Confira 3 erros que todo empreendedor deve evitar


Apesar de não existir uma receita infalível, alguns cuidados podem ser adotados 

Thais Paim

Todo empreendedor provavelmente já se fez essa pergunta: como criar uma empresa de sucesso e ganhar dinheiro? A receita infalível não existe, mas quem carrega anos de experiência no mercado pode ter algumas dicas muito úteis para ensinar. 

Quando decidimos empreender e, assim, arriscar nossa pele em um ambiente muitas vezes hostil e desconhecido, percebemos que contamos muito mais com nosso feeling para a sobrevivência nos negócios do que propriamente com um manual de instruções pronto.

Quer dizer então que as boas práticas não existem no empreendedorismo? Claro que existem. E elas são muito úteis. Porém, se apostarmos todas as nossas fichas em experiências alheias é provável que tenhamos mais fracassos do que acertos.

O motivo? No ambiente empreendedor, o sucesso acaba sendo supervalorizado, enquanto os erros são varridos para baixo do tapete. Afinal, ninguém gosta de perder e admitir isso em público.

Pensando nisso, reunimos 3 erros mais comuns entre empreendedores.

1 – Sociedade baseada na amizade

É muito importante empreender ao lado de pessoas que conhecemos e confiamos, como amigos e familiares. Afinal, trazemos para perto de nós pessoas de nossa convivência diária. Contudo, se a sociedade estiver baseada apenas nesse critério, nem a sociedade nem a amizade provavelmente vai durar muito tempo.

Não deixe de avaliar a competência dessas pessoas. 

2 – Negócios aleatórios

Quando escolhemos uma carreira profissional, geralmente procuramos áreas que refletem nossas habilidades, gostos e valores. Nos negócios, a lógica deve ser a mesma. Empreender por empreender pode provocar grandes prejuízos pessoais e financeiros. Invista seu tempo e seu dinheiro em algo que possa ser rentável e satisfatório.

3 – Terrenos desconhecidos

Se você não sabe onde está pisando, provavelmente terá de delegar a administração da empresa para alguém que saiba. Delegar é bom, mas ceder a gestão a outras pessoas pode ser um tiro no pé. Por isso, antes de se arriscar em terrenos desconhecidos, procure aprender tudo a respeito desse novo segmento. Pesquise, estude, prepare-se.

Fonte: Valor Investe 

Pensando em abrir um negócio? Série com foco no empreendedorismo traz diversas dicas


Conteúdos podem auxiliar nos primeiros passos do novo empreendedor

Thais Paim

Quem deseja começar um negócio sabe que é preciso muitos processos. A pesquisa, o investimento, estratégias de marketing e autogestão, mas a lista não para por aí. Com tantas informações é muito comum se sentir confuso e um pouco perdido. Foi pensando nisso que a TV Jornal está exibindo a série de vídeos “Minuto do Empreendedor”, uma realização da UNINASSAU com temas voltados para o empreendedorismo.

Além dos vídeos, que serão exibidos de segunda-feira (26) a sexta-feira (30), durante o TV Jornal Meio-Dia, o programa Edição do Meio-Dia, da Rádio Jornal, também irá divulgar os diferentes temas abordados pelos professores da instituição, entre eles: Estratégias de Marketing, Autogestão, Neuroarquitetura, Trabalhabilidade e Tendências de Mercado.

Se você não acompanhou o conteúdo exibido, o primeiro vídeo da série fala sobre Estratégias de Marketing. O professor da UNINASSAU e consultor de empresas, Hans Stephan, abordou como os empreendedores podem investir em marketing digital e físico para alcançar resultados favoráveis para o seu negócio. Confira clicando aqui

A professora e doutora em microfinanças, Paula Callado, também apresentou um conteúdo muito importante e trouxe para o Minuto do Empreendedor pontos de destaque sobre a autogestão. Quais são as suas dificuldades e como criar hábitos para melhorar a gestão do tempo, atividades e finanças? Entenda mais sobre o tema:

Para falar de Neuroarquitetura, a professora da UNINASSAU e especialista no assunto, Maiana Araújo, detalhou como essa nova área pode contribuir para o empreendedorismo.

Se você se interessou pelas informações e quer acompanhar esse conteúdo, é só acessar o perfil no YouTube JC360.

Fonte: NE10 

Veja como os pratos típicos são oportunidade de negócio durante todo o ano


Senai está oferecendo minicursos on-line 

Thais Paim

Se você está sem uma fonte de renda ou já tem um negócio do setor de alimentos, o São João em casa pode representar uma oportunidade para todo o ano. Em 2020, foi registrado recorde no número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) em cinco anos: 2,6 milhões. Desses, 106 mil são do setor Fornecimento de Alimentos para Consumo Domiciliar, o terceiro setor com maior crescimento em comparação com 2019. 

Pensando em ajudar os empreendedores de todas as regiões do país a se profissionalizarem e não perderem a ocasião, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com minicursos on-line e gratuitos de comidas típicas em uma nova plataforma de capacitação em vídeos, chamada SENAI Play.

