Entrevista com o radialista Cacá Ferreira


Cacá Ferreira é um dos mais conceituados radialistas baianos! Com mais de 37 anos de carreira, Cacá está à frente do Difusora em Revista, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h ao meio dia. Para surpresa de muitos, Cacá é tímido e bem reservado fora da rádio. Mesmo gripado, o profissional, que é fundador da CF Promoção e Eventos, recebeu gentilmente a reportagem do Carvalho News para uma conversa bem interessante, que você acompanha agora. #CacaFerreira #DifusoraemRevista #CarvalhoNews #Radio #apaixonadospeloradio

 

Marinho revela: “Bolsonaro é homofóbico, despreza o ser feminino e é incapaz de agradecer”


Na entrevista que concedeu à jornalista Mônica Bergamo, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro, fez revelações importantes sobre o caráter de Jair Bolsonaro, além da bomb sobre a fraude eleitoral de 2018. “As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas elas não tinham nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava as mulheres como um ser inferior. Não tinha uma mulher na campanha dele. Nunca houve”, diz Marinho.

“Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um obrigado”, afirmou.

Vereadora Ireuda Silva faz análise sobre consciência negra


O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro. A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares, que lutou para preservar o modo de vida dos africanos escravizados que conseguiam fugir do cativeiro. A comemoração sugere uma reflexão sobre a situação desta parte da população, bem como, sobre a realidade do mundo nos tempos atuais e do nosso comportamento em relação a esse panorama. Conversamos com a empresária, palestrante, ativista social e vereadora da cidade de Salvador (BA), Ireuda Silva. Crista evangélica e mãe, Ireuda faz uma análise objetiva sobre os desafios que a população negra enfrenta, bem como as possíveis estratégias para reverter esse panorama.

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Vereadora Ireuda Silva Foto: Leone Serafim

Carvalho News – O que o Dia da Consciência Negra simboliza para a senhora?

Ireuda Silva – O Dia da Consciência Negra é um dia de reflexão que simboliza as inúmeras conquistas que precisamos ter em busca de igualdade, pois diariamente ainda somos vítimas de racismo. Enquanto formos os cidadãos mais afetados pelas desigualdades do Brasil, precisaremos de um dia para lembrar que a escravidão acabou há mais de 100 anos e já está mais do que na hora de sermos totalmente integrados à sociedade brasileira.

CN – A população negra brasileira tem motivos para comemorar nesta data?

Ireuda Silva – Acredito que não pois ainda são os negros que diariamente aparecem nos noticiários sendo vítimas de bala perdida, desemprego, racismo, dificuldade em atendimento na área da saúde, e mesmo após 100 anos da abolição da escravatura a população negra ainda sofre com descaso.

CN – O que fazer para resgatar a autoestima da população negra brasileira?

Ireuda Slva –  Além de ocorrer a efetivação das políticas públicas, se faz necessário reconhecer a usurpação durante todo período de escravidão, porque ainda somos a minoria nas faculdades e em espaço de poder.

CN – Como é ser negro no Brasil?

Ireuda Silva – Ser negro no Brasil é sofrer diariamente com o preconceito que infelizmente está presente em nosso cotidiano independentemente de seu cargo ou posição social. É receber um olhar de desconfiança nos shoppings, nas lojas de grife, em diversos lugares que infelizmente parte da sociedade ainda acha que o negro não se pode fazer presente.

CN – Alguns negros costumam afirmar que negros não são unidos. Que negro não vota em negro. Que negro que possui canal no Youtube não tem muitos negros inscritos etc. Isso é verdade? E. em caso de positivo, a que isso se deve? É possível modificar essa realidade?

Ireuda Silva – Infelizmente é preciso admitir! Acredito que justamente pela opressão vivida pela “raça” temos esse reflexo, o que não deixa de ser negativo, onde um número de negros ainda não entende a grande necessidade dessa real união para se obter o devido crescimento, uma ascensão em todos os campos.

