Feridos em acidentes com carros alegóricos no Rio de Janeiro continuam internados


O desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro deste ano foi marcado por dois acontecimentos terríveis que ofuscaram o brilho das agremiações. Cinco vítimas dos acidentes com carros alegóricos durante desfiles do Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca, escolas do Grupo Especial, permanecem internadas em hospitais do Rio. Uma delas está em estado grave.

Duas vítimas do acidente com carro da Unidos da Tijuca, que desabou durante o desfile, na madrugada desta terça-feira, apresentam quadro de saúde estável. A vítima com suspeita de traumatismo craniano foi levada para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. A outra, com suspeita de traumatismo abdominal, foi encaminhada ao Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

A Secretaria municipal de Saúde não informou o nome das vítimas, mas disse que elas estão em observação. Ao todo, dos dez pacientes que ainda estavam nas unidades do município, na manhã desta terça-feira, quatro foram liberados do Hospital municipal Miguel Couto, três deixaram o Souza Aguiar e outra recebeu alta do Lourenço Jorge.

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Acidentes na Sapucaí deixou cinco internados      Fotos: divulgação

A parte de cima do carro alegórico que representava a cidade americana de Nova Orleans desabou durante o desfile deixando 12 pessoas feridas. O carro ficou parado na pista e as alas tiveram que passar ao lado, o que prejudicou a evolução da escola. O tempo para atravessar a Avenida estourou e a agremiação vai perder 0,1 ponto.

As causas do acidente serão investigadas. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, foram feitos 20 atendimentos médicos por causa do acidente. Oito pessoas receberam assistência devido à ansiedade e ao nervosismo provocados pelo estresse em função do acidente.

Tudo começou com o acidente envolvendo o Paraíso do Tuiuti

Três vítimas do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti permanecem internadas em unidades hospitalares da rede municipal. O caso mais grave é o de Maria de Lurdes Maura Ferreira, de 58 anos. Ela está internada no CTI do Hospital Souza Aguiar e respira por aparelhos.

Na mesma unidade encontra-se Elisabeth Ferreira Jofre, de 55 anos. Embora ela tenha um quadro considerado estável, foi transferida para o Centro de Terapia Intensiva (CTI).

No Hospital Miguel Couto, Lucia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, está lúcida e orientada. Ela tem quadro estável e também está no CTI.

Rio: Liesa quer impedir que novos acidentes ocorram no Sambódromo


A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai se reunir logo após o carnaval para debater, entre outras questões, o acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, que deixou pelo menos 20 vítimas ontem (26), das quais três em estado que inspira cuidados. A agremiação abriu o desfile das escolas do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí.

O diretor de Carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos, disse hoje (27) que cada escola vai fazer um relatório de sua passagem no Sambódromo e o plenário da Liga tomará as medidas necessárias para que isso não volte a ocorrer. “Nós fazemos um balanço de tudo o que ocorreu e o plenário procura dar um contraveneno nas coisas erradas que ocorrem”, afirmou.

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Acidente com carro da Paraíso do Tuiuti deixa carnaval mais triste Foto: Alexandre Durão

Elmo Santos reiterou que a Liesa está sensibilizada e solidária com as vítimas. Lembrou, porém, que no momento do acidente, estava chovendo, o que propiciou que a roda maluca do carro alegórico fosse escorregando para um lado, o que dificultou a manobra para fazer a curva em direção à entrada na Marquês de Sapucaí. Além disso, ficam pessoas no meio da pista, “que também não deveriam estar ali, principalmente próximas à grade, porque não tem nem para onde correr na curva do carro”.

A diretoria da Liga vai conversar para que o incidente não se repita. Uma das ideias é impedir que o público tenha acesso a esse local, onde os carros alegóricos se posicionam, ”principalmente do lado do Setor 1, que não tem nem calçada. Ali é o lugar onde o carro faz a curva. É um risco desnecessário que as pessoas correm quando, na verdade, deveriam estar em cima da calçada, do outro lado”.

Segundo Santos, está todo mundo na Liesa chateado com o problema. “Não queremos isso. Isso nunca aconteceu no carnaval. Mas vamos tomar as providências”, garantiu.