Governo Bolsonaro gastou 1,8 Bilhões de reais em compra de alimentos


Oposição faz críticas e denuncia suspeita de desvio de dinheiro

André Lucas

PSOL pede que a Procuradoria Geral da República investigue gastos de 1,8 bilhões de reais com bebidas e comidas do Planalto. O deputado David Miranda, fez o pedido após perceber que os gastos eram exuberantes, principalmente durante uma pandemia.  

O parlamentar solicita que o órgão apure os fatos e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. Também assinam o documento as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA).  

O levantamento foi feito pelo jornal Metrópoles, que apurou os números no portal de compras do ministério da economia e divulgou na última semana.  

“Bolsonaro gastou mais de 1 bilhão 800 milhões de reais no mercado. Isso só em 2020. O Brasil não estava quebrado? Quantos cilindros de oxigênio esse valor compraria? Isso é lavagem? Superfaturamento?”, disse o deputado David Miranda ao jornal Folha de São Paulo. 

Ainda é importante ressaltar que os dados de gastos do Planalto não estão inclusos, os maiores montantes de gastos são da defesa e da educação. 

Mas além dos valores, os produtos também chamaram a atenção. Entre os itens adquiridos, estão mais de R$15 milhões com leite condensado e R$2,2 milhões gastos com goma de mascar.

A informação virou piada nas redes sociais já que o pão com leite condensado é uma das receitas preferidas do presidente Jair Bolsonaro. 

Políticos da oposição criticam os gastos altos em pleno ano de pandemia, o ex-deputado Ciro Gomes disse que entrará na justiça. “Entrarei na justiça para pedir explicações sobre os gastos absurdos do Bolsonaro! Mais de R$15 milhões em Leite Condensado e Chiclete com dinheiro público? Isso é corrupção!” 

A deputada federal Joice Hasselmann calculou que o governo federal teria gastado 7,6 mil latas de leite condensado por dia no ano passado. “O Brasil já teve ladrões de todo tipo na presidência. Já teve ladrão de galinha, de triplex, de Petrobras…Mas não é que o que mais tá metendo a mão no nosso bolso ficará conhecido como “ladrão de leite condensado”?!

Guilherme Boulos, candidato a prefeito de São Paulo, também questionou os números e apontou para a possibilidade de esquema de corrupção. “Os números são gritantes e revelam um evidente esquema de corrupção. Mesmo com todos os privilégios, é impensável que o governo federal consuma 7.200 latas de leite condenado por dia”.   

Manuela D’Vila foi mais insinuante e ainda criticou a extinção do auxílio por falta de dinheiro, enquanto o presidente gasta dezenas de milhões com alimentos como leite condensado e chiclete, “Bolsonaro nega ao povo brasileiro o auxílio emergencial de R$ 600 enquanto gasta R$ 16,5 milhões com batata frita embalada, R$ 15,6 milhões com leite condensado, R$ 13,4 milhões com barra de cereal, R$ 12,4 milhões com ervilha em conserva e, acreditem, R$ 2,2 milhões com chiclete.” 

O Ministério da defesa explicou que os gastos são com as tropas de 370 mil pessoas que são alimentadas todos os dias em nota o órgão lembrou que de acordo com o Estatuto dos Militares, Lei nº 6.880/80, a alimentação é direito assegurado ao militar, assim como as refeições fornecidas aos funcionários em atividade. 

“… Assim, cumprem ações que requerem, em grande parte, atividades físicas ou jornadas de até 24 horas em escalas de serviço, demandando energia e propriedades nutricionais que devem ser atendidas para a manutenção da eficiência operacional e administrativa com a disponibilização de uma dieta adequada…” , diz a nota

Professores negros são raros nas escolas particulares de São Paulo


Um levantamento realizado pela Folha de São Paulo, tendo como base o senso escolar de 2019, constatou que uma em cada dez escolas privadas da capital paulistana (10% do total) informou ao Ministério da Educação não contar com um único professor negro.
A média de docentes negros nesses colégios é de 20%. A estimativa da prefeitura aponta que 37% dos moradores da cidade tenham essa cor da pele.

O estudo do veículo foi motivado pelo movimento crescente de empresas brasileiras que buscam aumentar a contratação de negros. Tal iniciativa também tem sido vista nas instituições particulares de ensino do país, mas tendo os próprios pais como principais incentivadores, pois os mesmos afirmam notar pouca diversidade racial em um dos principais ambientes onde seus filhos circulam.

A demanda por estatísticas da raça de alunos e professores é uma das pautas que as famílias têm apresentado às direções de alguns dos colégios mais caros do país.

A tendência ganhou força na esteira dos protestos que varreram o mundo após o assassinato do negro George Floyd, por um policial branco nos EUA, e culminou na criação do coletivo “Escolas Atirracistas” no Brasil em julho passado.

O grupo começou com 10 participantes e tem agora 250. Ele se comunica principalmente pelo WhatsApp.
Em escolas como Gracinha, Mobile, Bandeirantes e Carlitos também surgiram coletivos específicos de pais desses colégios. Outras que já tinham movimentos organizados a favor de maior diversidade, como Equipe e Vera Cruz, se juntaram ao novo coletivo geral que, hoje, reúne famílias de mais de 60 escolas.

O movimento busca debater com os colégios medidas para o aumento da inclusão de negros — grupo que engloba pretos e pardos — entre alunos e professores, campanhas para a formação de pais e funcionários sobre racismo estrutural e mudanças curriculares.
Os representantes do grupo relatam que as escolas têm sido receptivas, mas surgem barreiras, como a alegação de que não possuem dados compilados referentes à cor da pele de alunos e professores ou a promessa de ações sem a participação ativa dos pais interessados.

Entre os 61 colégios privados paulistanos com pais participantes no coletivo para os quais há dados no Censo Escolar, a parcela de negros entre os professores cuja raça é declarada era, em média, 8% em 2019. Esse percentual oscila de 0 no Colégio Santa Cruz a 50% no Colégio Itatiaia, unidade Moema (nesta unidade, há apenas oito docentes no censo).

Na rede pública de ensino, 30% dos professores têm essa cor da pele, segundo o levantamento da Folha a partir de dados do Censo Escolar.

Entre os universitários formandos em pedagogia e em licenciatura em matemática, ao menos 40% são negros, segundo dados do Enade (exame de conclusão de curso).

 

Marinho revela: “Bolsonaro é homofóbico, despreza o ser feminino e é incapaz de agradecer”


Na entrevista que concedeu à jornalista Mônica Bergamo, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro, fez revelações importantes sobre o caráter de Jair Bolsonaro, além da bomb sobre a fraude eleitoral de 2018. “As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas elas não tinham nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava as mulheres como um ser inferior. Não tinha uma mulher na campanha dele. Nunca houve”, diz Marinho.

“Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um obrigado”, afirmou.