Nesta sexta-feira é comemorado o dia do profissional responsável pela eternização de momentos: o fotógrafo


Ofício existe há mais de 180 anos

Thais Paim

Em algum momento você já pensou como seria nossa vida se não houvesse a fotografia? O registro do primeiro aniversário, o casamento, batizado, aquele show incrível e diversas situações em que apenas a lembrança na memória não é suficiente para guardar as experiências que temos. No Brasil, a data 8 de janeiro foi escolhida para homenagear o profissional que faz com que seja possível contar essas histórias. 

Foi em 1840 quando chegou a primeira câmera fotográfica ao nosso país. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, a maioria dos celulares possuem uma câmera e a possibilidade de tirar a ‘foto perfeita’ se tornou uma realidade mais próxima. Isso fez com que ao longo dos anos não só a fotografia, como a profissão de fotógrafo fosse se reinventando. 

Conhecidos pela grande responsabilidade de eternizar momentos, os profissionais da fotografia vão muito além de apenas apertar um botão. Afinal, mais do que reproduzir a realidade, as imagens também podem e são, arte, poesia contada através da visão. 

A sensibilidade envolvida na arte de transformar alguns segundos em eternidade é de fato para ser celebrada. Para além da conexão natural por quem exerce a profissão, existem diversos cursos que podem auxiliar e capacitar aqueles que têm o desejo de se tornar fotógrafos um dia. 

Se a opção for iniciar ou se aperfeiçoar na área, existem programas de bolsas de estudo, como o Educa Mais Brasil, que oferecem descontos nas mensalidades de até 70%. Em um cenário como o atual, auxílios como esse podem fazer toda a diferença. 

Apesar de possuir mais de 108 anos, o ofício ainda não é regulamentado. Atualmente, existe uma proposta que tramita no Congresso para mudar esse quadro. O objetivo do texto é que o exercício da atividade possa ser feito por diplomados em cursos superiores e em cursos técnicos de fotografia. 

As áreas de atuação desses profissionais também são variadas, podendo o trabalho possuir um cunho comercial, documental ou jornalístico. Fotos de pessoas e eventos, de publicidade para campanhas de Marketing ou de Moda, fatos históricos, fotografias artísticas e diversas outras categorias são boas opções. 

Mesmo não precisando do curso superior, criatividade, conhecimento da técnica e bastante prática são características importantes que se espera que um bom fotógrafo possua. Quem nunca sorriu ou se emocionou ao observar uma imagem com mais cuidado? Para isso, em cada registro, existe muito da impressão do profissional. Até porque, um mesmo objeto, pode passar diferentes mensagens dependendo de como ele foi capturado. 

Profissionais apaixonados pela arte da fotografia 

Edilson Lopes, um fascinado pela fotografia. Fotos: Edilson Lopes

É exatamente pelo fascínio de ‘congelar’ momentos que Edilson Lopes, de 27 anos, tem as primeiras lembranças da sua paixão pela fotografia. Apesar da sua atividade ter começado como um hobby, ele lembra como sempre foi entusiasta de apreciar não só os momentos, como as paisagens também. 

Exercendo a profissão desde 2017, Lopes conta que desde que comprou o seu primeiro equipamento profissional tem buscado aprimorar as técnicas que usa e também suas ferramentas. Pernambucano, ele explica que atualmente mora e exerce a sua profissão em Maceió, Alagoas. 

Questionado sobre o que seria necessário para ser um fotógrafo, Edilson é prático, mas também amoroso na resposta: “Importante é ter o olhar fotográfico, que é uma forma de apreciar e registrar as coisas que vemos através das lentes, com o objetivo de mostrar isso para outras pessoas. Passar sentimentos com as fotos”. 

Como já comentamos, é uma grande responsabilidade dominar a arte de registrar momentos que muitas vezes são únicos e especiais. Um caso engraçado, mas também importante na carreira de Edilson foi o registro de um parto. No dia, os médicos comentaram o receio de que o profissional acabasse passando mal, já que é algo muito comum com diversos pais que participam desse grande acontecimento.

Mesmo sendo muito especial dominar esse ofício, o pernambucano afirma que não se deve ter medo de investir na área, se esse for o seu desejo. “Acho que o principal conselho é que qualquer pessoa pode fotografar, é uma arte que mexe com nossas sensações e sentidos. Por isso, não devemos ter medo de experimentar”. 

