Quem são e como vivem os ciganos do Brasil


Andie Carolina

Certamente pelo menos uma vez na vida, você já imaginou a figura de uma mulher cigana representada por roupas de estampas coloridas, peças longas, lenços na cabeça e claro, dançarinas e que possuíam o dom de adivinhar o futuro. É desta forma que a mídia tem vendido a imagem do povo cigano ao longo dos anos. Mas será que você realmente conhece e sabe como vivem os ciganos, sobretudo no Brasil? Continue lendo esse artigo e descubra.

Preconceito universal

Estudos descrevem os ciganos como um povo nômade, que perambulava por toda a Europa, atingidos pelo preconceito, já que esse estilo de vida causava repulsa na sociedade europeia. E um fato interessante é que, por não possuírem um idioma próprio, sua história foi descrita justamente pelo povo não-cigano. E esses historiadores apontam a Índia como o país de origem dos ciganos, que anos mais tarde, também teriam adentrado o Egito e a Espanha.

Foi no território espanhol, aliás, que surgiu o primeiro documento que atestava a presença de ciganos em um local. Esse fato ocorreu no ano de 1423, quando esse povo teria pedido permissão para cruzar o país e assim, peregrinar até a cidade de Santiago de Compostela.

Visita ao assentamento da comunidade cigana Calon. Foto: divulgação

Ciganos no Brasil

Falando especificamente sobre o Brasil, os ciganos chegaram em terras Tupiniquins junto aos navegantes de Portugal, país que, por sua vez, longe de ser um “amigo” deste povo, os enxergava apenas como “seres indesejáveis”.

Independente disso, a chegada foi bem-sucedida e a permanência também, pois é estimado que o Brasil o segundo país com o maior número de habitantes (800 mil), ficando apenas atrás dos Estados Unidos (1 milhão). Os ciganos se espalharam por todo território nacional, mas é na Bahia onde vivem a maior porcentagem deles.

Esses moradores ilustres são divididos em três grandes grupos. O primeiro, originário de Portugal e da Espanha, são falantes do dialeto Caló. O segundo, originário do Leste Europeu, são falantes do dialeto Romani. E o último, originário da Alemanha e da França, também falantes do mesmo dialeto.

Profissões e linha de conduta

Mulheres ciganas. Foto: Fabrio Rodrigues pozzebom

Os homens ciganos costumam trabalhar em ofícios comuns como os outros de culturas diferentes. No Brasil, eles exercem as funções de ferreiros, comerciantes e cuidadores de animais. Já as mulheres, como mencionado no início deste artigo, realmente costumam se dedicar à leitura das mãos e das cartas com a intenção de adivinhar o futuro, mas são muito mais do que isso!

As ciganas também são vistas em grande número como costureiras e rendeiras, enquanto uma outra parte se dedica aos cuidados do lar. Um fato curioso sobre a cultura cigana é que eles costumam se casar apenas entre si, sendo extremamente apegados às suas famílias.

E um detalhe bastante triste em relação aos ciganos é que, durante muitos anos, e inclusive nos dias atuais, é que eles roubam crianças e que costumam mentir sobre diversos assuntos. O que muitas pessoas desconhecem, é que, na verdade, existe um código na cultura cigana que condena qualquer tipo de desonestidade entre eles e para com o próximo.            

Para finalizar, um fato que vale muito mais a pena ser citado: existem diversas datas para celebrar a vida e a cultura cigana ao redor do mundo. No Brasil, a comemoração acontece no dia 24 de Maio. A data foi celebrada pela primeira vez em 2007 e leva o nome de Dia Nacional do Cigano.

Andie Carolina é graduada em Publicidade e Propaganda. E, apaixonada por música, séries, televisão e cinema. Instagram: @AndieCarolinaP

Anitta: Garota do Rio rumo ao topo


De Honório Gurgel para o mundo

Isabelle Carvalho

Não é novidade o caminho de Anitta desde sua origem até o topo. O que não cansa de surpreender, no entanto, é sua determinação e coragem ao construir sua trajetória rumo ao sucesso, que talvez nenhum outro artista brasileiro tenha alcançado.

A história de Larissa Machado, nascida em Honório Gurgel – subúrbio do Rio de Janeiro – é conhecida. E podem até haver pessoas que não gostam da cantora, mas é inegável: há uma inteligência muito estratégica e única na forma com que a artista lida com sua carreira. 

