Governo Bolsonaro gastou 1,8 Bilhões de reais em compra de alimentos


Oposição faz críticas e denuncia suspeita de desvio de dinheiro

André Lucas

PSOL pede que a Procuradoria Geral da República investigue gastos de 1,8 bilhões de reais com bebidas e comidas do Planalto. O deputado David Miranda, fez o pedido após perceber que os gastos eram exuberantes, principalmente durante uma pandemia.  

O parlamentar solicita que o órgão apure os fatos e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. Também assinam o documento as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA).  

O levantamento foi feito pelo jornal Metrópoles, que apurou os números no portal de compras do ministério da economia e divulgou na última semana.  

“Bolsonaro gastou mais de 1 bilhão 800 milhões de reais no mercado. Isso só em 2020. O Brasil não estava quebrado? Quantos cilindros de oxigênio esse valor compraria? Isso é lavagem? Superfaturamento?”, disse o deputado David Miranda ao jornal Folha de São Paulo. 

Ainda é importante ressaltar que os dados de gastos do Planalto não estão inclusos, os maiores montantes de gastos são da defesa e da educação. 

Mas além dos valores, os produtos também chamaram a atenção. Entre os itens adquiridos, estão mais de R$15 milhões com leite condensado e R$2,2 milhões gastos com goma de mascar.

A informação virou piada nas redes sociais já que o pão com leite condensado é uma das receitas preferidas do presidente Jair Bolsonaro. 

Políticos da oposição criticam os gastos altos em pleno ano de pandemia, o ex-deputado Ciro Gomes disse que entrará na justiça. “Entrarei na justiça para pedir explicações sobre os gastos absurdos do Bolsonaro! Mais de R$15 milhões em Leite Condensado e Chiclete com dinheiro público? Isso é corrupção!” 

A deputada federal Joice Hasselmann calculou que o governo federal teria gastado 7,6 mil latas de leite condensado por dia no ano passado. “O Brasil já teve ladrões de todo tipo na presidência. Já teve ladrão de galinha, de triplex, de Petrobras…Mas não é que o que mais tá metendo a mão no nosso bolso ficará conhecido como “ladrão de leite condensado”?!

Guilherme Boulos, candidato a prefeito de São Paulo, também questionou os números e apontou para a possibilidade de esquema de corrupção. “Os números são gritantes e revelam um evidente esquema de corrupção. Mesmo com todos os privilégios, é impensável que o governo federal consuma 7.200 latas de leite condenado por dia”.   

Manuela D’Vila foi mais insinuante e ainda criticou a extinção do auxílio por falta de dinheiro, enquanto o presidente gasta dezenas de milhões com alimentos como leite condensado e chiclete, “Bolsonaro nega ao povo brasileiro o auxílio emergencial de R$ 600 enquanto gasta R$ 16,5 milhões com batata frita embalada, R$ 15,6 milhões com leite condensado, R$ 13,4 milhões com barra de cereal, R$ 12,4 milhões com ervilha em conserva e, acreditem, R$ 2,2 milhões com chiclete.” 

O Ministério da defesa explicou que os gastos são com as tropas de 370 mil pessoas que são alimentadas todos os dias em nota o órgão lembrou que de acordo com o Estatuto dos Militares, Lei nº 6.880/80, a alimentação é direito assegurado ao militar, assim como as refeições fornecidas aos funcionários em atividade. 

“… Assim, cumprem ações que requerem, em grande parte, atividades físicas ou jornadas de até 24 horas em escalas de serviço, demandando energia e propriedades nutricionais que devem ser atendidas para a manutenção da eficiência operacional e administrativa com a disponibilização de uma dieta adequada…” , diz a nota

O Impeachment de Bolsonaro ganha força


Carreatas de esquerda e direita em 15 capitais diferentes pedem o impedimento do presidente

André Lucas

Os pedidos de  impeachment do Presidente Jair Bolsonaro que começou  nas redes sociais, foi para as ruas do país inteiro, no último sábado, dia 23 de janeiro, manifestações de esquerda e direita  espalhadas em 15 capitais e diversas cidades brasileiras, aumentaram a pressão no congresso para votar o impedimento do Presidente da República.  

Por conta da pandemia, as manifestações foram diferentes das tradicionais marchas em vias principais, o ato aconteceu em carreatas, as pessoas colocavam bandeiras nas janelas dos carros e buzinavam. 