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Maria Felipa de Oliveira

CN – Muito tem se falado sobre o Governo de Jair Bolsonaro. O que os negros podem esperar desta gestão?

Ireuda Silva – Acredito que o atual Presidente deve realizar uma gestão pensando em todos os brasileiros e com olhar especial para a reparação da população negra que ainda necessita de uma política pública de reparação, haja vista que viveram séculos como pessoas esquecidas pelo poder público.

 

CN – Jair Bolsonaro é um político que sempre “chocou” as pessoas com declarações homofóbicas, preconceituosas, racistas e misóginas. Entretanto, ainda presenciamos negros, mulheres, gays, lésbicas, nordestinos e pobres defendendo sua postura agressiva e pouco diplomática. Como a senhora avalia esse panorama?

Ireuda Silva – O Presidente deve ter uma postura que todos os brasileiros esperam, trabalhar em prol de todas as pessoas, independentemente de cor, raça, religião, região do país e outros fatores.

 

CN – Qual sua avaliação sobre os nossos representantes no Senado e na Câmara?

Ireuda Silva – Infelizmente ainda não temos uma grande representatividade no Congresso pois embora seja um estado majoritariamente formado por negros e pardos, esse cenário não se reflete no número de senadores e deputados. Temos também uma representatividade feminina que ainda é relativamente baixa. É preciso ter força, raça em uma luta justa para mudar esse cenário.WhatsApp Image 2019-11-20 at 08.53.47

CN – Quais as personagens negras que merecem suas honrarias e ou conseguiram conquistar a sua admiração e respeito?

Ireuda Silva – Temos como exemplo a Maria Felipa, que ajudou a lutar pela independência do Brasil. Na Câmara de Salvador, temos um prêmio concedidos a mulheres negras com seu nome. Podemos citar ainda Dandara, que lutou contra o sistema escravocrata no século XVII; Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora brasileira; Antonieta de Barros, a primeira deputada estadual negra do Brasil, no início do século passado.

CN – Há quanto tempo a senhora é vereadora, e o que a levou a ingressar na vida pública?

Ireuda Silva – Sou vereadora de primeiro mandato, entrei na política com o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa.

CN – Qual sua proposta de trabalho?

Ireuda Silva – Minha principal proposta é trabalhar por Salvador tendo como minhas principais bandeiras a igualdade racial, a valorização da mulher e o combate à violência doméstica e familiar, além de lutar diariamente pelo social como um todo.

CN – Quais os maiores desafios que tem enfrentado?

Ireuda Silva – Meus desafios são diários e se iniciaram a partir do meu nascimento, por ser mulher e negra, que busca a todo momento trabalhar pela cidade e pelos mais necessitados.

O cantor Jerry Adriani In Memoriam


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Jerry Adriani Foto: divulgação

No dia 23 de abril, do ano passado, o cantor Jerry Adriani (Jair Alves de Souza) nos deixava, pouco tempo depois de ser diagnosticado com câncer. Jerry é um dos ícones do Movimento da Jovem Guarda e com mais de meio século de carreira, colecionou inúmeros sucessos. Ele nasceu em São Paulo, mas morava no Rio de Janeiro. A entrevista a seguir foi gentilmente concedida por Jerry Adriani, ao Carvalho News, poucos dias antes do artista ter descoberto que possuía a doença. Essa é nossa singela homenagem ao nosso querido Jerry Adriani. Boa leitura!

CN – Fale-nos um pouco de sua amizade com o Rauzito.

