Prefeitos são alvos de investigação no estado do Rio de Janeiro


Rodrigo Neves e Marcelo Crivella tiveram que prestar contas com a justiça, Crivella foi preso e foi de viatura para a delegacia

André Lucas

Rodrigo Neves

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é alvo de investigação da polícia federal e do ministério publico federal. O atual prefeito é investigado por contratos duvidosos e suspeita de desvio de dinheiro público. A polícia cumpre mandato de busca apreensão no Rio e em São Paulo. A operação começou na ultima quarta dia 16 de dezembro, o TRF ( Tribunal Regional Federal) que emitiu os mandatos, ao todo são 11, 8 no Rio de Janeiro e 3 em São Paulo.   

O prefeito da cidade de Niterói está na lista com outros nomes que são suspeitos na, ação essa que mira irregularidades nas obras do BRT Transoceânica Charitas-Engenho do Mato e em contratos de publicidade firmados pela Prefeitura de Niterói. A PF e o MPF, até o momento, não divulgaram mais detalhes da investigação.   

Neves estar nos últimos dias de mandato, ele governou a cidade de Niterói durante 2 mandatos e agora entrega a cadeira para seu colega de partido Axel Grael que foi eleito pelo povo esse ano e será o sucessor de Rodrigo Neves em 2021.  

O prefeito já tinha sido preso em 2018 por conta de uma investigação sobre o desvio de mais de 10 milhões de reais. A polícia federal disse que o prefeito cobrava 20% do retorno do reembolso das gratuidades do ônibus, referente ao consórcio entre empresas e Municípios. Neves ficou 3 messes preso, foi solto em março e reassumiu o cargo chefe do executivo da cidade de Niterói. 

Marcelo Crivella 

Crivella também foi alvo de investigação, o MP do Rio de Janeiro e da polícia Civil, que investiga o caso que ficou conhecido como “QG da propina”, esquema que cobrava propina para liberar contratos do município com empresas que prestam algum serviço de forma terceirizada.

 

No caso do prefeito do Rio de Janeiro, ele foi preso na manhã de hoje e afastado do seu cargo, a 9 dias do fim do seu mandato, em seu lugar assume o presidente da Câmara do vereadores Jorge Felippe, Já que o vice eleito com Fernando Mac Crivela morreu em 2018 por conta de um infarto. 

O caso vem sendo investigado dês do começo do ano no inquérito chamado de Hades  que apura o chamado QG da propina. Ao chegar na delegacia da fazenda o prefeito declarou:  “Fui o prefeito que mais combateu a corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro”, e concluiu dizendo que espera justiça.

Políticos da oposição usaram as redes sociais para comentar o caso.  

Marcelo Freixo: 

“Tenho que me desculpar com meus amigos do Porta dos Fundos [produtora de vídeos no YouTube]. Sempre disse que Crivella terminaria seu governo saindo pela porta dos fundos. Errei! Foi na viatura”, escreveu Freixo no Twitter.  

Martha Rocha:

“Demorou mas Crivella acaba de ser preso a nove dias do fim do seu mandato, e por denúncias graves de corrupção que não são surpresa pra ninguém. Espero que os fatos ligados ao prefeito e o seu QG da Propina sejam apurados e que a justiça seja feita, de verdade.” Escreveu a deputada.

Alessandro Molon: 

“Crivella foi preso. Durante esses quatro anos, quem mais sofreu foi o carioca, que viu o Rio ser sucateado em meio a inúmeras denúncias e escândalos envolvendo a prefeitura. Crivella é mais um prefeito investigado, que prejudicou a população e não honrou nossa cidade. Justiça!”

Joice Hasselmann

“O corrupto apoiado pelos bolsonaristas foi em cana. Muitos apagaram os posts com Crivela, mas os prints são eternos. Aqui Carla Zambelli, Jordy, Márcio Labre, Flavio Rachadinha Bolsonaro e mamãe, Major Fabiana. Só tenho uma coisa a dizer: KKKKKKK. O próximo é o Flávio, talkei”

Operação contra quadrilha suspeita de fraudes bancárias acontece no DF, Bahia e mais quatro estados


Polícia Federal é responsável pela ação

Thais Paim

Operação desenvolvida pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (16), resultou no cumprimento de 28 mandados, sendo 11 de prisão e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram na Bahia, Distrito Federal e mais quatro estados. 

A polícia do Mato Grosso está sendo responsável por coordenar a ação e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes bancárias através da internet. Segundo informações, prefeituras estavam entre os alvos da quadrilha que desviava dinheiro das contas mantidas na Caixa Econômica Federal.

A organização tinha integrantes espalhados em várias partes do país e contava com a participação de hackers e de funcionários de empresas de telefonia, de acordo com informações divulgadas pela polícia. 

Segundo as investigações, o grupo já causou prejuízos superiores a R$ 18 milhões. Em Pontes e Lacerda o desvio foi de cerca de R$ 2 milhões. Em outros munícipios, o furto dos recursos públicos provocou atrasos nos salários de funcionários e no pagamento de fornecedores.

