Hospitais lotados no Rio de Janeiro e número de contágio continua subindo


Com filas nas UTIs, número de infectados sobe e preocupa especialistas

André Lucas

O Estado do Rio de Janeiro estar em uma situação grave, além de ser um dos estados mais afetados pelo covid 19, agora sofre com hospitais lotados e leitos de UTI com filas enormes de mais de 400 pessoas. Se a situação já era complicada com os hospitais de campanha sem eles a situação ficou desesperadora.  Especialistas dizem que com as festas de fim de ano o cenário só vai piorar.

Em entrevista à ”BBC”, alguns especialistas comentaram a situação. Para o infectologista Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que o principal fator para a retomada da gravidade da situação é a flexibilização das medidas restritivas.

”O Rio de Janeiro nunca teve controle completo da transmissão do vírus. O estado foi flexibilizando as medidas de isolamento social quando os casos ainda estavam em alta. As pessoas voltaram a se reunir, fazer encontros, os bares voltaram a ficar lotados e houve muitos eventos com aglomeração… Se considerarmos que a curva de casos começou a subir há 3 semanas, é provável que os números de mortes, que estão estáveis, também subam. Muitas pessoas que contraem a doença e apresentam quadro grave acabam morrendo ao longo das semanas”

O Rio estar em uma alta constantes de casos, e com hospitais lotados e as filas nas UTIs o cenário fica caótico. A Prefeitura do Rio junto ao governo do estado decidiu voltar com as medidas de restrição. Foi anunciado nessa sexta feira dia 12 de dezembro, medidas para combate a proliferação do covid-19, as medidas determinadas foram: 

• Escalonamento dos horários de funcionamento da indústria (a partir das 7h); dos serviços (a partir das 9h); e do comércio (a partir das 11h), para evitar aglomeração nos transportes públicos.

• Proibição de estacionamento na orla nos fins de semana e feriados;

• Cancelamento das áreas de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon e no Aterro do Flamengo aos domingos e feriados (as pistas, portanto, não serão fechadas ao trânsito de veículos);

• Proibição do uso de áreas comuns de lazer em condomínios, onde não são usadas máscaras, como saunas e piscinas.

. Permissão para shoppings e Centros Comerciais ficarem abertos 24 horas, para evitar aglomerações nos meios de transporte.

A prefeitura informa que as ambulantes legais que ficam na orla receberão cesta básica enquanto as medidas provisórias durarem.

 Na nota oficial fala também que o governador e prefeito estão preocupados com o alto índice de transmissão das ultimas semanas, incentiva a usar máscara e lavar a mão com álcool gel, a nota fala que as medidas postas em prática visa proteger os cidadãos sem por em risco a economia. 

Os números da doença no estado é grande, são 184 mil casos e 13.844 mortes, nas últimas 24 horas o estado registrou 3.298 casos e 84 mortes. Em relação ao combate a doença, o s números são mais graves,  93% das UTIs estão lotadas e 87% das enfermarias. 436 pacientes estao aguardando leitos.

Estado do Rio de Janeiro tem filas com mais de 300 pessoas para vagas na UTI


As filas demoram dias para andar, o número de pacientes triplicou em duas semanas e a situação fica crítica

Por: André Lucas

O Estado do Rio Janeiro é o segundo mais afetado pelo Covid 19, atrás somente de São Paulo, o Rio tem 22.683 mortes, e 357.982 casos, nas últimas 24 horas foram 93 mortes, o Estado vive uma das piores crises sanitárias da história.

Hospitais de campanha no Rio de Janeiro ou já fecharam ou nem abriram, na capital do estado exemplo, dos 7 hospitais de campanha, apenas o do Maracanã foi aberto, e mesmo assim não funcionou com 100% da capacidade, dos 1.300 leitos previstos somente 200 estavam pronto para ajudar no combate do covid 19. Além dos hospitais que não funcionaram, aparelhos também nunca chegaram, como por exemplo os respiradores que o estado comprou  muitos não chegaram, e parte dos que chegaram estavam com defeitos. Corrupção ou incompetência do governo estadual, não importa, a questão é que sem os hospitais de campanha, os leitos existente nos hospitais públicos regulares não estão dando conta da grande quantidade de pacientes, e com filas para entrar nos hospitais a situação é assustadora e aponto um futuro ainda pior. 

O município do Rio de Janeiro tem 271 leitos de UTI em sua rede, nenhuma dessas vagas estão sobrando. Na rede do SUS, que inclui municipal, estadual e federal, 95%  dos leitos estão em uso, a fila para receber atendimento já tem mais de 358 pessoas em espera, o caso é grave, a falta de atendimento aumenta a letalidade do vírus o paciente uma vez que não tem o atendimento necessário aumenta as possibilidades da vítima perder a vida. 

As aglomerações continuam 

No Estado do Rio de Janeiro as aglomerações nunca pararam, durante o pandemia a muitas denúncias e flagras foram feitos na capital e em outros pontos, baile funk, festas em barcos, bar lotado, roda de samba, entre outros. Do dia 16 março ao dia 9 de abril, 6.648 denúncia de aglomerações foram registradas, uma media de mais de 221 denuncias por dia. Mesmo com a multa de 15 a 26 mil reais, as pessoas não param de cometer essa infração gravíssima que pode tirar outras vidas. Agora com as praias liberadas, e o calor forte que faz no fim do ano do Rio de Janeiro, as praias estão lotadas a dias. A aglomeração não só das praias mas também no bares, restaurante e shoppings, podem disparar o contágio, e sem leitos de UTI nos hospitais para atendimentos o numero de mortes pode crescer muito nos últimos dias do ano.

Decreto de Witzel flebiliza medidas de isolamento


A partir de hoje, as medidas de isolamento social no Estado do Rio de Janeiro estão flexibilizadas. É o que determina o decreto publicado pelo governador Wilson Witzel, na noite do último dia 05 de junho.

De acordo com a medida,  está autorizado o funcionamento de shoppings centers e centros comerciais das 12h às 20h, com público máximo de 50%, além de outras restrições.

Entregadores estão podendo entrar nos shoppings para buscar material para delivery. E alguns estabelecimentos estão adotando o sistema ‘drive-thru’ para atender os clientes.

As medidas anunciadas pelo governador, no entanto, vão de encontro ao plano de retomada gradual iniciado terça-feira pela Prefeitura do Rio, o que deve gerar dúvidas nos comerciantes sobre que norma devem seguir.

No esquema anunciado por Marcelo Crivella estão previstas seis fases de retomada, uma a cada 15 dias. Na capital, segundo o plano da prefeitura, shoppings só poderiam reabrir na segunda etapa, daqui a dez dias.

Apesar de o decreto do governador Witzel ter flexibilizado bastante as regras do isolamento social, cada prefeitura tem autonomia para manter regras mais rígidas nos municípios, explicou o secretário de governo, Cleiton Rodrigues.

A maioria dos shoppings foi pega de surpresa, pois estavam se preparando para a reabertura para a partir do dia 15 deste mês, com treinamento de funcionários, confecção de cartazes explicativos e determinado as medidas sanitárias e de desinfecção dos ambientes e objetos a serem tomadas.