Larissa nasceu em uma família humilde. Filha de um vendedor de baterias de carros e uma costureira, Ela, desde criança, cantava no coral de uma igreja.

Aos quinze anos, interessou-se também pela dança e começou a se apresentar em bailes de dança de salão. Aos dezesseis, começou a publicar vídeos na internet dançando e cantando e foi graças a essas publicações que foi descoberta pela Furacão 2000. Sua primeira música “Eu vou ficar” foi um fenômeno de mercado. 

Antes de se dedicar integralmente à carreira musical, a cantora trabalhou como vendedora em uma loja de roupas e também foi estagiária da empresa Vale do Rio Doce, ao ter ingressado num curso de Administração – que logo depois abandonou.

Mais forte que a personagem

O nome Anitta veio da minissérie da TV Globo “Presença de Anita”, título dado em nome da protagonista (interpretada por Mel Lisboa), uma jovem bastante sedutora que conquistava a todos. 

O clipe de “Show das poderosas” foi um grande sucesso de visualizações, alcançando mais de um milhão em apenas uma semana. Depois disso, vieram os hits “Não para”, “Menina má”, “No meu talento”, “Deixa ele sofrer”, “Bang”, “Essa mina é louca”, entre outros. Desde o início de sua carreira, Anitta fala sobre o desejo de construir um legado internacional. O que muitos não acreditaram. 

O clipe de “Meiga e abusada” gravado com o norte-americano Blake Farber, em Los Angeles, começou a provar que talvez Anitta tivesse o necessário para construir sua trajetória fora do Brasil. “Vai malandra” também foi outro estrondo no mercado musical.

Enquanto isso, a artista investiu em aulas de inglês e espanhol para aprimorar sua fluência nos dois idiomas, sem que o sotaque brasileiro pudesse ser identificado. Ela investiu em outros ritmos, além do funk, como pop, reggaeton e música eletrônica.

 

No topo da Spotify

A cantora ocupou o Top 50 Global da plataforma de streaming Spotify com hits como “Bola, rebola”, “Downtown” e “Vai malandra”. Recentemente, ocupou a posição número um com “Envolver”, o que nenhum outro artista brasileiro havia conseguido. Todas essas conquistas foram alcançadas com base em uma carreira também como empreendedora, além de muitas críticas e haters

O que não falta na internet, principalmente, são pré-julgamentos e preconceitos em relação à cantora, que não tem vergonha de se mostrar quem realmente é e usar de sua sensualidade e empoderamento feminino para ganhar mais palcos. Anitta sempre entendeu que tem um papel importante a cumprir como uma personalidade muito conhecida que acumula milhões de fãs pelo mundo inteiro. 

Sabendo disso, a artista sempre soube que seria um exemplo para diversas meninas e mulheres que a olham como modelo. Muitos julgam que Anitta utiliza seu corpo como instrumento para seu sucesso, o que pode ser o oposto da liberdade feminina que o feminismo busca obter.

No entanto, é exatamente na forma que ela conduz sua carreira que ela demonstra sua maior forma de empoderamento. Porque a emancipação social e sexual das mulheres vem com independência financeira e psicológica, saber não se submeter a certos padrões e arquétipos e, além de tudo, contra argumentar preconceitos. 

Um dos grandes exemplos da influência positiva que a cantora pode dispor é seu posicionamento político. Nos últimos anos, Anitta vem assumindo cada vez mais suas opiniões em público. Em ano de eleições presidenciais no Brasil, a cantora inspirou milhares de jovens com menos de dezesseis anos a tirarem seus títulos de eleitores, mostrando como seus votos podem ser decisivos para o futuro do país. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

“Leão” é multado por homofobia


Apresentado Gilberto Barros é condenado a pagar R$32 mil de multa.

Saulo Santos

Fora da TV há algum tempo, o apresentador Gilberto Barros, mais conhecido como “Leão”, foi multado pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de São Paulo, pelo crime de homofobia. A multa fixada pelo delito é de R$32 mil. As informações são do Jornal Folha de São Paulo.

Barros apresentou defesa e ainda pode recorrer da sentença. Ele não comentou o caso.

Relembre a história

Barros fez comentários preconceituosos em que mencionava agredir homens gays durante o programa Amigos do Leão, exibido em seu canal do YouTube em setembro de 2020. 

O jornalista e militante da causa LGBTQIA+, William De Lucca, denunciou Leão com base na Lei estadual 10.948, promulgada em 2001, que prevê punição administrativa em casos de homofobia e transfobia. 

