Diretor relembra ‘treta’ com Martin Scorsese e filmes de herói


Polêmica tem ocorrido através das redes sociais 

Thais Paim

Martin Scorsese causou burburinho no meio cinematográfico ao criticar o sistema de filmes de super-heróis, principalmente os feitos pela Marvel Studios, e isso gerou uma repercussão no meio.  Com isso, o consagrado diretor americano foi citado pelo cineasta James Gunn no Twitter para expandir a conversa e comentar sobre o único ponto que discorda do diretor:

“Para registro, Martin Scorsese é provavelmente o maior cineasta norte-americano vivo. Eu amo e estudo seus filmes e continuarei amando e estudando seus filmes. Eu discordo dele solenemente em um ponto: Que filmes inspirados em quadrinhos não são cinema, é isso“, opinou Gunn.

Início da polêmica 

Em entrevista ao Podcast Happy Sad Confused, a discussão sobre Scorsese veio à tona, foi quando Gunn afirmou: “Eu acho que é infelizmente cínico que ele tenha ficado atacando a Marvel, e que isso tenha sido a única coisa que deu cobertura de imprensa para o filme dele. Ele está criando o filme dele na sombra dos filmes da Marvel, então usa isso para conseguir atenção para algo que não estava rendendo tanta atenção quanto ele gostaria“. 

Mas o diretor se atentou a elogiar o trabalho de Scorsese: “Um dos maiores cineastas que já existiu“, e finalizou todo o debate caloroso dizendo que não levou o que Scorsese falou para o pessoal. 

Segundo o diretor de Guardiões da Galáxia, “Muito do que ele disse foi bom, e além disso… ele não viu os meus filmes. Ele não sabe como são os meus filmes“. 

Vale lembrar que Scorsese causou ‘frisson’ quando no final de 2019 – em uma das coletivas do seu ultimo filme, o elogiado O Irlandês, declarou que a Marvel não faz cinema. Um tempo depois da criticada afirmação o cineasta de clássicos como “Taxi Driver” e “Os Bons Companheiros” elaborou sua opinião em um extenso artigo para o New York Times.

Nesse artigo ele defendeu a opinião que os filmes da Marvel estão dominando todas as salas de cinema com sua forma de consumo e produção desenfreado, enfraquecendo o sistema de autores que querem produzir trabalhos originais para a sétima arte.

Fonte: SiriNerd