Bill de Blasio critica postura de Bolsonaro em Nova York


O prefeito de Nova York declarou “se o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não quer se vacinar contra a Covid-19, que “não incomode vindo” à cidade americana”.

Marcelo Carvalho

Prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio afirmou nesta segunda-feira (20) que, se o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não quer se vacinar contra a Covid-19, que “não incomode vindo” à cidade americana.
 

A crítica foi feita em meio à viagem do presidente brasileiro aos Estados Unidos para participar da Assembleia-Geral da ONU, onde discursará nesta terça-feira (21). A cidade tentou exigir que chefes de Estado e representações diplomáticas só participem do evento se estiverem vacinados, mas a ONU tem dito que não pode exigir isso dos líderes mundiais.
 

Nova York exige comprovante de vacinação para entrar em centros de eventos e restaurantes –o que resultou na imagem do presidente brasileiro comendo uma pizza na calçada, por exemplo.
 

Nesta segunda, Bill de Blasio elevou o tom e citou Bolsonaro nominalmente. “Nós devemos mandar uma mensagem a todos os líderes mundiais, incluindo, mais notavelmente o presidente do Brasil, Bolsonaro. Quem quer vir precisa estar vacinado. Se você não quer se vacinar, não incomode vindo”, afirmou o prefeito americano.
 

A transmissão oficial da Prefeitura de Nova York ainda colocou uma foto de Bolsonaro com a legenda: “vacine-se”. “Todos devem estar seguros juntos, ou seja, todos devem estar vacinados. A ampla maioria do pessoal das ONU e a ampla maioria dos Estados-membros estão fazendo a coisa certa”, disse o prefeito.
 

De Blasio ressaltou que a cidade instalou um centro móvel de vacinação em frente à sede das Nações Unidas para imunizar os que participarem do evento. “Estamos felizes em vacinar todo mundo para manter esta cidade segura, para manter todo mundo que está envolvido seguro”, disse.
 

Nova York foi um dos locais mais afetados pela Covid-19 nos Estados Unidos, com 34 mil mortes. No pico da doença, em abril do ano passado, a cidade sozinha registrou dias com média de mais de 800 mortes. Com a vacinação em massa e restrições como a exigência de comprovante de vacinação, a cidade conseguiu sobreviver a outras ondas da doença que atingiram os Estados Unidos, inclusive a atual, com o avanço da variante delta, quando o país voltou a registrar mais de 2.000 mortes por dia.
 

Bill de Blasio já teve outros atritos públicos com Bolsonaro. Em 2019, quando o Museu de História Natural dos EUA se recusou a sediar um jantar em homenagem ao brasileiro, De Blasio elogiou a iniciativa e afirmou que o presidente é um “homem perigoso”.
 

Após troca pública de ofensas, o prefeito nova-iorquino afirmou que Bolsonaro “fugiu, nenhuma surpresa, valentões não aguentam um soco. Já vai tarde”.

Estudo da ONU afirma que fome cai no Brasil em dez anos


A fome no Brasil caiu em um intervalo de dez anos. O levantamento O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018, divulgado hoje (11), foi feito por cinco agências das Nações Unidas e mapeou o quadro de segurança alimentar no país e no restante do mundo.

Os autores do estudo compararam o grau de subnutrição (ou fome, no jargão popular) da população em dois momentos: no biênio 2004-2006 e no biênio 2015-2017. No caso do Brasil, o índice caiu de 4,6% para menos de 2,5% no período de análise. Os dados não mostram uma evolução anual.

A pesquisa também trabalhou com outros indicadores, como grau de insegurança alimentar grave e problemas no desenvolvimento em crianças de até cinco anos de idade. Contudo, nesses dois temas o relatório não traz resultados para o Brasil, indicando que não havia dados disponíveis.

O levantamento também avaliou indicadores de obesidade e anemia em mulheres em idade fértil (15-49 anos), porém em outro período de análise – em 2012 e em 2016. Em ambos os quesitos houve aumento nos índices. O percentual de mulheres obesas passou de 19,9% para 22,3%. Já a ocorrência de anemia passou de 25,3% para 27,2%.

Em uma leitura mais ampliada, os dados sobre subnutrição revelam que o índice no Brasil ficou abaixo da média registrada na América Latina (4,9%), no biênio 2015-2017. Outros países tiveram reduções expressivas no período de 2004-2006 a 2015-2017, como o Peru (de 19,8% para 8,8%) e Equador (de 17% para 7,8%). De um modo geral, a fome aumentou no continente impulsionada pelos índices da Venezuela.Em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome, quando o índice de segurança alimentar fica abaixo dos 5%.

