Conheça a história da mulher empreendedora mais jovem do setor varejista da BA


Na contramão de um mercado majoritariamente masculino, Daniela Lacerda se destaca 

Thais Paim

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, revelam que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. Apesar dos resultados, a luta por uma maior representatividade das mulheres no empreendedorismo segue sendo uma importante aliada na busca por igualdade social e mais espaço no mercado de trabalho. 

Na Bahia, Daniela Lacerda, 29 anos, vem caminhando na contramão de um mercado que possui uma maioria masculina e acaba de se tornar a mulher mais jovem do setor varejista alimentício, de acordo com a Associação Baiana de Supermercados (ABASE).

A empreendedora Dani Lacerda. Foto: Taila Silva

História de sucesso 

Ceo da rede Corujão, localizada em Feira de Santana, a empresária possui BA em Gestão de Empreendedorismo e Pessoas e graduação em Direito pela UNIFAN. A empresária revelou as dificuldades de ocupar um lugar de liderança em um ambiente majoritariamente masculino. “No meu âmbito profissional, lido com muitos homens que, por eu ser mulher, mãe e casada, diversas vezes questionam a minha competência e capacidade de gerir grandes negócios”, revela. 

Lacerda conta que em sua trajetória profissional, percebeu que o empreendedorismo despertava a sua atenção ao enxergar o quão longe conseguiria ir e quantas transformações poderiam se realizar na sociedade. “O empreendedorismo com propósito sempre foi meu alvo. Não enxergar apenas números, mas o sucesso e a possibilidade da construção de negócios, apostando em sustentabilidade, geração de empregos e crescimento socioeducativo está na minha história”. 

A história de Dani, assim como de muitas empreendedoras, começou de maneira informal, como “sacoleira”, e em menos de um ano conquistou o faturamento de 100 mil reais, vendendo roupas e acessórios. “Sempre busquei diferencial no que proponho ao consumidor/cliente, e nesse período já fazia importação de vestidos de bandagem, que na época era uma grande tendência com escassez no mercado local”, explica. 

Filha de uma dona de casa e de um comerciante com berço no sertão, ela conta que o reconhecimento pela ABASE lhe proporciona novos desafios.  “No cenário supermercadista, o meu destaque como mulher mais jovem à frente do setor foi realmente sensacional. Saber que sou relevante em um ramo ainda tão voltado para o público masculino, com certeza me impulsiona a abrir ainda mais frentes de trabalho para que outras mulheres se sintam encorajadas e motivadas”, finaliza.

Setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos


Muitas categorias estão sendo seriamente afetadas em virtude da Pandemia do Covid-19. As medidas adotadas para conter a disseminação da doença, como o distanciamento social e as restrições para o funcionamento de comércio e serviços, afetaram sobretudo trabalhadores do setor de serviços.

De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os trabalhadores domésticos e ligados à prestação de serviços às famílias, ainda são os que mais sofrem com a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Mesmo com a ligeira recuperação em outras áreas, principalmente aquelas com trabalhos que exigem maior qualificação, que se adaptaram ao home office, esses segmentos seguem sem conseguir criar novas vagas.

Segundo dados da Pnad Covid, pesquisa criada pelo IBGE para mensurar os efeitos da pandemia no país, desde maio foram cerca de 500 mil postos de trabalho perdidos nos serviços domésticos. Em um ano, o setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos, de acordo com a pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) contínua referente a julho. Por utilizarem metodologias distintas, as duas pesquisas não são comparáveis, mas apontam o cenário dramático do trabalho doméstico.

A presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo, Janaina Mariano de Souza afirma que o setor está em queda livre: a cada 10 atendimentos feitos pela entidade, 8 são de domésticas desempregadas no período. “Para nossa categoria, a pandemia ainda está fazendo estrago, o número de doméstica desempregadas está crescendo.”

Além das demissões, contratos estão sendo suspensos. A estimativa é que para cada 100 novos papéis que chegam ao sindicato, 98 são para suspensão do serviço, com base na medida provisória instaurada pelo governo. A preocupação é que esses empregos sejam encerrados após o fim da iniciativa.

Rodolpho Tobler, da Fundação Getulio Vargas, aponta que dois fatores estão prejudicando os serviços domésticos a voltar a criar vagas. O primeiro é a cautela em relação à renda, o segundo o medo de contágio da Covid-19.

Ele avalia que, pelo fato de os empregados domésticos utilizarem transporte público para trabalhar, acabam causando temor nos patrões de se contaminarem e levarem a doença para seus lares.

“E tem a questão da renda, ninguém tem certeza de que o salário vai continuar estável, as pessoas estão postergando esse consumo e aproveitam para não ter gastos”.”

Além do trabalho doméstico, outros serviços com características semelhantes, como baixos salários e alta informalidade, também foram duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Pnad Covid, desde maio foram perdidos 350 mil vagas em alojamento e alimentação (como hotéis e restaurantes) e 300 mil em outros serviços. O segmento de outras atividades, que agrega serviços menores que não se encaixam em nenhum dos outros pesquisados, registrou perda de 2,9 milhões.