Apaixonado pelo que faz, Edilson conta que os seus planos para o futuro na fotografia é viajar e investir mais em fotos de paisagens e da natureza também. A ideia era colocar em prática esse projeto já em 2020, mas por conta da pandemia do novo coronavírus foi preciso adiar. 

Saiba mais

Instagram Fotografo Edilson Lopes – Edilson Araújo (@edfotoo) • Fotos e vídeos do Instagram

Site: Início – Edilson Araújo Fotógrafo (46graus.com)

Concurso Itapé Minha Gente, Minha Cidade, Meu Lugar já tem vencedores


Estreitar o vínculo entre os estudantes e sua cidade, resgatando neles orgulho e amor pelo local. Este é um dos objetivos do Projeto Itapé Minha Gente, Minha Cidade, Meu Lugar, elaborado pelo professor e jornalista Marcelo Carvalho. A iniciativa contou com a participação de estudantes das turmas de Artes, da EJA e do 1º ano do Ensino Médio do noturno. Os trabalhos produzidos pelos educandos disputaram um concurso em duas categorias: Fotografia e Vídeo. “Através de passeios fotográficos, os alunos expressam seus sentimentos por Itapé, através de fotografias e vídeos” explica o educador.

A avaliação dos trabalhos produzidos ficou por conta do fotografo e Mestre em Artes, Paulo Batelli. Também fizeram parte da comissão julgadora o presidente do Conselho Municipal da Educação (CME Itapé), Sandro Lyra, a secretária da Educação, Luzinete Miranda, além dos professores Eliana Trindade, Álvaro Neto, Maria Raimunda Silva, Andrea Mendonça, Adriano Barreto, Adriana Araújo e Sidele Batista. “Através de passeios fotográficos, os alunos expressam seus sentimentos por Itapé, através de fotografias e vídeos” explica o educador.

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Exposição reuniu estudantes e familiares no CCAMS

A culminância do projeto foi realizada na noite do dia 29 de novembro, no CCAMS. Todas as fotografias e vídeos feitos pelos alunos foram apresentadas em uma exposição. Entre as surpresas da noite, estava o documentário, elaborado por Maria Lavínia Silva. Estudante da Eja 1/2, Lavínia, contou a história do Distrito de Entroncamento onde reside com sua família. “Queria mostrar o lugar para as pessoas da forma como eu o vejo. Aqui é um lugar com problemas, mas também um lugar cheio de amor” garante. O primeiro colocado em fotografia, Daniel Reis nem acreditou quando ouviu seu nome ser anunciado. “Estou muito feliz… O projeto foi maravilhoso e que venha o próximo” comentou. (Foto da capa: Kalyana Santana)

Os premiados na noite foram:

Fotografia                                                                            Vídeo (The Best)

1º  Daniel Reis (1º ano do Ensino Médio)                           Josevânia Rosa (Eja 3)

2º  Taíze Santos (Eja 3)                                                       Documentário

3º  Luciene Fernandes (Eja 1/2)                                          Maria Lavínia Silva

 

Feira de Santana: concurso de fotografias para crianças e adolescentes carentes


Desde o início do mês, a Base Comunitária de Segurança da Rua Nova, em Feira de Santana, associada a escolas públicas do bairro e a Associação dos Fotógrafos Profissionais da região, lançou o concurso de fotografias ‘Retratos da Rua Nova’.

O certame escolherá as 12 melhores fotografias, que serão posteriormente transformadas em calendários e expostas no shopping, museu e no Centro de Cultura e Arte do município. Os três primeiros vencedores receberão prêmios, ainda não definidos pelos organizadores.

BCS Rua Nova

O objetivo é proporcionar aos jovens a oportunidade de retratar o bairro sob a perspectiva artística da fotografia, elevando a autoestima dos participantes e da comunidade. Os candidatos, que se cadastrarem até o final do mês, participarão de uma oficina de Técnicas de Fotografia.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até o dia 5 de setembro. Poderão participar alunos da rede pública do bairro, entre 11 e 17 anos, com autorização dos pais ou responsáveis.