Você sabia? Usuários vão poder comprovar vacina de covid-19 com aplicativo; confira


Token digital estará disponível para usuários do app Wallet da Apple

Thais Paim

Uma novidade tem ganhado visibilidade na internet nos últimos dias. O motivo? A informação de que as pessoas que tomarem a vacina contra o novo coronavírus poderão ser notificadas digitalmente e arquivar informação, caso seja necessário comprovar sua imunização. 

Mas, apesar de se apresentar como algo bastante prático, essa nova funcionalidade só está disponível para as pessoas que moram no condado de Los Angeles, nos Estados Unidos, com suas 88 cidades incorporadas. 

Segundo o site Bloomberg, as pessoas poderão acessar esse conteúdo através do aplicativo Wallet da Apple. 

O novo token digital, fornecido pela empresa de software Healthvana, além de lembrar os pacientes de tomarem sua segunda dose da vacina, no futuro também irá funcionar como uma carteirinha de vacinação digital, ou seja, será como um comprovante e poderá dar acesso a eventos, salas de espetáculos ou voos de companhias aéreas.

Criada em Los Angeles no final de 2014, a Healthvana é uma startup para executar uma plataforma de software que fornece resultados de testes para pacientes com HIV e doenças sexualmente transmissíveis. Com o cenário de pandemia, a empresa adaptou seu ambiente virtual para entregar resultados do teste covid-19 aos pacientes.

Privacidade dos dados e dinâmica 

A diretora de controle de doenças evitáveis do Departamento de Saúde Pública do condado, Claire Jarashow, explicou que a contratação da startup é uma tentativa de solucionar uma das principais questões em países que já iniciaram a etapa de vacinação, que é a segunda dose.

A intenção é trazer para perto das pessoas a facilidade em lembrar de tomar a segunda dose e garantir a eficácia da imunização. “Simplesmente não temos capacidade para atender a centenas de solicitações de prontuários médicos para localizar as primeiras doses das pessoas e quando elas deverão tomar a segunda”, explicou Jarashow.

Ao comentar sobre o ato de fornecer acesso às informações de saúde confidenciais dos pacientes, a diretora afirmou que a Healthvana armazena todos os dados de acordo com o HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act), protocolo de segurança adotado por todas as instituições de saúde dos EUA.

O CEO da Healthvana, Ramin Bastani, afirmou ao Bloomberg que o dispositivo implantado na Apple Wallet poderá também ser utilizado na plataforma da Google, e será útil para comprovar o status de vacinação em locais onde ele for exigido.

HIV contamina 2.166 pessoas entre Itabuna e outros 22 municípios pactuados


Marcelo Carvalho

Em tempos de pandemia do Coronavírus, muitos se esquecem de outras doenças também extremamente nocivas. Segundo a fundadora do Gapa (Grupo de Apoio à Prevenção da Aids), Suse Mayre Moreira, estão em acompanhamento 2.166 pessoas contaminadas pelo HIV entre Itabuna e outros 22 municípios pactuados. Deste total, foram 114 infectados até este momento de 2020.

De acordo com Suse, os números mostram que está mantida a média de 100 novos casos a cada ano. Questionada sobre o tipo de suporte dado aos pacientes neste tempo de pandemia, informou que a entidade realizou diversas campanhas para aquisição de cestas básicas, medicamentos, material de limpeza e higiene. “Visando manter as ações desenvolvidas durante o ano”, justifica.

Suse Mayre Moreira, fundadora do Gapa (Grupo de Apoio à Prevenção da Aids). Foto: divulgação.

Quanto às perspectivas diante do avanço do HIV, reforçou a importância de as pessoas terem cuidado e aderirem à prevenção, através do tão necessário preservativo. Aos que contraem o vírus, outra recomendação crucial: “Se a pessoa estiver infectada, é importante que faça o tratamento de forma correta. A nossa perspectiva é que cada vez menos pessoas se contaminem e que o serviço público oferte um atendimento de qualidade”.

Sobre as necessidades do Gapa para o amparo aos pacientes, ela disse que continuam recebendo doações de alimentos, material de higiene e de limpeza, além de máscara e álcool em gel. Há dificuldades, porém, na assistência por parte do poder público. “A falta de apoio da Secretaria de Saúde dificulta muito o trabalho”, constata Suse Mayre.

Quem puder fazer doações ao Grupo pode obter mais informações pelo telefone (73) 3617-7692 ou pelo e-mail [email protected]

Brasil amplia oferta do tratamento para HIV/Aids com medicamento inovador


O Ministério da Saúde vai ampliar a oferta do antirretroviral Dolutegravir no tratamento de todos os pacientes com HIV no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão foi anunciada hoje pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais, em Curitiba.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas até o final de 2018 mais de 300 mil pessoas vivendo com HIV terão acesso ao medicamento. A troca de terapia será gradual para quem utiliza o Efavirenz.

De acordo com o ministério, o antirretroviral é considerado um dos melhores tratamentos para a Aids no mundo. Ele apresenta alta potência e um nível muito baixo de efeitos colaterais, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o HIV. O custo para a incorporação do Dolutegravir é de R$ 1,1 bilhão e, segundo a pasta, não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde.

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 842.710 casos de Aids, no período de 1980 a junho de 2016. O país tem registrado, anualmente, uma média de 41,1 mil casos de Aids nos últimos cinco anos.