Somados, esses serviços concentram 4 milhões de postos de trabalho perdidos durante a pandemia e ainda não mostraram reação, apesar do afrouxamento da quarentena nas últimas semanas.

Desemprego no Brasil atinge a maior taxa em 3 anos no 2º trimestre


De acordo com reportagem da Agência Reuters, o Brasil encerrou o segundo trimestre deste ano com a maior taxa de desemprego em três anos, além de redução recorde no número de pessoas ocupadas, como consequência das medidas de contenção da pandemia de coronavírus, que deixou 12,8 milhões de desempregados no período.

Entre abril e junho, a taxa de desemprego chegou a 13,3%, de 12,2% no primeiro trimestre. O resultado da Pnad Contínua divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) igualou a taxa do trimestre encerrado em maio de 2017 e mostrou ainda forte piora em relação aos 12,0% de desemprego no segundo trimestre de 2019.

Entre abril e junho, houve queda recorde de 9,6% no número de pessoas ocupadas na comparação com os três primeiros meses do ano, o que representa 8,876 milhões. Em relação ao mesmo período de 2019 o recuo foi de 10,7%.

Já o número de desempregados no Brasil chegou a 12,791 milhões, um recuo de 0,5% em relação ao primeiro trimestre e alta de 0,2% sobre o mesmo período do ano passado.

A pesquisa mostrou ainda que os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 8,639 milhões no segundo trimestre, de 11,023 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

Já os que tinham carteira assinada no setor privado no trimestre até junho eram 30,154 milhões, de 33,096 milhões no primeiro trimestre, chegando ao menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

De acordo com a pesquisa Focus mais recente divulgada pelo Banco Central, A expectativa do mercado é de que a economia vai contrair 5,66% este ano, registrando um crescimento de 3,50% em 2021.

 

Oscar Pilagallo da Folha de São Paulo ministra curso sobre a Ditadura Brasileira


Muito se fala sobre a o período de Ditadura que ocorreu em nosso país. Entretanto, ainda há uma parcela da população que, erroneamente, afirma que a mesma não ocorreu. Tal fato só comprova o quando nossos cidadãos ignoram a própria história. Tentando reverter esse quando o Jornal A Folha de São Paulo, lançará no próximo domingo (28) um curso online gratuito com quatro aulas, de uma hora de duração cada, sobre a ditadura brasileira. As aulas serão ministradas peloo jornalista e escritor Oscar Pilagallo.

Segundo informações do veículo, o objetivo é explicar didaticamente as várias fases do período autoritário de 1964-85, dos antecedentes do golpe de 31 de março de 1964 até a transição para a democracia. As inscrições podem ser feitas em oquefoiaditadura.folha.uol.com.br.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 54,2% da população brasileira nasceu após o ano de 1985, quando o regime militar terminou. Somando os que eram crianças de até 10 anos nessa data, o percentual sobe para 69,4%.

Ou seja, 7 em cada 10 brasileiros não viveram a ditadura, ou eram muito jovens para terem fixado na experiência o que foi aquele momento.

Jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Foto|:divulgação
Jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Foto:divulgação

Em quatro aulas, Pilagallo falará sobre a armação do golpe, a escalada autoritária, o endurecimento do regime a partir do Ato Institucional nº 5 (1968) e a retomada da democracia (1985).

Ele explicará ao que significou a ausência de eleições presidenciais diretas, a interferência do regime nos Poderes Legislativo e Judiciário, a censura e repressão violenta à oposição, com assassinatos e tortura como políticas de Estado. A semente para hiperinflação, o aumento da desigualdade e endividamento externo, o caminho Da corrupção em grandes obras públicas.

Segundo o jornalista, o discurso de justificar o golpe e a repressão da ditadura para evitar um mal maior, no caso uma suposta ameaça comunista, tem crescido nos últimos anos, propagado sobretudo por Jair Bolsonaro e seus aliados.

 

Ilhéus: Prefeitura e IBGE se reúnem para planejamento do Censo 2020


O vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal se reuniu na última terça-feira (1º), com os membros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representantes de sindicatos e secretarias do município. O objetivo foi planejar o acompanhamento do Censo Demográfico 2020, que acontece no intervalo de 10 anos. Os dados fornecidos servem como parâmetro para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), transferência constitucional de recursos determinada de acordo com o número de habitantes contabilizado pelo IBGE.