Brasil possui poucas mulheres no poder


Nosso país vai mal no Ranking de Presença Feminina no Poder Executivo. Dentre os 186 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) – 2018, ocupamos a 161ª posição. O ranking é baseado em um índice que sintetiza dados que medem a representatividade feminina nas chefias de governo; a representatividade nas chefias de Estado; o número e a proporção de habitantes governados por mulheres e a proporção de cargos em ministérios ocupados por lideranças femininas.

Os dados do projeto são baseados em informações das Nações Unidas, do Banco Mundial e do instituto de pesquisas The Heritage Foundation. A análise considerou 186 países reconhecidos pela ONU. Também foram coletados dados específicos em consulados e espaços oficiais dos países participantes. No caso do Brasil, foram considerados dados primários e públicos do Tribunal Superior Eleitoral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Sead).

Segundo o ranking atual, os dez primeiros países com presença política de lideranças femininas no Executivo são: Nova Zelândia, Chile, Reino Unido, Suíça, Ilhas Marshall, Myanmar, Islândia, Noruega, Peru e Alemanha. Todos eles tinham mulheres como chefes de Governo, sendo que cinco dessas nações também contam com mulheres chefes de Estado. Mas, mesmo nesses dez países mais bem colocados, a média de mulheres em ministérios é de 28,5%, o que está longe de representar o percentual de mulheres na população mundial, que é de pouco menos da metade do total. De acordo com as Nações Unidas, existem no mundo 101,8 homens para cada 100 mulheres.

Concurso global de redação da ONU tem sete brasileiros entre os vencedores


Sete estudantes brasileiros estão entre os 60 jovens de 27 países vencedores do concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, realizado em parceria com a escola global de idiomas ELS (English Language School) e a agência Impacto Acadêmico das Nações Unidas (Unai, na sigla em inglês). A informação [e da ONU News

A cerimônia de premiação será realizada no hall da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Os vencedores – de países como Brasil, Cazaquistão, China, Índia, Líbano, Marrocos e Zimbábue, entre outros – viajaram para as cidades de Boston e Nova York para participar do Fórum Global da Juventude, que termina nesta sexta-feira (21).

Na oportunidade, os jovens apresentarão planos de ação para implementar a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Mais de 6 mil participantes de 170 países, vindos de 1.950 universidades espalhadas pelo mundo, se inscreveram na fase inicial da competição.

redação2017

Ilhéus: Dia de Cooperar leva serviços de saúde, educação e cidadania


As cooperativas baianas estão mobilizadas para realizar o programa Dia de Cooperar – também conhecido como Dia C. No primeiro sábado de julho (dia 1/7), voluntários da Cooperativa Uniodonto Ilhéus celebrarão o Dia C no Instituto Nossa Senhora da Aurora, no Bairro Novo Ilhéus, no município de Ilhéus, das 9h às 13h, com a promoção de serviços de saúde, educação, cidadania, entre outros.

O grande desafio do Dia C é estimular o desenvolvimento de projetos contínuos que possam gerar benefícios constantes para as localidades onde as cooperativas estão inseridas. Para isto, o programa busca abraçar integralmente os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), no intuito de alcançar as 169 metas e, assim, tornar o mundo um lugar mais justo e menos desigual, até 2030.

Na Bahia, as cooperativas, com o trabalho consolidado, possuem a meta de somar voluntários para beneficiar não apenas a capital, mas as comunidades de todo o estado. “As cooperativas estão preocupadas com o legado que vão deixar para as próximas gerações. E, com este programa, podem oferecer voluntariamente sua contribuição para as comunidades em que estão inseridas por meio da promoção de iniciativas que beneficiam milhares de pessoas em todo o país”, afirma CergioTecchio, presidente do Sistema OCEB.

Dia C 2016 Foto: Itavi Albuquerque
Dia C 2016 Foto: Itavi Albuquerque

Dia C em números

Na trajetória do Dia de Cooperar, os últimos anos foram cruciais para transformar o Dia C em um grande programa nacional capaz de promover iniciativas socioambientais e transformar realidades em todo o país.

Os números não nos deixam mentir sobre a efetividade do Dia C. Em 2016, 1278 cooperativas desenvolveram 1.180 projetos com a mobilização de mais de 86 mil voluntários. Essas atividades foram realizadas em 777 cidades espalhadas por todos os estados e no Distrito Federal. Este ano, a meta é beneficiar mais de um milhão de pessoas através dos projetos contínuos. Na Bahia, o Sistema OCEB mobilizou 45 cooperativas, que empreenderam 44 projetos de voluntariado ao envolver 2749 voluntários. Com isso, 20 mil pessoas, em 35 municípios do Estado foram beneficiadas.

Serviço: Dia C na Bahia

Local: Instituto Nossa Senhora da Aurora, Rua da Frente, número 325, Bairro Nova Ilhéus, Ilhéus-BA

Data: 1 de julho

Horário: 9h às 13h