Qualificação e diversidade de funcionários


Empresas investem cada vez mais em qualificações para os funcionários um dos setores que mais sofrem pela falta de mão de obra é o industrial

Julia Vitoria

Por causa da crise que se arrastou devido a pandemia, vários brasileiros ainda buscam oportunidades de trabalho, com o início da pandemia diversos setores de produtividade tiveram que parar, isso acabou gerando uma crise, que afetou a todos. Contudo apesar do desemprego está alto as empresas ainda encontram dificuldades para contratar isso devido a falta de mão demora qualificada.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, que foi publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o desemprego no Brasil já atinge mais de 14 milhões de pessoas com uma estatística de 14,6% no último trimestre de 2020 essa é a maior estatística registrada  pesquisa desde que começou em 2012.

Se por um lado o desemprego está em alta a falta de mão de obra especializada também bate recordes, se destacar no mercado de trabalho está cada vez mais difícil. Segundo especialista o caminho a seguir é o da qualificação profissional, pois apesar do desemprego as vagas não estão sendo preenchidas, fazendo as empresas não completarem o quadro de funcionários e perdendo em competitividade, como consequência a falta de qualificação faz com que o tempo do trabalhador no mesmo emprego seja pequena.

Segundo dados que integram um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor mais afetado pela falta de mão de obra qualificada  é o industrial, num país com milhões de pessoas desempregadas, metade das fábricas têm dificuldades de contratar. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 colocou o Brasil em 78º de qualificação profissional dentre 124 países. Com isso, muitas empresas estão investindo na capacitação do profissional, fortalecendo sua qualificação profissional, conseguindo se destacar em um se for profissional. 

Um exemplo disto é a Suzano, uma empresa de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis na América Latina, a empresa está construindo uma nova fábrica no Sul do estado e buscando na região mão de obra soube a importância de investir na qualificação profissional. Para preencher algumas vagas fez uma parceria com o Senai para a qualificação dos trabalhadores, segundo a empresa mais de 300 pessoas trabalham na construção da fábrica e mais de 200 irão atuar na área quando já estiver pronta.

 O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é o  responsável pela formação técnica e profissional de grande parte dos jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria. A coordenadora da instituição de Cachoeiro de Itapemirim ressalta a importância das empresas entenderem o desenvolvimento profissional dos jovens alunos. No processo de qualificação em parceria com a Suzano o Senai percebeu o interesse da empresa em qualificar os funcionários e a possibilidade de novas qualificações futuras. 

A coordenadora fala que o que se percebe é que muitas empresas já buscam o profissional totalmente qualificado, mas neste caso específico a empresa buscou qualificar e ficar no desenvolvimento das pessoas dando um novo sentido profissional a eles.

Lara Sathler,  diretora executiva da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Espírito Santo (ABRH-ES) relata que o profissional se qualifica com cursos preparatórios e livres e dessa forma tem uma visão teórica e também prática e deve acompanhar as tendências do mercado para se perdoar para novos desafios.  O secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip Navarro, disse que o estado deve ter um bom ano no mercado de trabalho devido aos novos empreendimentos e grandes obras. Ele ressalta que grandes instalações estão sendo feitas no espírito santo e que está confiante com as obras que serão realizadas e que o setor empresarial vê o estado com bons olhos.

As empresas buscam vai vez mais apostar na diversidade do profissional além da recolocação e qualificação profissional ao abrir 90 vagas para empregar nossos funcionários a empresa Suzano focou na diversidade abrindo a seleção para todos, em relação a diversidade profissional  uma das metas da empresa é que até 2025 cerca de 30% dos cargos de liderança da empresa sejam ocupados por mulheres além de melhorar a imagem da empresa, a diversidade pode ajudar na produção e em diversos outros pontos e fazer com que as pessoas queria fazer parceria com ela. Isso facilita a atração de novos talentos, uma vez que  as opções de candidatos para preencher as vagas são abundantes e qualificadas.

Dia Universal do Palhaço: profissionais falam sobre seu amor pela profissão e a experiência transformadora


Cenário provocado pela pandemia tornou ainda mais difícil as atividades da profissão

Thais Paim

Em um ano com tantos desafios, perdas e incertezas, sem dúvida rir e fazer rir nunca foi tão importante. Ter a chance de saborear um bom e largo sorriso tem sido cada dia mais um privilégio e por isso que quem domina a arte de encantar e divertir a todos merece um olhar e atenção especial.

E a pergunta que está na memória da maioria de nós e provavelmente marcou a infância de muitos, dá uma grande pista do que é celebrado nesta quinta-feira: “Hoje tem marmelada? Tem, sim senhor!”. Em 10 de dezembro é comemorado o Dia Universal do Palhaço, uma das figuras mais marcantes da história das artes.

Personagem universal, que consegue arrancar gargalhadas de pessoas com diferentes idades, é a verdadeira representação da alegria. Com tamanha importância na história, é um símbolo do imaginário infantil, mas não se restringe apenas a ele.

O Dia do Palhaço é comemorado pela Companhia Abracadraba de São Paulo desde de 1981, mas foi apenas em 2017 que a data foi instituída pelo Poder Público através da Lei 13.561/17. Atualmente, o dia é celebrado em todo o país.