Em relação à mortalidade, de 1980 até dezembro de 2014 foram identificados 303.353 óbitos cuja causa básica foi a Aids. Houve uma redução de 5% nos últimos anos, passando de 5,9 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2006 para 5,6 óbitos em 2015.

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, concede sua primeira entrevista coletiva à imprensa sobre assuntos relacionados à pasta (Wilson Dias/Agência Brasil)
Ministro da Saúde, Ricardo Barros, Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Transmissão vertical

Durante o evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação desse tipo de transmissão do HIV, quando é feita de mãe para filho, durante a gestação ou o parto.

A iniciativa foi lançada em novembro do ano passado, numa tentativa de incentivar o engajamento de municípios na eliminação da transmissão vertical. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros.

O documento será concedido a municípios com mais de 100 mil habitantes que atendam a dois critérios. O primeiro é registrar taxas de detecção iguais ou inferiores a 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas. O segundo é ter proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses expostas ao HIV que foram identificadas como infectadas e estão em acompanhamento na rede pública.

Profilaxia Pré-Exposição

Segundo o Ministério da Saúde, outro destaque do congresso foi o lançamento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV. A medida de prevenção reduz o risco da infecção pelo HIV antes da exposição, por meio da utilização de medicamentos antirretrovirais (tenofovir associado à entricitabina) em pessoas não infectadas e que mantêm relações de risco com maior frequência.

Entre o público-alvo da medida estão homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais soro diferentes. Entretanto, o fato de fazer parte desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV.

O documento traz as orientações para utilização dessa nova estratégia de prevenção dentro do SUS, mas a incorporação da PrEP não desestimula o uso do preservativo. Ou seja, a profilaxia não previne outras infecções sexualmente transmissíveis.

De acordo com o ministério, o Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, a partir de dezembro deste ano, em 22 cidades de todo o país: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Passos (MG), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo(SP), São Bernardo do Campo(SP), Ribeirão Preto (SP), São Jose Rio Preto (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Piracicaba (SP).

antirretrovirais

Aplicativos

Também foram lançados hoje aplicativos para ajudar profissionais de saúde e população na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e Aids. Eles estarão disponíveis a partir de amanhã.

O aplicativo Viva Bem funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids. Nele, é possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

Serão quatro aplicativos para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos – sem conexão com internet. Os aplicativos permitem o acesso simples e rápido aos protocolos clínicos na forma de guia de bolso.

 

Aumenta o número de casos de hiv em Itabuna e região


Só neste ano, o Centro de Referência em Prevenção, Assistência e Tratamento de Itabuna (CERPAT), registrou 149 casos da doença, sendo 78 pacientes de Itabuna e 71 de outros 22 municípios da região que buscam os seus serviços de diagnóstico e tratamento.

O secretário municipal de Saúde, Paulo Bicalho, lembra que o CERPAT é a única unidade do Sul da Bahia a prestar assistência integral à pacientes com HIV/AIDS e Hepatites Virais, com serviços de Alta e Média Complexidade. O atendimento inclui desde a prevenção, diagnóstico e assistência ao acompanhamento permanente às pessoas portadoras de AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), a exemplo de hepatites virais B e C.

“Qualquer pessoa de qualquer cidade do país pode e deve ser atendida no Centro”, informou a coordenadora do CERPAT, Suse Mayre Martins Moreira Azevedo. Segundo ela, a orientação é do Ministério da Saúde (MS) que determina que os municípios que possuem os Centros de Referência prestem atendimento a paciente de quaisquer regiões esteja em trânsito ou não.

“Essa decisão é muito importante porque em função do preconceito e da discriminação que ainda estão presentes na nossa sociedade muitos pacientes preferem ser acompanhados clinicamente fora do município de residência”, justificou Suse Mayre.

CERPAT é a única unidade referência para casos de DST no Sul da Bahia - Foto Divulgação
CERPAT é a única unidade referência para casos de DST no Sul da Bahia – Foto Divulgação

EXTRAMUROS

Com relação aos registros de casos do HIV, o secretário diz que os números de 2016 não são apenas de pacientes infectados este ano. “Os 149 casos só foram diagnosticados em função do trabalho intensivo, realizado tanto no CERPAT quanto em atividades extramuros, a exemplo de campanhas, oficinas e atividades nos bairros e na área central de Itabuna, além da participação dos profissionais da saúde em eventos similares de promovidos por outras instituições”, explicou.
CERPAT é a única unidade referência para casos de DST no Sul da Bahia

Paulo Bicalho destaca que uma das mais importantes campanhas de promoção da saúde é a “Fique Sabendo” cujo objetivo é o incentivo ao teste rápido e gratuito disponível tanto no Centro de Referência quanto nas Unidades Básicas de Saúde do município. “Além deste trabalho temos uma equipe multiprofissional treinada que vem intensificando as ações de prevenção por meio de palestras, oficinas e distribuição de material educativo e preservativo durante todo o ano”, reforçou o secretário.

A coordenadora Suse Mayre informou que cotidianamente são realizadas visitas e reuniões nas maternidades para levar informações sobre as medidas que devem ser adotadas durante a gestação e o pós- parto. Dentro essas medidas estão incluídas a liberação dos antirretrovirais para a gestante e o recém-nascido e de inibidores de lactação, já que uma mãe com HIV positivo não pode amamentar. “Com essa ação o CERPAT contribui para eliminar a transmissão vertical do HIV, evitando que filhos de mães soropositivas nasçam com o vírus”, concluiu.