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Foto: Hugo Leonardo

Jerry Adriani –  Raul Seixas foi um amigo muito querido para mim. Foi um daqueles episódios de estar no lugar certo na hora certa. Travamos uma amizade que durou uma vida inteira. Era o Rauzito meu amigo que morava na Bahia e tinha uma banda, que acabou casualmente me acompanhando, nasceu de minha parte o interesse que eles tocassem comigo e a partir daí foi só amizade. Gravei a primeira música do Raul, daí comecei a batalhar pelo Raul produtor. Foi uma luta muito grande na época, pois o Evandro Ribeiro, diretor da CBS não era de acordo. Ele que produzia e temia que as coisas não dessem certo. Finalmente ele acabou concordando e o Raul produziu três discos meus.  Aí basicamente foi o início da carreira dele como produtor, depois ele começou a escrever várias músicas. A partir daí que viria a nascer o Raul Seixas.

CN – Como você definiria a Jovem Guarda?

Jerry Adriani – A jovem guarda foi uma época de transição não só musical mas também social. Houve o movimento Woodstock , shows contra a Guerra do Vietnã… Foi um período em que tudo estava em ebulição. A jovem guarda foi um momento de transição, uma consequência de varias coisas de fora.

CN – Qual a melhor lembrança que você tem dessa época?

Jerry Adriani – Era muito interessante começar a realizar os sonhos. A aparecer artisticamente… A jovem guarda foi uma realização de um sonho. É difícil de dimensionar. Não tínhamos nem noção do que significava aquilo.

CN – O Jerry Adriani  é politizado?

Jerry Adriani – Não sou partidário, mas sou um fruto disso tudo. Como cidadão brasileiro possuo minhas convicções. Agora transformar isso numa bandeira profissional é outra coisa. Não sou um ativista político, mas não me negaria, por exemplo, a assinar um abaixo assinado contra a censura. Como não me neguei.  Eu não participava daquilo ou disso, por não ser o meu círculo e tudo era circulo.  Hoje não se pode ficar totalmente alheio ao que esta ocorrendo.

CN – Você também atuou como ator em produções como “Malhação”, “74.5   Uma esperança no Ar”, fez filmes para o cinema. Como foi essa experiência?

Jerry Adriani –  Foi maravilhoso atuar. Foi mais uma vivencia importante na carreira. Nunca tive a pretensão de me tornar um ator, mas sim de dar conta do recado ao interpretar um personagem.  Acho que de uma certa forma eu consegui.  Em “Malhação” fui para ficar uma semana e permaneci três meses, em 74.5 fui elogiado pela minha atuação.  A vida artística é um grande desafio, a gente tem que ir tocando conforme a musica, se adaptando.

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Foto: Hugo Leonardo

CN – Como você avalia o cenário musical atual?

Jerry Adriani – O cenário musical mundial está muito mais contestador. A música negra americana, por exemplo, sempre achei que era uma das mais apuradas em termos de qualidade. Sempre fui fã de Quince Jones, dos artistas da gravadora Motown… Entretanto, hoje, houve um declínio musicalmente falando.  Atualmente, a música de rua que retrata um momento social. Mas musicalmente falando há uma perda. A música é uma mensagem, um desagravo, um discurso com ritmo. No Brasil, por exemplo, os gêneros musicais tradicionais, como por exemplo, a música sertaneja de raiz sofreu uma plástica. As pessoas estão tentando adequá-la a uma realidade social. O que acontece é que as formulas vão sendo criadas, uma receita de sucesso. Foi mais ou menos o que ocorreu na época da Jovem Guarda. É mais ou menos uma fórmula matemática e isso acaba ficando meio repetitivo. Hoje tudo segue uma espécie de cartilha e isso aconteceu com todos os gêneros musicais.  Do samba raiz veio o pagode e assim vai. Entenda eu não sou contra nada.  Não faço campanha contra ninguém, absolutamente, pois respeito todos os estilos… Estou falando no estilo musical. Se você complicar muito uma melodia hoje, ela não vai fazer sucesso.  Nesse ponto eu acho muito ruim. Deveria haver um pouco mais de cuidado. Num disco deveria ter ao menos duas musicas com qualidade musical. Na década de 70 quando havia o arranca rabo da Jovem Guarda com a Bossa Nova, mas havia um contra ponto. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma rádio de nome MPB FM saiu do Ar. E foi um absurdo, não estou fazendo apologia a essa rádio que por um acaso, jamais tocou uma musica minha. Mas é uma emissora que fará falta para muita gente.