Mestres da alegria e suas histórias

Palhaço Andruxa no Festival Mixórdia, em Ilhéus (Ba). Foto: Vinicius Kaiowá

“Ser palhaço é amor”, é assim que Fábio Nascimento, o palhaço Andruxa, se refere ao seu ofício. A frase simples, mas profunda, reflete uma paixão e encantamento pela profissão.

E poderia ser diferente? Para Andruxa, não. “A experiência do contato com a palhaçaria na minha vida é essencial. Não me vejo outro ator, outra pessoa. Ela foi e é fundamental para que eu enxergue um mundo mais democrático e afetuoso. É o que me faz ter fé na humanidade”.

A última afirmação tem uma relação muito forte com os dias em que vivemos e simboliza o contraponto que a arte de ser palhaço traz para a sociedade: sorrisos em meio à muitas tristezas e dores.

Fábio, é de Ilhéus, uma cidade nas margens dos rios Cachoeira e Almada, na Bahia. Componente do grupo de teatro e circo Maktub, encontrou nessa profissão o desafio de se reconectar com uma essência pura, buscando expor suas fraquezas.

Questionado sobre qual seria o significado de ser palhaço, Andruxa responde com clareza, mas sem deixar de lado a emoção e admiração que carrega consigo:

“Significa milhares de coisas, lugares e sensações. Significa reconectar-se com sua essência interior, a sua criança. Abrir portas e gavetas que o tempo e a “adultice” fechou e te fez esquecer. É comunicar-se com este mundo interior e dialogar com o interior das outras pessoas, até sem elas perceberem. É fazer as pazes com suas dores e traumas. É amar-se para amar o outro”.

Para Andruxa, a imagem do que é um palhaço para o senso comum dificulta na oportunidade de trabalhos e a possibilidade diálogos mais profundos. Foto: BrutaFlow

Fábio falou também sobre como a falta de informação faz com as pessoas esperem um estereótipo e quando isso não ocorre, acabam não considerando esses profissionais como palhaços. Além disso, aproveitou a data para deixar um recado cheio de afeto e também de ampliação da visão que se tem do seu ofício: “A mensagem que deixo é que através das bobagens de uma palhaça, de um palhaço, existe uma pessoa que se cura e escolhe o que há de melhor nela para oferecer ao espectador. Que ser palhaço é muito além das expectativas e conhecimentos superficiais. Ser palhaço é ser feliz e aceitar-se. Ser palhaço é amor”.

Você pode acompanhar os trabalhos do palhaço Andruxa através do seu perfil do Instagram: @fabionascimentocoronel.

Palhaço Radiola, artista independente em Salvador (Ba). Foto: Arquivo pessoal

Se o papel do palhaço é levar alegria para todos, o riso contagiante do palhaço Radiola, Raphael Ruvenal, não deixa dúvidas de que essa missão é sempre cumprida com sucesso.

Artista independente, na cidade de Salvador, Raphael tem o amor pela profissão estampado no rosto e nas palavras. Questionado sobre o motivo de ter começado nesse ofício, ele responde: “A palhaçaria que me escolheu e eu escolhi ser palhaço”.

Tendo o seu primeiro contato com essa arte em 2015, a experiência se apresentou como uma oportunidade de transformação, “tive um encontro comigo mesmo”. Segundo ele, através da profissão foi possível aceitar suas fragilidades e defeitos.

O cenário da pandemia provocou grandes dificuldades em diversos setores e sem dúvidas a cultura foi um dos meios mais afetados. Profissionais como o palhaço Radiola tiveram suas atividades paralisadas e vivem dias preocupantes: “Estou sem trabalhar há 9 meses por causa da pandemia. Eu vivo da palhaçaria e por isso venho passando por esse processo árduo, sem poder fazer meus trabalhos. Porém, tenho trabalhando muito em casa, pesquisando e fazendo cursos”.

Raphael tem contado com o apoio de alguns amigos através da doação de cestas básicas, mas torce para que dias melhores possam chegar o mais breve possível. Apesar das preocupações e desafios desse período, não deixa o sorriso de lado ao torcer por um cenário melhor. A união de todos nesse momento crítico que vivemos é muito significativa e toda ajuda, seja ela qual for, é sempre bem-vinda.

Palhaço Radiola em apresentação nas ruas de Salvador. Foto: Arquivo pessoal

Tendo se apresentado em lugares diversos, sempre honrado esse ofício milenar, Radiola destaca o valor histórico do palhaço e diz que esses profissionais são “doutores da alegria”, ao ressaltar como acredita na missão de levar não só felicidade, mas a leveza e sensação de liberdade para as pessoas.

Se reinventar foi preciso e por isso que Raphael tem aproveitado o tempo de isolamento para ampliar os seus horizontes e criar novas formas de levar a arte de fazer sorrir para mais pessoas. O projeto de estimular a arte da palhaçaria em comunidades surgiu do desejo de conduzir alegria e reflexões para o povo.

