Pacientes trazidos de Manaus já estão em condições de receber alta


Oito pacientes que chegaram na semana passada com covid já podem receber alta do hospital.

Julia Vitoria

Na última semana, 36 pacientes que estavam com coronavírus chegaram no Espírito Santo de Manaus, os pacientes foram transferidos devido ao colapso no sistema de saúde, com falta de oxigênio e sem leitos para os pacientes com Covid-19. A última atualização da Secretaria de Estado de Saúde na terça dia 25 de janeiro  dos  36 pacientes internados no hospital Jayme dos Santos Neves, 18 ainda se encontravam na unidade de tratamento intensivo (UTI) e os outros 18 já estavam na enfermaria, oito desses pacientes já estão em condições de receber alta. Até o final da semana passada, 27 pacientes estavam na unidade de tratamento intensivo e segundo a Sesa não tem registro de transferência de paciente pediátrico com covid para o estado.

15 estados estão recebendo pacientes do Amazonas os deslocamentos dos pacientes foi feito com os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), só no Espírito Santo são 150 leitos disponíveis para os pacientes que chegarem no estado do Amazonas, segundo a secretaria de Estado da saúde, a chegada desses pacientes não afetará os atendimentos no estado do Espírito  Santo.

Falhas levaram à queda de helicóptero com Boechat


“Várias falhas de manutenção levaram à queda do helicóptero que vitimou o jornalista Ricardo Boechat, em fevereiro de 2019”. É o que afirma um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB. O acidente  também vitimou o piloto da aeronave Ronaldo Quattrucci.

De acordo com a Cenipa, as atitudes do piloto, que também era dono do helicóptero, contribuíram para a tragédia. O relatório aponta que Quattrucci não verificou o funcionamento dos instrumentos de bordo antes da decolagem e tomou decisões erradas durante o voo.

O relatório destaca, sobretudo, falhas no compressor da aeronave, que estava com peças vencidas. Desde 1988, não houve qualquer atualização ou troca completa do equipamento. O tubo de distribuição do óleo também não foi trocado conforme o calendário previsto.

Além disso, a investigação identificou o desgaste anormal de algumas peças. Por isso, houve sobrecarga da aeronave e o rompimento do eixo de ligação do rotor da cauda na hora da queda.

Contudo, o piloto obteve a aprovação técnica pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em agosto de 2017. Entretanto, tanto o profissional quanto o helicóptero não tinham autorização para realizar voos de táxi aéreo sob pagamento.

Avião da FAB podem ter transportado garimpeiros de Jacareacanga


O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar o uso de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar supostos garimpeiros de Jacareacanga, no Pará, até Brasília para uma reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Em documento enviado ao MPF, a própria FAB confirmou que concedeu, em seis de agosto, uma aeronave para levar pessoas até a capital, mas informou que se tratavam de lideranças indígenas.

Indígenas consultados pelo Ministério Público afirmaram, no entanto, que as pessoas transportadas eram defensores dos interesses de garimpeiros que atuavam com a exploração ilegal de minérios no interior da terra indígena Munduruku.
Segundo as apurações, Salles havia se encontrado com garimpeiros um dia antes durante visita ao sudoeste do Pará. A FAB informou que enviou as aeronaves por solicitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), para apoiar uma operação de combate a crimes ambientais dentro das terras Munduruku e Sai Cinza. Porém, a operação não ocorreu.

Ainda de acordo com a resposta da FAB, a determinação para ceder um avião foi acompanhada de ordem para suspender temporariamente a Operação Verde Brasil 2 na região de Jacareacanga.

Para o MPF, a paralisação da operação e o transporte de garimpeiros até Brasília prejudicaram a fiscalização. “Ao transportar criminosos, pode ter se configurado o desvio de finalidade, já que a presença da FAB na região tinha o objetivo de apoiar operação contra os crimes ambientais”, afirma o órgão.