CN – Como anda a sua autobiografia?

Jerry Adriani – Já temos 300 páginas escritas, falando até o Jair se tornar Jerry… Estou começando a contar o Jerry. Nessa parte, vou fazer alguns comentários, algumas crônicas, algo similar ao livro  “As crônicas de bob Dylan”. Vamos fazer um levantamento por décadas na vida do Jerry Adriani e transformar isso num grande dicionário. Com perguntas e respostas onde vou poder focalizar todos os assuntos e fazer algumas crônicas. Por exemplo, minha ligação com Raul Seixas, minha ligação com Renato Russo, minha saída da CBS. No final terá alguns contos depoimentos e pronto.

CN – Quais os seus passatempos?

Jerry Adriani – Amo a leitura, gosto de cinema, documentários, sou aficionado por ufologia, sou adepto da ginástica, herdei isso do Raul. A meu ver, o homem vai ter que se habituar a esses fenômenos.

CN – Sobre o seu novo cd, pode nos adiantar algo?

Jerry Adriani – Vai ser um trabalho em conjunto com o livro e vou gravar canções do Rauzito. Vou gravar as músicas de raiz do Raul Seixas. Vai ser muito interessante esse trabalho. Se Deus quiser isso vai sair ainda esse ano de 2017.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para seus fãs?

Jerry Adriani -Quero agradecer a galera que segue a minha carreira, que é muito fiel. Espero que estejamos agindo da forma que atenda a expectativa deles. E para o pessoal novo estou me apresentando agora e espero que a gente consiga criar uma relação.

O astronauta Marcos Pontes


Neste mês de março, há 12 anos, o tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), Marcos Cesar Pontes, partia para a ISS (Estação Espacial Internacional) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8. Atualmente na reserva, o primeiro astronauta brasileiro publicou livros, foi eleito uns dos 100 maiores brasileiros de todos os tempos, atua na NASA e também na ONU (Organização das Nações Unidas). Pontes recebeu gentilmente a reportagem do Carvalho News para falar sobre espaço, OVINs, Programa Espacial Brasileiro e muito mais. Quer embarcar nessa viagem com a gente? Então leia a entrevista abaixo. Boa leitura!

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Marcos Pontes Fotos: Portally Eventos e Produções

Blog Carvalho News – Como foi a sua infância? Já sonhava em ser astronauta quando pequeno?

Marcos Pontes – Minha infância em Bauru foi muito feliz ao lado de minha mãe, D. Zuleika, meu pai, Sr. Virgílio e meus irmãos Rosa e Luiz Carlos. Nesta época eu tinha o sonho de voar, de ser piloto. Olhava para o céu e imaginava como seria viajar por aquela imensidão. Realizei esse sonho quando passei no vestibular da Academia da Força Aérea – AFA.

Depois de já possuir vasta experiência em voos, surgiu a oportunidade do Cncurso Público para o primeiro astronauta brasileiro, fui selecionado e, após muito treinamento e esforço, consegui realizar a Primeira Missão Espacial Brasileira. A realidade acabou se tornando maior que o sonho! Conto todos os detalhes em meu livro “Missão Cumprida”, que pode ser adquirido na loja virtual www.conexaoespacial.com.br.

Carvalho News Em março, a primeira missão espacial tripulada brasileira completou 12 anos. Quais as melhores lembranças que o senhor guarda desse período?

Marcos Pontes – A sensação de olhar a bandeira do Brasil no meu braço e ver a Terra do espaço pela primeira vez.

Carvalho News – Como anda o Programa Espacial Brasileiro? Quando teremos outras viagens suas ao espaço?