A algumas semana o impeachment ganha força e espaço na internet, a hashtag #ForaBolsonaro ficou entre os principais assuntos do país,  insatisfação com o atual governo só aumentou dos últimos seis meses para cá. 

Os grupos políticos Povo Sem Medo, Fórum Pelos Direitos e Liberdades Democráticas e o Acredito influenciaram as carreatas no sábado em Belém, Maceió, Salvador, João Pessoa, Teresina, Recife, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, além de outras cidades ao redor do Brasil.  

O que chama muita atenção para as manifestações deste ano são os movimentos de lados completamente opostos irem às ruas juntos com o mesmo objetivo. O MBL por exemplo, que apoiou a campanha de Bolsonaro, participou do ato. 

 No domingo, dia 24 de janeiro, cerca de 300 pessoas invadiram a Praça dos três poderes e fizeram uma concentração no local. De máscara e respeitando o distanciamento social, os manifestantes usaram cartazes que faziam críticas à má conduta do governo federal no combate contra a pandemia. 

Os movimentos como o vem pra rua e MBL, fizeram manifestações em 2016 e derrubaram Dilma Rousseff, hoje repetem o ato e com o mesmo objetivo, só que dessa vez o alvo é outro. 

Com suas tradicionais camisas verdes e amarela, os militantes de direita denunciavam o despreparo e má vontade política para combater o coronavírus, o repúdio e desrespeito aos familiares das vítimas fatais ao minimizar a pandemia, a campanha em defesa de medicamentos sem comprovação científica como a cloroquina e o envolvimento de pessoas próximas em casos de corrupção, como o filho Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz.  

A luta contra a corrupção era uma das principais bandeiras dos grupos de direita que apoiavam o governo atual.  um dos argumentos para defender a derrubada de Dilma, e para sustentar o “antipetismo”, vital para a Vitória do candidato de direita. 

Com o envolvimento do filho Flávio em “rachadinha” com Fabrício Queiroz, o outro filho Carlos  envolvido com funcionários fantasmas, e os 89 mil na conta bancária da esposa (tudo investigado pelo MP), o presidente vê sua imagem manchada pela corrupção. 

Os pedidos de impeachment no congresso

Ao todo já existem 61 pedidos de impeachment protocolados, esperando apenas que o presidente da Câmara coloque a pauta para ser votada entre os parlamentares. Semana que vem, dia 1° de fevereiro, é o dia das eleições na Câmara dos deputados federais, que podem ser definitivas para decidir se o Impedimento vai para a pauta ou não. 

Arthur Lira é o candidato do Presidente da República para ficar na cadeira, caso ganhe é provável que não permita que a matéria entre em pauta, e salve o atual presidente de perder o cargo. Do outro lado Baleia Rossi já prometeu que caso vença as eleições na Câmara, vai analisar os pedidos com “equilíbrio”, e ainda criticou seu oponente, “ será que ele vai engavetar os pedidos sem cumprir o seu papel ? “.  

Enquanto o impedimento não progride, a Hashtag #ForaBolsonaro continua em alta, a pressão no congresso aumenta, e segundo muitas pesquisas feita neste fim de semana como por exemplo Atlas e Datafolha, mostram que cerca de 47,5% do povo é a favor. 

Atritos com Índia e China atrapalham importação da vacina.


MRE e diplomatas estão trabalhando para resolver os impasses

André Lucas

Um grande esforço está sendo feito no Itamaraty para “resolver” os atritos criados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com os líderes da China e Índia, em relação à vacina e aos insumos. 

Embaixadores que acompanham de perto as negociações dizem que o Brasil errou demais na comunicação. A análise no MRE ( Ministério das Relações Exteriores) concluiu que o governo brasileiro fez muito anúncio sem estar com o produto. 

 Apesar de o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ser considerado da chamada ala ideológica do governo, ele tenta estabelecer uma parceria entre os países para que a vacina possa chegar ao Brasil nos “ próximos dias”. 

Apesar do esforço de Araújo, os dois embaixadores de cada um dos países estão sendo considerados os principais representantes do país nas conversas sobre o impasse. 