Autor de parecer contrário à Festival de Jazz do Capão é denunciado pela MPF


Marcelo Carvalho

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (20), à Justiça Federal do Rio de Janeiro, Ronaldo Daniel Gomes, autor do parecer contrário ao Festival de Jazz do Capão no âmbito da Lei Rouanet. Ele teria negado apoio público ao evento após os realizadores publicarem nas redes sociais de que tratava-se de um “festival antifascista e pela democracia”.

Ronaldo Gomes está sendo denunciado de acordo com uma previsão do artigo 39 da Rouanet, que estabelece: “constitui crime, punível com a reclusão de dois a seis meses e multa de vinte por cento do valor do projeto, qualquer discriminação de natureza política que atente contra a liberdade de expressão, de atividade intelectual e artística, de consciência ou crença, no andamento dos projetos a que se refere esta Lei”.

Ex-coordenador de Análise Técnica de Projetos Culturais do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), Ronaldo era o responsável na Fundação Nacional de Artes (Funarte) por analisar os projetos culturais apresentados no âmbito da Lei Rouanet.

Em janeiro de 2021, o denunciado recebeu o projeto referente ao Festival de Jazz do Capão e indicou a parecerista credenciada Daniela Correa Braga para emitir opinião técnica sobre a proposta. Entre fevereiro e março, a indicada emitiu pareceres favoráveis ao evento realizado na Chapada Diamantina, Bahia, pois, segundo ela, “o festival já estava em sua 9ª edição, era totalmente gratuito à população, promovia o intercâmbio com artistas de outras regiões e não teria por quê não habilitá-lo”.

Entretanto, o parecer de Daniela Braga foi substituído por um outro, elaborado por Ronaldo e que, segundo o MPF, discrepa totalmente do padrão de pareceres da área, apresentando citações a respeito de uma suposta “natureza divina da música” para justificar a reprovação do projeto para apoio da Lei Rouanet.

“Verifica-se, assim, que o denunciado, no exercício da função de Coordenador de Análise Técnica de Projetos Culturais da Funarte, dolosa e conscientemente discriminou, por motivos políticos, o andamento do projeto “Festival de Jazz do Capão” (PRONAC 204126)”, afirma a ação do MPF.

Conforme a denúncia, a discriminação consistiu na exclusão dolosa do parecer técnico favorável elaborado pela profissional designada, e na inclusão de seu próprio parecer, contrário ao projeto, apenas porque os organizadores do festival declararam, em rede social, que o evento era “antifascista e pela democracia” e que “não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”.

Ouvido pelo MPF, Ronaldo afirmou que não recebeu ordem superior para excluir o parecer favorável elaborado pela profissional credenciada e substituir pelo de sua autoria.

Ceará: o estado do futuro


A “Terra da Luz” é a terceira força do nordeste, e promete muito mais para o futuro, graças ao turismo e desenvolvimento da indústria

André Lucas

Em primeiro lugar, nós do Carvalho News damos os nossos parabéns ao Ceará e a todo o povo cearense. Pois, no dia 17 de janeiro, a “Terra da Luz” comemora 222 anos desde sua emancipação,  que ocorreu em 17 de janeiro de 1799, quando se tornou um estado livre. 

De lá para cá, muita coisa mudou e o Ceará se tornou um dos estados mais importantes do Brasil. Vamos conhecer um pouco mais desse estado rico em belezas naturais, história e cultura. 

Atualmente, o Ceará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no norte da Região Nordeste e tem por limites o Oceano Atlântico a norte e nordeste, Rio Grande do Norte e Paraíba a leste, Pernambuco ao sul e Piauí a oeste.

Tem como sua capital a cidade de Fortaleza. Sua área total é de 148 920,472 km 2 ou 9,37% da área do Nordeste e 1,74% da superfície do Brasil. A população cearense  é de 9 075 649 habitantes, conforme estimativas do IBGE, em 2018, sendo o oitavo estado mais populoso do país. 

História da emancipação 

O Ceará esteve ligado institucionalmente pela Coroa Portuguesa ao Estado de Pernambuco por 119 anos, entre 1680 e 1799. Neste período, tudo o que era produzido em solo cearense obrigatoriamente passava pela capitania pernambucana antes da exportação, aumentando os custos de frete, impostos e alongando também o tempo de distribuição. 