Sobre a plataforma 

Além das receitas, o aluno também aprende boas práticas de fabricação e mise en place – etapa importantíssima do preparo, de organização dos ingredientes nas quantidades corretas. Os cursos têm de duas a 19 horas de duração e incluem até um momento de perguntas e respostas para garantir que o futuro chef esteja preparado.

Na lista dos cursos oferecidos na plataforma do SENAI Play, também aparecem ingredientes e pratos dignos de polêmica. Quem nunca entrou em uma discussão “é macaxeira, mandioca ou aipim?”, que também tem o nome de castelinha, uaipi, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre, mandioca-brava e mandioca-amarga. E se apresenta como um ingrediente versátil e capaz de render diversos pratos.

O milho, por exemplo, é ingrediente obrigatório no cardápio junino. E tem uma explicação: junho é o mês da colheita de cereal – e quem ajuda nessa missão, garantindo as chuvas no período que antecede, é São Pedro, um dos três santos homenageados no período, ao lado de São João e Santo Antônio. Pamonha, canjica, cuscuz, pipoca, milho cozido e bolo de milho são alguns dos doces e salgados mais consumidos.

Símbolo da cultura nordestina, o forrozeiro Genival Lacerda cantava sobre “o mungunzá bom danado”, uma das iguarias que migrou da região e recebeu outros nomes, como manguzá, mukunza, mucunzá, canjica e chá de burro.

Fonte: Portal da Indústria 

Baiana se reinventa após queda da demanda para costura de roupas juninas; conheça essa história


Analice da Paixão precisou mudar de foco para não sofrer grandes perdas em sua renda

Thais Paim

A empreendedora Analice da Paixão, de 46 anos, relembra como o trabalho de costureira foi movimentado no último São João, em 2019. Da sua casa, na zona rural de Serrinha, a 190 quilômetros de Salvador, ela costumava produzir roupas juninas para quadrilhas e quem mais batesse à sua porta.

Com o cenário de pandemia, tudo está diferente. Analice relembra a grande demanda que sempre teve em busca do seu trabalho e conta como foi o início da sua trajetória. “Em 2005 comecei a ser requisitada para coisas de São João. Fizemos uma festa de São João aqui em Mandacaru [zona rural de Serrinha], e um foi falando para o outro, foi o boca a boca, até que um monte de gente foi me conhecendo”, lembra ela.

Mudança e adaptação

Costureira há mais de 10 anos, a paixão aprendida com a mãe deu espaço a outra coisa que ela também herdou: o amor pela plantação. Após sofrer com a redução dos trabalhos de costura, foi esse amor que fez com que Analice não encontrasse problemas financeiros para sobreviver.

Se reinventar para encontrar uma nova fonte de renda trouxe bons frutos para a empreendedora, que afirma: “Graças a Deus não sofremos impacto nesse sentido [econômico]”.

Há dois anos ela decidiu focar na plantação de frutas, verduras e legumes, por meio de uma horta em casa, que cuida junto com o marido. “A agricultura familiar traz vida para o agricultor. A gente que vive na zona rural não tem oportunidade. É uma força e tanto para nós que vivemos da roça”, destaca.

Histórias de mulheres empreendedoras

Com 35 anos de fundada, a Associação Comunitária Agropastoril de Curral Novo e Jacaré, em Juazeiro, no norte da Bahia, nunca havia passado por uma crise como a causada pela pandemia da Covid-19. Para não reviver o cenário do ano passado, a solução encontrada foi a venda dos produtos pela internet.

“Vendemos somente para a Bahia, e no São João tinha muita saída. Mas com a crise, essas vendas pararam e a gente foi para a internet. Foi o que salvou a gente. Temos vendido bastante, até para Salvador, e acredito que nosso faturamento já é 50% maior do que no ano passado”, conta Marineide Arcanjo, que faz parte da associação.

Ainda segundo Marineide, os produtos que mais têm saída são o doce de umbu e o licor tamarindo.

Quem também gera renda com uma iguaria muito apreciada no período de festejos juninos é a Associação das Mulheres Empreendedoras de Buerarema (Ameb). As integrantes produzem balinhas de genipapo no município de Buerarema, no sul da Bahia.

Mesmo sem São João existe a expectativa de maior procura das balinhas para este ano. Elas também produzem licores variados e esperam aumento de vendas neste período junino.

“A nossa demanda, há dois anos, é direcionada para a loja da Cesols, mas a gente quer expandir e ter essa demanda no período junino, caso seja possível”, explica Maria das Graças Silva Santos, presidente da Ameb.

Além desse doce, as mulheres da Ameb produzem geleia de mel de cacau, farinha de Buerarema, balas de cupuaçu, mel de cacau, torrão de cacau no pilão, nibs de cacau e barrinhas de chocolate com semente do cupuaçu, entre outros produtos orgânicos.