Apesar da sinalização do Ministério da Saúde, Bahia não confirma início de vacinação nesta segunda


Previsão é de que posicionamento final seja divulgado ao longo do dia

Thais Paim

Após sinalização do Ministério da Saúde para início da vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira (18), a expectativa se tornou grande em diversos estados e na Bahia não seria diferente. Até o momento, o governo não confirmou se vai iniciar a aplicação de doses do imunizante ainda hoje. 

A vacinação estava marcada para começar na quarta-feira (20), mas a pasta federal antecipou e abriu possibilidade para que os estados iniciem logo após receber as doses, que já começaram a ser distribuídas a alguns estados. 

O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou não ter recebido documento oficial sobre a autorização de antecipação, até o momento. Além disso, segundo ele, o voo com as doses para a Bahia estava previsto para sair de São Paulo, inicialmente, às 8h50min, mas o horário foi mudado para as 18h. 

Com isso, ele afirmou que: “Se for assim, dificilmente haverá possibilidade de iniciar hoje na Bahia”. 

A Bahia não está entre os 10 primeiros estados a receberem as doses. Serão destinadas 319.520 doses das 6 milhões disponíveis no Brasil, de acordo com informações do G1 Bem Estar. 

“O importante é fazer a distribuição com muita cautela e responsabilidade. São produtos imunobiológicos perecíveis que necessitam cuidado especial. Além da questão de segurança”, completou Vilas-Boas.

Coronavírus: governador anuncia chegada da vacina nesta segunda-feira em Alagoas


Estoque de seringas e agulhas também está garantido

Thais Paim

Os alagoanos iniciaram a semana com um bom motivo para comemorar. O governador Renan Filho (MDB) anunciou que as doses das vacinas contra a Covid-19 devem chegar em Alagoas nesta segunda-feira (18). O pronunciamento foi realizado através das redes sociais, neste domingo (17). 

“A vacina contra COVID-19 foi liberada pela Anvisa. Recebi convite do Ministério da Saúde para receber as doses correspondentes aos alagoanos nesse primeiro momento. A expectativa é que a vacina chegue em Alagoas amanhã. Ao longo do domingo, passarei todas as informações”, disse Renan Filho.

O governador se pronunciou minutos depois que a Anvisa autorizou por unanimidade o uso emergencial das vacinas Coronovac e de Oxford.

Além disso, no último sábado (16), o governador havia determinado que as forças de segurança de Alagoas participem da distribuição da vacina contra a Covid-19. O Ministério da Saúde ainda não informou quantas doses serão enviadas para Alagoas.

O estado tem estoque de 1 milhão e 250 mil unidades de seringas e agulhas para a vacinação contra Covid-19, segundo o próprio governo. 

Covas fala sobre pressão que o estado de SP faz sobre o Governo Federal


Diretor do Butantã faz criticas ao ministério da saúde, de Pazuello

André Lucas

O diretor do Butantan disse hoje que o plano de vacinação para o estado de São Paulo colocou pressão no ministério da saúde para apresentar logo um plano nacional de imunização. 

“Essas idas e vindas, de fato, não são favoráveis ao momento que estamos vivendo e isso se refletiu em outras áreas, como o programa nacional de imunização, que não tinha definido a logística de tudo isso. É uma atuação um pouco vicariante e responsiva à pressão que foi colocada pelo programa de vacinação, que levou boa parte dos estados e municípios a buscar o Butantan pela vacina. Exerceu uma pressão muito grande”. Disse Dimas Covas em uma entrevista ao jornal UOL. 

Dimas explicou que o Butantã trabalha para acelerar a vacina. “O quanto antes começarmos, teremos o efeito clínico, diminuições de assistência médica, que é o que precisamos que aconteça neste momento. Esse vai e vem que aconteceu em relação à vacina foi muito complicado. O Butantan é o maior fornecedor de vacina para o Ministério da Saúde, só a da gripe, oferecemos 80 milhões de doses ao ano. É o maior do mundo em vacinação da gripe. Com essa, esperávamos que fosse a mesma coisa”, afirmou.

No sábado, o ministério da saúde anunciou que toda a vacina que o Butantan produz será adquirida pelo governo federal, e distribuída exclusivamente pelo SUS.  