Marcos Pontes – No momento o Programa Espacial Brasileiro anda devagar, infelizmente. Aliás, todos os setores de C&T têm sofrido com as crises políticas e econômicas recorrentes no país. Isso é preocupante para o futuro do desenvolvimento nacional. Meu acordo com a AEB venceu no ano passado (10 anos após a missão). Sem renovação, continuo ligado aos projetos espaciais nos EUA e devo voltar ao espaço nos próximos anos.

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Carvalho News – Que tipo de atividades o senhor desenvolve no Centro Espacial Johnson em Houston (EUA)?

Marcos Pontes – Sou um astronauta com especialização (consultor técnico) em integração de sistemas e desenvolvimento de interfaces humanas. Além disso, junto ao KSC, na Flórida, sou escalado de tempos em tempos para representar a NASA com autoridades e visitantes em geral

Carvalho News – Qual a sensação que se tem ao olhar a Terra do espaço?

Marcos Pontes –  A sensação é maravilhosa e ao mesmo tempo preocupante. Do espaço, nós conseguimos enxergar a devastação de alguns lugares na Terra, causadas pelo desmatamento, guerras e etc. O planeta visto de cima é tão lindo que, se tivéssemos a consciência de que tudo aquilo faz parte de algo muito maior, talvez cuidássemos mais da nossa casa. Veja mais detalhes no capítulo 77 do meu livro “Missão Cumprida”.

Carvalho News – O senhor acredita na existência dos OVINs?

Marcos Pontes – Por definição, qualquer objeto voador ou efeito natural que não conseguimos identificar, deve ser chamado de OVNI. Portanto, não é questão de acreditar, por definição são um fato.

Carvalho News – Sabe de alguma história envolvendo extraterrestres?

Marcos Pontes – Existem centenas de estórias em torno do tema. O assunto faz sucesso na TV. Eu, particularmente, concordo com a equação de Drake, com a altíssima probabilidade de vida em outros lugares do universo. A questão é: defina “vida”.

Carvalho News – Em 2014, o senhor concorreu a ao cargo de deputado federal pelo PSB de São Paulo. O que o levou a tomar essa iniciativa? Ainda possui aspirações políticas?

Marcos Pontes – Literalmente, milhares de pessoas sempre me pediram para contribuir com meu conhecimento e experiência profissional no Congresso Nacional, em especial na legislação associada ao desenvolvimento econômico do pais pela Educação, Ciência e Tecnologia. Entre essas pessoas, estava o nosso saudoso Ministro Eduardo Campos, que era presidente do PSB e meu amigo pessoal de muitos anos. Atendi o pedido e me candidatei. Fiz uma pequena campanha, conforme a possibilidade e a lógica da relação “gasto de campanha x salário de deputado” (que muita gente parece esquecer), e consegui 43 mil votos. Um número expressivo, porém um pouco menor do necessário naquele ano para ser eleito. Para mim, foi uma experiência de vida interessante e a retirada de um peso das costas: ninguém pode dizer que não tive coragem de me apresentar para ajudar no Congresso. Eu fiz a minha parte. Quanto a pretensões políticas atuais, eu desejo aos eleitos sucesso e sabedoria. Se precisarem de um consultor, estou a disposição.

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Carvalho News – O público pode aguardar alguma novidade do escritor Marcos Pontes?

Marcos Pontes – Sim! Estou com um livro técnico sobre “Erro Humano” na prevenção de acidentes a 70% do final. Além disso, estou trabalhando em outros projetos literários para livros infantis e na área de Coaching.

Carvalho News – O que significou ser eleito um dos “100 maiores brasileiros de todos os tempos”?

Marcos Pontes – Foi uma honra ter meu trabalho reconhecido e uma motivação para inspirar mais jovens para a conquista dos seus sonhos. Basta lembrar que meu pai era “servente de serviços gerais” para entender o que eu sinto sobre isso. O que pouca gente sabe é que, em se tratando da minha carreira, o melhor resultado, ou mais impressionante em termos de legado, ainda está por vir… mas não vou adiantar nada por enquanto.

