Professor de história faz sucesso com audios de WhatsApp e cativa os alunos


Cenário de pandemia fez com que profissional precisasse se adaptar 

Thais Paim

O professor da rede estadual do Ceará, Octavianus Cesar, acabou se destacando pela forma que se adaptou e passou a lhe dar com os seus alunos através do WhatsApp. “Na escola que trabalho, cada turma ficou com um professor responsável como padrinho para encaminhar as atividades dos outros professores. Ou seja, esse professor assumiu o papel de intermediador entre os alunos e a escola, para a realização das atividades. Esse foi o meu caso e sentia que precisava otimizar os canais de comunicação com os estudantes”, explica ele. 

O desejo de mudar e inovar nessa comunicação veio da experiência do ano passado e que também precisou ser realizada de forma online. Segundo Cesar, ele teve a ideia de mandar áudios para os alunos todos os dias quando abria o grupo e no início, a intenção era somente começar as atividades com um áudio positivo, alegre e lembrando as atividades do dia, mas depois, tentando melhorar o formato, passou a fazer áudios com músicas e sempre tentando relacionar as músicas com os estudos ou com a época em que estavam: dia das mães, dia da mulher, dia dos namorados, músicas temas de filmes ou séries como “A Casa de Papel”, “Rock: o lutador”,  “Missão Impossível”, “A Pantera Cor de Rosa” e, por último, um mês inteiro com temas juninos.

Os áudios são curtos, a maioria não passa de dois minutos e contém mensagens que misturam bom humor e motivação, sem esquecer de salientar que os alunos devem entrar na plataforma do Google Sala de Aula e fazer as atividades, mantendo o foco nos estudos. 

O professor explica como essa interação dinâmica tem desempenhado um importante papel no desempenho da turma: “Perguntam sobre o que falei, sobre as atividades, riem, comentam, e, dos 35 alunos da turma, com exceção de dois com necessidades educacionais especiais que não interagem muito e um desistente, todos os outros 32 entregam as provas parciais e bimestrais – sendo que a maioria entrega as atividades propostas pelos professores”, pontua ele.

De acordo com Cesar, a iniciativa trouxe resultados tão positivo que com o passar dos meses, outros professores começaram a querer utilizar os seus áudios em outras turmas também. Atualmente, ele todos os dias dois áudios pela manhã, um para a sua turma e outro mais geral, para ser usado indistintamente por outros professores. 

“Isso sem falar nos parentes de outros estados que também envio para reforçar o vínculo, já que a presença física ainda está difícil. Acredito que nessa pandemia todos tivemos que nos reinventar, mas o principal foi reaprender a utilizar os nossos sentidos. Ver quem gostamos ao vivo, ficou sendo pelo celular ou pela tela do computador, beijar, também ficou mais difícil, um abraço, o toque, esse também não pode, mas o que mais foi exercitado, foi o escutar”, conclui ele. 

Fonte: Por Vir 

Plantas da Amazônia podem ser armas contra o Aedes aegypti


Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá investigam o potencial de plantas da Amazônia no controle de mosquitos vetores no Brasil – em especial, o Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. O estudo analisa extratos vegetais e óleos essenciais das plantas e sintetiza as chamadas nanoemulsões – substâncias concentradas e que têm princípios ativos que podem, por exemplo, matar larvas de mosquito ou afastar picadas de inseto.

Segundo informações do professor do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde, Raimundo Nonato, informou que a equipe é composta por aproximadamente dez pessoas – três profissionais da biologia e sete da área de ciências farmacêuticas. A pesquisa, segundo ele, está em andamento há pelo menos 12 meses. Recentemente, um artigo sobre os avanços alcançados pelo grupo foi publicado na revista norte-americana Plus One.

Saiba mais: https://carvalhonews.com.br/o-virus-da-zika-no-mundo/

“Já temos mais de cinco substâncias que se mostraram extremamente eficientes na atividade larvicida e que são oriundas de plantas testadas”, disse Nonato. “A prioridade foi dada por causa da necessidade iminente de desenvolver substâncias que possam colaborar para o controle das larvas de forma ecologicamente mais correta, causando danos menores ao meio ambiente”, completou.

zika 2

Pelo avanço dos trabalhos, a previsão do pesquisador é de que, com mais um ano de estudo, a equipe consiga chegar à formulação final desses produtos. Em seguida, inicia-se o processo de pedido de patente e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Sendo otimista, mais dois anos, no máximo”.

“A Índia, o Paquistão e alguns grupos de pesquisadores nos Estados Unidos já têm estudos bastante avançados na produção de repelentes a partir de extratos naturais e óleos vegetais”, comentou Raimundo Nonato. “A produção, nesses casos, tende a ter um custo menor, mas não é algo simples de se fazer. Para que se produza um inseticida natural em grande escala, é necessário dominar técnicas de cultivo e um conhecimento paralelo da parte agronômica”.

 

Fonte: Agência Brasil