Pela primeira vez uma mulher pisará na lua


A Nasa irá refazer os passos de Neil Armstrong e uma mulher fará parte do time

Júlia Vitória

Com TVs em preto e branco o mundo se fascinou, com o fato de que alguém poderia pisar na lua. Era o ano de 1960, e o homem mostrou que não há limites para a curiosidade humana e as ações científicas para entender e conhecer o universo.

“É um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”. Esta  frase foi dita por um dos astronautas que pousou na lua Neil Armstrong. Na época não existia, internet nem telefones celulares, não  impossibilitou  o homem se ser lançado por um satélite a uma distância de 384,4 mil quilômetros da terra, mandarem imagens  em tempo real, de ficar uma bandeira e coletar algumas amostras da lua, nem de voltar a terra em segurança. O grande marco para a ciência e humanidade são  lembrados  até hoje.

Neil Armstrong, primeiro homem a posar na superfície lunar. Foto: divulgação

Em 1970 ocorreu a última missão do Apollo e nunca mais ninguém falou em voltar a terra lunar, até 2019 quando a agência espacial anunciou os planos de voltar ao satélite em 2024 e fazer experimentos mais sofisticados erguendo alicerces exploratórios que podem ser ponto de partida para missões em Marte. O ex funcionário  da nasa e autor do livro: Returning people to the moon after Apollo: will it be another fifty years? (Levando pessoas de volta à Lua após Apollo: serão mais 50 anos?) Pat Noris, comemora, pois pela primeira vez desde 1970 se tem um cronograma realista para as pessoas andarem na lua. Ele que trabalhou em diversos projetos da nasa incluindo o Apolo 11, explica que a primeira ida do homem a lua foi por motivos políticos e que não tinham tanto interesse na ciência ou exploração no universo, há 50 anos os interesses eram menores do que hoje.

Thomas Zurbuchen, administrador do Diretório de Missão Científica da Nasa, relata que entre as prioridades de da equipe em solo lunar é a investigação do dos recursos do lado sul do satélite onde deve ser montada uma base lunar, um dos motivos toda missão é a pavimentação e futura explicação do planeta vermelho. A lua é um vasto potencial científico e os astronautas irão ajudar a acessar essa rica ciência. Outra diferença da missão  é que não será alho solitário, alguns parceiros  internacionais entraram na aventura como: Japão, Canadá e alguns países europeus. A multinacional Nokia implantará um sistema de telecomunicações na lua. Outro marco  importante é que dos dezoito astronautas que foram anunciados para a missão  na lua nove são mulheres.

À missão que leva o nome da deusa grega irmã de Apollo Artemis começa ainda em 2021 quando será testado o novo foguete pesado SLS sem seres humanos a bordo. Em 2023 a nada enviará dois astronautas para a lua mas sem pousar no Satélite natural. E em 2024 mandará mais dois dessa vez uma mulher pesará a lua. Tenso somente seis dias para a exploração os astronautas terão que trazer para a terra 85 Kg de amostras diversas extraídos do subsolo, conforme a recomendação da nasa. Segundo a agência eles querem melhorar as condições de trabalho dos astronautas em relação ao Apollo 11 especialmente para selecionar amostras lunares mais interessantes. E diferente da Ida a lua em 1972 ninguém geólogo fará parte da tripulação.

Tera uma comunicação de vídeo para que os astronautas tenham um apoio dae cientistas da terra, também dispositivos mais leves para realizar medições ao mesmo tempo do modo de aterrissagem  empresas privadas estão concorrendo entre si para isso porém a nasa ainda não fechou contrato com nenhuma. Tudo isso irá servir para a base da Artemis, mas ainda tem o processo de o novo presidente e o congresso liberar milhões de dólares para o projeto.

Eclipse solar total: como ver o fenômeno de 14 de dezembro no Brasil


Por 24 minutos, a lua nova vai passar sobre a face do Sol e cobri-lo completamente por pouco mais de dois minutos, mas visual deve variar de acordo com local de observação

Julia Vitória

Dia 14 de dezembro será um dia especial para quem é fã de astronomia, por vinte e quatro minutos a lua passará na frente do sol, esse fenômeno é chamado de eclipse solar. O evento poderá ser visto em vários países da América do Sul, inclusive o Brasil, contudo o  será mais visível no Chile e na Argentina. A astrônoma Tania Sales Marques explica que a lua vai passar pelo sol por vinte e quatro minutos e cobrirá ele completamente por dois minutos.

O chamado caminho da Lua faz com que o dia se transforme em noite por alguns minutos. Roberto Costa professor de astronomia do IAG e da USP, explica que o fenômeno só poderá ser visto parcialmente no Brasil. No rio Grande do Sul poderá ser visto o disco do sol encoberto pela lua cerca de sessenta por cento, no Paraná um pouco menos e São paulo e Rio de Janeiro somente quarenta por cento. o Segundo o professor o eclipse começará no final da manhã e terminará aproximadamente quatro horas da tarde. 

Mas para quem quiser ir ver esse evento o cuidado com os olhos deve rigoroso e com a pandemia o distanciamento é crucial.

Mas afinal o que é um eclipse solar total? É quando o sol e a lua se alinham de forma total de uma maneira que a luz do sol não chegue ao planeta.  lua muito menor que o sol cerca de 400 vezes, contudo ela parece maior porque está perto de nós e ela pode cobrir o disco do sol. quando isso ocorre no meio dia por exemplo causa uma grande escuridão por alguns minutos.

A ponta da América do sul ficará na escuridão completa por volta de meio dia, isso por causa do eclipse, a nasa transmitirá ao vivo o eclipse na América do Sul a partir das onze horas e quarenta minutos do dia 14 de dezembro.  Além do Brasil o fenômeno poderá ser visto parcialmente também no Peru, Bolívia, Uruguai e paraguai. Mas a visualização do eclipse será diferente dependendo do lugar onde a pessoa estiver isso por causa do horário exato do escurecimento do sol.

No Chile um dos locais onde o eclipse será total as áreas onde poderá ser melhor visualizado será na Araucanía Los Ríos e Biobío. Já na Argentina o fenômeno poderá ser visto no norte da Patagônia, a nasa agência espacial americana fala que o eclipse poderá ser observado também em algumas áreas dos oceanos Atlânticos e Pacifico sul além da Antártida, Sales afirma que pode acontecer de ter cinco eclipses solares em um ano, contudo o total só acontece a cada 18 meses.

Os próximos eclipses totais serão variados entre 2021 e 2027. Para acompanhar este fenômeno em segurança, é necessário utilizar óculos de sol ou  visores manuais especiais, sendo importante que estes filtrem 99%das luzes solar. Telescópios, celulares e binóculos também podem ser usados mas com a devida proteção. Devido ao coronavírus os deslocamentos territoriais são limitados.