Carvalho News – Como é o seu dia a dia? O que costuma fazer nos períodos de folga?

Marcos Pontes – Minha vida se divide em agendas intensas com a atividade na NASA, na ONU (sou embaixador para desenvolvimento industrial), nas minhas empresas e na função de formar pessoas, seja como “life coach”, mentor, ou ministrando centenas de treinamentos corporativos e palestras (coisas que adoro fazer). Interessante que não vejo nada disso como “trabalho”. Eu adoro o que faço. Ou seja, eu ganho a vida fazendo o que gosto, e isso é muito bom. Portanto, nos períodos de folga…eu faço as mesmas coisas, com algumas extras: ler bastante, escrever, desenhar, fotografar, música, etc. No meu site www.marcospontes.com.br existem mais detalhes sobre minhas atividades.

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Ângelo Nunes, diretor e produtor da Monster Movie N´Photo


Aos poucos, as animações e desenhos brasileiros estão conquistando seu espaço. Um bom exemplo é a série Glitter Model! Nossa reportagem conversou com o diretor e produtor, Ângelo Nunes, da Monster Movie N’Photo, que produz o programa. Ele nos revelou informações muito interessantes. Quer saber? Então leia a entrevista abaixo.

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Ângelo e André Nunes da Monster Movie N’Photo Foto: divulgação

Blog Carvalho News – Como surgiu a ideia de criar a série Glitter Model?
Ângelo Nunes – Glitter Model surge a partir da minha observação de 20 anos cuidando de carreiras de modelos. Pude ver meninas que não acreditavam em seu potencial e não tinham a menor auto estima se transformarem em lindas mulheres, modelos bem sucedidas e conquistarem seu espaço de trabalho onde menos acreditavam que tinham possibilidades: no mercado das modelos.

CN – Este programa é o primeiro da Monster?
Ângelo Nunes – Não. A Monster é uma produtora multifacetada! Nós representamos tanto profissionais da fotografia quanto do audiovisual, além de desenvolvermos projetos de conteúdo. Nossos últimos projetos para tv são: Glitter Model coproduzido com a NBCUniversal e exibido no Disney Channel em toda  a America Latina, Moda-O-Rama coproduzido com a NBCUniversal e Sound-à-Porter coproduzido com a HBO, ambos exibidos no canal E! Entertainment.

CN -Televisão é movida pela audiência. E esse quesito torna o setor muito competitivo. Como vocês lidam com isso?

Ângelo Nunes – Não é a audiência que nos move. É a criatividade, a inovação, levar assuntos relevantes e interessantes a quem está assistindo um programa desenvolvido e produzido por nós. Sempre buscamos ter algum diferencial em nossos projetos !

CN – Fada Manu, Peixonauta e lógico, Glitter Models são alguns dos programas de sucesso produzidos no Brasil. Podemos afirmar que enfim a animação brasileira conseguiu conquistar seu espaço?
Ângelo Nunes – Acredito que é um começo !A cada dia que passa a animação nacional vai ganhando mais e mais espaço, não só no Brasil, mas internacionalmente também. Ainda falta um longo caminho a ser percorrido para que a animação nacional se consagre como um produto reconhecidamente de qualidade, principalmente porque a quantidade de criatividade e talento que temos espalhados por todo o país, ainda não conseguiu se fazer presente ! Há muito talento não utilizado em nosso país.

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CN -Quantas pessoas trabalham na elaboração da animação?

Ângelo Nunes – Mais de 120 profissionais estiveram envolvidos em Glitter Model.

CN – Quais os desafios que vocês enfrentaram para que o projeto Glitter Models fosse viabilizado?

