Conversa gravada registra tentativa de Trump para alterar resultado eleitoral


Informação foi revelada por jornal americano

Thais Paim

O ano de 2021 mal começou e as polêmicas já estão ganhando força. A mais recente e de grande proporção foi a divulgação de um áudio que revela o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo flagrado ao tentar pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a “encontrar” votos suficientes a seu favor. 

De acordo com as informações, o pedido teria acontecido 20 dias antes de ter que deixar a Casa Branca. Trump, que foi derrotado nas urnas por Joe Biden, durante o pleito realizado no ano passado, se recusa a reconhecer a vitória do adversário. 

Analistas jurídicos avaliaram que os apelos do líder republicano beiram a ilegalidade e a imoralidade. O caso veio à tona a partir de uma reportagem publicada pelo Washington Post, neste domingo (03). 

A conversa se refere à gravação de um telefonema entre Trump e Raffensperger, ocorrido no sábado (2). De acordo com o material obtido, durante uma hora de conversa, o presidente repreendeu o secretário, depois tentou bajulá-lo, implorou por ajuda e até o ameaçou com consequências criminais vagas.

“Veja, tudo o que quero fazer é isso: só quero encontrar 11.780 votos, um a mais do que nós temos [de diferença]. Porque nós ganhamos o estado [da Geórgia]”, afirmou o líder durante a ligação, contrariando os números oficiais da eleição. Biden derrotou Trump na Geórgia ao receber 2.473.633 votos, equivalentes a 49,5% do total.

O republicano ficou com 2.461.854 (49,3%), marcando uma diferença de exatos 11.779 votos, diferença que Trump buscar encontrar na recontagem de votos. Raffensperger, por outro, durante diversos momentos da ligação defende a legitimidade da eleição em seu estado, mas ouviu do presidente que o pleito “nem chegou perto” de ser justo e preciso.

Trump repetiu várias vezes que ganhou a votação na Geórgia com vantagem de centenas de milhares de votos. “Bem, sr. presidente, o desafio que o senhor tem é que os dados que o senhor tem estão errados”, disse o secretário. O que comprova a ideia de que a insistência do líder pela vitória e erros na contagem se baseiam em teorias conspiratórias e desinformação

Link para ouvir o diálogo: https://youtu.be/o3hrN0cP58Y

COP23 “fracassa”


A Conferência do Clima da ONU (COP23) se encerrou com ar de resignação pela decisão dos Estados Unidos de abandonar as conversas, e com inúmeras questões a serem resolvidas para lutar contra as mudanças climáticas, que ficarão em aberto até 2018.

O objetivo principal dos quase 200 países, reunidos em Bonn durante duas semanas, era começar a redigir o regulamento do histórico Acordo de Paris, para impedir que a temperatura do planeta aumente mais de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.

Mas outros aspectos provocaram, mais uma vez, divergências entre países ricos e em desenvolvimento. Em 2020, os signatários do Acordo de Paris devem ter revisado, principalmente, seus compromissos de redução de gases de efeito estufa e, ainda mais importante, seus compromissos financeiros para a luta contra as mudanças climáticas.

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Sem dinheiro, sua contribuição à luta contra o aquecimento global será escassa, lembram os países pobres como Fiji, que presidiu esta COP23.

As decisões de fundo sobre esses temas foram adiadas até a COP24, que será realizada em dezembro de 2018 em Katowice (Polônia), segundo todas as fontes negociadoras e ONGs que participaram do evento.

E o trabalho complexo sobre o regulamento do Acordo de Paris, que define os critérios de controle mútuo de emissões, os prazos de ajuda técnica, o financiamento a longo prazo, entre outras coisas, foi apenas esboçado, com um rascunho que pode chegar a centenas de páginas.

Os negociadores já reconhecem abertamente que precisarão de no mínimo outra sessão para diminuir o texto, antes de dezembro de 2018.

Bahia da vexame em terras do Tio Sam


Nem o pior dos pessimistas imaginou esse resultado. O time do Bahia levou uma goleada de 6 a 1 contra o Orlando City, equipe de Kaká, na noite de sábado, 27.  No Twitter, o presidente Marcelo Sant´Anna pediu desculpas pelo vexame – em português e em inglês. “Desculpa à torcida pelo péssimo 2tempo (SIC). Deixamos uma imagem ruim no campo. Resultado não importaria em amistoso se placar não fosse tão ruim”, postou após a partida.

Foto: E.C. Bahia
Foto: E.C. Bahia

Apesar do vexame, Sant´Anna consideou positiva a ida aos Estados Unidos. “Viemos aprender como @BrOrlandoCity e MLS trabalham. Às vezes, aprendemos de uma maneira dura. Faz parte da vida”, escreveu.

A torcida foi que não estava muito satisfeita com essa forma de aprendizado. “Viramos chacota internacional agora!!! Parabéns!!! Amadores!!!”, escreveu um torcedor. “Fomos divulgar a marca e acabamos como Pateta”, postou outro.

O Bahia entrou em campo com Marcelo Lomba, D Hayner, Gustavo, Dede, Moises, Paulo Roberto , Yuri, Romulo, Hernane, Luisinho, Zé Roberto. No decorrer do segundo tempo, entraram Jean, Robson, João Paulo, Juninho, Danilo Pires, Gustavo Blanco, Cristiano e Edigar Junio.