Vacina indiana

No caso da Índia, o diplomata André Aranha Corrêa do Lago tem chegado a um entendimento e afirmou às autoridades brasileiras que acredita no fim do impasse, ou seja na entrega das duas milhões de doses das vacinas já adquiridas pelo Brasil. A instrução do diplomata é não anunciar nada enquanto não estiver com a vacina para não repetir o mesmo erro. 

Na China o problema é mais complexo, além dos esforços internos e comerciais, ainda existe um trabalho para melhorar a relação entre o governo de Pequim e o governo de Jair Bolsonaro.  

Diplomacia brasileira entra em ação

O embaixador do Brasil em Pequim, Paulo Estivallet de Mesquita, conversa com os líderes chineses para quebrar o bloqueio das importações dos IFAs (Ingrediente Farmacêutico ativo) que serão usados para a fabricação das vacinas contra o Covid 19. 

Diplomatas dizem que as turbulência são por causa do Bolsonaro e sua conduta ofensiva contra os chineses, e também por seus apoiadores, principalmente da área ideológica que já acusaram a China de ser culpada pelo covid 19, e também insinuou que a China faria uma vacina insegura propositalmente. 

O que os diplomatas fazem é tentar separar a postura do Governo Federal e as relações entre Diplomatas que atuam na negociação. Evitando assim que o Governo de Pequim direcione ofensivas aos representantes brasileiros por frases erradas do Presidente. 

Nesta terça-feira, dia 19 de Janeiro, a OMC (Organização Mundial do Comércio, o representante da Índia foi claro e disse que estamos todos vivendo um grande pesadelo, o mundo estar em um impasse, Não tem vacina suficiente para todo mundo. 

O Brasil comprou sua vacina da Oxford/AstraZeneca. Mas o produto é fabricado na Índia. O problema é que, com um governo nacionalista, Nova Déli dificultou a exportação dos imunizantes para permitir que sua campanha de vacinação fosse iniciada. 

Além disso, os Indianos anunciaram que vão distribuir a Vacina Primeiramente para seus aliados e vizinhos na região, uma jogada geopolítica muito bem planejada. 

Nova Déli ainda colocou dúvidas sobre a capacidade do mecanismo da OMS (Organização Mundial da Saúde) de distribuir vacinas para poder ser uma solução.  

O projeto de democratizar vacinas conta com uma forte rejeição por parte dos países ricos, detentores das patentes. 

O Brasil, desde o começo do projeto, foi o único país em desenvolvimento a declarar abertamente que era contra a proposta, abandonando anos de liderança internacional para garantir o acesso a remédios aos países mais pobres. 

Há 20 anos, foi a ação internacional do Brasil que levou a OMC a estabelecer regras para permitir um maior acesso a remédios. Naquele momento, a luta era para enfrentar a aids.

STF emite nota desmentindo Bolsonaro


No texto o supremo esclarece que não proibiu nenhuma medida do governo federal contra a covid 19

André Lucas

O STF informou, na última segunda-feira, que é mentira que é mentira que o supremo tenha vetado as ações de Bolsonaro contra a covid 19. 

Em nota, o STF informa que “não é verdadeira a afirmação que circula em redes sociais” nesse sentido. Apoiadores do governo, além do próprio presidente Jair Bolsonaro, vêm fazendo afirmações do tipo para rebater cobranças sobre a atuação da União no combate à pandemia. 

Desde que o STF analisou ações que discutiam a competência de estados e municípios para tomar providências para combater a Covid-19, no ano passado, o presidente Bolsonaro tem dito que foi impedido pelo tribunal de tomar ações mais efetivas contra a pandemia. A alegação também tem sido veiculada por parlamentares bolsonaristas e apoiadores do presidente.

Na última semana, quando a crise do oxigênio em Manaus se acentuou, o presidente voltou a usar o argumento. Em uma entrevista à Rádio Jovem Pan, voltou a dizer que as decisões do STF o impedem de tomar outras providências contra a pandemia. 

Na entrevista o presidente da República Jair Bolsonaro, diz que o aumento de casos em Manaus tem relações com a temperatura na região, e que apesar do STF o governo estar focado em atuar na recuperação do sistema de saúde da região, e estar enviando cilindro de oxigênio.  