Ângelo Nunes – Acho que o maior desafio em realizar Glitter Model foi conquistar a confiança de um estúdio gigante como a NBCUniversal para que investissem em uma animação Brasileira, principalmente pelo fato de que a animação nacional ainda engatinha se comparada às animações americanas por exemplo ! E se você levar em consideração o fato de que o único desenho animado produzido antes de Glitter Model ( e não apenas distribuído) pela NBCUniversal, foi o desenho do Pica-Pau na década de 50, dá pra perceber a responsabilidade que tivemos nas mãos. rs

CN – O governo oferece algum tipo de auxilio para produções desse tipo?

Ângelo Nunes – Sim, por meio das leis de incentivo à cultura, através de um rigoroso processo de avaliação do projeto proposto.

CN – Quais os artistas que influenciaram a carreira do Ângelo Nunes?

Ângelo Nunes – Sou movido por música, imagem e corpo. Posso dizer que sou movido diariamente por Bjork, Anohni, CocoRosie, Arnold Schöenberg, Maria Bethania, Ney Matogrosso, Elis Regina, Marina Abramovic, Kazuo Ohno, Sankai Juku, Pina Bausch, Terence Malik, Davyd Lynch, Frida Kahlo, Remedios Varo, Stephan Doitschinoff enfim….poderia passar horas escrevendo porque são muitos os nomes que me influenciam. diariamente.

CN -Quais seus próximos projetos?

Ângelo Nunes -Tenho vários projetos que foram desenvolvidos e estão esperando para serem colocados em execução, dentre eles temos uma peça lindíssima de teatro que conta a historia da tradição das benzedeiras, Um reality show, doc realities e inclusive tenho uma outra animação belíssima sobre crianças e o meio ambiente.

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CN -Como é o seu dia a dia?

Ângelo Nunes – Musical. Ouço música da hora que acordo até quando vou dormir. Chego na Monster Movie N’ Photo e a primeira coisa que faço é ligar o som. Aí o dia vai fluindo bem… O dia a dia é muito feliz quando se tem dois filhos inspiradores.

CN – Animações brasileiras. Qual sua avaliação sobre elas comparando com as produções estrangeiras?

Ângelo Nunes – Que não deixamos nada a desejar a ninguém. Profissional bom e história boa tem no Brasil e tem fora do Brasil. Precisamos mostrar ao mundo o quanto os profissionais brasileiros são bons e digo isso em relação ao animador, a roteirista, aos atores que dão vida as personagens fazendo a voz original, ao compositor, aos produtores, ao desenhista enfim…a todos os profissionais brasileiros. Adoraria escrever aqui o nome de todos eles porque foram de uma competência e sensibilidade sem igual. Você só consegue conduzir um monte de animadores homens (vale dizer que senti muita falta enorme de mulheres animando minhas personagens) para um universo feminino e tão sensível se eles forem profissionais o suficiente para fazer esta imersão.
CN -Qual a mensagem que gostaria de deixar aos fãs da série Glitter Models?

Ângelo Nunes – Que toda e qualquer menina é capaz de ser o que desejar ser e que não devem jamais permitir que haja um limite para que conquistem seus sonhos. Todas são capazes, todas são fortes e podem tudo, seja na carreira que for: Modelo, Professora, Médica, Cozinheira, Esportista enfim…tudo! Gostaria de dizer a todas elas que, desde pequenas elas precisam se empoderar de si mesmas. Glitter mostra no primeiro episódio uma menina (Clara) que não acredita na própria beleza e isso fica claro quando o caça-talentos a descobre. Ela não aceita o convite para ser modelo e deixa claro que sofre bullying quando se refere a si mesma como “girafona desengonçada”. Vai de encontro a imagem que ela  tem de si própria mesmo sendo uma menina com uma beleza óbvia. O slogan da série é : “Toda menina tem o seu brilho”. Espero que todas brilhem muito!

