao corte temporal.

De acordo com Cármen Lúcia, o CNE levou em conta questões psíquicas e a unificação nacional da educação para definir a idade mínima para o ingresso no fundamental. Em seu voto, a ministra também afirmou que o grande problema do Brasil é falta de educação eficiente.

“Negar a uma criança a educação formal é negar a ela não a capacidade apenas de exercer sua liberdade, mas de se libertar de condições que não são aquelas constitucionalmente previstas”, disse.

Idade mínima no ensino fundamental

Se ainda tiver 5 anos, a criança deve continuar na educação infantil até completar o critério para o ensino fundamental

A controvérsia sobre a questão ocorre porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu que o fundamental começa aos 6 anos de idade, no entanto, a resolução do CNE foi além e criou o corte etário no mês de março, em uma tentativa de organizar o ingresso dos alunos nos sistemas de ensino do país.

Segundo especialistas em educação, crianças com 5 anos não estão preparadas psicologicamente para ingressar no fundamental. Além disso, governos estaduais afirmam

que o corte é necessário porque não há vagas suficientes para todos os alunos na educação infantil.

A restrição já foi contestada nas instâncias inferiores da Justiça por pais de crianças que queriam matricular seus filhos menores de 6 anos no ensino fundamental  e conseguiram fazê-lo por meio de liminares.

Fonte: Agência Brasil