Os alvos da operação nesta quarta foram no DF, Goiás, Pará, São Paulo, Maranhão e Bahia. De acordo com o G1, os dados dos envolvidos não foram divulgados. Os responsáveis vão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático mediante fraude e furto qualificado.

Nomeação de subsecretário para comando interino da Secretaria de Segurança Pública da Bahia é oficializada


Decisão ocorre após secretário Maurício Teles Barbosa ser afastado de suas funções

Thais Paim

Governo da Bahia oficializa a nomeação do subsecretário de Segurança Pública, Ary Pereira de Oliveira, como secretário interino da pasta, nesta terça-feira (15). O governador Rui Costa (PT) assinou o ato que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de determinar o afastamento do então secretário Maurício Teles Barbosa, a medida se fez necessária. 

Subsecretário de Segurança Pública, interino, Ary Pereira de Oliveira. Foto: Camila Souza.

Alvo de busca e apreensão, entre outras medidas, Barbosa está sendo apontado como suspeito de “blindagem institucional” no caso da Operação Faroeste, que atinge diretamente desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

Além da exoneração de Barbosa, também foi publicada no Diário a exoneração da sua chefe de gabinete, a delegada Gabriela Caldas Rosa de Macedo. Ela também é suspeita das mesmas irregularidades. 

Sobre a operação 

As fases 6ª e 7ª foram deflagradas pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14) e fazem parte da Operação Faroeste, que investiga um suposto esquema criminoso de venda de decisões judiciais.

Segundo a PF, o objetivo é a desarticular um possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do TJ-BA.

Secretário da SSP/BA é afastado pelo STJ


Operação Faroeste foi deflagrada nesta segunda-feira (14)

Thais Paim

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, por um ano. Além de não exercer mais suas funções, ele está proibido de frequentar as dependências da pasta e de se comunicar com funcionários do órgão.

As fases 6ª e 7ª da Operação Faroeste foram deflagradas nesta segunda-feira pela Polícia Federal. O secretário foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a manhã de hoje. Delegado licenciado da PF, Barbosa recebeu a visita de seus colegas de corporação em sua casa e no seu gabinete na SSP. 

Além do secretário, a delegada Gabriela Macedo também foi afastada das funções, chefe de gabinete do secretário. O motivo seria a suspeita de que ela teria vazado informações sigilosas antes de operações policiais que tinham como alvos investigados na Faroeste. 

Secretário de Segurança Pública da Bahia, afastado por um ano, Maurício Barbosa. Foto: divulgação

De acordo com as informações, um dos beneficiados por ela foi o quase cônsul da Guiné-Bissau Adailton Maturino, considerado chefe do esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano, desbaratado pela Faroeste. 

Outra acusação sobre Gabriela é a de que ela seria responsável pelo transporte de joias de Carlos Rodeiro, também alvo das investigações.

O joalheiro, conhecido da alta sociedade baiana, é suspeito de auxiliar a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, no crime de lavagem de dinheiro, por meio da venda de joias para ela. 

Novas fases da operação apuram se Barbosa e Gabriela atuariam na “blindagem institucional” do esquema de venda de sentenças para tentar proteger investigados. O objetivo é a desarticulação de possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

Levantamento aponta que 96,9% das pessoas assassinadas pela polícia na BA no ano passado eram negras


Thaís Paim

Dados divulgados pela Rede de Observatórios da Segurança apontam que 96,9% das pessoas assassinadas pela Polícia Militar da Bahia, que tinham cor e raça informadas, eram negras. O levantamento anual, referente a 2019, revela que das 489 vítimas por intervenção policial identificadas, 474 eram pretas ou pardas.

Outros quatro estados foram analisados pela organização, além da Bahia. Sendo eles: Ceará (87,1% de negros assassinados pela PM), Pernambuco (93,2%), Rio de Janeiro (86%) e São Paulo (62,8%). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (09). 

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), informou em nota que as ações policiais são realizadas após levantamentos de inteligência e observação da mancha criminal. “Todos casos que resultam em mortes são apurados pela Corregedoria e, existindo indício de ausência de confronto, os policiais são afastados, investigados e punidos, caso se comprove a atuação delituosa”, destacou a SSP. 

Dudu Ribeiro, que é coordenador da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia e co-fundador da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD), avalia que a política de guerra às drogas, instituída pelo Estado brasileiro, é um dos fatores que contribuem para a autorização da opressão de vidas negras.

“A política de guerra às drogas talvez seja o conjunto mais sofisticado que permite a produção de morte, o altíssimo encarceramento e a estigmatização da população negra, a partir de um conjunto de ideias que estão presentes e são constantemente reproduzidas às diversas instituições, não apenas ligadas à segurança pública, mas muitas vezes nas instituições ligadas à saúde”, avaliou o historiador.