De acordo com Ledson Freire Santos, coordenador de área para o censo 2020, o levantamento do IBGE é balizador de informações e crucial para o planejamento público e privado nos próximos anos. “O censo é a única pesquisa realizada no Brasil que possibilita ter o conhecimento da totalidade da população. É muito importante que as pessoas auxiliem o trabalho realizado pela entidade, atendendo bem aos recenseadores e respondendo de forma correta à pesquisa, pois através dessas informações as autoridades poderão conhecer a realidade e aplicar as políticas públicas de forma efetiva. O quantitativo de habitantes é fundamental para realizar os repasses financeiros”, ressaltou Freire.ibge2

O Censo Demográfico do IBGE segue o que determina a Lei 5.534/68, a Lei 5.878/73 e o Decreto 73.177/73, que asseguram o sigilo das informações fornecidas. Estas deverão ser usadas exclusivamente para fins estatísticos.

Freire explicou que a estrutura será montada em dois postos de coleta, com equipe formada por um coordenador, dois agentes censitários municipais, 18 supervisores e 142 recenseadores. Os agentes utilizarão Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), aparelhos referenciados que permitem à visualização de imagens de satélite do município. Conforme o cronograma apresentado pelo coordenador, o período estimado para a coleta será compreendido entre os meses de agosto e outubro de 2020.

Ele informou ainda da possibilidade da obtenção de uma prévia do levantamento ainda no final de 2020. O trabalho do recenseador é realizado através dos mecanismos de cadastro de endereço e base territorial, este último permite determinar a localização dos domicílios em relação às estruturas territoriais e aos setores censitários. O setor censitário é a unidade territorial de coleta e de divulgação dos dados estatísticos do IBGE.

De acordo com a entidade, cada setor do município possui em média 150 a 300 domicílios. No último Censo (2010), Ilhéus possuía 43.003 domicílios cadastrados, sendo dividido em 289 setores, desses, 191 eram urbanos. Em 2019 o número foi elevado para 60.781 domicílios. Hoje a cidade possui 410 setores, sendo 319 cadastrados na zona urbana.

Quase 3 milhões sem emprego a mais de dois anos


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou um dado alarmante: o numero de pessoas desempregadas há mais de dois anos dobrou desde 2015. Esse grupo é formado por quase 3 milhões de cidadãos sem emprego fixo e com baixa perspectivas de recolocação no mercado. Para esses trabalhadores, a busca pelo emprego virou uma corrida contra o relógio, já que quanto mais tempo fora do mercado, maior a dificuldade para retornar.

A situação é mais complicada entre os profissionais com idade entre 18 e 24 anos e 30 e 39 anos (veja gráfico). Só nessas duas faixas, os sem emprego há mais de dois anos somam 1,5 milhão.

Quando a economia voltar a crescer, esses trabalhadores terão de enfrentar a desconfiança das empresas em relação ao tempo que estão sem um emprego fixo e também poderão sofrer com as mudanças tecnológicas.

os atingidos

IBGE abrirá 26,4 mil vagas temporárias


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi autorizado a contratar por tempo determinado até 26.440 profissionais para atuar no Censo Agropecuário 2017. O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão autorizou o processo seletivo por meio da portaria nº 45 publicada no “Diário Oficial da União”, desta sexta-feira (17).

Segundo o documento, as oportunidades serão para analista censitário (266), agente censitário regional (375), agente censitário administrativo (381), agente censitário municipal (1.285), agente censitário supervisor (4.946), agente censitário informativo (174) e recenseador (19.013). O nível de escolaridade dos cargos não foi divulgado.

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As contratações deverão ser efetuadas por meio de processo seletivo simplificado, observados a ordem de classificação e os critérios e condições estabelecidas pelo Poder Executivo.

O prazo de duração dos contratos deverá ser de até 1 ano, com possibilidade de prorrogação até o limite máximo de 3 anos. Decorrido o período de 3 anos a partir da divulgação do resultado do final do processo seletivo, não mais poderão viger os contratos firmados com base na autorização da portaria nº 45.

O IBGE deverá definir a remuneração dos profissionais a serem contratados.

Na portaria não há informações sobre a previsão de publicação do edital de processo seletivo.

Prazo para a adesão ao Brasil Alfabetizado termina em 6 de março


Com o objetivo de auxiliar prefeituras e estados com dificuldade de acesso à internet, o Ministério da Educação prorrogou até o dia 6 de março o prazo de adesão ao programa Brasil Alfabetizado. A decisão contempla novos gestores que assumiram as secretarias de educação este ano.

Os interessados devem enviar, para o email [email protected], os seguintes documentos: ofício para primeiro acesso do gestor local; ofício para alteração de gestor local; e ofício para vinculação de gestor à entidade. Até o momento, mais de 700 localidades, entre estados e municípios, já fizeram inscrição no programa.

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Inscrições do Brasil Alfabetizado encerram em 6 de março Foto: divulgação

O Brasil Alfabetizado vai atender 250 mil pessoas a partir de 15 anos de idade, este ano. O programa é considerado pelo governo federal como porta de acesso para a alfabetização de jovens, adultos e idosos, com atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo – 90% deles na Região Nordeste.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, 12,8 milhões de jovens e adultos com 15 anos de idade ou mais não são alfabetizados. O número representa 8% de toda a população nessa faixa etária.