 

O advogado Carlos Sodré


Ele é o chefe de Gabinete da Secretaria da Administração Penitencia e Ressocialização (Seap) e cônsul Honorário da Costa do Marfim na Bahia. Carlos Eduardo Sodré, filho do ex-prefeito de Itapé Horácio Sodré, que administrar o município de  1967 a 1971 e, posteriormente, de 1973 a 1977. Sodré recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News, para falar sobre a situação política do Brasil, Itapé e muito mais. Quer saber mais? Então assista a entrevista abaixo! (Carlos Eduardo Sodré (esq) e Antônio Sodré)

O ilusionista Klauss Durães


 O ilusionismo ou prestidigitação é a arte performativa que continua encantando e despertando muita curiosidade! O campeão brasileiro, vice campeão colombiano e bicampeão argentino de mágica Klauss Durães recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar um pouco sobre esse interessante mundo das ilusões. Boa leitura e abracadabra.

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O ilusionista Klauss Duraes em uma apresentaçao Foto: divulgaçao

Blog Carvalho News – Como um técnico de Engenharia Civil e administrador de empresas se torna um ilusionista?

Klauss Durães – Paixão pela arte, poder fazer aquilo que eu realmente amo e sinto prazer fazendo.

CN – Como você se preparou para atuar nessa área?

Klauss Durães Nos primeiros anos era apenas um hobbie, aprendia em kits de magica, vídeos e livros, depois a brincadeira se tornou maior. Busquei um curso em Belo Horizonte, me profissionalizei e comecei a participar de congressos e competições no Brasil e no exterior.

CN – Você sofreu alguma influência de outros profissionais da ilusão?

Klauss Durães – Com certeza, Jeff McBride, David Copperfield, Franz Harary, Lance Burton, etc.

CN – Como e o seu dia a dia?

Klauss Durães – Antes, eu era mais fissurado com treinamentos e novas magicas, mas hoje o dia requer uma maior atenção à empresa e aos negócios que também envolvem a mágica. Controlo a venda de shows, marketing etc.

CN – Existe alguma diferença entre um magico e um ilusionista?

Klauss Durães – Nenhuma. O termo foi criado mais por questão de marketing, para reposicionar a arte mágica em um patamar de grandes shows de Las Vegas. Afinal, essa categoria é chamada de “Grandes Ilusões”.

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CN – Como o ilusionismo pode auxiliar as pessoas?

Klauss Durães – Como uma ferramenta de comunicação(ajudando empresas a repassar e fixar informações de forma criativa), como atividade fisioterapêutica(desenvolvimento de habilidades manuais), como atividade para desenvolver o raciocínio(é preciso treinar a comunicação e pensar rapidamente para conseguir conduzir bem a atenção das pessoas) e como tratamento ocupacional(é um dos principais hobbies nos EUA e no mundo).

CN – Você possui mais de uma década de experiência, sendo praticamente figura cativa de programas de televisão como Domingão do Faustão, Silvio Santos entre outros. Houve algum momento constrangedor que foi obrigado a enfrentar durante essa caminhada?

Klauss Durães  – Errar a mágica é sempre complicado, mas com treino e ensaio vamos aprendendo a sair de situações inusitadas, afinal, o final da mágica nunca é revelado e com isso podemos inventar um novo final caso algo saia de controle.

CN – O que é necessário para se tornar um bom ilusionista?

Klauss Durães  – Muito ensaio, estudo e dedicação. O interessante da mágica é que ela te dá liberdade para trabalhar outros conhecimentos como dança, música, artes cênicas, humor, até mesmo a engenharia. Hoje eu mesmo projeto meus equipamento  e ilusões tudo em AutoCad.

CN – Qual o recado que gostaria de deixar para seus fãs?

Klauss Durães  – Acredito que independente da área que vamos nos posicionar temos que ser empreendedores. Quando digo empreendedor NÃO é no sentido de ser dono de um negócio, mas sim em relação à atitude e ao comportamento, de planejarmos nossa vida, desenvolvermos metas, administrarmos bem nosso dinheiro e trabalhar para gerar valor e não por ser obrigado.