Pastor é preso suspeito de estuprar duas adolescentes


A Polícia Civil prendeu no último dia 4, na cidade de Itiruçu, o pastor evangélico Juvêncio Faustino dos Santos Filho, de 53 anos. O religioso é acusado de estuprar duas adolescentes, uma de 12 e outra de 13 anos. O crime teria ocorrido no ano de 2014, no mesmo município, mas só agora teve o pedido de prisão temporária cumprido.

De acordo com o delegado local, Arão Borges, as duas garotas são filhas de membros da igreja que ele pastoreava. O mandado de prisão preventiva foi expedido  na quinta-feira, 3.

“Os crimes aconteceram naquela cidade e assim que o mandado foi expedido pela Justiça, na quinta-feira, 3, nós o cumprimos”, explicou. Juvêncio será encaminhado ao sistema prisional. A polícia não divulgou maiores informações do caso.

Vitimas de estupro podem sofrer paralisia


A resistência ativa é frequentemente considerada a reação “normal” durante um estupro, mas um novo estudo descobriu que a maioria das vítimas pode sofrer um estado de paralisia involuntária, chamada de imobilidade tônica, durante a violação. A imobilidade tônica também foi associada a um subsequente Transtorno de Estresse Pós-traumático (PTSD, na sigla em inglês) e à depressão severa após o estupro. As descobertas foram publicadas na última edição da “Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica” e indicam que, para o acompanhamento de cuidados de saúde e assuntos legais, a imobilidade tônica deve ser levada em conta em todas as vítimas de agressão sexual.

A imobilidade tônica em animais é considerada uma reação defensiva adaptativa evolutiva a um ataque predatório em que a resistência não é possível e outros recursos não estão disponíveis. Mas pouco se sabe sobre a imobilidade tônica em humanos. Para investigar o assunto, Anna Möller, do Instituto Karolinksa e do Hospital Geral do Sul de Estocolmo, na Suécia, e seus colegas avaliaram a imobilidade tônica no momento do assalto em 298 mulheres que visitaram a Clínica de Emergência para Vítimas de Estupro em Estocolmo dentro de um mês desde a agressão sexual. Após seis meses, 189 mulheres foram avaliadas para o desenvolvimento de PTSD e depressão.

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Das 298 mulheres entrevistadas, 70% relataram imobilidade tônica significativa e 48% relataram imobilidade tônica extrema durante o estupro. Entre as 189 mulheres que completaram a avaliação de seis meses, 38,1% desenvolveram PTSD e 22,2% depressão grave. A imobilidade tônica foi associada a um risco 2,75 vezes maior de desenvolver PTSD e 3,42 vezes superior para desenvolver depressão grave. Traumas prévios e histórico de tratamento psiquiátrico também foram relacionados com a imobilidade tônica.

– O presente estudo mostra que a imobilidade tônica é mais comum do que descrito anteriormente – disse Anna. – Esta informação é útil tanto em situações legais quanto na psicoterapia de vítimas de estupro. Além disso, esse conhecimento pode ser aplicado na educação de estudantes de medicina e de direito.

Fonte: Jornal Extra

Jane Fonda foi estuprada durante a infância


A atriz Jane Fonda, de 79 anos, decidiu abrir uma parte delicada de sua história e revelou em entrevista publicada nesta quinta na revista ‘The Edit’ que foi abusada sexualmente quando era pequena. “Fui estuprada e abusada sexualmente quando era criança. Também já fui demitida por não querer dormir com o meu chefe. Sempre pensei que tudo isso fosse minha culpa, que isso aconteceu porque eu não tinha falado ou feito a coisa certa”, afirmou. “Isso ilustra bem o peso de uma sociedade patriarcal em cima das mulheres.” Jane não deu mais detalhes das duas situações.

As declarações foram feitas em uma conversa com Brie Larsson, que no ano passado ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme ‘O Quarto de Jack’, sobre uma mulher sequestrada por um homem que abusa sexualmente dela.jane fonda

Jane Fonda, uma grande ativista dos direitos das mulheres, fundou em 2001 o Centro de Saúde Reprodutiva para Adolescentes, que ajuda a prevenir a gravidez na adolescência. Ela também faz parte do movimento global V-Day, que trabalha para acabar com a violência machista. Na entrevista, ela reafirmou o compromisso de tocar as causas até o resto de sua vida.

“Conheço meninas que foram estupradas e não sabiam nem mesmo no que consistia um estupro. Elas pensam: ‘Deve ser porque eu disse não de um jeito errado.’ Uma das melhores coisas que o movimento das mulheres alcançou foi percebermos que estupro e abusos não são nossa culpa”, disse.

Em 2014, a atriz revelou que a mãe, Frances Ford Seymour, também foi abusada e se matou quando ela tinha 12 anos. Jane Fonda descobriu o caso quando escrevia sua biografia e encontrou o histórico médico da mãe.

“No momento em que li aquilo, tudo desmoronou para mim. Soube então as razões de sua promiscuidade, suas incontáveis cirurgias plásticas, sua culpa, sua incapacidade de amar ou falar de intimidades. Finalmente pude perdoá-la e me perdoar”, manifestou.

