Na Bahia, empresas avaliam compra de vacinas contra Covid-19 e doação de 50% ao SUS


Possibilidades são analisadas após aval do governo 

Thais Paim

O Governo Federal deu o aval para que empresas possam importar, por conta própria, vacinas contra a Covid-19 para imunizar seus funcionários e com isso, algumas empresas da Bahia já estão se movimentando para adquirir o imunizante. 

A ideia é que a compra não beneficie apenas os funcionários e que a vacina adquirida, uma outra seja doada para o SUS.

O vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Paulo Cavalcanti, revelou que, além dessa medida, estão em análise outras questões sobre o tema. “Quem vai dar a vacina, você importa e precisa ter agulha e aonde vai tomar. Armazenar também. Questão logística. São esses detalhes”, afirmou ele. 

Alguns questionamentos sobre o processo de imunização e a participação das empresas nesse momento importante também foram mencionados por ele: 

“Como vai ser a operação? Você importa e o SUS fica com metade. Quem vai aplicar a vacina? Essas são as discussões. Temos total intenção e estamos analisando as possibilidades dessa negociação. Tem a questão do lote ideal para importação. Quando vai para a associação você tem que ver o orçamento das empresas. Tem empresas grandes e fortes que podem contribuir”, disse.

A compra das vacinas pelo setor privado já vem causando controvérsias. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou não concordar que o setor privado adquira e comercialize a vacina contra a Covid-19. Segundo ele, “só vai ter acesso quem conseguir pagar”.

FIEB ainda aguarda deliberação

Por sua vez, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) disse que a discussão ainda não foi debatida juntos aos associados, e caso haja deliberação sobre a aquisição de vacina por parte do empresariado, só então a FIEB definirá o seu papel e como poderá contribuir com o processo.