Profissionais da saúde comemoram a chegada da vacina


Sendo um dos grupos que irão receber a vacina contra o coronavírus os profissionais de saúde comemoram depois de meses de lutas

Julia Vitoria

Foram meses de trabalho duro, desgaste físico e emocional para cuidar dos pacientes infectados pela covid 19, e agora os profissionais da saúde se sentem mais aliviados e comemoram a chegada da vacina, eles são um dos grupos que receberão a vacina na primeira fase. Nesta primeira fase da vacina cerca de 48 mil pessoas serão vacinadas, dentre este número 42 mil são profissionais da saúde, s outras 6 mil doses do insinuante serão distribuídos entre os 3 mil  idosos com mais de 60 anos que estão em casas de longa permanência, 2,8 mil indígenas e 210 pessoas com deficiências.

A primeira pessoa que foi vacinada no Espírito Santo foi a técnica de enfermagem Iolanda Brito, que tem 55 anos e trabalha no hospital Jayme dos Santos Neves, a primeira dose foi aplicada na segunda-feira dia 18 de janeiro logo após o avião com o lote de  vacinas chegar ao estado. Raimundo Xisto de Ramos Filho é enfermeiro e contraiu o vírus ainda em abril ele fala que teve medo de morrer, ele que é acostumado a cuidar das pessoas, acabou sendo o paciente e em sua mente só ficava o pensamento de quem iria cuidar de sua esposa e filhos. Ele ainda relata  que viu outros colegas adoecerem e que um médico morreu. Ele fala que o colega foi um  soldado abatido pela doença. 

Adenilton Rampineli, médico intensivista relata que além da rotina estressante, lidar com tantas mortes e dores o levou ao limite físico e emocional em vários momentos na pandemia. O médico relata que muitas vezes durante este processo ele foi da notícia sobre o óbito a família e acabava se emocionando ele fala também que os recursos tecnológicos não ajudava em nada e que durante o dia ou no final do mesmo ele assinavam 3 a 4 atestados de óbito e isso a longo prazo pode deixar uma sequela, um trauma nos profissionais de saúde. Contudo com a chegada da vacina o sentimento de esperança aparece de forma intensa, e Rampinelli relata que tem vontade de gritar e  comemorar, e que todos devem abraçar esta causa pois talvez a grande esperança seja a vacina. 

O médico intensivista Antonio Viana fala que a vacina não só ajudará os pacientes com covid, mas também aquelas que tem outras enfermidades e que terão mais leitos disponíveis assim que os casos de coronavírus diminuíram, Antônio fala que as pessoa tem que entender que não existe apenas essas doenças, mas outras patologias também, ele falou que viu diversos tratamentos e cirurgias efetivas serem canceladas por causa da covid 19.

Coronavírus: Ministério da Saúde solicita estoques de fabricantes de seringas para vacinação


A informação foi confirmada nesta segunda-feira (04)

Thais Paim

A vacina contra o novo coronavírus, que já se tornou realidade em alguns países, ainda é motivo de dúvidas e muita expectativa no Brasil. Na última segunda-feira (04), o Ministério da Saúde anunciou que irá solicitar os estoques excedentes dos fabricantes de seringas e agulhas do país como parte dos preparativos para a campanha de vacinação. 

Recentemente, a baixa quantidade de material para realizar a imunização foi motivo de críticas no governo e o anuncio traz novas expectativas sobre a realidade da vacinação estar mais próxima.

 “Isso, enquanto não se concluiu o processo licitatório normal, que será realizado o mais breve possível. Essa requisição visa a atender às necessidades mais prementes para iniciar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19”, afirma a pasta por meio da assessoria de imprensa.

O ministério também declarou que aguarda a informação sobre as quantidades disponíveis em estoque e que pretende iniciar o pregão para compra desses insumos “o mais rápido possível”.

Segundo informações, o pronunciamento sobre a requisição feita pelo ministério acontece depois de uma licitação aberta pela pasta no final de 2020 ter conseguido comprar apenas cerca de 8 milhões de unidades dos insumos, quando o objetivo era conseguir mais de 330 milhões.

Outra medida adotada para tentar controlar a produção e uso desses materiais foi o anuncio de que o governo vai passar a exigir uma licença especial para que fabricantes de seringas e agulhas exportem esses produtos para outros países.