Playboy terá modelo plus size na capa


A próxima edição da revista ‘Playboy’ será com uma modelo plus size. A imagem divulgada pela publicação no Instagram, nesta segunda-feira, mostra Fluvia Lacerda com um olhar sereno, cabelos ondulados e maquiagem leve.

Fluvia, de 36 anos, é conhecida no meio pela sua voluptuosidade e pela sua beleza. A modelo é chamada de Gisele Bündchen GG e vive em Nova York. Ela é uma das mais requisitadas na área plus size.

No entanto, a nova edição intitulada ‘Playboy Verão 2017’ é para colecionadores e a venda só estará disponível por meio do site oficial da revista.

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Fluvia Lacerda             Foto: divulgação

Lei Maria da Penha: um divisor de águas


Norma amplia a punição de agressores

Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a Lei 11.340 ou Lei Maria da Penha (LMP), como é mais conhecida, castiga com rigor os homens que atacam as mulheres ou ex no ambiente doméstico. Karla Ramos define a norma como uma das três melhores do mundo no tema. “É uma conquista dos movimentos sociais das mulheres brasileiras”, diz. A chefa da SPM-BA defende que devemos lutar para que a mesma seja efetivamente aplicada em todos os seus artigos propostos. “Essa lei não pode ficar apenas no papel”, afirma.

Eduardo Kruger
Delegado Eduardo Kruger                 Foto: Arquivo pessoal

Eduardo Kruger acredita que a LMP trouxe instrumentos importantes para a repreensão dos crimes já ocorridos de violência doméstica contra a mulher, como as medidas protetivas de urgência, e a impossibilidade de aplicação da lei que regulamenta os crimes de menor potencial ofensivo a estes casos. “Entretanto, isso não é sinônimo de combate à violência. Combate a violência se faz com educação”, esclarece.

Marinaldo Santos
Marinaldo Santos, presidente do SINDPSI-RJ Foto: Com. SINDPSI-RJ

Marinaldo Santos reconhece os benefícios que a LMP traz, mas aponta algumas barreiras a serem superadas. “As dificuldades de chegar ao juízo são tantas que a vítima acaba desistindo da queixa”, declara ele, que define a justiça brasileira como morosa e desacreditada.

Enfrentando o problema de frente

Medo, vergonha, empatia com o agressor. Muitos são os motivos que levam uma mulher a não apresentar uma denuncia nos casos de violência. O presidente do SINDPSI-RJ aconselha que as vítimas de violência que busquem auxílio nas políticas existentes como, por exemplo, a Delegacia Mulher para que o agressor possa ser responsabilizar pela violência ou violências. “A partir daí buscar tratamento para ser ajudada psicologicamente e ser imponderada para enfrentar a situação que pode perdurar por algum tempo”, ensina Marivaldo.

Segundo o delegado Kruger, há mulheres que conseguem solucionar a situação com apoio de familiares ou amigos, não necessitando da intervenção do Estado. “Desta forma a vítima não se expõe e consegue superar a questão de forma menos traumática”, argumenta. Entretanto, há casos em que a intervenção policial é a única forma de se ver livre das agressões. De acordo com o policial, o procedimento da Polícia em queixas de violência doméstica é simples. “Elabora-se um boletim de ocorrência, encaminha-se o pedido de medida protetiva se a vítima o fez, para o Poder Judiciário analisar, ouvem-se eventuais testemunhas, produzem-se as perícias como exame de lesões, interrogamos o suspeito e encaminhamos o inquérito ao Judiciário para que os autos sejam enviados ao Ministério Público oferecer a denúncia”, detalha o especialista.

Marivaldo do SINDPSI-RJ aconselha às vitimas de violência a buscarem também o auxílio de um profissional da psicologia. “Este profissional pode promover auxílio em processos de autodescoberta, fortalecendo a autonomia, autoestima e o poder de decisão da mulher, descobrindo com ela novas alterativas para lidar com a situação”, finaliza.

Saiba mais: Lei Maria da Penha na íntegra

Manobrista é atropelado após cobrar R$6


Reprodução do Facebook
Reprodução do Facebook

O manobrista Marcílio Cardoso, 28 anos, foi atropelado por uma cliente que se recusou a pagar o estacionamento do Hospital Cárdio Pulmonar na avenida Garibaldi, na noite desta sexta-feira, 11. O serviço de estacionamento do hospital é administrado pela Well Park.

O atropelamento aconteceu após Marcilio informar a cliente que ela havia ultrapassado o limite de 15 minutos de tolerância do estacionamento, tendo de pagar a diferença de R$ 6. A mulher se negou a pagar, alegando que excedeu o tempo por causa de um outro cliente, que demorou de efetuar o pagamento. Quando ultrapassou a cancela, atingiu o funcionário com o veículo.

