Camada de ozônio volta a ser ameaçada


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Camada de Ozônio imagem da internet

A camada de ozônio, que protege a Terra dos raios UV, em lenta recuperação desde que o Protocolo de Montreal de 1987, que proibiu produtos químicos que a corroem, pode estar em perigo de novo, alertaram cientistas nesta terça-feira.

Os níveis de diclorometano, um produto químico não coberto pelo pacto de restauração do ozônio, estão aumentando rapidamente na estratosfera e podem retardar a recuperação da camada, afirmaram os cientistas.

Embora “atualmente modesto, o impacto do diclorometano no ozônio aumentou acentuadamente nos últimos anos”, informou uma equipe na revista científica Nature Communications.  “O crescimento sustentado de diclorometano neutralizaria alguns dos ganhos alcançados pelo Protocolo de Montreal, atrasando ainda mais a recuperação da camada de ozônio da Terra”, acrescentou.

A camada fica na estratosfera entre 10 e 50 quilômetros acima da superfície da Terra, onde filtra a luz ultravioleta prejudicial que pode causar câncer e danificar as colheitas. O acordo de Montreal eliminou a produção de clorofluorocarbonetos (CFCs) em geladeiras, aerossóis, ares-condicionados e espumas quando se descobriu que estes compostos eram responsáveis pelo chamado “buraco” na camada de ozônio.

Na década de 1990, os CFCs foram substituídos por hidrofluorocarbonetos (HFCs), que eram seguros para o ozônio mas também altamente eficazes para reter calor na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.

Em outubro de 2016 foi adotada uma emenda ao pacto para eliminar os HFCs. Os cientistas já levantaram preocupações sobre o impacto potencial no ozônio dos produtos químicos artificiais chamados de “substâncias de vida muito curta” (VSLS), como o diclorometano.

O novo estudo procurou quantificar a ameaça do diclorometano, que é usado como solvente em decapantes de tinta e como desengordurante, e também para descafeinar o café.  Os pesquisadores descobriram que os níveis de diclorometano na estratosfera quase duplicaram desde 2004.

Um crescimento adicional poderia retardar a recuperação do ozônio sobre a Antártica, onde a destruição da camada foi mais grave, em mais de uma década.  E os autores observaram que outros VSLS também foram detectados na atmosfera, mas ainda não foram medidos.

Especialistas não envolvidos no estudo saudaram sua contribuição para entender o que está acontecendo com a camada de ozônio. “Nós devemos agir agora para impedir a liberação (do diclorometano) para a atmosfera, a fim de evitar desfazer mais de 30 anos de trabalho exemplar de ciência e políticas que, sem dúvida, salvou muitas vidas”, disse Grant Allen, físico atmosférico da Universidade de Manchester.

Para David Rowley, da University College London, o trabalho mostrou que proteger a camada de ozônio “apresenta um desafio industrial e político muito maior do que se pensava anteriormente”.

Brasil é o quarto maior produtor de resíduos


A quantidade de resíduos sólidos urbanos gerada no país em 2015 totalizou 79,9 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que no ano anterior. No período, foi registrado também aumento de 0,8% na produção per capita de resíduos sólidos: de 1,06 quilo (kg) ao dia em 2014, para 1,07 kg ao dia em 2105. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

“O resultado coloca o Brasil como o quarto maior gerador de resíduos sólidos no mundo, é muita coisa, e o que nós percebemos é uma rota ascendente, que tem vindo dessa forma na última década, e que ainda não demonstrou uma linha de reversão. É um dado preocupante”, disse o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Roberto Vieira.

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De acordo com o levantamento, houve uma leve melhora nos números sobre a destinação final dos resíduos sólidos. Em 2015, 58,7% do lixo produzido foi destinado para locais adequados, como aterros sanitários. Em 2014, esse índice foi 58,4%. No entanto, os dados mostram que cerca de 60% das cidades brasileiras ainda destinam seu lixo inadequadamente, ou seja, para lixões ou para os chamados aterros controlados.

“Uma das pistas que temos para explicar esse problema, essa nossa deficiência e porque temos levado tanto tempo para avançar, está no volume de recursos aplicados no setor de resíduos sólidos, que em 2015 foi de R$ 10 por habitante por mês para fazer frente a todos os serviços de limpeza urbana”, ressaltou Vieira.

Os serviços de coleta mantiveram o alto índice observado nacionalmente nos anos anteriores, de 90,8%. No entanto, ainda persistem as diferenças regionais: no Sudeste, 97,4% do lixo produzido é coletado; em seguida vêm as regiões Sul (94,3%); Centro-Oeste (93,7%); Norte (80,6%); e Nordeste (78,5%).

Cachoeira: um rio que pede socorro


Ele se forma no Município de Itapé, na confluência do Rio Colônia com o Rio Salgado. Se você acha que estou me referindo ao Rio Cachoeira, acertou! Esse curso de água é um dos mais importantes do Sul da Bahia, pois abastece a 12 cidades. Entretanto, sofre com o descaso de nossos governantes e com os maus tratos por parte de empresas e população.

Geógrafa Eliana Trindade avalia condições do Rio Cachoeira Foto: Eliane Trindade
Geógrafa Eliana Trindade avalia condições do Rio Cachoeira Fotos: Eliana Trindade

 

Segundo os especialistas, o Cachoeira sempre foi rico em diversidade de peixes, com destaque para robalos e pitú (um crustáceo raro que existe apenas em alguns rios do Brasil). Infelizmente, o panorama atual é outro. Em seu estudo a biogeoquímica, Maria Pinheiro Lima, alerta que as atividades ligadas ao manejo florestal e agrícola e a urbanização alteram os ciclos biogeoquímicos dos ecossistemas aquáticos. A especialista afirma que as principais atividades impactantes no Rio Cachoeira estão associadas às atividades agro-industriais e ao lançamento de esgotos domésticos e resíduos sólidos.

A geógrafa, Eliana Trindade, também lamenta a atual situação do Cachoeira. “Serviços de lavagem de veículos, construções nas margens do rio, ausência de mata ciliar, extração de areia, lançamento de lixo e esgoto in natura e outras ações ao longo dos anos são provas da desinformação e do descaso por parte da população e das autoridades locais com o rio”, justifica a também professora.

A especialista defende que o rio é um espelho de como a população cuida do meio ambiente. “O Cachoeira já foi caudaloso e limpo, servindo como fonte de renda e lazer para os habitantes do seu entorno. Hoje, após tantos maus tratos, ele teve o seu volume diminuído consideravelmente e está a cada dia mais poluído. As baronesas e os urubus presentes em suas  águas são evidências concretas de que a população itapeense e circunvizinha precisam de educação ambiental”, finaliza Eliana.