Na conversa, Brie também falou de empoderamento. “Aprendi que o único poder que eu tinha na minha carreira era dizer ‘não’. Não pude escolher os papéis que me deram, mas tive como recusar trabalhos que não eram legais para mim”, contou. No que Jane respondeu: “Demorei 60 anos para aprender a fazer isso. Eu cresci nos anos 50 e custei a adotar o feminismo. Os homens da minha vida eram maravilhosos, mas vítimas de um sistema patriarcal. Eu me senti menor”, concluiu Jane.

Apresentador Leão Lobo revela que foi estuprado na adolescência


Leão Lobo, com 43 anos de carreira, é um dos mais famosos jornalistas de celebridades do Brasil. O apresentador já viu e ouviu as histórias mais curiosas no meio artístico. Em uma entrevista ao Diário de São Paulo, divulgada neste domingo (10), ele contou sobre o preconceito com o trabalho: “Você tem de estar ali, em cima da fonte, dá tanto trabalho quanto qualquer notícia de economia”.

O “fofoqueiro” da TV possui diversos processos, mas nada que lhe tire a paz. No entanto, ele revela um trauma na adolescência, o de ter sido abusado sexualmente. Leão Lobo conta que os agressores o perseguiram com um revólver quando ele tentava fugir e que não sabe como escapou com vida.

“Eu sofri um estupro quando tinha 16 anos. Foi na praia em Mongaguá. Uns rapazes me levaram para uma casa, me trancaram e fizeram o diabo que você possa imaginar. Arrancaram muitas peças minhas, roupas, um cinto que a minha mãe tinha feito pra mim, com muito carinho, me lembro dele até hoje. Foi uma coisa horrorosa. Não sei como estou vivo, pra dizer bem a verdade. Eu lembro que eu fugi, o desespero foi tanto que eu arranquei a porta com os pregos e tudo e saí correndo. Aí, eu caí, um dos caras veio com o revólver atrás de mim e fui salvo por um casal de caiçaras, que tomava conta da casa. Nem agradeci o casal, porque não tinha condições na época. Eu era um menino, estava descobrindo a sexualidade, então foi muito traumático pra mim”

Ainda sobre a sua adolescência, o apresentador conta que sofreu muito bullying por ser gay: “Sofri muito preconceito, de apanhar na rua, de olhar pro cara, vir uma turma e me deixar ensanguentado no chão… Então, quer dizer, foi mais do que um preconceito levezinho. Fora essa coisa de xingar quando você passa”.

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Leão Lobo           Foto: Divulgação

“Tive namorados que deram golpe, roubaram meu dinheiro… Tive tudo que você pode imaginar. Eu fico quietinho, na minha, mas teve de tudo. Se eu tinha de viver essa vida de homossexual no Brasil, vivi por todos os ângulos, de todos os jeitos”.

O jornalista contou como foi a decisão de ter tido uma filha, e afirma que na verdade foi a criança que o adotou, na época.

“A Ana Beatriz nasceu na minha casa, a mãe dela trabalhava comigo e estava grávida. Aí ela falou que ia fazer um aborto e eu não deixei, disse que ia ajudar a criar. Na verdade, não imaginava ser pai, imaginava que fosse ajudar a cuidar. Só que você vai se envolvendo, se apaixonando e, quando ela nasceu, eu já era o pai (risos). Com oito meses ela falou: “Mamã, papá”… A partir desse dia, ela me adotou (risos). Ela está com 24 anos, é minha paixão, tudo na minha vida. E agora tem minha neta, Laura. Uma bonequinha, de 10 meses”.

Jair Bolsonaro vira réu no STF por denúncia de incitação ao estupro


Por quatro votos a um, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, na tarde desta terça-feira, denúncia encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) por incitação ao estupro. O caso faz menção à declaração de Bolsonaro no fim de 2014, quando disse que não estupraria a deputada fedaral Maria do Rosário (PT/RS), pois ela “não merecia”.

Com a decisão tomada pelos ministros, Bolsonaro agora é réu no Supremo em duas ações sobre o mesmo caso: uma feita pela vice-procuradora Ela Wiecko e outra elaborada pela própria Maria do Rosário, deputada federal do PT do Rio Grande do Sul que, em dezembro de 2014, ouviu de Bolsonaro que ela não seria estuprada por ele porque “não merecia”.

A ofensa foi o ponto de partida para a denúncia. No STF, o caso vem correndo sob a relatoria do ministro Luiz Fux. O parlamentar vai responder por apologia ao crime e injúria.

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Jair Bolsonaro Foto: divulgação

Entenda o caso

Em dezembro de 2014, em entrevista ao jornal gaúcho “Zero Hora”, Bolsonaro afirmou que Rosário era “muito ruim” e “muito feia”, por isso “não merecia” ser estuprada por ele. À época a petista entrou com duas queixas-crime no STF: uma por injúria e outra por calúnia, sendo que a segunda foi rejeitada. Na ocasião, a PGR denunciou Bolsonaro por apologia ao crime.

Como defesa, o deputado se armou com a imunidade parlamentar, a qual lhe possibilitaria a proteção de não ser responsabilizado civil ou penalmente por suas declarações.

Além do relator do caso, Luiz Fux, outros três ministros acompanharam o voto que aceitou a denúncia a Bolsonaro: Edson Fachin, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Somente Marco Aurélio Mello, sob o argumento da imunidade parlamentar, votou contra. Segundo Fux, o fato da entrevista de Bolsonaro ao “Zero Hora” ter sido feita em seu gabinete, por telefone, é “incidental” e nada tem a ver com seu mandato, o que inviabilizaria a proteção via imunidade.

 

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