Anvisa alerta para golpes envolvendo a venda de vacinas falsas contra a Covid-19


Ofertas têm sido feitas através da internet

Thais Paim

A ansiedade e expectativa pela vacina tem se intensificado no Brasil após diversos países iniciarem o processo de imunização da população. Com isso, a venda de vacinas falsas contra o novo coronavírus se tornou comum, principalmente através da internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos envolvendo esse tipo de contato e aquisição. De acordo com o órgão, o produto vem sendo oferecido em sites e através de mensagens enviadas pelas redes sociais.

Até o momento não há nenhuma vacina contra a Covid-19 registrada ou autorizada para uso emergencial no país, destacou a Anvisa. Além disso, também foi informado que sem essas autorizações, um medicamento não pode ser comercializado e disponibilizado à população, sob risco para a saúde dos consumidores.

“É preciso ressaltar que somente empresas devidamente certificadas pela Anvisa e licenciadas pela autoridade sanitária local poderão, quando for o caso, distribuir, fabricar, importar, transportar e aplicar as vacinas de Covid-19 autorizadas. No caso de vacinas importadas, a norma sanitária prevê que a empresa importadora é responsável pela qualidade, eficácia e segurança dos lotes importados das vacinas. Cada lote importado é submetido a ensaios completos de controle de qualidade pelo fabricante e deve possuir um certificado de liberação, de acordo com as especificações estabelecidas no registro do produto junto à Anvisa”, informou a agência. 

Lembrando que a falsificação de medicamentos pode ocasionar danos irreversíveis à saúde, podendo levar à morte, uma vez que não é possível verificar a segurança, a qualidade e a eficácia desses produtos.   

De acordo com a Anvisa, a Polícia Civil investiga o caso. O órgão determina normas para que as vacinas possam ser consumidas no Brasil e para exportação. A vacina é avaliada de acordo com as normas sanitárias, quanto às condições de armazenamento e transporte, de modo que haja liberação de todos os lotes dos produtos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Polícia Civil encontra a CPU sumida da Riotur


O computador é peça fundamental para entender o QG da Propina

André Lucas

Policiais Civis encontraram uma CPU no prédio da Riotur na cidade nova na Barra. O computador estava escondido no forro do quinto andar da cidade. No quinto andar do prédio. Os policiais que o acharam fazem parte da coordenadoria  de investigação de agentes com fórum, e estão encarregados de investigar a denúncia de distribuição de propina na gestão do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. 

Segundo as investigações, Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur, Marcelo Alves, usava salas da Cidade das Artes para negociar propinas em troca de contratos e outras irregularidades. A CPU, que tinha uma identificação de patrimônio da Prefeitura, estava vazia. 

O equipamento estava na antiga sala da Riotur, onde trabalhava o então vice-presidente da Riotur, Lucio Macedo. Depois da chegada do novo prefeito, houve uma mudança na organização, a Riotur foi para o quarto andar, enquanto o quinto andar foi cedido a Cidade das Artes. 

A CPU foi encontrada inicialmente por um grupo de manutenção que perceberam um vazamento no forro do teto, ao remover o gesso um dos técnicos viu o computador escondido. O serviço foi paralisado e só retornou nesta terça, depois de 4 dias de isolamento. 

O ex-vice-presidente de relações institucionais da Riotur, afirmou que saiu da prefeitura antes das denúncias de distribuição de propinas dentro da sala da Riotur. 

“Pelo que eu sei, após minha saída houve uma reforma no ambiente físico e várias pessoas ocuparam a sala. Meu trabalho na Riotur sempre foi técnico, com base na experiência que adquiri inclusive prestando consultoria no Sebrae e como professor convidado da FGV.” 

Fabrício Villa Flor De Carvalho, que presidiu a Riotur de março a dezembro de 2020, disse que nunca usou a sala e que não tem ideia de qual seja o motivo para ter uma CPU no forró. 

“Fiz a transição, deixei meu computador lá, sequer troquei a senha. A única observação que tenho é que, nas buscas que fizeram ano passado na Cidade das Artes, eles chegaram até a procurar objetos no forro.” 

Apesar de Marcello Crivella não ser mais Prefeito, a investigação continua na coordenadoria de investigação de agentes com Fórum, porque a justiça ainda não transferiu a investigação do caso para a Polícia Civil comum.  

Com a prisão, Crivella se torna o primeiro prefeito a se juntar a uma longa lista de políticos do Rio de Janeiro presos, que incluem os ex-governadores Moreira Franco, Luiz Fernando Pezão, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral. 

Crivella foi preso no dia 22 de dezembro, junto com ele foram preso na mesma manhã,   o empresário Rafael Alves, apontado como operador do esquema; Fernando Moraes, delegado aposentado; Mauro Macedo, ex-tesoureiro da campanha de Crivella; além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos. 

Foi o ministério público que denunciou todos eles por lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, e organização criminosa. Segundo o ministério público o valor arrecadado, com as propinas em troca de facilidades de contrato com empresas, chega a R$ 50 milhões.  