Dimas falou sobre isso. “Todos os estados que entraram em contato com o governo de São Paulo para obter doses da Corona Vac assinaram “documentos de intenção, que virariam contrato, não havendo incorporação da vacina ao programa nacional”. Uma vez que o Ministério da Saúde se responsabiliza pela distribuição, esses acordos são extintos e a responsabilidade passa a ser Federal. Temos contratos com Argentina, Peru, Bolívia, Uruguai, enfim, vários em andamento e vamos cumprir com um esforço enorme e fornecer a todos as doses para que possam reforçar os programas de imunização.”  

O instituto Butantã apresentou resultados de 78% de casos leves e 100% de casos graves, sendo assim uma das mais promissoras vacinas contra o Covid 19.  

O Instituto fez o pedido do uso emergencial nesta sexta-feira, a Anvisa, no mesmo dia a Fiocruz também pediu para a vacina da Oxford , no sábado a Anvisa anunciou que aceitou o pedido da Fiocruz, já o da corona vac a agência pediu mais informações. 

De acordo com um quadro apresentado no sábado pela Anvisa, os resultados dos testes não foram aceitos, “os resultados da análise interna de desfecho primário do estudo clínico de fase 3″, que provam eficácia acima de 50%. De acordo com o Butantan, o imunizante apresentou 78% de eficácia nos testes.   

A falta de informações foi avisada ao instituto Butantã, que só poderá ter sua vacina aprovada quando apresentar todos os documentos faltantes. 

“A submissão dos documentos técnicos previstos é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas. O grau de confiança nos resultados gerados por um estudo clínico, também chamado de validade interna, deve ser avaliado por uma autoridade sanitária para permitir concluir pela eficácia e segurança de uma vacina experimental”.

Presidente anuncia suspensão da compra de seringas até preços serem normalizados


A informação foi confirmada através das redes sociais

Thais Paim

As polêmicas envolvendo o processo de imunização no Brasil continuam surgindo.  A mais recente foi provocada pelo anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que a compra de seringas foi suspensa até que os preços do material sejam normalizados. 

O posicionamento foi anunciado pela conta no Facebook do presidente, nesta quarta-feira (06). O Ministério da Saúde tomou essa decisão após o preço do produto ter registrado alta, provocada pelo interesse da pasta na aquisição. 

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, afirmou Bolsonaro na rede social.

A intenção é de que a pasta aguarde até que os preços possam ser normalizados. As seringas seriam utilizadas para vacinação da população contra a Covid-19. 

O gestor também explicou que no momento essa decisão não afeta o início do processo de imunização. “Estados e municípios têm estoques de seringas para o início das vacinações, já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, concluiu ele. 

Uma licitação para a compra de seringas e agulhas para a campanha de vacinação contra a Covid-19 foi aberta pelo governo, mas foi possível comprar apenas um pequeno percentual do que estava proposto. 

Diante do fracasso da concorrência, o Ministério da Saúde anunciou que os estoques excedentes dos fabricantes brasileiros desses insumos seriam requisitados, além da adoção de barreiras à exportação desses produtos.

Verão: crescimento de doenças ligadas ao Aedes aegypti causam alerta


Professor de epidemiologia fala sobre medidas de prevenção

A chegada do verão no Brasil traz consigo uma grande preocupação de saúde pública. A ocorrência de chuva em diversas regiões nessa época, cria uma alerta para o crescimento da circulação do mosquito Aedes aegypti e das doenças associadas a ele (chamadas de arboviroses urbanas), como dengue, zika e chikungunya.

O Ministério da Saúde divulgou um boletim epidemiológico sobre o tema, em dezembro, e revelou que entre janeiro e novembro foram registrados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, com 528 mortes. 

Ainda segundo as informações, as maiores incidências aconteceram nas regiões Centro-Oeste (1.187,4 por 100 mil habitantes), Sul (931,3/100 mil) e Nordeste (258,6/100 mil).  Avaliando o mesmo período, as autoridades de saúde notificaram 78.808 mil casos de chikungunya, com 25 óbitos e 19 casos em investigação. 

O maior número de casos foi registrado no Nordeste (99,4 por 100 mil habitantes) e Sudeste (22,7/100 mil). Já os casos de zika, até o início de novembro, totalizaram 7.006, com incidência mais forte no Nordeste (9/100 mil) e Centro-Oeste (3,6/100 mil).

