Mais de 70 representações de ‘fura-fila’ em vacinação são apresentadas ao MP/BA


Ao todo 46 municípios estão envolvidos

Thais Paim

De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o órgão já recebeu 74 denúncias de supostos casos de “fura-fila”, por agentes públicos e cidadãos comuns, da vacinação da Covid-19. Os dados foram calculados até a terça-feira (26) e levam em conta o início da imunização no estado. 

Ao todo, 46 municípios baianos registraram possíveis casos de “fura-fila”. 

O Grupo de Trabalho para acompanhamento das ações de enfrentamento do novo coronavírus (GT Coronavírus) do MP informou que os agentes podem ser acusados de cometerem ato de improbidade administrativa, infração sanitária, e crimes de abuso de autoridade, de expor a perigo a vida de outra pessoa, peculato e de concussão. 

Conforme definido pelo Ministério da Saúde, os grupos prioritários na primeira etapa da vacinação são:

Pessoas com 60 anos ou mais vivendo em instituições como abrigos ou casas de repouso, funcionários desses locais

Pessoas com deficiência que residem em instituições e respectivos trabalhadores

Indígenas vivendo nas terras da respectiva comunidade

E trabalhadores da saúde em atividade nos locais de atendimento de pacientes com Covid-19, com prioridade para aqueles na linha de frente do enfrentamento da doença.

O MP informou que a população pode denunciar pelo número 08006424577 ou pelo e-mail [email protected].

Parte da polêmica foi iniciada após o prefeito de Candiba ter se vacinado, sem fazer parte dos grupos incluídos na primeira fase da imunização. 

Em Nota Técnica, o GT ressalta que estão incluídos na primeira fase da vacinação apenas profissionais de saúde, população indígena aldeada em terras demarcadas, povos e comunidades tradicionais e pessoas com mais de 75 anos abrigados em instituições de longa permanência.