Falsificador é preso no Rio Grande do Sul com R$ 500 mil em notas falsas


Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul desbaratou um laboratório gráfico que falsificava notas de real em Costa do Sol, na divisa entre Balneário Pinhal e Cidreira, no litoral gaúcho. Durante a ação, que ocorreu na tarde da última terça-feira (27), um homem foi preso em flagrante e foram apreendidas diversas notas falsas de cem reais já prontas para circulação, somando o montante de 500 mil reais.

A Polícia já monitorava indivíduos que passaram notas falsas no comércio da região e chegaram até o local, onde foram encontradas impressoras, tintas e demais insumos para impressão, além das notas falsas já impressas.

O homem preso possui antecedentes por falsificação de moeda nacional e estava foragido, segundo a Polícia Civil. Conforme a investigação, ele teria repassado cerca de 200 mil reais em cédulas falsas à organização criminosa gaúcha. O caso será apresentado à Polícia Federal e agentes da organização vão fazer a perícia no local.

Polícia descobriu fogos de artifício, celulares, facão em base bolsonarista


A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu na manhã deste domingo mandados de busca e apreensão em um dos pontos de apoio de grupos bolsonaristas conhecidos como “300 do Brasil”, “Patriotas” e “QG Rural”. A ação ocorreu em uma chácara localizada na região de Arniqueiras, no Distrito Federal, a cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília. Manifestantes pró e contra o governo foram às ruas hoje na capital.

Segundo a polícia, foram apreendidos fogos de artifício, manuscritos com planejamento de ações e discursos, cartazes, aparelhos de telefone celular, um facão, um cofre e outros materiais destinados a manifestações. O cofre ainda será aberto, de acordo com os investigadores.

A operação é parte de uma investigação da Polícia Civil sobre a prática de supostos crimes de milícia privada, ameaças e porte de armas atribuídos ao grupo. Trinta policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) participaram da ação.

Ao longo da última semana, lideranças de grupos como “300 do Brasil” foram presas, entre elas Sara Giromini, conhecida como Sara Winter nas redes sociais. Ela teve a prisão efetivada em outra investigação, a pedido do Ministério Público Federal atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito sobre organização de atos antidemocráticos.

Mãe loura do funk é condenada há cinco anos


A vereadora Verônica Costa (MDB), a Mãe Loura, foi condenada pela Justiça a cinco anos e dez meses de prisão, em regime semiaberto, pela tortura de seu ex-marido, Márcio Costa. Segundo a investigação da Polícia Civil, o irmão, a irmã, o cunhado e o padrasto da funkeira foram até a casa do casal e, por ordem de Verônica, teriam amarrado Márcio no banheiro, após o casal ter jantado junto. De acordo com o relato de Márcio, ele teve os pulsos e os pés amarrados com correntes, corda e cadeado, e uma venda teria sido colocada em sua boca e em seus olhos. Em seguida, uma sessão de agressão teria sido iniciada.

O caso veio à tona em fevereiro de 2011, após o homem, que na época ainda era casado com a funkeira, denunciar o caso à Polícia Civil. Na decisão, o juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 16ª Vara Criminal, determinou a perda do cargo da vereadora. Ainda cabe recurso. As informações são do Extra.

Além de Verônica, quatro parentes da funkeira também foram condenados pelo crime, a penas de cinco anos e três meses. O processo corre em segredo de Justiça.

A Polícia Civil indiciou a funkeira pelo crime em novembro de 2011. Verônica virou ré um mês depois. Desde então, o processo chegou a ser encaminhado para a segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio após a posse da Mãe Loura na Câmara de Vereadores em 2013. Por causa do cargo, Verônica tinha direito a ser julgada por um órgão especial. No entanto, o caso voltou à 16ª Vara Criminal em novembro do ano passado.

Na época, Verônica negou todas as acusações e disse que o marido já chegou machucado em casa, sob o efeito de drogas. Por nota, o advogado da vereadora afirmou que vai recorrer da sentença.

Pastor é preso suspeito de estuprar duas adolescentes


A Polícia Civil prendeu no último dia 4, na cidade de Itiruçu, o pastor evangélico Juvêncio Faustino dos Santos Filho, de 53 anos. O religioso é acusado de estuprar duas adolescentes, uma de 12 e outra de 13 anos. O crime teria ocorrido no ano de 2014, no mesmo município, mas só agora teve o pedido de prisão temporária cumprido.

De acordo com o delegado local, Arão Borges, as duas garotas são filhas de membros da igreja que ele pastoreava. O mandado de prisão preventiva foi expedido  na quinta-feira, 3.

“Os crimes aconteceram naquela cidade e assim que o mandado foi expedido pela Justiça, na quinta-feira, 3, nós o cumprimos”, explicou. Juvêncio será encaminhado ao sistema prisional. A polícia não divulgou maiores informações do caso.