De acordo com o professor de epidemiologia da Universidade de Brasília, Walter Ramalho, é preciso debater sobre o problema do Aedes aegypti e quais medidas são necessárias para impedir sua proliferação. 

“Todos esses materiais, que podem durar muito tempo na natureza, podem ser criadouros do mosquito. A gente tem que olhar constantemente o domicílio, não somente na terra como nas calhas. Este é um momento do começo da chuva. Se não fizermos esse trabalho e se a densidade do mosquito for elevada, não temos o que fazer”, explica Ramalho.

Os dados apontam que o Aedes está no Brasil há mais de 100 anos, mas em alguns momentos já chegou a ser erradicado. Nos últimos 30 anos o inseto vem permanecendo e, segundo o professor Ramalho, se adaptando muito bem ao cenário de urbanização do país.

Ele lembra que não se trata apenas de um cuidado com a própria pessoa e sua casa, mas com o conjunto da localidade, uma vez que domicílios com foco de criação acabam trazendo risco para toda a vizinhança.

O professor da UnB acrescenta que o cuidado no combate aos focos não pode ser uma tarefa somente do Poder Público. Uma vez que qualquer residência, terreno ou imóvel pode concentrar focos, é muito difícil que as equipes responsáveis pela fiscalização deem conta de cobrir todo o território.

“A zika causou microcefalia no Nordeste e em algumas cidades de outras regiões. E precisamos nos preocupar com a chikungunya. Ela causa sintomatologia de muitas dores articulares. Muitas pessoas passam dois, três anos sentindo muitas dores. Isso causa desconforto na vida durante todo esse período”, explica ele. 

Campanha e prevenção

No mês passado, o Governo Federal lançou uma campanha contra a proliferação do Aedes com o lema “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”.  A iniciativa visa conscientizar os cidadãos sobre a importância de limpar frequentemente estruturas onde possa haver focos e evitar a água parada diariamente. 

STF determina que Ministério da Saúde esclareça previsão de início de vacinação contra Covid-19 em 48 horas


A previsão é de que mais de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários sejam vacinadas

Neste domingo (13), o Ministério da Saúde recebeu o prazo de 48 horas para informar datas de início e término do plano nacional de operacionalização da vacinação contra a Covid-19. A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ministro Ricardo Lewandowski. Foto: divulgação

O governou entregou o plano de imunização ao STF na sexta (11) e a divulgação do conteúdo foi feita no sábado (12). De acordo com o documento, a previsão é de que seja disponibilizado 108,3 milhões de doses para mais de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários, divididos em quatro fases.

Segundo a TV Globo, o Ministério da Saúde informou que aguarda a notificação para responder à determinação no tempo solicitado.

Entenda o caso 

Apesar da divulgação do plano, o documento não apresenta uma data para o início da vacinação dos integrantes desses grupos, que incluem profissionais de saúde e idosos, entre outros.

O plano encaminhado ao Supremo é acompanhado por uma nota técnica que estima vacinar esses grupos prioritários ao longo do primeiro semestre de 2021.

No despacho, o ministro determina a intimação do ministro da Saúde e do advogado-geral da União.

“Apresentar uma data, especificar um imunobiológico e apresentar informações sem a devida identificação de uma vacina aprovada pela Anvisa, não condiz com as práticas de segurança e eficiência do Programa Nacional de Imunizações da pasta, que não trabalha com fulcro em especulações desprovidas de confirmações técnicas e científicas”, afirmou o Ministério da Saúde em nota divulgada antes da decisão do STF. 

O ministro Ricardo Lewandowski pediu o adiamento das ações que tratam do tema no STF após a entrega do plano. Já o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, retirou os casos da pauta. A previsão é de que a análise ocorresse na próxima quinta-feira (17). 

Outra previsão é de que o plano seja apresentado e explicado à população na quarta-feira (16) e que o documento ainda pode sofrer modificações durante o seu processo de implementação, segundo a pasta. 

Primeiro caso de reinfecção pelo coronavírus é confirmado no Brasil


A presença de linhagens distintas do vírus SARS-CoV2 foi identificada nas amostras coletadas

Thais Paim

Uma nova notícia tem provocado dúvidas e incertezas na população. O Ministério da Saúde anunciou o primeiro caso confirmado de reinfecção por coronavírus do país. Segundo informações, a paciente é uma médica de 37 anos que mora em Natal e trabalha também na Paraíba.