 Em 17 de janeiro de 1799, a Rainha Maria I decidiu pela emancipação do Siará – como se escrevia antigamente -, tendo sido ridicularizada pela escolha. 

A importância do povo Cearense para o Brasil

A importância histórica e cultural desse estado se dá por conta de pessoas incríveis que deixaram seu legado na história do país. Como por exemplo, Francisco José do Nascimento, o dragão do mar, símbolo da resistência contra a escravidão, e que ajudou ao cerara a ser a primeira província a abolir a escravidão quatro anos antes da leia áurea.

 Maria da Penha Maia Fernandes, líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres das mulheres, inspiração para a criação da lei Maria da Penha e um grande símbolo da luta contra o feminicídio. 

O Alberto Nepomuceno, cantor e compositor que fez parte de um movimento de nacionalização da música, e marcou seu legado com a frase “não tem pátria um povo que não canta em sua língua”. 

Além de Casimiro Montenegro Filho, o fundador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, e o Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial. 

Raquel de Queiroz não pode ficar fora dessa lista de nomes importantes que vieram do Ceará, ela foi a primeira mulher a entrar na academia de letras. 

O Ceará é o berço do humor brasileiro, por isso não podemos deixar de citar, Renato Aragão, Tom Cavalcante, Chico Anísio, Tiririca, Ceará, entre outros. 

Ainda temos a dona Francisca Celsa dos Santos, que foi validada pelo Gerontology Research Group (GRG), ou Grupo de Pesquisa em Gerontologia, em tradução literal, como a pessoa mais velha do Brasil e a terceira do mundo, fazendo com que o estado do Ceará ganhasse espaço na mídia mundial.

A economia atual do país

A economia cearense é a terceira mais forte do Nordeste, sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) regional é de 14,5%, atrás dos estados da Bahia (31,5%) e Pernambuco (17,9%). Para o PIB nacional, o Ceará contribui com 1,9%. O PIB per capita cearense é de 6.149 reais.

O estado vem apresentando melhoras na economia, os incentivos governamentais para a instalação de indústria (isenção de impostos e doação de terrenos) e a mão de obra barata atraíram mais de 600 empresas nacionais e estrangeiras para o Ceará num período de seis décadas (1950 a 2010). 

Nos últimos anos o estado vem fazendo um bom trabalho na educação, que é o caminho da transformação e do desenvolvimento. O estado do Ceará tem uma das  melhores educação pública do Brasil, em 2018, o estado tinha 18 das 24 melhores escolas do Brasil, e 82 das 100 melhores pontuadas no estudo do INDEB. 

Ainda desfruta de ter o melhor IDH da região Nordeste do País. Boas condições de vida e a educação pública com qualidade existente hoje no Ceará, é o caminho para em um futuro próximo, o estado se transformar em uma grande potência.  

O turismo botou o Ceará no mapa do Mundo

Turistas do mundo inteiro visitam o estado todos os anos, as lindas praias e a paisagem maravilhosa são os motivos das visitas. Os principais cartões portais do país são: 

A Praia da Cona Quebrada não dá para dispensar. Situada em Aracati, distante 182 km de Fortaleza, a praia de Canoa Quebrada é aquele lugar que você vai uma vez e quer voltar sempre!  Se você quer mesmo se esquecer do mundo e relaxar, a Lagoa da Jijoca é o lugar perfeito. 

Só ali você poderá apreciar um dos mais lindos picos do Nordeste, deitado em redes instaladas na fantástica lagoa do Paraíso e na Lagoa Azul. Pedra Furada em Jericoacoara.

A Pedra Furada é um fenômeno da natureza que atrai visitantes do mundo todo. Esculpida pelas ondas do mar, se transforma em uma obra de arte natural nos meses de julho e agosto, quando o sol se encaixa bem no meio do furo da pedra. 

A Praia de Ponta Grossa fica em Icapuí, na fronteira com o Rio Grande do Norte, a 50 km de Canoa Quebrada. Grutas e formações rochosas incríveis surpreendem o visitante. 

 Praia do Futuro, situada a 10 km da capital Fortaleza, possui 30 km de extensão muito agitados pelos inúmeros turistas que vêm de todos os lugares do mundo para conhecer suas maravilhas.

  Morro Branco em Beberibe. Um dos principais cartões postais do Ceará, a Praia de Morro Branco fica em Beberibe, a 80 km de Fortaleza.

