Prefeito de Magé é acusado de nepotismo


Prefeito disse que é tudo uma grande coincidência ter nomeado sete parentes para o seu mandato

André Lucas

O Ministério Público do Rio De Janeiro abriu um inquérito contra o prefeito nomeado em Magé, Renato Cozzolino, que está sendo acusado de nepotismo por indicar sete parentes para as secretarias do município, entre elas a tão importante secretaria da educação. 

 Em resposta ao caso, a prefeitura de Magé disse que as nomeações com vínculo parental não são inconstitucionais e que todos os nomes foram escolhidos por capacitação, experiência e preparo. 

A prefeitura faz ainda uma ressalva, que não são sete pessoas com vínculo de parentesco como indica o Ministério Público, pois o cunhado do prefeito não pode ser considerado parente. 

Em uma entrevista o prefeito de Magé, Renato Cozollino destacou que das 16 secretarias nove não são ocupadas por parentes. Informou que os nomeados são próximos e de sua confiança, que todos foram escolhidos pela experiência e competência. Cozzolino chamou de coincidência o fato de ter nomeado sete parentes para as secretarias do município. 

“Então, as pessoas que eu escolhi para compor o meu governo são pessoas qualificadas, técnicas, preparadas para tal função e pessoas da minha confiança. E, se não trabalhar, não der o melhor para a população, eu vou exonerar no outro dia. Eu botei aqui metas”, destacou o prefeito de Magé. 

A vice-prefeita é Jamille Cozzolino, irmã do prefeito. Além de vice, foi nomeada como secretária de Educação e Cultura. Jamille Cozzolino é pedagoga e não tem experiência nenhuma com gestão. 

Até a esposa, o prefeito nomeou para secretaria, para ela ficou a secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Lara Adario se diz jornalista em suas redes sociais, porém segundo o prefeito ela tem experiência com assistência social, “já trabalhou no governo do estado”, afirmou o prefeito. 

Além da secretária da Educação e da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, na mão da irmã e da noiva sem capacitação e experiência, outra polêmica é a secretaria do trabalho que tem sua pasta nas mãos de Fernando José Assunção Cozzolino, secretário de Trabalho e Renda, é primo do prefeito. Ano passado, ele foi denunciado em uma reportagem do RJ2 por ser servidor fantasma da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele aparecia batendo ponto em uma escola, da qual seria dono, e não na assembleia. 

Em resposta ao questionamento, o prefeito de Magé falou, “Aqui é obrigação trabalhar. Quem não trabalha não fica no meu governo”. 

Outra polêmica é a secretaria de esporte e lazer. O secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade, Felipe Menezes de Souza, é marido da vice-prefeita e cunhado do prefeito. Quando ele foi candidato a vereador, ele declarou ser comerciante e ter um açougue.

A lista com todos os nomes dos secretários com vínculo de parentesco com o prefeito: 

Jamille Cozzolino – irmã do prefeito, vice-prefeita e secretária de Educação e Cultura;

Lara Adario Torres – noiva do prefeito e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos;

Fernando José Assunção Cozzolino – primo do prefeito e secretário de Trabalho e Renda;

Vinícius Cozzolino Abrahão – primo do governo e secretário de governo;

Mauro Raphael Cozzolino Nascimento – primo do prefeito e nomeado para a Secretaria de Fazenda;

Felipe Menezes de Souza – cunhado do prefeito e secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade;

Samyr Harb – tio do prefeito é nomeado para a Secretaria de Infraestrutura. 

Itabuna: Fernando Gomes enfrenta Ministério Público


Uma polêmica envolve o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM). Contrariando  recomendação do Ministério Público estadual (MP), Gomes decidiu manter como secretários municipais a esposa, Sandra Neilma (Assistência Social), e um sobrinho, Dinailson Oliveira (Administração). Para o MP, eles não têm qualificação técnica para os cargos e a presença dos dois na gestão caracteriza nepotismo.

Prefeito fernando gomes
Fernando Gomes desafia MP Foto: divulgação

A Procuradoria do Município defende a competência de ambos para exercer as funções: Sandra, por ter sido secretária em outra gestão; Dinailson, por ter dirigido uma fundação. O MP ameaçou entrar na Justiça caso os parentes do prefeito não sejam exonerados. No começo do ano, Gomes exonerou o filho Sérgio Gomes da Secretaria de Transporte após denúncias da OAB que ganharam repercussão nacional.