Os governos do Rio Grande do Norte e da Paraíba foram responsáveis pela identificação do caso e usaram o método da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por sequenciamento genético, que confirmou que a médica foi infectada por duas linhagens diferentes do vírus.

Desde o dia 23 de outubro que o caso vem sendo investigado, a data corresponde ao dia em o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do RN (CIEVS-RN) recebeu a notificação sobre a suspeita.

Entendendo o caso 

Após apresentar alguns sintomas de síndrome gripal (dor de cabeça, dor abdominal e coriza) no dia 17, a paciente realizou o exame RT-PCR na Paraíba em 23 de junho, quando foi confirmada a primeira infecção.

O resultado do teste foi positivo e ela se recuperou após período de isolamento recomendado.

Após alguns meses, a paciente voltou a apresentar um quadro de síndrome gripal no dia 11 de outubro. Agora com sintomas distintos, teve sensação de fraqueza, mialgia (dor muscular), cefaleia frontal (dor de cabeça) e distúrbios gustativos e olfativos (ausências de olfato e/ou paladar).

No dia 13 de outubro, foi realizado um novo teste RT-PCR, também no estado da Paraíba, e teve um novo resultado positivo para presença do vírus SARS-CoV2, indicando novamente a Covid-19.

Processo de análise

Rio Grande do Norte e Paraíba, então, em conjunto, iniciaram a investigação do caso. As amostras da paciente foram encaminhadas para análise no laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A presença de linhagens distintas do vírus SARS-CoV2 nas amostras coletadas foi constada pelo laboratório, confirmando ser um caso de reinfecção, o primeiro no Rio Grande do Norte.

Ministério da Saúde confirmou que a Fiocruz é referência para a investigação laboratorial de casos suspeitos de reinfecção pelo vírus SARS-Cov2. 

Outros cinco casos estão em investigação, de acordo com a Sesap. Outros três foram investigados, mas não tinham viabilidade para análise. A pasta informou que conta com um protocolo para investigação de possíveis casos de reinfecção desde o dia 20 de outubro.

Os nove casos investigados são de Natal (7), São Gonçalo do Amarante e Parnamirim.

Comitê técnico para acompanhar vacina de Oxford é criado pelo Ministério da Saúde


Decisão foi publicada no Diário Oficial da União

Thaís Paim

Foi anunciada nesta segunda-feira (07) a criação de um comitê técnico para acompanhar o desenvolvimento da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19. A iniciativa foi feita pelo Ministério da Saúde.

Segundo informações, o objetivo é realizar o acompanhamento das ações de pesquisa, desenvolvimento, produção, contratualização, transferência e incorporação tecnológica da vacina. A portaria que prevê a criação desse comitê técnico foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.

O comitê técnico será composto por representantes do gabinete do ministro da Saúde e das secretarias executiva; de Vigilância em Saúde; e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde – todas do Ministério da Saúde. Além disso, está previsto que será feito o envio de relatórios quinzenais sobre o acompanhamento das ações.


Especificações do comitê técnico

Cada representante terá um suplente, que o substituirá em caso de ausências ou impedimentos e a coordenação será de responsabilidade da secretaria executiva.

O comitê técnico terá a duração de até 180 dias, contando a partir da data de publicação da portaria e pode ser prorrogado por igual período. Através de sua coordenação, o conselho poderá convidar agentes públicos, especialistas e pesquisadores de instituições públicas e privadas para participar de suas reuniões.

As reuniões irão ocorrer, em caráter ordinário, quinzenalmente, e, em caráter extraordinário, sempre que o coordenador convocar. De acordo com a portaria: “A participação no comitê técnico será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada”. Pensando no deslocamento durante o cenário de pandemia, está previsto que os membros e convidados do comitê que se encontram no Distrito Federal possam se reunir presencialmente. Já os membros e convidados que residam em outras unidades federativas vão participar da reunião por meio de videoconferência.