Ribeiro falou sobre o posicionamento da mídia e destacou: “Também na nossa produção de discursos jornalísticos. Essa guerra às drogas é a grande legitimadora do século XXI, do altíssimo índice de produção de mortes operadas pelo Estado”. 

Além de não resultar em um controle do tráfico por parte do Estado, a política de guerra às drogas atinge também pessoas negras que não fazem parte do ciclo de consumo e venda de materiais ilícitos, trazendo sofrimento e perdas para diversas famílias. 

Casos de violência 

Em agosto do ano passado, Denilson Santana de Jesus, de 15 anos, foi morto por policiais militares após participar de uma partida de futebol com os amigos. Quando foi assassinado com nove tiros, o jovem seguia o principal conselho da mãe: não correr quando a polícia chegar.

Em Salvador, fazem oito dias que equipes da Polícia Militar estão realizando uma operação contra o tráfico de drogas no complexo do Nordeste de Amaralina – formado pelos bairros da Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Nordeste.

Segundo informações, nesta operação, que também é uma ação da guerra às drogas, moradores reclamam da truculência de policiais militares com crianças e adolescentes. Mas as insatisfações são diversas e muitos reclamam da privação do direito de ir e vir.

“É a partir do discurso de guerra às drogas que territórios são ocupados e que famílias são destruídas, que pessoas são encarceradas. Uma parte significativa da população negra, que não consome substâncias psicoativas tornadas ilícitas ou as comercializa, é afetada a partir da criminalização do seu território, e também são afetadas porque esse modelo de guerra determina, no poder público, o direcionamento dos investimentos”, explica Dudu Ribeiro.

A Bahia registrou o maior percentual das regiões avaliadas. No estado de Pernambuco, a proporção de negros entre as vítimas foi de 93%.

Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação diretamente com as secretarias de Segurança dos estados, de acordo com a Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento também checou e comparou com informações sobre cor das populações de cada estado no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Linha 4 do Metrô na mira da polícia Federal


Polícia Federal faz busca e apreensão em casa de suspeitos de participar de esquema de propina na linha 4

André Lucas

Na última segunda-feira dia 7, a Polícia Federal, que investiga contratos ilícitos e distribuição de propinas na Linha 4 do Metrô, na operação “Fim do Túnel”, fez busca e apreensão em residências na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. A Linha 4 conecta a Estação General Osório, em Ipanema, na zona sul, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. A construção, que começou em 2010, foi concluída em 2016, para ser usada durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. 

A operação é um desdobramento da Lava Jato na luta contra a corrupção. Essa semana são 7 mandatos de busca e apreensão na sul e no centro da cidade. A suspeita é de caixa 2 durante a construção da Linha 4, o ex secretário de Transporte na gestão de Sergio Cabral, Júlio Lopez é o alvo principal da investigação. Além do secretário, empresários do ramo Rodoviário e da Saúde, também estão sendo investigados.

Segundo a Polícia Federal o material apreendido vai passar por uma análise da perícia, caso comprove o crime, os envolvidos responderão por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Além da Polícia Federal o Ministério Público Federal e a Receita Federal também estão envolvidos. 

A Receita Federal afirma que o ex-secretário Júlio Lopez entre julhos de 2010 e março de 2015 recebeu da Fetransporte  indevidamente mais de 7 milhões de reais para beneficiar a empresa com o retorno do valor do bilhete único para as empresas.

A Receita Federal diz também que entre junho de 2010 e novembro de 2014 a Odebrecht pagou mais de 6 milhões de reais ao secretário, durante a obra, a propina foi a parte dele no desvio da verba.

Em nota a defesa de Júlio afirmou que seu cliente não cometeu nenhum crime durante seu mandato como secretário. “A defesa de Júlio Lopes vem expressar a sua perplexidade com a busca e apreensão desnecessária e abusiva, realizada na data de hoje. Ao longo de quatro anos de investigações, Júlio Lopes sempre se colocou à disposição das autoridades para explicar qualquer fato. Júlio Lopes não praticou nenhum crime ao longo de sua gestão na Secretaria de Transportes e, não por outra razão, as afirmações caluniosas de delatores nunca foram levadas a sério. A esdrúxula medida, que versa sobre fatos requentados, sequer poderia ter sido decretada pelo juízo da Sétima Vara Federal do Rio de Janeiro, por ofender a competência da Justiça Eleitoral, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.

Lopez é investigado também na operação Fratura Exposta e Ressonância Magnética, ele é acusado de receber três parcelas de R$250 mil do empresário Miguel Iskin.  

O secretário de Cabral já tinha sido delatado antes pelo subsecretário Luiz Carlos Velloso, que assumiu ter recebido R$3,5 milhões referentes a propinas referente ao metrô. Esse dinheiro passou pela conta da Corretora Ad Valor, e R$1 milhão foi usado para pagar contas pessoas de Lopez e Luiz Carlos.

Além de Lopez, o advogado João Maurício Ottoni de Araújo Pinho também estar na mira da investigação, apontado como operador do ex-parlamentar. O escritório de João Maurício não quis responder as ligações.