Na rede bandeirante o presidente deu entrevista ao Datena na última sexta feira dia 15 de janeiro, o presidente disse , “Vou repetir aqui: que moral tem João Doria e Rodrigo Maia em falar em impeachment se eu fui impedido pelo STF de fazer qualquer ação contra a pandemia?”  

O discurso do presidente reverberou na sua base. Diante da discussão sobre o colapso de saúde em Manaus na semana passada, bolsonaristas passaram a eximir o presidente de culpa sob o argumento de que o Supremo o proibiu de agir contra a doença.

O STF, porém, afirma que esse discurso não é verdadeiro. Na nota, a corte menciona “afirmação que circula nas redes sociais” sobre o tema. 

A decisão descrita por Bolsonaro como medida que proíbe o governo federal de agir, na verdade apenas permite que estados e municípios possam tomar decisões de forma autônoma, na luta contra o covid 19. 

Na prática isso não interfere em nada nas decisões vindas do Planalto, que continua tendo sua autoridade intacta como um dos três poderes fundamentais para a existência da república e democracia. 

Governo oficializa reajuste para aposentados e beneficiários do INSS


Teto sobe para R$ 6.433

Thais Paim

O reajuste de 5,45% para aposentados e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima de 1 salário mínimo foi oficializado pelo governo, nesta quarta-feira (13).  Portaria do Ministério da Economia foi publicada no “Diário Oficial da União” e altera o teto dos benefícios de R$6.101,06 para R$6.433,57.

Pela legislação federal, o índice de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas que recebem valor superior ao do salário mínimo é definido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em 2020, o INPC ficou em 5,45%. A lei também prevê que aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo, fixado em R$ 1.100 para 2021.

Mesmo o reajuste aplicado ao salário mínimo pelo governo em 2020 (5,26%) tendo ficado abaixo do INPC, o que significa que o valor do salário mínimo teria de ser reajustado para R$ 1.101,95, evitando assim uma perda do poder de compra, o Ministério da Economia ainda não se posicionou sobre o assunto.

Para quem teve o benefício concedido ao longo de 2020, o percentual de reajuste é diferente. Confira abaixo o percentual de reajuste, de acordo com as respectivas datas de início do benefício:

até janeiro de 2020: 5,45%

em fevereiro de 2020: 5,25%

em março de 2020: 5,07%

em abril de 2020: 4,88%

em maio de 2020: 5,12%

em junho de 2020: 5,39%

em julho de 2020: 5,07%

em agosto de 2020: 4,61%

em setembro de 2020: 4,23%

em outubro de 2020: 3,34%

em novembro de 2020: 2,42%

em dezembro de 2020: 1,46%

Alíquotas de contribuição ao INSS

O reajuste também se reflete na cobrança da contribuição dos trabalhadores para o INSS. Para empregados com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos, a tabela de recolhimento passa a ser:

7,5% para até um salário mínimo (R$ 1.100)

9% para quem ganha entre R$ 1.100,01 e 2.203,48

12% para quem ganha entre R$ 2.203,49 e R$ 3.305,22

14% para quem ganha entre R$ 3.305,23 e R$ 6.433,57

É importante destacar que com a reforma da previdência, essas taxas passaram a ser progressivas, ou seja, cobradas apenas sobre a parcela do salário que se enquadrar em cada faixa, o que faz com que o percentual de fato descontado do total dos ganhos (a alíquota efetiva) seja menor.

Um exemplo que elucida essa determinação é: um trabalhador que ganha R$ 1.500 mil pagará 7,5% sobre R$ 1.100 (R$ 82,50), mais 9% sobre os R$ 400 que excedem esse valor (R$ 36), totalizando R$ 118,50 de contribuição.

França não quer mais importar soja do Brasil


O presidente Macron anunciou um Plano de Desenvolvimento Agrícola para garantir a independência da produção e da Soberania Nacional

André Lucas

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou  que vai começar a reduzir a importação da soja brasileira como forma de combater o desmatamento no país. Macron postou um vídeo em suas redes sociais onde prometeu criar uma espécie de “soja Europeia”. 

“Continuar a depender da soja brasileira seria o mesmo que apoiar o desmatamento da Amazônia. Somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, escreveu. O argumento francês é questionado pelo governo brasileiro, que insiste que a soja não é produzida na Amazônia. 

