Vendedores ambulantes fazem protesto contra horário de restrição de vendas em Itapuã


Manifestação foi pacífica e não alterou o trânsito

Thais Paim

A manhã de hoje (21) começou agitada no bairro de Itapuã, em Salvador. Vendedores ambulantes que trabalham na localidade fizeram protesto na manhã desta segunda-feira, contra a medida de restrição de horário que foi determinada pela prefeitura.

A decisão da gestão determina que o comércio de qualquer tipo de bebida em espaços públicos está suspenso das 17h às 7h, entre os dias sexta a domingo. Segundo informações, a manifestação foi pacífica e não provocou interferências no trânsito. 

Nailton Sales, o representante da categoria, afirmou que a medida está prejudicando o faturamento dos ambulantes, já que se trata do maior horário de faturamento. Por causa da determinação de restrição da prefeitura, Sales destacou que a categoria pede um aumento do auxílio de R$ 270 para R$ 550. Além disso, está sendo solicitado também que haja prorrogação do benefício até 2022.

“A gente entende que a limitação do horário, até as 17h, está impossibilitando a gente de trabalhar no horário de maior faturamento. Os ambulantes não estão conseguindo pagar suas contas. Com a pandemia, com a dificuldade que se agravou, a gente entende que tem água, tem luz, tem outras contas que estão se juntando”, explicou ele.

Sobre o pedido de prorrogação do auxílio e mudança no valor, o representante declarou: 

“A gente solicita desde já, à prefeitura de Salvador, que faça a prorrogação do auxílio até 2022. Até porque o prefeito Bruno Reis já informou que vai até março de 2021. Porém a gente precisa que prorrogue até 2022. A gente pede também que aumente o auxílio emergencial para R$ 550, porque, sem sombras de dúvidas, a gente tem essa necessidade”. 

Decisão da Prefeitura de Salvador 

Após diversos episódios de aglomeração nos bairros de Itapuã e do Rio Vermelho, a prefeitura acabou por determinar a restrição de horários. Com isso, os locais passaram a ser fiscalizados e materiais serem apreendidos. O comércio e consumo de comidas está liberado.

O descumprimento dessa medida implicará na suspensão do alvará de funcionamento por tempo indeterminado.

Outra determinação foi a proibição, para bares e restaurantes, de vender comida e bebida para pessoas que estejam em pé, tanto nas áreas internas, quanto nas áreas externas dos estabelecimentos do Rio Vermelho e de Itapuã.

Fora as decisões mencionadas, o prefeito também determinou que os comerciantes façam a delimitação física de seus bares, para que fique explícito quais mesas e cadeiras pertencem a cada estabelecimento. 

Protestos em prol da Educação são mais uma preocupação para Bolsonaro


Inferno astral? Não há como negar, a situação do presidente Jair Bolsonaro não anda nada boa. E, no dia de hoje, seu governo teve de enfrentar um protesto que mobilizou milhares de manifestantes m várias cidades do Brasil.  O ato foi motivado pelos cortes do capitão reformado, na educação, anunciados anteriormente pelo ministro da pasta Abraham Weintraub na educação.

Presidente Bolsonaro critica manifestações Foto: divulgação
Presidente Bolsonaro critica manifestações Foto: divulgação

Os cortes foram anunciados logo depois da decisão do governo federal em não financiar mais os cursos de sociologia e filosofia, a justificativa apresentada foi de que os estudos sobre estas pontos não trariam retornos efetivos à sociedade.

Houve protestos em pontos das cidades do Rio de Janeiro, Niterói, na Região Metropolitana, bem como de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Além das 63 universidades geridas pelo Ministério da Educação no Brasil atualmente, as unidades de ensino fundamental e médio como o Colégio Pedro II e os IFFs de Educação em Ciência e tecnologia, também serão afetados.

Em terras gaúchas, as escolas da rede pública  e a universidades do Rio Grande do Sul aderiram parcialmente ao movimento. Na UFRGS ( Universidade Federal do Rio Grande do Sul) professores e alunos se mobilizaram e as aulas foram suspensas em parte das unidades. Estudantes e professores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre também se mobilizaram, com panfletagem e debates sobre o contingenciamento de recursos. Pelo interior do estado, houve paralisação de atividades e protestos nas universidades federais de Pelotas (UFPel), do Rio Grande (Furg), de Santa Maria (UFSM) e em institutos federais.

O Masp foi o ponto de concentração do movimento em SP. Foto: reprodução Facebook
O Masp foi o ponto de concentração do movimento em SP. Foto: reprodução Facebook

Em São Paulo, concentraram em frente ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e os dois sentidos da via foram interditados por volta das 14h. O ato contou com a adesão de estudantes, crianças, idosos e sindicatos relacionados à educação. Vários cartazes fazeram referência à fala de Weintraub sobre “balbúrdia” em universidades.

O grupo ocupou todas as faixas da Avenida Sete de Setembro, o que deixou o trânsito bastante congestionado no local. De acordo com a Transalvador, os carros ficaram atrás do protesto e avançavam conforme o grupo andava.

Em Salvador (BA) nem mesmo a chuva conseguiu esfriar o ânimo dos manifestantes, que marcharam do Campo Grande  a Praça Castro Alves, um trajeto de cerca de 2,5 quilômetros. O ato encerrou por volta das 13h.

Universitários africanos protestam em Salvador. Fotos: reprodução Facebook.
Universitários africanos protestam em Salvador. Fotos: reprodução Facebook.

Também participaram do protesto entidades de classe, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Bahia (APLB), Sinpro (Sindicatos dos professores das escolas particulares, União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) e Sindicato dos Trabalhadores Técnico e Administrativos da Universidade Federal (Assufba).  Manifestações em prol da Educação foram realizadas em todos os estados do país e no Distrito Federal. Em São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, os movimentos ainda ocorrem.

Questionado sobre o impasse provocado por sua medida, Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que foi necessário. O governante avaliou os manifestantes como “uns idiotas úteis… uns imbecis”. Vale destacar que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) bloqueou 24,84% dos gastos não obrigatórios dos orçamentos das instituições federais. Essas despesas incluem contas de água, luz e compra de material básico, além de pesquisas.  As verbas obrigatórias (86,17%), que incluem salários e aposentadorias, não serão afetadas.