Eduardo Pazuello será substituído após o início da distribuição da vacina


A confusão em torno do Plano Nacional de Imunização e os erros de logística, desgastaram a imagem do ministro da saúde

André Lucas

Informações divulgadas pela jornalista Thaís Oyama, afirma que o ministro Eduardo Pazuello será substituído após o início da vacinação  contra o Covid 19 no Brasil. O militar da reserva será trocado possivelmente por Ricardo Barros do Partido Progressista.  O atual líder do governo na Câmara, Barros, já foi ministro da saúde na gestão do governo de Michel Temer.   

Pazuello foi lançado como ministro da saúde em meio a crise do corona vírus, após as saídas seguidas dos ex ministro  Mandetta  e Teich respectivamente, o presidente da República Jair Bolsonaro enxergou que médicos formados não iam se posicionar ao lado do governo, que defendia uma quarentena  vertical e o uso da cloroquina (sem comprovação da eficácia) como tratamento preventivo ao vírus.

 As contradições dos pensamentos entre os ministros da saúde e o presidente da República causaram atritos que desgastaram o governo durante a crise sanitária. Com o objetivo de evitar esses atritos internos que tiravam a credibilidade do próprio governo federal, Bolsonaro optou por botar alguém de confiança no comando da pasta. 

Eduardo Pazuello é homem de confiança de Bolsonaro, e se destacou entre os demais por ter habilidades na área da logística, o que seria importante para a tarefa de obter insumos para a produção da vacina, aparelhos respiradores, utensílios médicos e distribuição da vacina para a população brasileira. 

Uma das vezes em que o militar mostrou sua capacitação na área da logística foi quando liderou a operação acolhida, que ajudou refugiados venezuelanos que fugiram para o estado de Roraima. 

A alguns messes atrás o próprio ministro da saúde ( por enquanto) já vinha desgastando  a própria imagem com declarações sobre sua relação com presidente, Pazuello chegou a dizer: 

 “Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece. Mas a gente tem um carinho, entendeu? Dá para desenrolar, dá para desenrolar”. 

O ministro se coloca como submisso do presidente e fica evidente que não existe autonomia no ministério da saúde, ao que tudo indica o Ministério da Saúde é comandado por um “fantoche” que apenas segue as vontades política do Bolsonaro, algo que incomodou muita gente, até mesmo dentro do próprio governo. 

Porém o que realmente levou a atual gestão da pasta da saúde a uma sinuca de bico foi o vai e vem do Plano Nacional de Imunização da população brasileira, que não estar definido completamente, e erros de logística retardaram ainda mais o início da distribuição da vacina no país. O ministro falhou em arrecadar insumos para a aplicação das vacinas, das 339 milhões de unidades de seringas necessárias , o ministério só arrecadou 7,9 milhões até agora, o que colocou em duvida a capacidade do ministro de gerenciar o processo de Imunização da população. 

Pazuello pede ajuda ao ministério da economia. 

Como solução para o problema da falta de agulhas e seringas, o ministro da saúde pediu ao ministério de Paulo Guedes que restringisse a exportação desses insumos necessários (e em falta) para a distribuição da vacina no país. O argumento do ministério da saúde é que o decreto assinado pelo presidente em junho do ano passado, que proíbe que o país exporte utensílios e insumos usados na higienização e no tratamento contra o covid 19, inclui seringas e agulhas na lista de produtos com a exportação vetada até o fim da pandemia.  

Plano nacional de imunização e a previsão de começar a vacinação


Governo divulga o PNI nessa terça e prevê para final de fevereiro o início da vacinação

André Lucas

Na última quarta-feira dia 16, o governo federal apresentou o Plano Nacional de Vacinação (PNI). Enquanto países de primeiro mundo já começaram a vacinar a população como, por exemplo, os Estados Unidos e Reino unido, no Brasil a vacinação estar prevista para março do ano que vem.

A vacina levantou debates longes do campo técnico e científico. Está sendo discutido no Superior Tribunal Federal (STF) se a vacina deve ou não ser obrigatória e se os estados e municípios tem autonomia para elaborar o próprio plano de imunização ou essa competência é exclusiva do governo federal.

O STF está começando essa semana a julgar pautas relacionadas ao coronavírus. Uma é a obrigatoriedade da vacina, e se os pais tem o direito de não permitir que os filhos tomem a vacina por motivos religiosos, filosóficos, ou políticas. Outra questão é se os estados e municípios têm autonomia para desenvolver o próprio plano de vacinação com aquisição de vacinas e logística de distribuição. As sessões acontecerão essa semana.

O STF já tinha se envolvido no Plano Nacional de Imunização antes, quando o projeto foi apresentado sem data de iniciação e sem um cronograma bem definido do processo de distribuição. A ministra Carmem Lúcia deu 48 horas para o governo apresentar datas.

O Ministro da Saúde Eduardo Pazuello tentou minimizar o cenário de críticas e cobranças argumentando que a presa é angústia e ansiedade e que não era necessário esse sentimento agora. 

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: divulgação

“O povo brasileiro tem a capacidade de ter o maior programa de imunização do mundo. Somos os maiores fabricantes de vacina da América Latina. Para que essa ansiedade e essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando”, afirmou Pazuello.

Já sobre a logística o ministro informou: “a logística é simples. Apesar de o nosso país ser deste tamanho, nós temos estrutura, nós temos companhias aéreas, Força Aérea Brasileira, e toda a estrutura já planejada”

Pazuello ainda informou que a partir da data que determinada vacina conseguir registro na Anvisa, 5 dias depois o governo vai comprar e distribuir. 

O CN já fez um artigo mostrando o desempenho de cada uma das vacinas presente no país. Veja agora as informações atualizadas.

Pfizer:

A vacina estar no último estágio. Nessa quarta feira a empresa protocolou os resultados e dados da fase 3 e entregou a Anvisa. Segundo o site da Agência reguladora os documentos estão sendo analisados. A Pfizer tem um acordo com o Brasil pré assinado, de vender 8,5 milhões de doses no primeiro semestre e mais  61,5 no segundo.

Coronavac:

No dia 23 de dezembro o protocolo com a fase 3 será entregue a Anvisa. O anúncio veio do Instituto Butantan. Hoje o Instituto ofereceu uma proposta para o Ministério da saúde, ainda sem nenhuma resposta. A parceria com o governo de São Paulo vai muito bem, mas o governo federal não parece “confortável” em negociar a vacina chinesa.

“Nada será despendido agora para comprarmos uma vacina chinesa que eu desconheço, mas parece que nenhum país do mundo está interessado nela”, expressou Jair Bolsonaro.

AstraZeneca

Ultima informação sobre o desempenho da vacina Oxford é o grande índice de eficácia comprovado na fase 2 no mês passado nenhuma notícia nova para repassar.      

A previsão do governo federal é no final de fevereiro começar distribuição. O PNI estar disponível na íntegra caso seja de seu interesse.