Gás de cozinha dispara e chega a 90 reais no sudeste


Petrobrás faz reajuste de 6% no preço, é 11° em 9 meses

André Lucas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o primeiro mandato afirmou diversas vezes. Que o gás de cozinha “ vai chegar” a metade do preço, porém atualmente o preço do gás em alguns  lugares está chegando a 110 reais, no Rio de Janeiro chega a 85 reais, em São Paulo a 90 reais.  

O ministro nunca citou um preço específico, apenas a porcentagem sobre o produto,  durante o período de 2019 o preço médio do produto era de 69,24 centavos, segundo o INPE, 50% disso dá cerca de 35 reais. 

Anunciar um gás de cozinha até 35 reais, é mais um argumento do que uma promessa, Guedes sempre foi abertamente a favor de privatizações e defende com a privatização da Petrobras a concorrência aumenta e com isso os preços despencam.  

no ano passado, a Petrobras vendeu a Liquigás, uma subsidiária que atuava no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP). 

Entretanto, nesse caso, a privatização não garantiu mais concorrência porque mudaram apenas os controladores da empresa, sem a entrada de novos participantes no mercado. Além disso, o governo não tomou medidas adicionais para estimular a competição no setor, com a entrada de mais companhias.  

Venda da Petrobrás não reduzirá preço do gas de cozinha

Adriano Pires, analista de energia da CBIE, explicou que mesmo com a venda da Petrobras o preço do gás não irá despencar, o primeiro motivo é o fato da Petrobrás ser a única produtora do GLP e a outra parcela é importada, o que também aumenta o preço. 

Outra questão é o fato do GLP ter como insumo base o petróleo, que é vendido a preço de mercado internacional, “ nenhuma empresa vai vender barato para tomar prejuízo.      

Além de o preço do gás variar de acordo com os mercados, o dólar em alta encarece ainda mais o preço do produto importado para o Brasil. 

Em dezembro de 2019, o preço médio do botijão de gás chegou a R$69,24, passou para R$74,74 em dezembro de 2020 e já alcançou R$75,77 em janeiro de 2021, conforme dados da ANP. Esse é o preço médio, mas há picos, como os R$105 em MT.    

No dia 6 de janeiro de 2021, a Petrobrás anunciou mais um reajuste no preço, de 6%, esse é o 11° reajuste em 9 meses, consideravelmente alto.  

José Luiz Rocha, presidente da abragas, sociedade que reúne os revendedores de botijão, diz que não existe alternativas para fugir dessa situação é que a culpa estar na produção e distribuição do produto, Estamos na mão de um monopólio na produção do GLP e de um oligopólio entre as distribuidoras”, sem concorrência o preço dispara. 

Rocha também falou que os empresários enxergam o gás como uma energia barata, mesmo com a alta dos preços se comparado com outras fontes o GLP “ sai mais em conta.” O empresário diz lamentar a alta do preço que afetam a renda dos trabalhadores, “ pesa no bolso trabalhador, compromete quase 10% do salário mínimo. 

O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito do Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili, estima que o preço do gás de cozinha vendido aos brasileiros pode bater a casa dos 150 reais, ou mesmo  200 reais, em uma hipótese drástica,  neste ano. “Se persistirem esses aumentos consecutivos, sem limites, a previsão é de que o gás de cozinha chegue logo a R$150.”

Petrobras anuncia que gás de cozinha fica mais caro a partir de hoje


Reajuste eleva preço para R$ 35,98 por 13kg

Thais Paim

Os brasileiros vão começar a quinta-feira (07) com uma notícia não tão boa. Isso porque a Petrobras anunciou o aumento do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, em 6% a partir de hoje. 

Segundo nota divulgada pela empresa, desde novembro de 2019 os preços de GLP estão igualados para os segmentos residencial e industrial/comercial. Além disso, o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras a granel.

O anúncio é feito também seguindo a alta do preço do petróleo no mercado internacional, que ontem (6) fechou cotado a U $54,30 o barril do tipo Brent. Ainda segundo informações, no último ano, a alta do GLP foi de 21,9%.

Após a decisão, o valor praticado pela Petrobras será de R$35,98 por 13kg. Apesar da mudança no preço, não é possível determinar como ficará o preço para o consumidor final, já que não estão incluso os impostos e custos para distribuição e venda após a entrega do produto à refinaria. 

“Por sua vez, as distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final”, destacou a empresa.

Ainda de acordo com a estatal, os preços de GLP praticados por ela têm como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.