Além das praias maravilhosas,  não podemos deixar de lado o Centro Dragão do mar de arte e cultura, o Teatro José de Alencar, referência na arquitetura lírica brasileira, o Parque do Ronco, e a Catedral Metropolitana. São esse os principais atrativos do estado, que dar ao Ceará as 10 primeiras colocações em ranking de destino de turistas gringos, a principal procura é a linda capital, Fortaleza.  

A cultura enraizada do estado

A culinária cearense é um dos aspectos culturais mais marcantes do estado. A cozinha do estado do Ceará já ganhou o Brasil inteiro, como resistir ao maravilhoso Baião de dois, e aquela suculenta carne de sol, ainda os peixes e frutos do mar, buchada de bode, panelaço, paçoca Cearense, tudo isso vem do Ceará eu sei, mas a principal exclusividade de culinária local, é o cream cracker com refrigerante Delrio. 

Além da culinária, a religiosidade do povo Cearense é muito tradicional. 78% da população cearense são católicas. Uma grande influência para o Estado do Ceará é o Padre Cícero. No ano de 1889, Padre Cícero ganhou notoriedade no Nordeste, quando  durante uma missa na igreja de Juazeiro (Ceará), a hóstia consagrada por ele transformou-se em sangue na boca de uma mulher.

A partir daí a população local passou a considerar este fato como um milagre atribuído ao Padre.

A Igreja Católica, no entanto não concordou, e  proibiu o padre de exercer o sacerdócio. Passados dez anos do episódio, padre Cícero viajou, em 1898,  para Roma onde conseguiu a absolvição do Papa Leão XIII. Porém, continuou proibido de celebrar missas. Esse enredo transformou o Padre em um grande influenciador da época, e o responsável pela grande tradição religiosa existente  hoje no estado. 

Os cearenses são mesmo apaixonados pela “Terra da Luz”.  O corretor de imóveis, Aurineudo Gomes é um deles. Segundo ele, o estado é sinônimo de tranquilidade. Sobre as belezas da região, Gomes destaca o litoral. 

O corretor de imóveis, Aurineudo Gomes. Foto: reprodução do Instagran

Uma das características que mais chama a atenção entre os nordestinos é o jeito caloroso e receptivo. E no Ceará não é diferente. “Nosso povo é muito acolhedor e divertido”, garante Gomes, que define seus conterrâneos como muito resistentes. “O povo resiste a tantas injustiças sociais. São vários trabalhadores e trabalhadoras que buscam a cada dia, apesar das adversidades, seu lugar ao sol”, orgulha-se.

Sobre o preconceito contra o Ceará e os demais estados nordestinos, o corretor de imóveis acredita que está menor. “ Já foi maior. Porém estamos mostrando que não só o cearense, mas como todo nordestino, temos fibra para irmos em busca dos nossos sonhos e isso podemos ver a cada dia. Exemplos: os primeiros lugares no ITA, nossos humoristas ganhando espaço, nossos artistas entrando no circuito nacional”.

Negros, mulheres e nordestinos são mais afetados pelo desemprego


A taxa de desocupação no Brasil caiu para 11,9% no terceiro trimestre de 2018, mas chega a 14,4% na Região Nordeste, a 13,8% para a população parda e a 14,6% para a preta – grupos raciais definidos na pesquisa conforme a declaração dos entrevistados. Quando analisado o gênero, as mulheres, com 13,6%, têm uma taxa de desemprego maior que a dos homens, de 10,5%.

Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa consta na Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnad Contínua Tri). É considerada desocupada a pessoa com mais de 14 anos que procurou emprego e não encontrou.

Quatro estados do Nordeste estão entre os cinco com maior desemprego: Sergipe (17,5%), Alagoas (17,1%), Pernambuco (16,7%) e Bahia (16,2%). Apesar disso, a maior desocupação verificada no terceiro trimestre de 2018 foi no Amapá, onde o percentual chegou a 18,3%.

A Região Sul tem a menor taxa de desocupação do país, com 7,9%, e Santa Catarina é o estado com o menor percentual, de 6,2%. No trimestre anterior, a Região Sul tinha taxa de desocupação de 8,2% e o Nordeste, 14,8%.

Do contingente de 12,5 milhões de pessoas que procuraram emprego e não encontraram, 52,2% eram pardos, 34,7% eram brancos e 12% eram pretos. Tais percentuais diferem da participação de cada um desses grupos na força de trabalho total: pardos (47,9%), brancos (42,5%) e pretos (8,4%).

