Anvisa alerta para golpes envolvendo a venda de vacinas falsas contra a Covid-19


Ofertas têm sido feitas através da internet

Thais Paim

A ansiedade e expectativa pela vacina tem se intensificado no Brasil após diversos países iniciarem o processo de imunização da população. Com isso, a venda de vacinas falsas contra o novo coronavírus se tornou comum, principalmente através da internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos envolvendo esse tipo de contato e aquisição. De acordo com o órgão, o produto vem sendo oferecido em sites e através de mensagens enviadas pelas redes sociais.

Até o momento não há nenhuma vacina contra a Covid-19 registrada ou autorizada para uso emergencial no país, destacou a Anvisa. Além disso, também foi informado que sem essas autorizações, um medicamento não pode ser comercializado e disponibilizado à população, sob risco para a saúde dos consumidores.

“É preciso ressaltar que somente empresas devidamente certificadas pela Anvisa e licenciadas pela autoridade sanitária local poderão, quando for o caso, distribuir, fabricar, importar, transportar e aplicar as vacinas de Covid-19 autorizadas. No caso de vacinas importadas, a norma sanitária prevê que a empresa importadora é responsável pela qualidade, eficácia e segurança dos lotes importados das vacinas. Cada lote importado é submetido a ensaios completos de controle de qualidade pelo fabricante e deve possuir um certificado de liberação, de acordo com as especificações estabelecidas no registro do produto junto à Anvisa”, informou a agência. 

Lembrando que a falsificação de medicamentos pode ocasionar danos irreversíveis à saúde, podendo levar à morte, uma vez que não é possível verificar a segurança, a qualidade e a eficácia desses produtos.   

De acordo com a Anvisa, a Polícia Civil investiga o caso. O órgão determina normas para que as vacinas possam ser consumidas no Brasil e para exportação. A vacina é avaliada de acordo com as normas sanitárias, quanto às condições de armazenamento e transporte, de modo que haja liberação de todos os lotes dos produtos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Golpe que oferece crédito no WhatsApp cresce 198% em dois anos


É bom tomar muito cuidado. A tecnologia oferece muitas vantagens, mas por meio dela também têm surgido novos tipos de golpes, que se aproveitam da praticidade do ambiente virtual para fazer vítimas. É o caso do falso empréstimo por WhatsApp, em que os criminosos se passam por uma fintech que oferece crédito pré-aprovado, e em seguida exigem que a vítima faça um depósito antecipado para ter direito ao valor.

Um levantamento realizado pelo Reclame Aqui, a pedido da Fintech Noverde, mostrou que o número de reclamações de pessoas que caíram nesse golpe aumentou 198% em dois anos. Em 2017, foram 350 reclamações no site. Em 2018, o número subiu para 692. E de janeiro a setembro de 2019 já foram feitos 683 registros do golpe no Reclame Aqui. A expectativa é que esse número aumente até o fim do ano.

Além da falsa oferta de crédito pelo WhatsApp, o consumidor também deve estar atento a sites que simulam instituições financeiras para atrair pessoas interessadas em contratar empréstimos. Emilio Simoni, diretor de segurança da PSafe, afirma que apenas em setembro a empresa de aplicativos de segurança identificou cerca de 30 sites desse tipo na rede.

— Quando a pessoa faz a busca por um empréstimo na internet, essas páginas aparecem, imitando financeiras. Os criminosos inclusive usam nomes parecidos com os de empresas do mercado. Eles pedem para a pessoa fazer um cadastro e, em seguida, enviam uma mensagem informando que o crédito foi aprovado, mas que existe uma pendência financeiram que a pessoa precisa pagar para liberar o empréstimo — explica Simoni.

Da mesma forma que o golpe do WhatsApp, quando a vítima faz o pagamento, o empréstimo não é liberado. Nesse caso, segundo o diretor de segurança da PSafe, o ideal é fazer um boletim de ocorrência e denunciar os sites criminosos.