“Acredito na arte que transforma e liberta as ideias, as imaginações. Eu sou outro ser depois da palhaçaria e quero levar para o mundo a fora minhas experiências artísticas. Que eu seja um veículo de transformação e reflexões. Atualmente, busco apoio para poder desenvolver esse projeto”, conclui Radiola.

Para saber mais sobre o trabalho do palhaço Radiola e também oferecer algum tipo de apoio, basta acessar o perfil do artista: @palhacoradiola ou entrar em contato através do número: (71) 9 8663-3361.

Saiba mais: O que é preciso para ingressar na carreira de palhaço? – Carvalho News

Ilhéus libera reabertura de cinema e clubes


O decreto municipal autoriza a reabertura do cinema e clubes de Ilhéus a partir do último sábado (10), contanto que os estabelecimentos cumpram todos os requisitos para manutenção do funcionamento.

De acordo com o texto, os clubes devem seguir com rigor as regras estabelecidas que versam sobre as medidas de distanciamento social, obrigatoriedade do uso de máscara durante a circulação de pessoas, proibição de aglomerações, disponibilização de álcool em gel e demais medidas sanitárias similares.

O cinema, por sua vez, deve seguir as regras gerais de prevenção e controle já estabelecidas, bem como um regramento específico. A sinalização indicativa do espaço de distanciamento em filas, banheiros, entradas e demais áreas do estabelecimento, além da obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção deverá estar clara e visível ao público.

Todos os funcionários deverão fazer uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e após o término de cada sessão será feita a higienização e sanitização das poltronas, bancos, corrimãos, puxadores de portas ou qualquer outra superfície de contato, com aumento do intervalo entre as sessões para garantir a higienização adequada das salas.

O decreto veda o consumo de alimentos ou bebidas dentro dos espaços, restando expressamente proibida a retirada da máscara dentro da sala de projeção. O acesso à sala será liberado mediante aferição de temperatura e as portas de entrada e saída devem permanecer abertas para promover a circulação de ar.

Segundo o documento, também fica proibida a exibição de filmes 3D. Membros de uma mesma unidade familiar podem ficar sentados juntos, desde que sejam mantidos dois lugares vagos entre outras pessoas ou outras unidades familiares. Em caso de descumprimento de quaisquer das medidas determinadas, o estabelecimento fica sujeito às penalidades impostas pela legislação.

Setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos


Muitas categorias estão sendo seriamente afetadas em virtude da Pandemia do Covid-19. As medidas adotadas para conter a disseminação da doença, como o distanciamento social e as restrições para o funcionamento de comércio e serviços, afetaram sobretudo trabalhadores do setor de serviços.

De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os trabalhadores domésticos e ligados à prestação de serviços às famílias, ainda são os que mais sofrem com a pandemia da Covid-19 no Brasil.

Mesmo com a ligeira recuperação em outras áreas, principalmente aquelas com trabalhos que exigem maior qualificação, que se adaptaram ao home office, esses segmentos seguem sem conseguir criar novas vagas.

Segundo dados da Pnad Covid, pesquisa criada pelo IBGE para mensurar os efeitos da pandemia no país, desde maio foram cerca de 500 mil postos de trabalho perdidos nos serviços domésticos. Em um ano, o setor doméstico perdeu 1,7 milhão de postos, de acordo com a pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) contínua referente a julho. Por utilizarem metodologias distintas, as duas pesquisas não são comparáveis, mas apontam o cenário dramático do trabalho doméstico.

A presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo, Janaina Mariano de Souza afirma que o setor está em queda livre: a cada 10 atendimentos feitos pela entidade, 8 são de domésticas desempregadas no período. “Para nossa categoria, a pandemia ainda está fazendo estrago, o número de doméstica desempregadas está crescendo.”

Além das demissões, contratos estão sendo suspensos. A estimativa é que para cada 100 novos papéis que chegam ao sindicato, 98 são para suspensão do serviço, com base na medida provisória instaurada pelo governo. A preocupação é que esses empregos sejam encerrados após o fim da iniciativa.

Rodolpho Tobler, da Fundação Getulio Vargas, aponta que dois fatores estão prejudicando os serviços domésticos a voltar a criar vagas. O primeiro é a cautela em relação à renda, o segundo o medo de contágio da Covid-19.

Ele avalia que, pelo fato de os empregados domésticos utilizarem transporte público para trabalhar, acabam causando temor nos patrões de se contaminarem e levarem a doença para seus lares.

“E tem a questão da renda, ninguém tem certeza de que o salário vai continuar estável, as pessoas estão postergando esse consumo e aproveitam para não ter gastos”.”

Além do trabalho doméstico, outros serviços com características semelhantes, como baixos salários e alta informalidade, também foram duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Pnad Covid, desde maio foram perdidos 350 mil vagas em alojamento e alimentação (como hotéis e restaurantes) e 300 mil em outros serviços. O segmento de outras atividades, que agrega serviços menores que não se encaixam em nenhum dos outros pesquisados, registrou perda de 2,9 milhões.

Somados, esses serviços concentram 4 milhões de postos de trabalho perdidos durante a pandemia e ainda não mostraram reação, apesar do afrouxamento da quarentena nas últimas semanas.