Nos últimos anos o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e o Macron trocaram farpas por diversos motivos, esse é mais um capítulo dessa rivalidade que pode atrapalhar os planos do Brasil de fazer acordos com a União Europeia.  

Nessa terça feira o Presidente Jair Bolsonaro visitou produtores agrícolas e gravou um vídeo dizendo que os franceses são incoerentes, tomam medidas contra o desmatamento, porém, ao mesmo tempo importam produtos que desmataram a floresta brasileira. 

“A maneira concreta de fazer não é apenas dizer, mas agir. E agir é dizer: nós precisamos hoje da soja brasileira para viver. Portanto, vamos produzir a soja europeia ou o equivalente”, insistiu. 

Macron ainda falou que a tal proposta é uma maneira de garantir a soberania nacional do país, acabando com uma política de mais de 50 anos importando proteínas da América do Sul, Macron ainda explica que existe um projeto para desenvolver a produção agrícola no continente Africano, e tornar sustentável. 

O discurso não agradou os produtores de soja no Brasil.  A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse em nota que “lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. 

“Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais”, completaram. 

Em 2020 o presidente Francês já tinha anunciado que ia investir no desenvolvimento agrário do país, para construir a independência de produtos agrícolas, principalmente da soja brasileira. 

A França é um dos países que mais depende da soja, anualmente o país importa 3,3 milhões de toneladas de soja, do Brasil e dos Estados Unidos. 

O Ministro da agricultura da França, Julien Denormandie, anunciou o Plano de desenvolvimento agrícola argumentando que chegou a hora do país produzir seu próprio estoque de proteínas, separar de depender de outros países e de acabar com a “importação do desmatamento”. 

Paris e Brasília não tem uma boa relação já não é de hoje, no ano passado Macron foi um dos responsáveis por parar as negociações entre Brasil e UE, com argumentos relacionados ao clima e desmatamento, o presidente francês teve influência suficiente para botar a UE contra o Brasil.

Justiça dá 72 horas para Planalto explicar sigilo no cartão de vacina do Bolsonaro


A AGU argumenta que informações dizem respeito a vida privada, intimidade, honra e imagem

André Lucas

Em resposta a ação movida pela Deputada Federal e Presidente do PT (Partido dos trabalhadores), Gleisi Hoffman, a 20° vara federal de Brasília protocolou hoje a decisão que obriga o Planalto a prestar esclarecimento  sobre o motivo do cartão de vacinação do Presidente da República, Jair Bolsonaro, tem sigilo de até 100 anos, o governo tem 72 horas para explicar o caso.

Em ação popular, Gleisi pede a suspensão da medida que garante o sigilo, e pede para o Gabinete de Segurança da instituição e para a Advocacia Geral da União apresentarem o aval para aplicar o sigilo. 

No pedido Hoffman afirma que o sigilo é ilegal, uma vez que as informações referentes ao presidente se encontram divididas entre aquilo que é de sua vida privada e aquilo que é público. Em meio a pandemia do Covid 19 informações sobre a vacina são de interesse público, e devem ser divulgadas de forma correta como previsto em lei. 

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffman. Foto: divulgação.

A deputada Gleisi Hoffman falou sobre o caso, e disse, “Justamente pela controvérsia social instaurada, em que o senhor presidente da República fez questão de expor suas opiniões, é indubitável o interesse público na informação acerca do histórico de Jair Bolsonaro quanto à sua saúde e imunização, dado não se estar a tratar de um cidadão qualquer, mas do chefe de Estado e de governo da nação brasileira”, escreveu a parlamentar no último domingo. 

O sigilo foi decretado após pedido de acesso ao cartão de vacinação do presidente feito por meio da Lei de Acesso à Informação pela coluna do jornalista Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a Presidência, o decreto foi feito porque os dados “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente. 

Bolsonaro tem questionado a eficácia e a segurança dos imunizantes contra a Covid-19 e dito que não vai vacinar. “Não vou tomar a vacina e ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu e ponto final”, afirmou ele em 15 de dezembro. 

Dias depois, ele questionou os efeitos colaterais no imunizante. “Lá na Pfizer, tá bem claro lá no contrato: ‘nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Se você virar um chi… virar um jacaré, é problema de você, pô. Não vou falar outro bicho, porque vão pensar que eu vou falar besteira aqui, né? Se você virar super-homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso. Ou, o que é pior, mexer no sistema imunológico das pessoas”, disse.  