Os primeiros atendimentos à vítima foram prestados por uma equipe do hospital. Segundo o gerente de operações do estacionamento Well Park, André Siqueira, a mulher não teria demonstrado arrependimento. “Em todo momento que estive ao lado da mulher, ela esteve fria o tempo todo”.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado por uma testemunha, que encaminhou o manobrista ao Hospital São Jorge (Pan de Roma). Marcílio já teve alta e está em casa.

A cliente prestou depoimento na delegacia e foi liberada. O caso está sendo investigado pela 7ª Delegacia, no Rio Vermelho.

Ronda Maria da Penha ganha sede em Salvador


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Inauguracao da sede do RMP                  Fotos: Eloi Correa
Em celebração ao mês da mulher e em comemoração ao aniversário de um ano da criação da Ronda Maria Penha (RMP), o Comando Geral da Polícia Militar da Bahia, com apoio da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), inaugurou ontem (10) pela manhã, a Sede da Ronda Maria da Penha, localizada no Distrito Integrado de Segurança Pública em Periperi – DISEP, em Salvador.
A implantação de uma sede para a RMP amplia as possibilidades de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, e proporciona estrutura para que treinamentos e oficinas sejam realizados. Além disto, cria a possibilidade de oferecimento de serviços mais completos às vítimas, a exemplo da criação de espaços para crianças acompanhantes. Desta forma, é esperado que o resultado que já vem sendo alcançado seja ainda mais positivo.
Estiveram presentes na solenidade: a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana; o Secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa; o Comandante Geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão; a Desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia, Nágila Brito; a Delegada Fernanda Porfírio de Sousa, que esteve representando o Delegado Geral da Polícia Civil, Bernardino Brito; a Chefa de Gabinete da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, Karla Ramos, dentre outras autoridades.
Durante seu pronunciamento, a Secretária Olívia Santana ressaltou a importância da Operação Ronda Maria da Penha: “As mulheres baianas agradecem a implantação da Ronda, pois, ela fortalece a mulher, faz com que acreditem que podem e devem denunciar, além de buscar seus direitos. Uma coisa é o que a lei estabelece, outra é ver uma rede de proteção se erguendo para concretizar esse direito estabelecido”, explicou.
Assistida há três meses pela Operação, a jornalista Reicy Veridian Silva Damasceno destacou a importância de iniciativas como a RMP. “A violência contra a mulher está em todas as classes sociais. Não é um problema de governo, é um problema de educação. Há três anos, comecei a sofrer a violência, quando meu ex-companheiro me jogou borra de café quente no rosto, além de me dar chutes e puxões de cabelo. Tudo isso no período gestativo. Venho enfrentando essa guerra, essa luta de difamações. Hoje, eu sou uma mulher um pouco mais feliz. Agradeço ao governo pelo projeto, pois, sempre que preciso de ajuda conto com a Ronda Maria da Penha”, concluiu Reicy.
A Ronda
A RMP foi criada através de um Termo de Cooperação, de uma ação integrada entre as secretarias de Política para as Mulheres, de Segurança Pública (SSP), a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça.
A ronda prevê acompanhamento dos casos nos bairros, realizando trabalho preventivo através de conversas com as famílias e com mulheres que são vítimas de violência doméstica, com intuito de evitar que haja continuidade dos casos.
A Operação já realizou 22 prisões em flagrantes, 83 palestras, 90 cumprimentos de ordem judicial, além de realizar o acompanhamento de 232 mulheres.

Projeto Mulher com a Palavra entra em ação


Contando com o patrocínio e a sensibilidade da Bahiagás, Elza Soares é a convidada da primeira edição do projeto Mulher com a Palavra”, uma ação que busca discutir o empoderamento feminino por meio da arte. A cantora, que tem mobilizado a atenção das mulheres com a música Maria da Vila Matilde, vai soltar a voz no palco do Teatro Castro Alves, mas dessa vez não será pelo canto, e sim numa conversa sobre a atual situação das mulheres e como ela se reinventou através da arte.

 A história da mulher negra que sofreu com a pobreza nos anos de 1940 e foi declarada “cantora do milênio” pela BBC de Londres em 2000 será o ponto central para falar de gênero e conquista de espaços. A conversa terá a participação da secretária Olívia Santana e mediação da jornalista Malu Fontes. O evento marca o Dia Internacional da Mulher e será realizado em 08 de março às 20h. “Ser negra, mulher e brasileira é para mim um grande orgulho e minha maior missão. Que todas as mulheres sejam homenageadas. Somos a grande força do mundo e nosso caminhar é sagrado”, declara Elza.

 “Elza é a mulher do fim do mundo, que veio do planeta fome, como ela mesma se define. Acredito que ela tem muito a nos dizer. Sua fala forte faz uma releitura da sua própria vida, buscando fortalecer outras mulheres que ainda não conseguiram se libertar”, declara a Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Olívia Santana.

Os ingressos serão vendidos a preços populares nos valores de R$ 10,00(inteira) e R$ 5,00 (meia entrada). Informações na bilheteria do Teatro e no site www.ingressorapido.com.br

ConviteMulherComAPalavra