A importância das energias limpas


Menos poluentes, elas podem auxiliar na preservação do nosso Planeta

Lucas Santos

Em pleno século 21, a sociedade moderna ainda está refém das fontes de energias geradas através da decomposição de animais e vegetais. Ou, seja, do gás natural, o petróleo e o carvão, conhecidos como combustíveis fósseis, não renováveis, utilizados em automóveis, meios de transporte em geral, em residências e indústrias.

As diferenças entre o carvão mineral e o natural

O carvão mineral é mais eficiente energeticamente pois possui a característica de poder produzir calor, mas também é o tipo de combustível fóssil mais poluente do mundo.

Ele agride ecologicamente desde sua fase de extração até a etapa de produção de outros produtos.

Já o carvão natural (ou vegetal) é uma fonte de energia renovável. Além disso, possui usos medicinais, é pouco poluente e ajuda a eliminar toxinas. Entretanto, sua capacidade calorífica é menor do que a do carvão mineral. Outro aspecto negativo, é o fato de poder contribuir para o desmatamento indiretamente, caso seja produzido através do uso de vegetação nativa ao invés do reflorestamento.

Gás natural

O gás natural é outro tipo de combustível fóssil. Ele é composto pelo composto orgânico metano, sendo derivado, principalmente, de grandes jazidas de petróleo. Também pode ser utilizado como combustível.

O gás natural tem a vantagem de agredir menos a nossa atmosfera, mas possui problemas para ser armazenado e deslocado de um local para o outro.

O chamado ouro negro

O petróleo é um composto por carbono e hidrogênio. Sua origem de matéria orgânica, sendo produzido devido a ação de bactérias ao longo de milhões de anos.

Acumulado no fundo de lagos, mares e oceanos e a partir de outros processos, forma-se o que todos conhecemos como sendo o petróleo. Esse é o combustível fóssil mais utilizado.

Prejuízos ao planeta

O uso indiscriminado dos combustíveis fósseis para geração de energia tem suas consequências negativas. Uma delas é uma série de malefícios para o planeta.

Para se ter uma ideia, esses produtos dispersam na atmosfera uma série de gases que poluem e degradam nossa camada de ozônio, a qual é importantíssima para filtrar a radiação ultravioleta B (UV-B), nociva aos seres vivos.

Esses e outros fatores têm feito cientistas discutirem soluções para o futuro do planeta, buscando outras formas de produzir energia com menos impactos ambientais. As considerada limpas.

As energias limpas

Elas não são exatamente perfeitas, mas ainda assim causam menos malefícios à natureza, impactando apenas a região de uso e não dispersando poluentes na atmosfera.  Existem diversos tipos delas. A energia Solar, a Eólica, a Nuclear dentre outras.

A energia Solar é gerada por meio de painéis solares que captam a energia do sol. Seu uso vem se popularizando entre residências em geral, podendo ser usada de várias formas além de produzirem energia elétrica.

A energia Eólica utiliza a força dos ventos. Ela consegue gerar energia elétrica por meio de aerogeradores. Uma forma rápida, simples e efetiva de gerar eletricidade e não poluir o meio ambiente.

Já a energia nuclear possui urânio e tório como recursos de geração de energia. Ela não dispersa gases poluentes devido ao seu processo ser diferente do de combustíveis fósseis.

É possível notar então que há diversas formas de produzir energia menos agressivas ao meio ambiente. Investir nessas formas de produção pode colaborar para uma vida mais saudável.

Além disso, utilizando-as em larga escala, aumentam a longevidade da humanidade na Terra, evitando desperdício de recursos e ajudando a diminuir aspectos poluentes em larga escala.

Lucas Santos é graduando em Psicologia pela UNESA-NF e estudante de fotografia e tecnologia, possuindo alguns certificados nestas áreas.

É um aficionado por tecnologia, Cultura Geek, Linkin Park e pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Desde a infância sempre gostou muito de falar e escrever. Não demorou muito para que começasse a escrever suas próprias poesias, as quais você encontra hoje em @PoemasVivazes no Instagram.

Nas horas vagas você o encontra escrevendo, jogando futebol, se entretendo com jogos online e cultura nerd ou ao lado de quem o faz bem.

ANP garante que a produção de petróleo e gás natural registrou recorde em dezembro


O ano de 2016 não foi só de derrotas para o nosso Brasil. O país fechou o ano com um novo recorde na produção de petróleo e gás natural nos campos nacionais. Dados divulgados hoje (2) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que em dezembro a produção de petróleo totalizou 2,73 milhões de barris por dia, superando o recorde anterior, de 2,67 milhões de barris/dia produzidos em setembro.

Já a produção de gás natural chegou a 111,8 milhões de metros cúbicos/dia em dezembro, superando o recorde anterior, de 111,1 milhões de metros cúbicos/dia, registrado em novembro.

Na comparação com dezembro de 2015, a produção de petróleo subiu 7,8%. E a de gás natural foi 11,3% maior.

No total, a produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural) nos campos nacionais fechou dezembro de 2016 em aproximadamente 3,43 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Mais uma vez, o Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com extração média de 710 mil barris/dia de petróleo e 30,8 milhões de barris diários de gás natural.

Segundo informações da ANP, a produção de petróleo do Campo de Lula em dezembro do ano passado foi a maior já registrada por um campo no Brasil. O recorde anterior era do mesmo campo, que em novembro do ano passado produziu 663,2 mil barris/dia.

Pré-sal

Os 68 poços produtores na região do pré-sal da Bacia de Santos já respondem atualmente por quase a metade da produção nacional de petróleo e gás natural: 46%.

Em dezembro, a produção dos poços do pré-sal chegou a 1,57 milhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), um crescimento de 8,4% na comparação com novembro: foram 1,26 milhão de barris de petróleo e 49 milhões de metros cúbicos de gás natural.

plataforma de petróleo
Fotos: divulgação

 

Campos produtores

De acordo com a ANP, 94,9% de todo o petróleo extraído nos campos nacionais e 78,9% do gás natural foram produzidos em campos marítimos. No total, o país tem 8.573 poços: 755 marítimos e 7.818 terrestres.

Os campos operados pela Petrobras produziram 94,3% do petróleo e do gás natural. Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.103. Já Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 63.

A FPSO Petrobras 58, plataforma do tipo semissubmergível que explora, produz, armazena e escoa petróleo e gás natural, foi a Unidade Estacionária de Produção com maior produção do país, com 189,6 mil barris de óleo equivalente. A plataforma atua nos campos de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Anã e Baleia Franca.

Queima de gás

Embora a queima de gás natural tenha crescido 13,5% de novembro para dezembro do ano passado, o país manteve o nível de 96,1% de aproveitamento de todo o gás produzido nos campos nacionais.