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) afirmou que o sigilo atendeu aos critérios da LAI e citou o artigo 31 da norma, pelo qual “o tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais, as informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem: terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem”.

Congresso estadunidense é invadido por manifestantes PróTrump


Foram registradas quatro mortes no confronto com a polícia

André Lucas

Ontem nos Estados Unidos, manifestantes Pró Trump invadiram o Capitólio,  que é o nome do prédio do congresso estadunidense. Momentos de tensão e desespero tomou conta da Câmara dos  Representantes, que é equivalente à Câmara dos Deputados aqui no Brasil. Os policiais que tentavam proteger o prédio e os políticos, tiveram que sacar suas armas e apontar para os manifestantes. 

No Capitólio, que também abriga o Senado do país, estava acontecendo uma sessão de certificação da vitória do novo presidente, Joe Biden. A sessão foi encerrada quando manifestantes invadiram o prédio, isso pouco tempo depois de que Donald Trump, que estava em um comício, perto da Casa Branca, convocou protestos contra a certificação de Vitória do Biden. 

Centenas de pessoas se reuniram na frente do prédio, e muitas delas conseguiram invadir, dentro do prédio a situação ficou mais tensa, os policiais pegaram armas de fogo para conter os manifestantes.  

Durante a tentativa de conter e expulsar os manifestantes, gás lacrimogêneo foi disparado centenas de vezes em direção aos protestantes, com isso os agentes orientaram os representantes, que estavam escondidos entre as cadeiras da Câmara, a usar máscaras. Os deputados com máscaras e escondidos entre as cadeiras, viralizou na internet, fotos e vídeos são curtidas e compartilhadas o tempo todo.  

Falando em votos e vídeos que viralizou, outra coisa que foi muito compartilhada nas redes sociais em relação a invasão ao Capitólio,  foram os registros de manifestantes sentando nas cadeiras dos representantes e agindo como se fossem Deputados. 

No fim uma notícia triste foi confirmada. 4 pessoas  morreram  durante o protesto, na luta com a polícia para tentar invadir o prédio. O chefe de departamento da polícia informou que foram 2 mulheres e dois homens, 3 mortes não têm identidades confirmadas, apenas uma mulher foi identificada. 

Ashli Babbitt, 35, era uma veterana da Força Aérea e morava em San Diego, na Califórnia. A identidade foi confirmada pelo marido dela, Aaron, à KUSI-TV, uma emissora local. Segundo ele, a esposa era uma forte defensora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

A sogra de Ashli, Robin Babbitt,  se manifestou e disse ao jornal The New York Post, “Estou estarrecida. Estou devastada. Ninguém de DC (Washington) notificou meu filho e descobrimos na TV”. 

O jornal (The Nem York Post) mostrou em reportagem que no dia anterior ao de sua morte, Babbitt escreveu em sua conta no Twitter: “Nada vai nos parar?. eles podem tentar e tentar e tentar, mas a tempestade está aqui e está caindo sobre DC em menos de 24 horas.” 

A sessão de certificação da Vitória de Joe Biden, voltou às 20hs no horário local, o que corresponde às 22h no horário de Brasília, a sessão recomeçou com o vice de Donald Trump, Mike Pence, se pronunciando.  

“Aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje, vocês não venceram. A violência nunca vence. A liberdade vence. Esta ainda é a casa do povo. Ao nos reunirmos nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia.”  

Donald Trump demorou mas se posicionou, ele afirmou que no dia 20 haverá uma “transição ordenada”. 

“Embora eu discorde totalmente do resultado da eleição e os fatos me confirmem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse o presidente em um comunicado postado no Twitter. 

Bolsonaro diz que “ Brasil está quebrado” e não pode fazer nada


A frase contraria o seu próprio ministro da economia, e afasta investimentos no país

André Lucas

Na manhã da última terça feira, dia 5, o Presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está quebrado e que ele não pode fazer nada. A fala repercutiu muito mal. Especialistas, oposição e internautas não gostaram nem um pouco do presidente ignorar suas responsabilidades e afirmar que não tinha como resolver o problema. 