O IBGE informou ainda que, no terceiro trimestre de 2018, o número de desalentados somou 4,78 milhões de pessoas. O contingente ainda está próximo dos 4,83 milhões contabilizados no segundo trimestre, o maior percentual da série histórica. O IBGE considera desalentado quem está desempregado e desistiu de procurar emprego.

O percentual de pessoas desalentadas chegou a 4,3% e tem sua maior taxa no Maranhão e em Alagoas onde chega a 16,6% e 16%. O Maranhão também tem o menor percentual de trabalhadores com carteira assinada (51,1%).

No terceiro trimestre deste ano, 74,1% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada, percentual que ficou estável em relação ao trimestre anterior.

Além de ter a menor taxa de desemprego do país, de 6,2%, Santa Catarina também tem o menor percentual de desalentados, de 0,8%, e o maior percentual de trabalhadores com carteira assinada, de 88,4%.

A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil foi de 24,2%, o que representa 27,3 milhões. Esse número soma quem procurou emprego e não encontrou, quem não procurou, quem procurou e não estava mais disponível para trabalhar e quem trabalha menos de 40 horas por semana e que gostaria de trabalhar mais.

A população ocupada somou 92,6 milhões de pessoas. Esse total tem 67,5% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,4% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Construção do muro na fronteira com o México terá início


trump-president-of-bizarro-world--maybe-reggie-duffie
Donald Trump

De uma coisa ninguém pode acusar o presidente dos Estados Unidos Donald Trump: de não cumprir as polêmicas promessas de campanha. A mais recente idiossincrasia do “dono do mundo” foi a assinatura da ordem executiva para dar início à construção de um muro ao longo da fronteira com o México. E não parou por ai não. Mr. Trump congelou recursos públicos para as cidades que se negam a deportar imigrantes em situação irregular.

Quando a ignorância vence a solidariedade


O discurso de ódio fez uma mãe desistir do caminho mais eficiente para reencontrar a filha: a divulgação da informação e pedido de ajuda através dos meios de comunicação.

A menor de 15 anos desapareceu de casa no último dia 4. Desesperada, a família entrou em contato com o jornal e pediu ajuda. Imediatamente, o Extra publicou a notícia e os telefones para quem tivesse informações. A reação de parte dos internautas foi chocante: muitos leitores atacaram a menina pelo fato de ela ter uma namorada.

A mãe da garota fez um apelo:

“Boa tarde gente aqui é a mãe da adolescente,acho desnecessário os comentários de ofensa ela é uma menina de família criada na igreja,ela esta desorientada,ninguém sabe o que esta acontecendo sou uma mãe desesperada”.

Uma das leitoras do Extra sugeriu que o jornal suprimisse a informação de que a menina poderia estar com a namorada.

“Ana Clara Jabur Legal, Jornal Extra, expondo uma pessoa com menos de 18 anos pro Brasil inteiro com essa manchete em troca de um par de comentários criminosos que só disseminam ódio.”

É importante ressaltar: a leitora sustentou sua posição com argumentos e não com ofensas ou preconceito. Apenas discordou da linha editorial. O jornal, por sua vez, discordou da leitora. Entendeu que omitir a informação seria adotar o mesmo procedimento que está na raiz dos comentários que ofenderam a família, o preconceito. E mais: como a família sabe onde a suposta namorada mora, a informação poderia ser importante na localização. O jornal respondeu:

“Jornal Extra Oi, Ana Clara Jabur.  Tudo bem? Estamos expondo a foto e a história a pedido da família, para facilitar a busca. Nós noticiaríamos exatamente do mesmo jeito caso ela tivesse fugido com um namorado, ou com um amigo, ou com uma amiga, ou…. Enfim. Mas, infelizmente, não podemos conter o olhar homofóbico das pessoas.”

Muitos leitores apoiaram a postura da família em não ter vergonha ou preconceito em divulgar a informação. Mas no final da tarde, a mãe jogou a toalha. Assustada com os comentários agressivos a família pediu para tirar a reportagem que noticiava o desaparecimento do ar.

– Lamentamos ter que tirar a matéria do ar por causa de ataques de homofobia, por causa das agressões que estamos sofrendo – disse o padrasto.

O Extra, mais uma vez, atendeu ao pedido da família e retirou a matéria do ar.

Fonte: Jornal Extra