Ministério da Saúde promete destinar R$522 milhões para bancar processamento final da vacina contra a Covid-19


O Ministério da Saúde quer garantir R$ 1, 9 bilhão para a produção de 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19. De acordo com o órgão, a Medida Provisória para viabilizar o crédito está em estudo no Ministério da Economia. Ontem, em coletiva de imprensa, secretários da pasta explicaram que o valor é necessário para subsidiar as despesas com a vacina. Do total, R$ 1,3 bilhão será destinado ao pagamento do laboratório AstraZeneca, previsto no contrato de encomenda tecnológica feito pelo Ministério da Saúde.

O restante do valor será utilizado para pagar o processamento final da vacina pela Bio-Manguinhos, da Fiocruz ( R$ 522,1 milhões); e para investimentos necessários de absorção da tecnologia de produção pela Fiocruz ( R$ 95,6 milhões).

Na última sexta-feira, a Fiocruz assinou um Memorando de Entendimento com o laboratório AstraZeneca para estabelecer os termos e condições para o contrato de produção da vacina. De acordo com informações do ministério da Saúde, o contrato deve ser assinado até o dia 14 de agosto.

Grupos de risco e profissionais de serviços essenciais terão prioridade quando a vacina contra o novo coronavírus começar a ser aplicada. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Helio Angotti Neto, após comprovada a eficácia da imunização esse cronograma será definido.

O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou que o país tem capacidade para ministrar a vacina sem grandes problemas. “ O Brasil detém o maior programa nacional de imunização do mundo, tem expertise, não só de definir o público-alvo prioritário, como também a logística para chegar a cada um dos municípios as doses das vacinas e acompanhar a cobertura, fazendo a logística dentro de uma gestão tripartite”, declara.

Gilmar Mendes critica omissão do Exército em relação a pandemia do coronavírus no Brasil


” O Exército está se associando a esse genocídio” declarou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).  A  declaração foi dada no último sábado. Mendes avalia como não aceitável o vazio no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia de coronavírus e afirmou que, se o objetivo de manter um militar à frente da Pasta é tirar o protagonismo do governo federal na crise. O Brasil ultrapassou 1,8 milhão de casos confirmados de Covid-19 e 71,5 mil mortes por conta da doença, segundo o último boletim do consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo.

Sem titular desde a saída de Nelson Teich, em 15 de maio, que ficou menos de um mês no cargo após substituir Luiz Henrique Mandetta, o Ministério da Saúde está sob o comando do número dois da Pasta, general Eduardo Pazuello, sem, no entanto, ser efetivado no comando. A experiência do militar está ligada à área de logística e não à saúde.

 Gilmar Mendes fez a crítica quando falou sobre o direito à boa governança. Ele participou de uma live promovida pela revista Isto É no sábado, na qual estavam também Mandetta e o médico Drauzio Varella.

– Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Pode se ter estratégia e tática em relação a isso. Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso – disse o ministro do STF.

Mendes, que disse na live estar em Portugal, citou que o Brasil está com a imagem ruim no exterior.

– Acho que, de fato, somos uma nas maiores nações do mundo. Vejo aqui em Portugal toda hora notas ruins em relação ao Brasil e em relação ao nosso processo civilizatório. É altamente constrangedor, as pessoas perguntam o que conteceu com o Brasil – disse, completando: – Agora, o Brasil é muito mal visto.

Mandetta reclamou do que chamou de aniquilação do Ministério da Saúde e afirmou que a União é a grande ausente na pandemia.

– Eu disse a eles: troquem o ministro, mas não troquem o corpo técnico porque ele é muito bom. Mas, parece que, na minha sucessão, trocaram metade e, depois, trocaram absolutamente todo o corpo ministerial técnico – disse, afirmando que fala-se sobre as declarações do ex-ministro Sérgio Moro sobre a intervenção na Polícia Federal, mas é preciso falar sobre a ingerência no Ministério da Saúde: – Acho muito importante que averiguemos a ingerência na Policia Federal. Agora, o desmanche do Ministério da Saúde na maior pandemia do século, e não é nem uma interferência, é uma aniquilação do Ministério da Saúde, é uma uma ocupação militar do Ministério da Saúde… Um Exército que, lá atrás, definiu nas suas bases pela ciência e pelo iluminismo não é esse Exército.

O ex-ministro disse ainda que “desligamos as luzes e estamos passando pelas grandes trevas da ciência”.