O fato ocorreu na saída do palácio. Bolsonaro conversava com seus apoiadores e falava sobre a situação que o país se encontra. Além de citar o quadro econômico, Bolsonaro também colocou a culpa da pandemia na imprensa, afirmando que o covid 19 foi potencializado pela mídia. 

“Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, declarou Bolsonaro.

A fala do presidente contradiz a de seu próprio Ministro da Economia, que sempre usa de forma otimista a expressão” o Brasil está crescendo em V”, insinuando que o Brasil teve uma grande queda econômica durante a pandemia, porém acelera rapidamente. 

Após a declaração do presidente, seu filho , o deputado Eduardo Bolsonaro, adotou a mesma posição que o da equipe econômica, foi otimista e afirmou que o país se recuperará muito mais rapidamente. O deputado publicou em uma rede social: 

“Com o governo Jair Bolsonaro, o Brasil é um dos países que se recupera mais rapidamente do caos econômico gerado pela pandemia”, declarou o deputado.

Guedes tenta explicar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou defender o presidente das críticas, e explicar o que ele queria falar.  “Não há nenhuma divergência entre nós. Obviamente, o presidente se referiu à situação do setor público”, minimizou.

O que dizem os especialista

A economista Elena Landau, ouvida pelo jornal Folha de Pernambuco,  explica que Bolsonaro não poderia usar o termo quebrado, que soa de forma negativa, dando um sinal vermelho para o mercado financeiro e tirando a confiança do país, ela explica que  em um momento em que o Brasil passa por uma grande crise e precisa de investimento privado e estrangeiro, não é  bom colocar em duvida a confiança do país. 

“O que os credores internacionais, o que os credores do Tesouro vão imaginar quando o próprio presidente da República diz que o país quebrou? Isso significa que o país não tem capacidade de pagar aquilo que ele deve. É de uma irresponsabilidade muito grande, só cria uma situação de instabilidade nas áreas de juros e câmbio, além de ele fazer parecer que não tem responsabilidade sobre isso. Onde estão as privatizações que iam fazer, cadê as reformas, cadê o Orçamento de 2021?” .   

Outro economista ouvido pelo mesmo jornal foi o Raul Velloso, que criticou a forma como o conceito quebrado foi usado: 

nenhum país em emergência quebra. Mesmo fora da emergência, especialmente um país como o Brasil, que não depende de dólar para financiar sua dívida. A declaração dele de que o país está quebrado soa como se não houvesse nada que possa ser feito, o que não é verdade” 

Maia aproveita o momento para desgastar Bolsonaro

Num momento decisivo da corrida eleitoral, o Presidente da Câmara, Rodrigo mais aproveitou o momento para desgastar mais a imagem de Jair Bolsonaro, e consequentemente  de seu candidato Arthur Lira. Maia disse Ao Jornal UOL. 

“Agora a gente está vendo que o governo preferiu parar os trabalhos no Congresso e falar essa coisa mais absurda: com o poder que tem, com a responsabilidade que um presidente tem, dizer que nada pode ser feito. É muito grave”.  

Presidente anuncia suspensão da compra de seringas até preços serem normalizados


A informação foi confirmada através das redes sociais

Thais Paim

As polêmicas envolvendo o processo de imunização no Brasil continuam surgindo.  A mais recente foi provocada pelo anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que a compra de seringas foi suspensa até que os preços do material sejam normalizados. 

O posicionamento foi anunciado pela conta no Facebook do presidente, nesta quarta-feira (06). O Ministério da Saúde tomou essa decisão após o preço do produto ter registrado alta, provocada pelo interesse da pasta na aquisição. 

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, afirmou Bolsonaro na rede social.

A intenção é de que a pasta aguarde até que os preços possam ser normalizados. As seringas seriam utilizadas para vacinação da população contra a Covid-19. 

O gestor também explicou que no momento essa decisão não afeta o início do processo de imunização. “Estados e municípios têm estoques de seringas para o início das vacinações, já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, concluiu ele. 

Uma licitação para a compra de seringas e agulhas para a campanha de vacinação contra a Covid-19 foi aberta pelo governo, mas foi possível comprar apenas um pequeno percentual do que estava proposto. 

Diante do fracasso da concorrência, o Ministério da Saúde anunciou que os estoques excedentes dos fabricantes brasileiros desses insumos seriam requisitados, além da adoção de barreiras à exportação desses produtos.