Homem preso por agredir matar cachorro no Aterro do Flamengo


Um veterinário e agentes civis da Operação Segurança Presente, parceria entre a Secretaria de Estado de Governo e o Sistema Fecomércio RJ, ajudaram a socorrer o filhote, que não resistiu Foto: Divulgação Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/homem-preso-por-agredir-matar-cachorro-no-aterro-do-flamengo Foto: divulgação
O filhote receber socorro mas não resistiu    Foto: divulgação

 

Um homem, identificado como Rodrigo Martins da Silva, foi preso, neste domingo, suspeito de agredir e matar um filhote de cachorro, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio.

Agentes da Operação Aterro Presente e policiais militares foram acionados por pedestres que denunciaram um princípio de confusão no Shopping Bossa Nova Mall. Um homem era perseguido por outras duas pessoas e também tentou fugir da abordagem policial. Rodrigo Martins da Silva foi apontado como o autor das agressões ao animal, que estava dentro de um saco plástico.

De acordo com as testemunhas, ele deu socos no filhote e o jogou no chão diversas vezes, além de estrangular o cachorro. As testemunhas também conseguiram impedir que Rodrigo jogasse o animal no mar. Um veterinário que estava no local prestou atendimento ao filhote, que não resistiu aos ferimentos e morreu. A ocorrência foi registrada na 9ª DP (Catete) Rio de Janeiro.

Na delegacia, foi verificado que Rodrigo já tem uma anotação criminal por lesão corporal. Ele foi autuado por maus tratos aos animais, artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que tem como pena prisão de três meses a um ano e multa. Com a morte do filhote, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

 

Pernambuco propõe benefício especial para bebês com microcefalia


O Estado de Pernambuco quer que o governo federal crie um novo benefício voltado especialmente a bebês com microcefalia. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, da Criança e Juventude do estado, Isaltino Nascimento, nem todas as famílias se enquadram nos critérios para recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“99% das famílias que entravam nas notificações de suspeita de microcefalia e estavam cadastradas no Cadastro Único ganham até meio salário mínimo por pessoa, R$ 440. Além disso, 77% delas estão no perfil de extrema pobreza, mas outra parte não se encaixa no limite de renda do BPC, de R$ 220 per capita. Mesmo sem se enquadrar, ainda são famílias pobres e vão enfrentar ainda mais dificuldades. Por isso, a [necessidade da] pensão”, explica Isaltino Nascimento.microcefalia

Além da proposta de um novo benefício, o secretário cobra mais rapidez na concessão do BPC. “Apenas em quatro casos foi concedido o Benefício de Prestação Continuada, de todos os que já foram confirmados. Então a gente vai precisar de mais celeridade na possibilidade de ter o benefício.”

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelos recursos do BPC, disse que o pedido de criação de uma pensão para bebês com microcefalia não foi feito formalmente e que não há nenhuma discussão nesse sentido no órgão.

Ainda segundo o ministério, quem gerencia o benefício é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Todos os casos passam pela análise de médicos peritos do órgão. Por meio de sua assessoria, o MDS lembrou que os peritos voltaram recentemente ao trabalho depois de quase 140 dias em greve.

Caso anterior

A proposta de um novo benefício se baseia em uma experiência vivida há uma década na região. A contaminação de água levada por caminhões-pipa a Caruaru levou à piora de saúde de pacientes que passavam por hemodiálise na cidade. Pelo menos 60 pessoas morreram, e outras tiveram comprometimento do fígado por causa de cianobactérias (algas verde-azuladas) presentes na água usada no tratamento dos pacientes.

Para reparar os danos sofridos e garantir uma renda mínima para quem havia perdido a capacidade de produzir, 84 famílias conquistaram, um ano depois, uma pensão especial paga pelo INSS.